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Sonia Racy

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Virando o disco

11.junho.2014 | 1:10

Zezé Di Camargo e Luciano (Foto: Bruno Fioravanti)

Doze anos depois de ter feito campanha para Lula, Zezé Di Camargo vai votar em Aécio. Arrependimento? “Não, minha crença era igual a de milhões de brasileiros que elegeram Lula. Não fizemos a campanha só pelo dinheiro”, diz. “Fizemos por ideologia e por acreditar na mudança. Se erramos, não erramos sozinhos”, emenda Luciano – que ainda não decidiu em quem vai votar: “Apesar da mudança na vida da maioria dos brasileiros, o País tem um grande problema hoje: a corrupção”.

Embora não lamente ter subido no palanque petista em 2002, Zezé faz coro: “Quando chegam ao poder, muitas vezes, as pessoas mudam ou são obrigadas a mudar. Para conseguir aprovar um projeto, tem de fazer conluio, ter maioria no Congresso e beneficiar partidos com ministérios e cargos. Nada vem de graça”.

A dupla, que conversou com a coluna ontem, durante o lançamento do novo disco, Teorias de Raul, disse não querer “mais carregar o peso” de influenciar ninguém. “Nas redes sociais, vira e mexe, somos escrachados por pessoas que dizem que ‘esse governo está aí porque vocês apoiaram o Lula’. Quero que meu voto tenha a mesma importância que o de um cidadão comum”, afirma Luciano. “Estou desacreditado. Só confiaria em um político que viesse de um embrião novo, crescesse, virasse adulto e se tornasse candidato. Sem passado, sem conchavo com ninguém.”

Mais otimista, Zezé interrompe o irmão: “Mas se todo mundo desacreditar, o que vai virar o País? Temos que acreditar em alguém, não tem outro caminho. Temos que separar o joio do trigo. Tem que existir alguém que consiga governar sem troca de favores. Porque cair na mão daquelas cobras não é fácil. Precisamos renovar o Congresso, a política com pessoas e ideologias novas. Largar dessa coisa de políticos que vêm de famílias tradicionais de políticos.”

Mas os dois nomes de oposição a Dilma são de clãs tradicionais de políticos – inclusive Aécio. “Apesar de ser de família de políticos, Aécio, pelo que tenho acompanhado, pelo que fez em Minas, é um cara sério”, diz Zezé. O avô, Tancredo Neves, foi um grande homem, um grande político. Aécio é hoje o cara em que voto.”/THAIS ARBEX

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