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Sonia Racy

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Rolezinho

14.janeiro.2014 | 1:08

Não se trata de novidade. Em 1838, o rolezinho já preocupava a polícia carioca. O regulamento do Jardim Botânico, por exemplo, proibia “alaridos e dar gritos, sem ser objecto de necessidade”, praticar “acção que seja evidentemente offensiva da moral e dos bons costumes” e a entrada no parque de “indivíduos notoriamente embriagados ou loucos” ou que “tragam armas prohibidas”.

O texto atual, de 2011, mudou. Mas nem tanto. Não é permitido o acesso de pessoas “em estado físico ou psíquico que possa perturbar a boa ordem, tais como embriagadas, sob o efeito de substâncias entorpecentes ou portando armas de fogo ou instrumentos perfurantes” e as que pratiquem… “ato ofensivo à moral e aos bons costumes”.

Rolezinho 2

O secretário nacional de Juventude do PT, Jefferson Lima, defendeu ontem rolezinhos por um plebiscito pela reforma política. Em junho, em meio às manifestações, a presidente Dilma propôs a realização de uma consulta popular sobre o tema – enterrada pelo Congresso.

Em texto divulgado em sua página no Facebook, Lima defendeu também “rolezinhos por mais espaços públicos e área de lazer, contra o racismo e pela desmilitarização da PM”. Ele pergunta: “Que crime essa juventude está cometendo?”.

E, logo em seguida, responde: “O verdadeiro crime é a ausência de políticas sociais que incluam essa geração de jovens, que gerem oportunidades, emancipação e autonomia”.

Rolezinho 3 

Na convocação dos rolezinhos marcados para os próximos dias nos shoppings Tatuapé, Penha e Suzano, os organizadores pedem para que ocorram “sem arrastão, sem roubo e sem briga”.

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