Após 2h30, o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) tirou todas as regiões de SP do estado de atenção para enchentes devidos às chuvas que atingiram a cidade no começo da tarde.
Às 17 horas, havia apenas registro de garoa e chuva leve em pontos isolados da capital. Na Grande São Paulo, as chuvas também são fracas.
Por conta do grande volume de chuva na região do Grande ABC paulista, entre as 15h40 e 16h20, houve transbordamento do Ribeirão dos Couros, no ponto de medição da Vila Rosa, em São Bernardo do Campo.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), muitas áreas de instabilidade ainda se organizam pelo oeste e noroeste do Estado, que nas próximas horas ainda podem provocar chuvas isoladas na Região Metropolitana.
Relatório do CGE mostra que a região de Ribeirão dos Couros (Piraporinha / Diadema) foi onde houve o maior volume de chuva durante a tarde, chegando a 48 mm. Em seguida veio a região de
Rudge Ramos (São Bernardo do Campo), com 45,6mm.
Por volta das 15h, chovia principalmente nos bairros de Vila Mariana, Ipiranga, Jabaquara, Cidade Ademar, Santo Amaro, Grajaú, Parelheiros e Engenheiro Marsilac. Além disso, os radares mostravam chuvas fortes na zona oeste, entre Pinheiros e Butantã, e no centro. Em demais pontos da cidade, a precipitação já era leve.
Mais cedo, no entanto, choveu forte na zona leste, principalmente nos bairros Mooca, Penha, Aricanduva, Vila Formosa, Guaianazes e Cidade Tiradentes. Nas proximidades da Estação Guaianazes da CPTM foi registrada a queda de granizo.
Previsão. Nos próximos dias, as condições atmosféricas continuam sendo típicas de verão. Na terça-feira, a frente fria se afasta de São Paulo, entretanto, áreas de instabilidade geradas pelo calor voltam a provocar pancadas de chuva forte a partir da tarde.
Os simuladores indicam maior probabilidade das chuvas iniciarem pelo ABC, Guarulhos, Mogi e zona leste. Os termômetros se mantém em alta, e a expectativa é de que ocorra um novo recorde de temperatura. A máxima prevista é de 34ºC.
Na quarta-feira, as chuvas tendem ser mais abrangentes e devem começar no período da tarde, estendendo-se para boa parte da noite.
Solange Spigliatti, da Central de Notícias (Atualizado às 17h15)
No início de outubro, o blog relatou um caso acontecido em Itaquera: um ‘ex-bueiro’ que desmoronou e ainda não tinha sido reconstruído, causando acúmulo de lixo e enchentes. Os moradores reclamaram e entramos em contato com a Subprefeitura de Itaquera para saber o que estava sendo feito para reverter a situação. Segundo o órgão, era necessário construir uma galeria de águas pluviais no terreno da casa abandonada em que o ‘buraco’ fica em frente. No entanto, ainda não tinha sido conseguida a autorização do proprietário. A Subprefeitura também alegou não ter os canos em estoque no momento.

Dois meses se passaram e nada foi resolvido. Segundo os moradores Kelly e Ricardo Gomes de Souza, que vivem na casa ao lado do ‘ex-bueiro’, nem a Subprefeitura, nem a Defesa Civil deram qualquer respaldo ao habitantes da Rua Euzébio Bento Barbosa. “Nós estamos avisando há quatro anos dos problemas aqui na rua”, diz Kelly. “A situação teve de piorar desse jeito para que eles viessem nos ajudar”. E piorou mesmo. Com as fortes chuvas da semana passada, houve um deslizamento e, além da calçada que já não existe, agora o muro ao lado da casa e as guias da rua também caíram, tornando o local mais perigoso para quem vive por lá. As fotos retratam essa situação.
Novamente procurada pelos moradores, e pela reportagem do blog, a Subprefeitura de Itaquera enviou engenheiros ao local e, após vistoria, a obra foi autorizada. De acordo com o órgão, o proprietário da casa foi contatado e permitiu a construção da galeria em seu terreno. Essa obra foi prometida para o mês de janeiro e deve resolver um dos problemas.

No entanto, a demora em sanar o caso, gerou uma outra complicação: com a queda do muro e a estrutura comprometida, o local pode desabar de uma vez a qualquer momento. De acordo com os engenheiros responsáveis, é preciso construir um muro de arrimo o mais breve possível. Essa obra deve iniciar nesta segunda, 20, garantiu a Subprefeitura.
Por outro lado, a decisão também levou à interdição das casas próximas ao buraco. Isso fez com que os moradores se revoltassem. “Eles nos disseram que vão fazer um muro de contenção como medida paleativa, mas para isso teremos de sair de nossas casas. Só que não temos para onde ir”, diz Ricardo Gomes de Souza. “Se a Subprefeitura tivesse atendido nosso pedidos desde o início, nada disso teria acontecido e não estaríamos vivendo isso”, explica o morador. Segundo a Subprefeitura de Itaquera, é necessário que as pessoas saiam do local o quanto antes, pois a construção do muro é arriscada para a estrutura das casas.
O blog vai continuar acompanhando o caso.
Wanise Martinez
Problemas com bueiros. Esse foi o tema abordado pelo SP das enchentes nas duas últimas sextas-feiras. Como há sempre uma valeta pertinho da gente, o blog decidiu relembrar o assunto no post de hoje, mas seguindo um caminho diferente: o ‘poder’ do cidadão.
Além de fazer a sua parte não jogando detritos, toda pessoa pode pedir a limpeza, construção ou reforma de qualquer um dos 57 mil bueiros ou das 400 mil bocas de lobo espalhadas por São Paulo. A solicitação é feita por telefone (156), pessoalmente nas subprefeituras ou pela internet (http://sac.prefeitura.sp.gov.br).
Segundo técnicos da área, uma operação de limpeza é realizada por quatro funcionários e tende a levar menos de meia hora. Se o bueiro estiver atrelado a uma galeria, o tempo aumenta e vai para 5 horas de trabalho. Já no caso de uma reconstrução, o processo pode levar alguns dias. Pareceu muito longo? Nem um pouco se comparado a um ‘ex-bueiro’ que fica em frente ao número 93 da Rua Euzébio Bento Barbosa, em Itaquera. Segundo o morador Ricardo Gomes de Souza, o tal bueiro demorou quatro anos para não ser limpo e muito menos reconstruído.
Situação do bueiro quatro anos atrás
Deixado de lado pelos órgãos competentes, diz Gomes, ele não aguentou a pressão e desmoronou, levando consigo parte da calçada. Seja isso obra do destino ou falha da Prefeitura, hoje jaz apenas o buraco de 2,5 metros de profundidade. “O estado do que um dia foi esse bueiro é terrível e perigoso”, afirma o morador, que vive na casa ao lado do buraco, localizado em frente a uma casa abandonada. “Qualquer um pode cair, não dá pra andar mais na calçada. Só não está pior porque nós todos [os moradores] limpamos sempre. Se não fosse por isso, o buraco estaria cheio de lixo e ainda poderia alagar a rua quando chovesse.”
Ricardo conta que reclamou no 156, pela primeira vez, em 2006. Como não teve resposta, continuou ligando até que, oito meses depois, viu no site da Prefeitura que o problema estava citado como resolvido, só que nada tinha sido feito – a reportagem verificou no site da Prefeitura que o protocolo nº 5787750, de 29/8/2006, consta como ‘solicitação atendida’. “Resolvi ligar direto na Ouvidoria, além de ir na Subprefeitura de Itaquera para cobrar. Mais uma vez, ninguém ajudou e isso foi se arrastando. Olha, até a Defesa Civil já foi chamada para verificar a situação e nada”, explica o morador, que tem em seu nome oito solicitações para o mesmo caso no site da Prefeitura.
Hoje em dia, buraco onde ficava bueiro acumula lixo
Mesmo depois de toda essa jornada, Ricardo decidiu divulgar a reclamação em vários sites e blogs de ajuda ao cidadão, mas não teve resultado positivo. Há três meses, fez uma última tentativa: mandou email para todos os vereadores de São Paulo. Somente o vereador Milton Ferreira (PPS) respondeu o pedido e mandou providenciar um ofício (nº 106/2010) solicitando a reforma do bueiro. Ainda assim, o buraco continua.
De acordo com a Supervisão de Obras da Subprefeitura de Itaquera, não existem bocas de lobo na Rua Euzébio Bento Barbosa. As águas pluviais escoariam superficialmente pela propriedade particular localizada no número 93 – que seria o único local disponível para a execução de rede de águas da chuva.
A Subprefeitura de Itaquera também ressaltou que “para tal serviço, necessitamos de autorização do proprietário, o que ainda não ocorreu, e também da compra de tubo de PVC, pois a Supervisão de Obras não tem o estoque, pelo fato de ser usado apenas tubos de concreto para manutenção de galerias em ruas e avenidas. Não é possível a execução com tubos de concreto, pois não existe acesso de máquinas no local. A Supervisão de Obras desta subprefeitura informou o munícipe via telefone.”
Sem limpeza. Quem também testou o serviço, de limpeza ou reconstrução de bueiros, oferecido pela Prefeitura foi o engenheiro Valter Manoel Ribeiro Vieira. Em 6 de julho, ele se dirigiu à Subprefeitura de Tucuruvi-Santana e solicitou a limpeza de uma valeta que estava soltando água e infectando a rua em que mora, a Travessa dos Cartões de Natal, no bairro Parque Vitória. Mais de dois meses se foram sem uma resposta positiva. “Nesse período, entrei em contato com a Ouvidoria, fiquei verificando o status do pedido no site e também voltei à subprefeitura várias vezes para reclamar”, explica.
Cansado de esperar, optou por enviar um email ao ‘São Paulo Reclama’, seção do Estado, no dia 13 de setembro. Dez dias depois, a assessoria de imprensa da Subprefeitura Santana/Tucuruvi afirmou que ‘a limpeza do bueiro tinha sido executada e que os serviços de manutenção e zeladoria na região seriam reforçados’.
De acordo com decreto oficial do prefeito Gilberto Kassab, as empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza dos bueiros têm prazo de cinco dias corridos após o recebimento da ordem de serviço. Depois disso, o cidadão deve ligar para a Ouvidoria do Município. Segundo dados da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, de 2005 até o final de agosto de 2010, foram realizadas 4,7 milhões de limpezas em bueiros e bocas de lobo da cidade.
E você, já fez alguma solicitação de limpeza ou reforma de bueiro para a Prefeitura? Conte-nos sua história.
Wanise Martinez
2011
2010