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Metamorfose

Oscar Quiroga

07 junho 2014 | 06:37

 

Às 23h01 de sexta-feira 6-6-14 a Lua que cresce ingressou em Libra e está em quadratura com Mercúrio, conjunção com Marte, quadratura com Plutão, oposição a Urano, trígono com Sol e quadratura com Júpiter até 16h47 de domingo 8-6-14, horário de Brasília. No mesmo período, Mercúrio inicia retrogradação, Vênus e Marte em quincunce.

A ordem não se opõe á criatividade como se essa só fosse possível no caos. A ordem é estritamente necessária, os fundadores dos países compreenderam essa realidade e, no caso do Brasil, a estamparam na bandeira, como lema essencial que promove o ansiado progresso.

A ordem é a dinâmica administrativa de como as coisas funcionam, e quando essa é sistematicamente subvertida, todo o esforço a que os cidadãos são submetidos se torna em vão, e o povo vai ficando de mau humor e violento, descontando em seus semelhantes o enfado que a opressão provoca.

A ordem é necessária na vida pessoal, nos relacionamentos, nas instituições, no Universo, pois tudo que é criado tende a se desordenar, já que toda criação é arrancada do estado de unidade com o espírito Universal e, por isso, tende a se dissolver e para lá retornar.
Para adiar isso, e estabilizar as formas, existe a liturgia da ordem.

Quando o estado de desordem e subversão se torna dominante, é propício fazer intervenções mais firmes e contundentes, pois isso faz mal à saúde e obstaculiza o progresso.

Exigir que os representantes eleitos, os legisladores, sejam fiéis custódios da ordem é mais do que um dever do cidadão, pois se as instituições não cumprem sua função, a vida civilizada perde o sentido, vivendo-se apenas uma paródia, que vai desgastando a alma até transformá-la em nada além de uma barata que sobrevive nos meandros sujos de uma realidade insana.

Quando não se luta para preservar a ordem, todos nos metamorfoseamos em baratas, como bem escreveu o profeta Kafka.