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SP das enchentes

SÃO PAULO – Apenas ontem, choveu 24% (52,1mm) da média esperada para fevereiro em São Paulo. Além disso, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), durante todo o mês, choveu 13,5% (246,4mm) a mais do que a média esperada, de 217mm.

Segundo o CGE, áreas de instabilidade associadas com a propagação de uma frente fria pelo oceano causaram as chuvas de longa duração na tarde de segunda-feira. As regiões mais atingidas foram as zonas norte, leste, centro e Marginal Tietê. A cidade chegou a ter 50 pontos de alagamento, sendo 27 deles intransitáveis.

O maior índice pluviométrico Foi registrado na zona norte, 74,6 mm. E o menor foi na zona oeste, com 18,1 mm.

Marília Lopes, da Central de Notícias

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SÃO PAULO – O grande volume de chuva que caiu sobre São Paulo e região metropolitana em janeiro ficou abaixo da quantidade alcançada no mesmo mês de 2010, mas superou em 72,5% a média geral para os meses de janeiro registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências, de acordo com o relatório mensal divulgado nesta terça-feira, 1º.

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Média de chuva em SP considera período de 1961 a 1990

Segundo o levantamento, o volume acumulado médio na capital no mês passado foi de 412,5mm, enquanto a média climatológica esperada é de 239mm. Em 2010, quando houve recorde de precipitação na cidade, choveu 461,3mm – 93% acima da expectativa média para os meses de janeiro.

Esse volume médio é calculado levando-se em conta as observações em todas as subprefeituras. Por conta disso, algumas subprefeituras registraram acumulados ainda mais altos do que a média para a cidade. A subprefeitura de Aricanduva/Formosa teve o maior índice da capital: um volume acumulado de precipitação de 622,2mm, cerca de 160% acima da média climatológica.

O maior acumulado de chuva em São Paulo no mês foi no dia 10, cuja precipitação acumulada média foi de 52,2 mm, o que equivale a 21,8% da média climatológica. Naquele dia, as chuvas começaram no dia 10 e seguiram pela madrugada do dia 11, que registrou 22,3mm de chuva. O segundo evento mais chuvoso foi o do dia 23, quando o volume acumulado médio da cidade foi de 49,5mm, embora em algumas localidades a chuva tenha sido bem mais intensa, como em Aricanduva, onde o acumulado foi de 187,5mm.

Apesar de não ultrapassar a marca do ano passado, a primeira quinzena de janeiro foi muito chuvosa e, até então, seus índices pluviométricos superavam os de 2010 para o mesmo período. Como o previsto, a segunda quinzena foi menos chuvosa do que a primeira, embora grandes precipitações tenham ocorrido, como no dia 23, segundo o CGE.

Mortes. De acordo com levantamento da Defesa Civil Estadual, no mês de janeiro, somente na capital, quatro pessoas morreram em decorrência da chuva. Foram três vítimas no dia 10, quando duas mulheres foram soterradas no Jaçanã, na zona norte, e um homem foi levado pela enxurrada na Avenida 9 Julho, no centro, e morreu afogado; e outra no dia 7, quando o teto do imóvel onde um homem estava desabou.

Por Solange Spigliatti, da Central de Notícias

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SÃO PAULO – A forte chuva que atingiu São Paulo na noite de segunda-feira, 10, fez transbordar os rios Pinheiros e Tietê e os córregos Cabuçu de Baixo, na zona norte, Jaguaré, na zona oeste, e Morro do S, na zona sul. Cinco pessoas morreram e três ficaram feridas em deslizamentos na capital e em Mauá, na Grande SP. Duas vítimas ainda estão desaparecidas.

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Na manhã desta terça-feira, 53 pontos da cidade permanecem alagados, de um total de 120 contabilizados desde o início da chuva, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A Marginal Tietê apresenta quatro pontos de alagamento: no acesso à Rodovia Presidente Dutra, na altura da Ponte do Piqueri, sob a Ponte do Limão e na região do Cebolão, próximo ao acesso à Rodovia Castello Branco.

Durante a madrugada o Corpo de Bombeiros recebeu chamados de dezenas de pessoas ilhadas pela cidade, e o Rio Pinheiros extravasou na altura da Ponte da Cidade Universitária. Moradores do Jardim Rochdale, na divisa com Osasco, relatam que a água do Rio Tietê invadiu cerca de 50 casas, destruindo móveis e eletrodomésticos. “Sábado aconteceu isso, hoje de novo. A água subiu tanto que está batendo no pescoço de alguns moradores”, disse o motorista Rodrigo Silva, de 38 anos.

Deslizamentos. O Corpo de Bombeiros registrou diversos deslizamentos na capital, com quatro mortos e um ferido. Até a manhã desta terça-feira, a corporação não tinha um balanço do total de ocorrências do tipo. Em Mauá, na Grande SP, deslizamentos deixaram um morto e duas pessoas desaparecidas.

O aposentado Amaro Gabriel do Nascimento, de 76 anos, foi vítima de um soterramento na Rua Nilton Machado de Barros, no Capão Redondo, zona sul da capital. Seu neto, de 17 anos, escapou com uma perna fraturada. Na Rua Virgínia de Araújo, Tremembé, zona norte, outro deslizamento deixou duas pessoas mortas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Um morador de rua também morreu na Rua Major Quedinho, região central de São Paulo. Segundo testemunhas, ele foi arrastado pela enxurrada até bater em um carro. O homem foi socorrido à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

Em Mauá, duas pessoas estão desaparecidas após duas casas deslizaram sobre uma residência na Rua Prefeito Dorival Resende da Silva, no Alto da Boa Vista. Os bombeiros continuam as buscas. Na Rua Vereador Alberto Ratti, no Jardim Rosina, uma pessoa morreu soterrada em casa.

Na Rua Zoaldo Ferreira da Silva, na Vila Santa Cecília, um morador fraturou a perna após sua residência ser atingida pela terra que desceu de uma encosta.

Previsão. Até as 4h30 de terça-feira, choveu 125,2mm na estação telemétrica Cabuçu de Cima – Vila Galvão, na região norte, divisa com Guarulhos, e 118,8mm na estação do Rio Tietê em São Miguel, na zona leste. Na estação da Bela Vista, região central, a precipitação alcançou 96,8mm.

No momento há apenas chuva leve e chuviscos isolados na cidade, mas ainda pode haver novos alagamentos devido ao refluxo dos rios, segundo o CGE. O órgão ressalta que o solo encharcado mantém elevado o risco de inundações e deslizamentos de terra.

O tempo não muda muito ao longo da semana e segue abafado com sol entre nuvens na capital, com termômetros oscilando entre 19ºC e 29ºC. As chuvas continuam ocorrendo na forma de pancadas, principalmente no final das tardes, e permanece elevado o risco de alagamentos e deslizamentos de terra.

Bruno Lupion, da Central de Notícias


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SÃO PAULO – Após três dias de fortes chuvas, as ruas do Jardim Romano, na zona leste, continuam sem alagamentos. A região que ficou inundada por dois meses no início de 2010, deixando 3 mil famílias desabrigadas, ganhou piscinão, ao lado da várzea do Rio Tietê.

Ontem à tarde, sob forte temporal, a população do bairro comemorava a ausência de enchentes na Rua Capachós, por onde só se passava de barco em 3 de janeiro de 2010. “No domingo, quando começou a chover, achamos que o piscinão não suportaria. Nunca vi chover tanto aqui e não alagar a rua”,disse o aposentado Marco Eufrásio, de 72 anos, morador há três décadas na Rua Capachos.

O piscinão do Jardim Romano ainda tem funcionamento parcial. São três bombas que lançam as águas que transbordam do Tietê e de córregos afluentes para um dique de 1.600 metros. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vistoriou as obras na manhã de ontem e considera ter “acertado” ao fazer um contrato emergencial de R$ 70,5 milhões para a construção do dique. Para a realização da obra, foram removidas 389 famílias.

Diego Zanchetta, de O Estado de S.Paulo

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24.novembro.2010 07:48:16

Água, ratos e muita sujeira

O cheiro é forte. Uma mistura de lixo com odor de mofo, de coisa guardada sem secar. Essa é a Rua Darzan, em dia pós-chuva, ainda com resquícios de alagamento. Cortada pela Avenida Cruzeiro do Sul, ela está dividida em duas partes. Uma termina na Rua Dr. Zuquim e a outra na Rua Voluntários da Pátria. Apesar de mais curto, esse segundo trecho enche d’água sempre que chove. E com a água vem o lixo, o mau cheiro, os ratos e a sensação de descaso, mais uma vez.

Quem vive essa situação há 13 anos é o comerciante Euclides dos Reis Coimbra, dono de um bar no número 125 da Rua Darzan. Localizado quase na esquina, o estabelecimento já foi alagado tantas vezes que Euclides perdeu as contas. “É só bater uma chuvinha e pronto. Já fica tudo cheio por aqui. Não passa carro, nem pedestre. E meu bar fica de água até aqui ó”, diz o comerciante, apontando a marca que a água fez em sua parede. “Já perdi freezer, geladeira, um monte de mercadoria. Não tem jeito. Mesmo com a porta fechada, a água entra e aí depois fica aquele monte de água suja”, conta.

De acordo com Euclides, existem dois problemas graves que causam enchentes no local: o desnível da rua e os bueiros que não escoariam corretamente a água. “Esse trecho da Darzan é mais baixo do que as outras ruas, por isso ela acaba funcionando como uma bacia que recebe todo o volume de água e lixo que vem da Cruzeiro do Sul e também da Voluntários”, explica. “Para piorar, os dois bueiros que existem na rua não foram construídos com os diâmetros do tamanho certo, então não conseguem mesmo suportar tudo o que chega”, diz o morador.

O comerciante afirma que liga a cada 8 dias para o 156 limpar essas valetas, e que sempre é atendido pelo serviço da Prefeitura. Entretanto, só a limpeza não basta. “O problema é estrutural. E a situação piora com o tanto de lixo jogado nas ruas, que depois é trazido pela água e desemboca aqui na Darzan”.

Moradora da rua há 32 anos, a dona de casa Vera Lúcia Abolafio também reclama das enchentes. Além de culpar o acúmulo de lixo, ela acrescenta mais um agravante à situação: os ratos. “Quando chove por aqui, ainda que só um pouquinho, já é motivo para aparecer um monte de ratos. E não são daquele tipo pequeno não. São daqueles grandes, do tamanho de coelhos. Um horror”, reclama.

Ela relata que, frequentemente, chama o serviço de Controle de Zoonoses para verificar o local. A equipe coloca remédio para exterminar os ratos, mas é só chover que os roedores ressurgem. “Não adianta só matar na hora ou limpar o lixo daquele dia. Os ratos aparecem porque a sujeira aumenta com a água. As pessoas precisam aprender a não jogar as coisas em qualquer lugar. Como a rua é mais baixa, e esse é um outro problema que nós também reclamamos, tudo fica parado aqui. E assim, a Darzan vai ser sempre um depósito de lixo”, conta a moradora.

O blog entrou em contato com a Subprefeitura Santana/Tucuruvi para questionar quais medidas poderiam ser tomadas para solucionar os problemas citados acima. Segundo o órgão, os serviços de limpeza e varrição na Rua Darzan acontecem 2 vezes ao dia, de segunda a sábado, e são reforçados com o objetivo de prevenir os alagamentos. 

A Subprefeitura também afirma que o local é constantemente visitado pelas ’Operações cata-bagulho’ – que tem como objetivo educar a população sobre as formas corretas de se desfazer de objetos e materiais que não têm mais uso. Dados da última operação realizada, em dois de outubro, indicam que foram recolhidos mais de cinco toneladas de materiais entre a Avenida General Ataliba Leonel e a Rua Conselheiro Saraiva – região central de Santana que engloba a Rua Darzan. 

De acordo com o órgão, uma equipe de limpeza percorre a Cruzeiro do Sul, diariamente, recolhendo materiais deixados por moradores de rua e fazendo a lavagem dos locais. Esse serviço teria maior concentração no centro de Santana, nas proximidades da estação Santana do Metrô, que fica localizada a menos de duas quadras da Rua Darzan.

A Coordenação das Subprefeituras também foi procurada pelo blog para explicar o problema estrutural da rua, o desnível em relação às outras apontado pelos moradores como fator preponderante para a ocorrência de enchentes. O órgão, no entanto, afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Nossa reportagem ainda conversou com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para falar sobre o grave problema dos ratos. A resposta foi dada pela Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), vinculada à Secretaria, e diz que de 1º de outubro até 23 de novembro foram atendidas nove solicitações de desratização na Rua Darzan com a Avenida Cruzeiro do Sul. De acordo com a Covisa, uma equipe da Supervisão de Vigilância em Saúde (Suvis) esteve no local nesta última segunda, 22, e verificou que existe uma obra próxima à rua que pode estar provocando a migração dos ratos, em função das vibrações no solo. Outro aspecto apontado pela equipe é o grande volume de lixo jogado na rua, fato que dificulta a aplicação de iscas raticidas, contribui para o entupimento dos bueiros e obriga a saída dos roedores para as ruas e por locais como vasos sanitários de ligações clandestinas de esgoto. A Covisa também informou que mantém um monitoramento da região em seu cronograma.

link Veja também: Menos lixo, mais qualidade de vida

 

Wanise Martinez

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A temporada de chuvas em São Paulo mal começou e já deu indícios de como os próximos meses podem ser na capital paulista. Nesta manhã, uma árvore caiu na Rua Sampaio Viana, no Paraíso, e atingiu dois carros. Por causa do acidente, a via ficou bloqueada. Por sorte, ninguém ficou ferido.

Já ontem, após o temporal que caiu sobre a cidade entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira, uma rua no Bom Retiro ficou alagada por mais de 11 horas. Isso mesmo, 11 horas. E a menos de dois quilômetros da Rua Porto Seguro, que teve enchentes históricas registradas já em 1929.

Este era o cenário na Rua Barra do Tabagi, na região central. Mesmo sem cair uma gota de chuva na manhã de quarta, a água da tempestade do dia anterior só começou a escorrer por volta das 10h. Por causa desse mesmo temporal, a Radial Leste ficou alagada próximo ao acesso da Avenida Aricanduva.

Ao todo, a cidade chegou a registrar 10 pontos de alagamento, semáforos apagados e o estado de atenção entre 21h55 e 0h15.

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A Defesa Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, disponibilizou, desde a última sexta-feira, 29 de outubro, programa de alerta de enchentes enviados por meio de torpedos e e-mail para comerciantes e a população em área de risco. O sistema promete avisar comerciantes e outras pessoas cadastradas sobre enchentes, temporais, vendavais e descargas elétrica com até três horas de antecedência.

Segundo o diretor do Departamento de Segurança Pública e Defesa Civil de São Carlos, Heleno do Nascimento, a região central da cidade abriga a maior parte do comércio, que foi construído em cima do leito de um rio que corta a região. “Acima de 50 milímetros de chuva, o rio transborda. Com isso, muitos comerciantes são prejudicados”, afirmou.

Até agora, há 80 comerciantes cadastrados para receber SMS, e 1.437, para e-mails. A medida faz parte da ‘Campanha Cidade Mais Segura’, lançada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.

Um sistema parecido criado pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, foi indicado para monitorar o nível e a poluição do Rio Tietê, mas dependia da aprovação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do Estado.

Por Julia Baptista, da Central de Notícias

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01.outubro.2010 09:14:09

Culpa do bueiro

Choveu um pouco mais e pronto: nova enchente na Avenida Alexandre Colares com a Marginal do Tietê. E a culpa é de quem? De dois bueiros que não cumprem o papel a que foram designados – o de escoar corretamente a água. “Esses bueiros são falsos”, diz Luiz Eduardo Silva, supervisor de vendas da empresa Aços Finos Tarumã, que fica exatamente na esquina que sofre com os alagamentos. “Qualquer chuvinha mais forte, como a de segunda (dia 27), a água já sobe, os bueiros transbordam e não dá para trafegar”, conta.

Ao contrário do que se possa imaginar, essas valetas – como também são chamados os bueiros – são limpadas regularmente, mas não resolvem a situação. “Só esse ano, eu já contei que a Prefeitura mandou equipe de limpeza umas oito vezes. Mas é só chover de novo que tudo recomeça”, diz. Vale lembrar que o lixo jogado na rua e acumulado ao redor dos bueiros – fato verificado pela reportagem – também contribui para o problema.

Apontada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) como um dos pontos de inundação da cidade, a avenida Alexandre Colares fica próxima à Ponte Atílio Fontana, sentido Rodovia Castelo Branco. Ambas são acessadas pela Marginal do Tietê que, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), é a via que concentra o maior volume de veículos por dia: cerca de 350 mil. Com esse problema dos bueiros, o trânsito no local é comprometido quase toda vez que chove, além dos riscos que a água parada oferece aos pedestres.

Outro fato importante: apesar dessa avenida ser um pouco vazia, quase completamente tomada por empresas e transportadoras, existe um bar perto das valetas e também duas comunidades instaladas nas ruas ao lado, que utilizam a saída da Marginal. A moradora Maria José de Souza, que vive há 15 anos na comunidade ‘Razzo’ – localizada entre a Marginal e a Avenida Joaquim da Costa Miranda –, conta que os alagamentos são grandes obstáculos. “Já ficamos presos aqui várias vezes por causa de inundação”, diz. “Para tentar sair, temos de andar muito pelas ruas de trás porque não dá para passar ali perto da Marginal que, na maioria das vezes, é o caminho mais fácil para gente”.

De acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o mau funcionamento dos bueiros nesse local já foi detectado. Para resolvê-lo, será construída uma galeria na pista local da Marginal do Tietê, de modo a minimizar as inundações. Galeria é um sistema de dutos subterrâneos utilizados para conduzir as águas pluviais captadas pelas estruturas de microdrenagem, como os bueiros e as bocas de lobo, que serão liberadas em córregos e rios. Segundo informou a Secretaria, essa obra – que ainda não começou – ficará pronta na primeira quinzena de novembro.

Em entrevista concedida ao Estado nesta quarta-feira, 29, o prefeito Gilberto Kassab confirmou a data citada acima para o término de alguns projetos, entre eles a galeria da Avenida Alexandre Colares, e também complementou dizendo que a cidade vai estar mais preparada para as enchentes no próximo ano. De acordo com o prefeito, a verba prevista para ações como limpeza de bocas de lobo e substituição das galerias pluviais será elevada em 2011 para R$ 540 milhões.

O blog vai acompanhar essas promessas.

Wanise Martinez

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