Semáforos em várias vias da capital paulista estão apagados ou com amarelo piscante por causa das chuvas de ontem, 16. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou no início da tarde desta quinta-feira, 17, 77 pontos com problema. De manhã, o número chegou a mais de 100.
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A manutenção é feita pela equipe da CET. Segundo a assessoria de imprensa da Companhia, se não chover forte novamente, a situação deverá ser normalizada até o fim da tarde.
Até lá, funcionários sinalizam manualmente os principais cruzamentos afetados. Nas vias menos movimentadas a CET colocou cones para organizar o tráfego.
Texto atualizado às 14h30.
Por cerca de 2h40, toda a cidade de São Paulo ficou em estado de atenção por causa da chuva no fim da tarde de hoje. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) encerrou o alerta às 17h40. Ainda chove com pontos moderados na Zona Norte, entre os bairros de Piritiba e Jaraguá,e no extremo leste, entre os bairros de Itaquera, Itaim Paulista, São Mateus, Guaianazes e Cidade Tiradentes.
Por causa do temporal, dezenas de pontos de alagamento se formaram na capital e, por volta das 18h40, segundo a CET, oito estavam intransitáveis. O ponto que fechava a Avenida 23 de Maio baixou e o trânsito foi liberado na via.
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Os locais que tinham o trânsito bloqueado por causa do nível da água estavam na:
- Marginal Tietê, sentido Castelo Branco, pista central, com a Ponte Freguesia do Ó;
- Avenida Olavo Fontoura, altura do número 1.209, sentido centro;
- Praça Alceu Amoroso Lima, com a Avenida Maria Coelho Aguiar, nos dois sentidos;
- Rua Romão Gomes, com a Avenida Valdemar Ferreira, sentido Jóquei;
- Rua Alvarenga, com a Avenida Afrânio Peixoto, sentido centro;
- Avenida Francisco Morato, com a Rua Pureus, sentido centro;
- Avenida Aricanduva, com a Rua Ganges, sentido Itaquera e
- Avenida Magalhães de Castro, sentido Interlagos, com a ponte Engenheiro Roberto Zuccolo.
De acordo com o CGE, durante a tarde, as chuvas ganharam força em toda a zona oeste, onde houve registro de precipitação forte em praticamente todos os bairros. Na zona leste, também houve registro de chuvas muito fortes, inclusive com potencial para queda de granizo. No extremo sul da cidade e na região sudeste também houve chuva forte. No restante da cidade, a intensidade ficou entre fraca e moderada.
Às 12h30, as zonas leste e sudeste foram as primeiras a entrar na situação. Como a precipitação se intensificou, as zonas oeste, sul e central, além da Marginal do Pinheiros, foram incluídas por volta das 14h30. Após uma hora, a Marginal do Tietê também entrou no estado de atenção, seguida alguns minutos depois pela zona norte.
Aeroportos. O Aeroporto de Congonhas fechou, por duas vezes, entre as 14h54 e 15h21, e depois das 15h44 até as 16h41, ficando interditado para pousos e decolagens. Agora ele opera por instrumentos. A Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, opera por instrumentos desde as 16h35.
Até as 18h desta sexta-feira, 43 voos partiram com atrasos, representamdp 23,2% dos 185 agendados para o período; quatro deles foram cancelados. Em Cumbica, 45 voos locais não saíram no horário marcado, proporcionalmente 27,3% dos 165 de hoje. Dos internacionais, 8 tiveram o problema, 11,9% dos 67 agendados.
Atualizado às 18h50.
SÃO PAULO – Toda a cidade de São Paulo saiu do estado de atenção às 21h05, após quatro horas, após a chuva que caia perder intensidade. Por causa do temporal, o Centro de Gerenciamento de Emergências registrou cinco pontos de alagamento, a maioria na zona norte da capital. Por volta das 22h, dois deles ainda estavam ativos e um era intransitável.
Devido às altas temperaturas e à umidade vinda do oceano, associadas a áreas de instabilidade vindas do Sul do Brasil, pancadas de chuva de até forte intensidade se formaram e atingiram a região sul no início da tarde. No fim da tarde, choveu forte entre a zonas norte e leste e na zona oeste.
O ponto de alagamento intransitável estava na Marginal do Tietê, próximo a Ponte Cruzeiro do Sul, para quem seguia em direção a Castelo Branco. Por causa do alagamento, a pista tinha lentidão na aproximação.
Os outros pontos de alagamento que ainda afetava o motorista, mas eram transitáveis, estava também na Marginal do Tietê, na altura da Ponte Vila Guilherme, no mesmo sentido que o primeiro.
Os outros três alagamentos registrados foram nas avenidas Zaki Narchi e Sumaré e na Estrada de M’Boi Mirim, mas o nível da água já baixou.
Árvores. A CET registrou ao menos quatro queda de árvores neste sábado, três deles depois do início das chuvas. Os incidentes aconteceram nas ruas Dr. Rafael de Barros, Aluísio Azevedo, Passos Ourique e Tuiuti.
Mais cedo, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras realizou um mutirão de poda de árvores nas regiões Sé e Pinheiros, respectivamente no centro e na zona oeste. A operação, em parceria com a Eletropaulo, contou com 71 funcionários das subprefeituras. Quarenta árvores foram podadas nas ruas Groenlândia, Norma Pieruccini, Colômbia, avenida Rudge e Rio Branco.
Neste ano, as subprefeituras receberam cerca de 300 mil pedidos para poda de árvores na cidade, sendo que mais de 700 mil intervenções foram realizadas.

Granizo na Marginal Tietê, próximo à Ponte do Limão
20h20: O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) retirou, às 19h20, São Paulo do estado de atenção causado pelas chuvas que atingiram a cidade na tarde de hoje. Agora restam apenas chuviscos em boa parte da cidade, que registrou 25 pontos de alagamento. Seis desses pontos ainda estão ativos, porém todos são transitáveis.
Segundo o CGE, foi registrada chuva de granizo em nos seguintes pontos da cidade: Barra Funda, Consolação, Aeroporto do Campo de Marte, avenida Marquês de São Vicente com ponte Júlio Mesquita, ponte do Limão, rua Barão de Limeira, parque Ecológico do Tietê e no Butantã.
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18h40: São Paulo já tem cinco pontos de alagamentos causados pela chuva. Todos são transitáveis para veículos. Os pontos de alagamento estão localizados:
- Avenida Marquês de São Vicente com a praça Pascoal Martins, sentido Barra Funda;
- Marginal do Tietê, no sentido Ayrton Senna, perto da ponte Jânio Quadros, na pista expressa e central, e um próximo à ponte Cruzeiro do Sul, na pista expressa.
- No sentido Castello Branco da Marginal, apenas um ponto nas cercanias da ponte Cruzeiro do Sul, na pista expressa.
A zona norte de São Paulo entrou em estado de atenção por volta das 17h30, em razão das fortes chuvas que caem na cidade. Com esta, já são oito as regiões postos em estado de atenção pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). São elas as zonas leste, sudeste, oeste, sul e centro e as marginais do Pinheiros e Tietê.
Na zona norte chove pesado principalmente entre os bairros do Limão, Casa Verde e Freguesia do Ó. Também chove moderado com pontos fortes entre a região central e a zona oeste. Na zona sul, chove forte nos bairros de Grajaú e Parelheiros.
As áreas de instabilidade geradas pelo calor e pela alta umidade provocaram pancadas de chuva moderadas à fortes em toda a capital. Também chove consideravelmente entre os municípios de Cotia, Jandira, Carapicuíba, Osasco, Santana de Paranaíba e ABC.
Segundo o CGE, por volta das 16h30 foi registrada chuva forte acompanhada de queda de granizo no bairro de Caxingui, pertencente à Subprefeitura de Butantã, na Zona Oeste.
Às 16h ainda não chovia em Guarulhos, mas a estação meteorológica do aeroporto de Cumbica registrou rajadas de vento de 40km/h.
Segundo os meteorologistas do CGE, a previsão é de que as chuvas se intensifiquem, em função da propagação de instabilidades que se encontram a Oeste da Capital, na região de Sorocaba.
Foi encerrado, depois de três horas, o estado de atenção em duas regiões da capital paulista, por conta das fortes chuvas que atingiram São Paulo no começo da tarde desta segunda-feira, 22. A zona sul e a Marginal do Pinheiros ficaram em estado de atenção no período das 14h25 às 17h25.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as chuvas fortes, que atingiram as regiões do Butantã, Raposo Tavares, Vila Sônia, Santo Amaro, Campo Limpo, Campo Belo e Jabaquara, perderam intensidade, restando apenas precipitação leve por volta das 17h30.
As áreas de instabilidade, geradas pela passagem de uma frente fria de fraca intensidade, atingiram inicialmente a zona sul, e em seguida as demais regiões da cidade, variando entre intensidade fraca e moderada.
O tempo segue nublado e bastante instável na Capital, que ainda pode registrar chuvas fracas ao longo da noite. Os maiores índices pluviométricos registrados pela Rede Telemétrica do Alto-Tietê até as 17h25 foram Pirajuçara (Campo Limpo), com 16mm, Córrego Poá, com 15,6mm, e Morro do S (São Paulo), com 13,8mm.
Congonhas. A chuva chegou a interromper as operações do Aeroporto de Congonhas por 14 minutos. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apesar do fechamento, não foi registrado nenhum voo alternado para outro aeroporto.
O aeroporto ficou fechado das 16h23 às 16h37, quando começou a operar com auxílio de instrumentos, segundo a Infraero.
Em um boletim divulgado às 17 horas, a Infraero informou que de 170 voos planejados para hoje, 10 foram cancelados, 37 sofreram atrasos ao longo do dia e seis registravam atrasos de mais de meia hora.
Por Priscila Trindade e Solange Spigliatti, da Central de Notícias.
Atualizado às 17h15.
A temporada de chuvas em São Paulo mal começou e já deu indícios de como os próximos meses podem ser na capital paulista. Nesta manhã, uma árvore caiu na Rua Sampaio Viana, no Paraíso, e atingiu dois carros. Por causa do acidente, a via ficou bloqueada. Por sorte, ninguém ficou ferido.
Já ontem, após o temporal que caiu sobre a cidade entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira, uma rua no Bom Retiro ficou alagada por mais de 11 horas. Isso mesmo, 11 horas. E a menos de dois quilômetros da Rua Porto Seguro, que teve enchentes históricas registradas já em 1929.
Este era o cenário na Rua Barra do Tabagi, na região central. Mesmo sem cair uma gota de chuva na manhã de quarta, a água da tempestade do dia anterior só começou a escorrer por volta das 10h. Por causa desse mesmo temporal, a Radial Leste ficou alagada próximo ao acesso da Avenida Aricanduva.
Ao todo, a cidade chegou a registrar 10 pontos de alagamento, semáforos apagados e o estado de atenção entre 21h55 e 0h15.
São Paulo ficou em estado de atenção por aproximadamente 40 minutos na noite desta sexta-feira, 5, por causa das fortes chuvas que atingiam a cidade, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). De acordo com o órgão, a previsão é que a noite e a madrugada continuem com chuvas, que variam de intensidade.
A capital ficou em alerta das 20h05 até as 20h40. Devido ao temporal, três pontos de alagamento, todos transitáveis, se formaram na cidade. Chove forte na zona sul, entre os bairros de Campo Limpo, Capão Redondo e Jardim São Luís. Chuvas moderadas caem em praticamente todo o restante da região, assim como em toda a zona oeste, zona norte e região central.
Na zona leste chove moderadamente entre a Mooca e Belém, Tatuapé, Vila Prudente, Aricanduva e Vila Formosa. Na Grande São Paulo, chove forte nos municípios de Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Santo André.
Áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria provocam o mau tempo.
Por Pedro da Rocha, da Central de Notícias
A Defesa Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, disponibilizou, desde a última sexta-feira, 29 de outubro, programa de alerta de enchentes enviados por meio de torpedos e e-mail para comerciantes e a população em área de risco. O sistema promete avisar comerciantes e outras pessoas cadastradas sobre enchentes, temporais, vendavais e descargas elétrica com até três horas de antecedência.
Segundo o diretor do Departamento de Segurança Pública e Defesa Civil de São Carlos, Heleno do Nascimento, a região central da cidade abriga a maior parte do comércio, que foi construído em cima do leito de um rio que corta a região. “Acima de 50 milímetros de chuva, o rio transborda. Com isso, muitos comerciantes são prejudicados”, afirmou.
Até agora, há 80 comerciantes cadastrados para receber SMS, e 1.437, para e-mails. A medida faz parte da ‘Campanha Cidade Mais Segura’, lançada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Um sistema parecido criado pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, foi indicado para monitorar o nível e a poluição do Rio Tietê, mas dependia da aprovação do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do Estado.
Por Julia Baptista, da Central de Notícias
As ruas praticamente limpas e o tempo seco contrastam com o caos de verões passados. Na Praça 14 Bis, localizada na Bela Vista, região central de São Paulo, os alagamentos fazem parte da rotina. Segundo moradores e comerciantes da região, qualquer chuva mais forte é suficiente para causar transtornos para quem passa pelo local. Circundada por ruas íngremes e longas, em dias de temporal a praça acumula lixo e sujeira, que descem com a força das águas. Para diminuir o impacto das inundações, a construção de dois piscinões na região é promessa antiga da Prefeitura, um na 14 Bis e outro no Terminal Bandeira. As obras, porém, ainda estão no papel.

“Precisamos impedir que tudo se concentre aqui embaixo”, diz síndico
No início do ano, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou que a construção – engavetada pelo então prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), em 2005 – começaria em maio. Procurada pela reportagem, a comunicação da Prefeitura informou que a obra ainda não tem previsão para começar. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), os piscinões “encontram-se em fase de estudo” e os impactos do projeto no meio ambiente e no trânsito estão sendo analisados.
Veja mais fotos da Praça 14 Bis e dos arredores
O histórico de inundações na praça não é recente. Vinte e um anos atrás, Jamir Roberto Boletta abria uma lavanderia. “Acontece desde que estou por aqui, mas é coisa rápida”, diz. “O problema sério é na Manoel Dutra.” A via em questão é uma rua elevada, que demonstra potencial para enchentes. Logo em seu início, a entrada de um salão de cabeleireiro chama a atenção pelas portas de ferro de não mais que um metro de altura – por enquanto, abertas. O investimento é resultado do prejuízo que o cabeleireiro Augusto Soares teve em novembro de 2008. “A gente alugou o lugar e não sabia do problema”, lembra. As comportas melhoraram o quadro, mas, mesmo assim, “hoje nenhum móvel fica em contato direto com o chão.”

Em 2008, comerciante viu a rua encher rapidamente, surpreendendo a todos
Na mesma calçada, a poucos passos do salão, o Edifício Suzana esconde em uma das garagens uma porta de ferro parecida com a instalada por Augusto. “Lembro como se fosse hoje. No fim de janeiro, durante a madrugada, o porteiro interfonou e disse pra todo mundo tirar os carros do prédio”, conta o síndico Antonio Gleyton. No subsolo, a água era suficiente para cobrir os veículos e demorou cerca de sete horas para ser totalmente bombeada para a Avenida 9 de julho através de uma galeria.
A pequena “obra” para barrar os alagamentos custou cerca de R$ 2 mil e, segundo Gleyton, será instalada também na portaria e na outra garagem. Tudo para evitar os transtornos das chuvas do próximo verão. “O pessoal vai amontoando o lixo, aí desce e não tem boca de lobo que aguente”, reclama.
A Sabesp reconhece que a região apresenta um problema de falta de capacidade das galerias quando há chuvas fortes, mas afirma que as tubulações são de responsabilidade da Prefeitura. Segundo a Siurb, o local passa por uma modernização e 60% das obras previstas foram realizadas. A Secretaria, porém, não soube informar o que já foi concluído.
Contra a corrente. “É falta de civilidade”, diz o advogado Oswaldo Marcatto, síndico dos edifícios Coraci e Jacira, os mais altos da Praça. Ele reclama do lixo que desce de outras regiões (Paulista, Frei Caneca e arredores) e não considera a falta de infraestrutura o maior problema da região.
Veementemente contra a construção do piscinão na 14 Bis, Marcatto duvida que o projeto vá avançar. “Seria a morte para a Praça. Junta ratos, baratas, entulho. É uma questão cultural”, acrescenta. Para ele, a solução está na modernização das galerias subterrâneas.
O síndico Oswaldo Marcatto observa ainda as dificuldades para realizar uma obra no local. “Como nós vamos arranjar espaço na 9 de Julho?”, questiona. Além da fiscalização ambiental, ele sugere que as águas que descem em corredeiras para a Praça 14 Bis sejam desviadas, impedindo-as de ganhar força e trazer grandes quantidades de lixo. “Precisamos impedir que tudo se concentre aqui embaixo”, conclui.
Gabriel Vituri
2011
2010