Depois de dias instáveis, o sol voltou na capital paulista – e, segundo meteorologistas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o bom tempo continua no ano-novo.
Na quinta-feira, 30, a previsão do CGE é de tempo seco e estável na Grande São Paulo, com mínima de 16º e máxima de 27º. Sexta-feira, 31, deve ser um dia ensolarado na capital e Região Metropolitana. Os termômetros variam entre mínimas de 16º e máximas em torno dos 25º.
“A virada do ano segue sem previsão de chuvas”, diz Michael Pantera, meteorologista do CGE. O primeiro dia do ano deve começar com sol entre nuvens. A máxima deve ficar em 26º. A partir de domingo, 2, as chuvas de fim de tarde retornam à capital paulista.
A má notícia, segundo a previsão do CGE, é que o cenário deve se manter durante a primeira semana do ano – o que potencializa os riscos de alagamentos, inundações e deslizamentos na cidade.
No início de outubro, o blog relatou um caso acontecido em Itaquera: um ‘ex-bueiro’ que desmoronou e ainda não tinha sido reconstruído, causando acúmulo de lixo e enchentes. Os moradores reclamaram e entramos em contato com a Subprefeitura de Itaquera para saber o que estava sendo feito para reverter a situação. Segundo o órgão, era necessário construir uma galeria de águas pluviais no terreno da casa abandonada em que o ‘buraco’ fica em frente. No entanto, ainda não tinha sido conseguida a autorização do proprietário. A Subprefeitura também alegou não ter os canos em estoque no momento.

Dois meses se passaram e nada foi resolvido. Segundo os moradores Kelly e Ricardo Gomes de Souza, que vivem na casa ao lado do ‘ex-bueiro’, nem a Subprefeitura, nem a Defesa Civil deram qualquer respaldo ao habitantes da Rua Euzébio Bento Barbosa. “Nós estamos avisando há quatro anos dos problemas aqui na rua”, diz Kelly. “A situação teve de piorar desse jeito para que eles viessem nos ajudar”. E piorou mesmo. Com as fortes chuvas da semana passada, houve um deslizamento e, além da calçada que já não existe, agora o muro ao lado da casa e as guias da rua também caíram, tornando o local mais perigoso para quem vive por lá. As fotos retratam essa situação.
Novamente procurada pelos moradores, e pela reportagem do blog, a Subprefeitura de Itaquera enviou engenheiros ao local e, após vistoria, a obra foi autorizada. De acordo com o órgão, o proprietário da casa foi contatado e permitiu a construção da galeria em seu terreno. Essa obra foi prometida para o mês de janeiro e deve resolver um dos problemas.

No entanto, a demora em sanar o caso, gerou uma outra complicação: com a queda do muro e a estrutura comprometida, o local pode desabar de uma vez a qualquer momento. De acordo com os engenheiros responsáveis, é preciso construir um muro de arrimo o mais breve possível. Essa obra deve iniciar nesta segunda, 20, garantiu a Subprefeitura.
Por outro lado, a decisão também levou à interdição das casas próximas ao buraco. Isso fez com que os moradores se revoltassem. “Eles nos disseram que vão fazer um muro de contenção como medida paleativa, mas para isso teremos de sair de nossas casas. Só que não temos para onde ir”, diz Ricardo Gomes de Souza. “Se a Subprefeitura tivesse atendido nosso pedidos desde o início, nada disso teria acontecido e não estaríamos vivendo isso”, explica o morador. Segundo a Subprefeitura de Itaquera, é necessário que as pessoas saiam do local o quanto antes, pois a construção do muro é arriscada para a estrutura das casas.
O blog vai continuar acompanhando o caso.
Wanise Martinez

Já pensou em transformar as cenas do cotidiano caótico de São Paulo em matéria-prima para arte? Esse é o trabalho de Apolo Torres. O artista, de 24 anos, mora em Diadema, no Grande ABC, e usa fotografias encontradas na imprensa ou tiradas por suas próprias lentes como esqueleto para o seu trabalho. Em suas mãos, a desolação de um carro ilhado em meio a um alagamento vira uma bela imagem.
SP das Enchentes: Como surgiu a ideia de se basear em cenas do cotidiano para compor os seus trabalhos?
Torres: Isso vem desde quando eu era criança, sempre gostei de desenhar pessoas comuns, cenas do cotidiano. Naturalmente, isso acabou entrando na temática dos meus trabalhos. O desenho pra mim sempre teve um caráter de registro, não somente para expressar o que eu penso. A arte sempre serviu para registrar o que vejo e o que me marca.

SP das Enchentes: Como você busca as referências para os trabalhos?
Torres: Minha principal fonte de referência são fotografias, tanto tiradas por mim quanto imagens de revistas e jornais. Nunca saio de casa sem minha máquina fotográfica, e todos os dias recorto do jornal qualquer imagem que chame a minha atenção. No entanto, sempre modifico a imagem original – seja mudando as roupas dos personagens, alterando a perspectiva ou misturando elementos de várias fotos diferentes.
SP das Enchentes: Você também faz grafite. É difícil ser um grafiteiro em São Paulo?
Torres: Depende do ponto de vista. O grafite é uma coisa natural para a maioria dos artistas da minha geração, principalmente os que habitam as metrópoles. É difícil ver algum que nunca se aventurou pelos muros com uma lata de spray nas mãos, e atualmente a população já lida com isso mais abertamente. Ganhar a vida como grafiteiro é outra história, mas acho que o objetivo não deve ser esse. O mais importante é aproveitar o espaço público para se expressar sem amarras.
SP das Enchentes: Por que retratar enchentes?
Torres: A arte possui outras funções além de ser bela. Claro que me preocupo e tenho muito cuidado com a estética, mas no que diz respeito à temática, acredito que a arte tenha obrigação de informar, questionar e expor a realidade. As pessoas refletem mais sobre um assunto quando ele vem acompanhado de uma carga poética. Minha arte é um registro daquilo que está ao meu redor, o que acontece agora, e, infelizmente, essa é a nossa realidade.

Eduardo Roberto
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, opera por instrumentos no início da noite desta quinta-feira, 16. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto chegou a operar visualmente, mas voltou a usar instrumentos por conta da chuva.
O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, opera por instrumentos desde a abertura, às 6 horas da manhã. O Campo de Marte, na zona norte, está fechado para pousos e decolagens desde as 18h50.
Os aeroportos brasileiros registram 25% de atrasos em voos domésticos até as 19 horas de hoje. De acordo com o balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, tem 46% de voos atrasados desde a zero hora de hoje. Em Congonhas, o atraso é de 16,7%.
Acompanhe também a situação do trânsito
Marília Lopes, da Central de Notícias
A forte chuva que atingiu São Paulo nesta quinta-feira deixou toda a cidade em atenção por quase duas horas e meia – das 18h10 às 20h35.
A cidade chegou a acumular 20 pontos de alagamento. Às 21 horas, 19 continuavam ativos. Apenas um era intransitável: na Rua Engenheiro Aubertin com a Avenida Ermano Marchetti, na Lapa, zona oeste.
A chuva complicou o trânsito, mas não fez vítimas. A previsão indica que sexta-feira ainda deve continuar com o tempo instável, e possibilidade de temporal no final da tarde.
Acompanhe também a situação do trânsito
Marília Lopes e Pedro da Rocha, da Central de Notícias
SÃO PAULO – Ao menos 13 árvores que caíram durante a madrugada desta terça-feira, 14, por conta das fortes chuvas e da ventania que atingiram a capital paulista, ainda atrapalhavam o trânsito por volta das 13h. Antes, outras duas árvores foram removidas. Nenhuma pessoa ficou ferida.
A situação estava pior na Avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte da cidade. A via ficou totalmente fechada no sentido Santana, perto da Rua Pedro Vicente. Por conta do bloqueio, o congestionamento no local chegava a dois quilômetros. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou um alerta aos motoristas para evitaram a região e usarem um desvio pelas avenidas Tiradentes e Santos Dumont em direção à zona norte.
As outras vias com faixas interditadas por queda de árvore eram:
Rua Júlio Colaço, 210, no Tatuapé
Rua Antonio Fontoura Xavier, 617, no Parque São Lucas
Rua Prof. Mendes Pimentel, 468, em São Mateus
Rua Antonio Correia Pinto, 100, no Sacomã
Rua Soldado Pereira da Silva, 164, na Vila Mariana
Rua Nicarágua, 145, no Jardim Paulista
Rua Madre Teodora, 62, no Jardim Paulista
Avenida Prof. Fonseca Rodrigues, 810, em Pinheiros
Rua Duarte da Costa, 278, na Lapa
Avenida Mercedes, com a Tomé de Souza, na Lapa

Ocorrências. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, na segunda foram registradas 43 ocorrências devido às chuvas. Até as 10 horas de hoje, foram registradas outras 11. Entre os chamados solicitados estavam vistoria de imóveis, solapamento de via, desabamento de muros e queda de árvores.
De acordo com o Plano Preventivo de Defesa Civil, a cidade entrou em estado de atenção para enchentes ontem e ainda permanece. Exceto as regiões da Sé, Mooca, Pinheiros e Vila Mariana, as demais também estão em estado de atenção para escorregamento.
Chuva. O volume de chuva foi alto e a média registrada ontem na cidade chegou aos 65mm, que reflete 32% do esperado para o mês de dezembro, que é de 201mm, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).
Solange Spigliatti, da Central de Notícias
SÃO PAULO – Os aeroportos de Congonhas, na zona sul da capital paulista, e de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, operam por instrumentos para pousos e decolagens nesta manhã de terça-feira, 14, por conta da chuva que atinge a região desde a madrugada.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Aeroporto de Congonhas opera com auxílio de instrumentos desde sua abertura, às 6 horas. Do total de 50 partidas programadas até as 10 horas, três registraram atrasos e dois foram cancelados.
Já no Aeroporto Internacional de Cumbica, as operações são feitas por instrumentos desde a madrugada. Entre os 91 voos previstos de meia-noite até agora três foram cancelados e cinco sofreram alterações de horários. Não há registro de voos alternados em nenhum dos dois aeroportos.
Solange Spigliatti, da Central de Notícias
Um leitor do Estadão, fotógrafo Marcos Bandeira (@bandeiram), presenciou um dos alagamentos provocado com a forte chuva que caiu na cidade. A Avenida Jamaris, em Moema, zona sul da cidade, ficou com o nível de água alto, porém transitável, segundo o morador, devido aos bueiros tapados.
Assista ao vídeo e confira o relato de Bandeira:
Sou morador de Moema, um dos bairros mais nobres da capital paulista, mas mesmo pagando IPTU e outros impostos altíssimos, ainda estou sujeito a problemas com a chuva. Minha rua está completamente inundada devido aos bueiros tapados. Isso impossibilita a locomoção de qualquer pessoa para qualquer lugar. A casa de show (Citibank Hall) e o café (Fran’s Café) que ficam na mesma rua ficam altamente prejudicados. As pessoas que, com muito sacrifício financeiro, compraram ingressos para o show não conseguem chegar ao local. Realmente, a prefeitura da grande metrópole brasileira ainda tem muito por aprender.
O Aeroporto de Congonhas reabriu às 17h46 desta segunda-feira, 13, para pousos e decolagens, após meia hora fechado em consequência das chuvas na cidade. O Aeroporto Internacional de Guarulhos opera por instrumentos.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que até as 18h 10 voos de Congonhas foram cancelados e 24 voos sofreram atrasos. No Aeroporto de Guarulhos este número estava em 35, e quatro foram cancelados no mesmo período.
Pedro da Rocha, da Central de Notícias
O Aeroporto de Congonhas está fechado para pousos e decolagens desde as 16h15 de hoje, 13, em razão da forte chuva que cai em São Paulo, informou a assessoria do Aeroporto. O Aeroporto Internacional de Guarulhos opera por instrumentos.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até as 17h nove voos de Congonhas foram cancelados e 20 voos sofreram atrasos. No Aeroporto de Guarulhos este número estava em 32, e os cancelados dois foram cancelados no mesmo período.
Pedro da Rocha, da Central de Notícias.
2011
2010