SÃO PAULO – Após três dias de fortes chuvas, as ruas do Jardim Romano, na zona leste, continuam sem alagamentos. A região que ficou inundada por dois meses no início de 2010, deixando 3 mil famílias desabrigadas, ganhou piscinão, ao lado da várzea do Rio Tietê.
Ontem à tarde, sob forte temporal, a população do bairro comemorava a ausência de enchentes na Rua Capachós, por onde só se passava de barco em 3 de janeiro de 2010. “No domingo, quando começou a chover, achamos que o piscinão não suportaria. Nunca vi chover tanto aqui e não alagar a rua”,disse o aposentado Marco Eufrásio, de 72 anos, morador há três décadas na Rua Capachos.
O piscinão do Jardim Romano ainda tem funcionamento parcial. São três bombas que lançam as águas que transbordam do Tietê e de córregos afluentes para um dique de 1.600 metros. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vistoriou as obras na manhã de ontem e considera ter “acertado” ao fazer um contrato emergencial de R$ 70,5 milhões para a construção do dique. Para a realização da obra, foram removidas 389 famílias.
Diego Zanchetta, de O Estado de S.Paulo
A Defesa Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, disponibilizou, desde a última sexta-feira, 29 de outubro, programa de alerta de enchentes enviados por meio de torpedos e e-mail para comerciantes e a população em área de risco. O sistema promete avisar comerciantes e outras pessoas cadastradas sobre enchentes, temporais, vendavais e descargas elétrica com até três horas de antecedência.
Segundo o diretor do Departamento de Segurança Pública e Defesa Civil de São Carlos, Heleno do Nascimento, a região central da cidade abriga a maior parte do comércio, que foi construído em cima do leito de um rio que corta a região. “Acima de 50 milímetros de chuva, o rio transborda. Com isso, muitos comerciantes são prejudicados”, afirmou.
Até agora, há 80 comerciantes cadastrados para receber SMS, e 1.437, para e-mails. A medida faz parte da ‘Campanha Cidade Mais Segura’, lançada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Um sistema parecido criado pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, foi indicado para monitorar o nível e a poluição do Rio Tietê, mas dependia da aprovação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do Estado.
Por Julia Baptista, da Central de Notícias
2011
2010