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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
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Estigma inabalável

Categoria: pesquisa

Você acha que o preconceito contra as pessoas que se revelam portadoras de um distúrbio mental vem diminuindo? Pergunto sua percepção de um modo geral. A minha impressão, é só uma impressão, é que já se aceita falar sobre esses transtornos, mas quando nos referimos a alguém que sofre de depressão, esquizofrenia, TOC e afins o tom ainda é de um sussurro.  Não é comum falar-se abertamente “João não bebe porque é bipolar” como se diz sem constrangimento que “Ana Lúcia não comerá o bolo porque tem diabetes”.

Trouxe o tema por conta de uma recente pesquisa feita nos Estados Unidos pelas universidades da Indiana e da Carolina do Norte sobre o estigma envolvendo os transtornos psíquicos. Nos EUA, a veiculação de medicamentos para distúrbios mentais, especialmente para depressão, é permitida desde 1997, por isso os sociólogos que lideraram a investigação supunham que a disseminação de informação, feita via os anúncios, ajudaria a população a deixar de ver doença mental como fraqueza moral ou motivo de vergonha para encará-la como algo que pode ser tratado. Mas, os pesquisadores chegaram à conclusão que nada mudou, o estigma continua inabalável mesmo diante de informações mais precisas sobre os distúrbios.

O problema, segundo os especialistas, é que esse tipo de reação negativa da sociedade afeta profundamente o modo como os pacientes e suas famílias tratam a questão, além de contribuir para que muitos portadores de distúrbios psíquicos temam procurar ajuda médica por medo de serem discriminados.

Ao ler sobre a pesquisa, lembrei do filme Amantes. O protagonista, Leonard (Joaquin Phoenix) é um bipolar que logo na primeira cena tenta se matar atirando-se de um píer em Brighton Beach. O filme é lindo. Além da história, me marcou muito o modo como a família, a namorada, o futuro sogro olhavam para Leonard. Sempre com um misto de pena e preocupação, às vezes até com um pouco de pânico. Perguntei a um amigo bipolar o que achou e ele me disse: é exatamente assim que me olham em casa.

*

As informações divulgadas neste blog não substituem aconselhamento profissional. Antes de tomar qualquer decisão, procure um médico.

69 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Ricardo

    é… o olhar muda e, não raro, palavras econômicas deixam escapar de forma inconsciente(mente) por entre as linhas um…: “fulano tem medo de você”. isso dói em que ouve. o ser humano tem uma certa dificuldade com o discurso de outridade, não é? acho que quando começarmos a respeitar as diferenças nos daremos melhor com o outro. até lá… não consigo imaginar coisas boas para essa sociedade de diferentes.

    abraços aos meus colegas de leitura.

  2. Enviado por: Eli Barroso

    Além da discriminação,creio que muitos bipolares hesitam em procurar ajuda,daí tem-se a impressão de que a doença dele é outra: o orgulho.Falando com um psiquiatra a respeito da doença de um próximo,ele garantiu que pode ajudá-lo com os meios que a psiquiatria tem,mas que não pode de maneira nenhuma mudar o caráter do indivíduo.Mas então pergunto quando é que separamos doença da falta de caráter (ou mau-caráter),como podemos saber que o comportamento estranho dele é devido à seu temperamento,ou da doença psíquica ? Ambos são herdados em grande parte,não sei a porcentagem mas sei que muitas de nossas particularidades são genéticas e hereditárias.Isso causa uma confusão naqueles que vivem com bipolares,em geral,e às vezes nem o médico consegue decifrar esse mistério.Por isso acho essas doenças mais graves simplesmente as piores da existência,porque nem sabemos ao certo o que elas são.

  3. Enviado por: Eli Barroso

    desculpe o erro, é ‘deles’(bipolares) e não ‘dele’.

  4. Enviado por: Rodrigo

    podem inventar um monte de nomes pra isso , é fato que se a situação fosse séria 1 terço da população mundial ja teria cometido suicidio , ou seja ninguem é tão infeliz assim como ninguem é tão contente assim , são as coisas boas e pequenas do dia a dia que mantém uma mente saudável … são os doentes os culpados ? não , é muita conversa , muitos remédios pra pouca ajuda . é fato tambem que quando uma pessoa realiza coisas do proprio esforço essas doenças tendem a ser lenda! isso tudo é apenas reflexo de uma sociedade mal organizada e sem chances iguais e justas pra todos!

  5. Enviado por: Stela Aniceto

    Bom dia.. vou tentar ser bem objetiva. Meu filho quando tinha 10 anos sofreu dois assaltos praticados por outras crianças no que causou a ele sindrome do panico e transtorno bibolar, com muito sofrimentos e até internções por conta das crises,finalmente fui orientada a levá-lo no psiquiatra infantil e psicólogoe a primeira reação dele foi os amigos, profs e parentes acharem que ele estava louco. Pra encurtar ele foi tratado com medicação e terapia e hoje é um adolescente de 14 anos perfeitamente normal que vai a escola, que sai sozinho. Mas as pessoas sempre o olhavam com muita pena ao inves de tentar entender o que se passava. Um pouco de informação quanto ao transtorno bipolar, depressão ajudariam muito a sociedade entender que esses seres humanos precisam de compreensão e ajuda medica para ter uma vida normal como qualquer outro cidadão.
    Obrigada e abçs!

  6. Enviado por: Ana

    Eli, Fui semana passada conversar com a psicóloga do meu namorado, que está em uma clínica de recuperação. e ela me disse exatamente a mesma coisa, que com o tratamento pode ajudar , mas não poderá mudar as caracteristicas dele de mal comportamento, ele usava drogas e saia com muitas mulheres diferentes ( namorando comigo ) e frequentava prostibulos.
    é complicado, ando meio assustada, mas vejo uma luz no fim do túnel. um abraço.

  7. Enviado por: Neli Cruz

    Os Bipolares quando tratados por um psiquiatra, com visitas periódicas ao médico, podem trabalhar e conviver normalmente com a sociedade.
    Até acredito que, por eles serem mais “intensos”, se destacam melhor em certas áreas de trabalho, diria até que são mais “brilhantes” em certas áreas de trabalho, do que as pessoas chamadas de “normais”.

    Bom dia à todos!

  8. Enviado por: Adriana

    Muda sim, tudo. Meu tio diz que vou ao psiquiatra me drogar e tudo poderia se resolver se eu andasse de bicicleta e minha mãe fica inconsolável quando vê o tanto de medicamento na gaveta. Mas o pior são os médicos! O meu ex-ginecologista ficava claramente desconfortável em me tratar, em emergência, tenta ir e informar ao plantonista os medicamentos que você toma…O olhar diz tudo!!!

  9. Enviado por: Rose

    Respondendo sua pergunta, acho que as pessoas estão falando mais abertamente sobre problemas mentais, sim. A tv e o cinema tem falado sobre eles, de modo que as pessoas, ouvindo o assunto ser comentado nas telas, o trazem também para seu meio. O que não mudou – e dificilmente mudará, ou levará muito tempo ainda para mudar – é que as pessoas aceitem com naturalidade um esquizofrênico, um bipolar no seu meio. Há medo, sim. E nem as culpo. É difícil e por vezes é mesmo amedrontador. Quanto ao comentário da Eli, minha observação – não médica – é que, de fato, por baixo dos sintomas da doença, ou entremeado com os sintomas da doença, há o caráter da pessoa. E esse, por vezes, pode ser pior do que a própria doença. Há a tendência geral de culpar a doença por escolhas insensatas do indivíduo, mas por vezes o doente está bem, está estabilizado, está trabalhando, mantém relacionamento afetivo e familiar e daí resolve chutar tudo para o alto. Para de tomar remédios, usa drogas, começa a ingerir álcool, seja o que for, e lá vai rolando outra ladeira abaixo. Normalmente levando quem gosta dele consigo. Daí vem de novo o trabalho de recolher, acolher, recuperar, encaminhar. Não é fácil.

  10. Enviado por: Mira Sorvino

    Doenças como essas são abstratas demais. Todo despemperado consegue um diagnóstico de bipolar, criança indisciplinada é portadora de hiperatividade, chantagista é depressivo. Para ter uma idéia, a minha irmã tem três filhas. Ela nunca foi de estabelecer limites. As três filhas e o marido fazem tratamento medicamentoso para depressão e transtorno bipolar, mas quando estão de férias na minha casa, as meninas nunca apresentam um único sintoma. E o mais engraçado é que tenho 8 irmãos, e só os dela nasceram com tanto problema. Agora descobriram o ponto fraco dela, e os quatro ameaçam suicidar-se a cada vez que ela ensaia um tímido “não”. Vá a quatro médicos e receberá quatro diagnósticos diferentes. Quanto à mim, já avisei ao meu marido que, se um dia me trair, não adianta vir com atestado de ninfomania. Me sinto culpada por falar de uma coisa da qual ignoro e que pode vitimar milhões de pessoas, mas como, diante de fatos como esse, posso compreender essas doenças? Sei de mim que mato um leão por dia para me manter equilibrada, para não me deixar abalar pelas decepções, frustrações, para aceitar o que não posso mudar e especialmente para me manter ocupada. Atualmente estudo alemão e Inglês pela Internet, nas horas vagas. Recomendo o mesmo para todos os que acreditam mais em si mesmos do que em medicamentos e na tão combalida medicina. Peço aos que enfrentam esse problema, que pode existir de fato, perdão pela minha ignorância, mas não posso deixar de expressar minha dúvida.

  11. Enviado por: Andrey Minorelli

    Gostaria de me aprofundar mais no assunto dos bipolares.

    Minha sogra tem a doença e mesmo vivendo numa família conservadora não criei este estigma de que o texto fala. Não tenho “medo”. Mesmo tendo namorado por quase 6 anos não tinha contato diário com minha sogra, pois eu morava em SP e ela em Curitiba. Agora aqui na chamada cidade ecológica tenho muito mais contato e digo que não é nem um pouco fácil lidar com a situação.
    É uma coisa nova pra mim e ainda tenho muitas dúvidas sobre a doença.

    Dentre elas eu pergunto se o bipolar tem controle de suas ações ou se só suas reações são reflexo da doença. Existe a possibilidade de um paciente bipolar esconder seus defeitos atrás de sua doença, como uma justificativa das suas ações?

    Sou relativamente novo neste universo e gostaria de saber se uma conversa com um psicólogo, ou até com o próprio doutor que cuida dela seria bom para entender e lidar com a doença.

    Obrigado

  12. Enviado por: Andrey Minorelli

    Sei que me post anterior pode parecer que eu esteja vendo só reações ruins, mas talvez seja o estigma que acabei criando. Sei que não é verdade mas não sei como identificar quando é ela que está falando.

    Sempre tentei me abster de opiniões, mas é que inevitavelmente a doença faz parte da minha vida agora. Tudo o que quero é entender melhor para saber lidar com o problema. Posso ter errado em muitas das minhas conclusões anteriores, mas só saberei se alguém me disser como é que a doença fuinciona de verdade.

  13. Enviado por: Paulo

    O preconceito existe, é evidente, embora se observe alguma evolução nesse campo em nossa cultura.
    Como dizia uma amiga e professora da matéria: “a loucura é um patrimônio da humanidade”. Não concordo com a discussão que alguns fazem acerca do “caráter” bom ou mau dessas pessoas, não é isto que está em questão. Ao mesmo tempo não considero justo que se façam juízo de valor sobre o comportamento dos psicóticos em geral, quer sejam esquizofrênicos, PMD’s, paranóicos, etc. Ou a sociedade assume que irá tratá-los de forma científica reconhecendo que eles têm seu lugar ou retrocede com a velha política de exclusão e encarceramento dos manicômios. Neste caso devemos estar preparados, pois o excluído poderá pertencer à família de qualquer um de nós: brancos ou pretos, ricos ou pobres.

  14. Enviado por: jaderdavila the small shareholder

    o problema numero um aqui, é que as pessoas gostam de olhar pro espelho, em vez de olhar pela janela.
    as pessoas nao gostam do que nao é igual a elas.
    tem um jeito simples de ir levando:
    faça oque as pessoas esperam que vc faça.
    e do jeito como elas esperam.
    se vc acostumar os outros que vc cumpre tua parte do acordo, os outros vao dizer:
    -ele é louco, mas pode confiar.
    só esse ‘pode confiar’, vc pode viver 150 anos sossegado.
    nao espere que todos vao gostar de vc. mesmo normal, sempre tem aquela lepra idiota que vai ter medo de vc. mesmo vc vestido de ouro e todos os anjos em volta tocando trombeta.
    esse negocio de bipolar, doido, esquisito é tudo papo furado. cada pessoa é um caminho unico.
    o desespero das pessoas de parecer normal é prejuizo.
    andar jeanscamiseta nao vai te ajudar em nada.
    as pessoas só esperam que vc cumpra oque vc contratou com elas, o resto elas deixam pra lá.
    fazer os outros sofrerem: tem gente que se ve uma cruz no chao, pega e poe no proprio ombro. essa gente sempre ta sofrendo por algum parente, vizinho, amigo. se nao tem nenhum, eles sofrem pela fome na africa, pelo calor no inferno, ou por qualquer jeito de sofrer que eles consigam imaginar.
    entao nao te preocupe.
    sempre alguem sofrerá por tua causa.
    entao fica assim: faz oque vc quiser e anda do jeito como vc quiser.
    só nao deixa de cumprir tua parte dos contratos.

  15. Enviado por: Eli Barroso

    Você diz bem; não é fácil.O defeito de caráter da pessoa está acima da doença propriamente dita.Quando alguém se recusa a buscar ajuda,mesmo com o sofrimento que causa, está perdendo a grande oportunidade que lhe dão de melhorar e aprender a conviver.Deseja o pior para ele mesmo.Se chuta tudo para o alto,dá vontade de se dizer ao falso-doente ou doente de verdade: vai pro inferno !

  16. Enviado por: Peter

    Convivo com o meu transtorno bipolar e até faço piada dele às vezes. Tudo bem que o meu casamento acabou, em parte, por causa dele, mas como quase todos os casamentos o meu também estava fadado ao divórcio. A propósito, o casamento é a causa número 1 dos divórcios. Sabiam disso??? Todos sem exceção começaram com casamento. Já pensaram nisso??? Enfim… consigo levar uma vida praticamente normal apesar do transtorno bipolar (e um pouco de TOC também). Falar abertamente ainda está longe. Todos os transtornos mentais, até mesmo os mais leves, são altamente incompreendidos. Neste momento, eu diria, estou numa fase positiva. É só torcer para que esta fase dure o máximo possível porque para virar tudo pelo avesso não custa muito.

  17. Enviado por: Eli Barroso

    Ana, pelo que conta o seu namorado precisa ir muito além no tratamento dele.A psicoterapia parece que ajuda,mas às vezes é preciso também um medicamento apropriado,e a paciência de quem está vivendo com ele o drama.Digo isso baseando-me em experiência minha,porque nem sou da área.Para ficar no meio de alcoólicos que tiveram dificuldades e buscam a cura,por que ele não procura os AAs (alcoólicos anônimos).Tem movimento da igreja católica que acompanha esses casos,não sei se onde você mora é fácil encontrar um.Força e coragem, é o que desejo para vocês.

  18. Enviado por: PraFrenteBrasil

    Acho que as pessoas estão falando mais abertamente sim, mas no geral, não falam de si próprio perante amigos ou colegas de trabalho. Há muito preconceito quanto ao desempenho no trabalho de pessoas depressivas ou bipolares. Já ouvi um psiquiatra dando uma explicação técnica, mas falsa, para ser usada na prática, para o uso continuado do litium no controle anti-depressão. O medo das pessoas próximas de um bipolar entrar em estado de mania é uma constante e ocorre nos pequenos detalhes mais comuns do dia-a-dia. O que é normal para uns, para os bipolares já é expressão da doença.

  19. Enviado por: PraFrenteBrasil

    Rose, Concordo com você. tenho um caso na minha família de uma pessoa bipolar e de temperamento difícil e agressivo. Ele usava a doença como desculpa para muitos atos mesmo quando estava bem (estável).

  20. Enviado por: Jessyka Brandão

    Quem não sofre na pele,não sabe a dificuldade que é passar por “altos e baixos” o tempo todo…”Cair e levantar”,estar bem e mal repentinamente.As mudanças de humor são tão rápidas que nem sobra tempo para refletir sobre “o que está acontecendo”…E a situação vai se tornando cada vez mais intensa,cada vez mais difícil de ser compreendida…

  21. Enviado por: Helena

    complicado demais….., hoje nao quero pensar.

  22. Enviado por: Jeane Rabelo

    Sob o meu ponto de vista, o preconceito contra portadores de disturbios mentais está diminuindo.Observo, que, com a quantidade de informações disponíveis sobre o assunto, as pessoas estão mais conscientes de si próprias.Dessa forma, é possível se fazer uma autoanálise e concluir que, todos, de uma forma ou de outra, sofrem de algum tipo de problema emocional e isto repercurte na questão do não julgar e sim respeitar.

    Sofro de depressão e ansiedade,já me submeti a todo tipo de tratamento.Não tenho o menor constrangimento em expor esse meu problema, tendo em vista o fato de que sou ser humano, suscetível, vulnerável…
    Como disse Caetano Veloso:
    “CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É”.

  23. Enviado por: Juliana

    Ao Andrey Minorelli

    Sou bipolar. E acho muito importante que todas as pessoas que gosto estejam ciente das minhas dificuldades e limitações, afinal todos nós temos!!!

    Claro, que é muito importante você entender como funciona a bipolaridade, assim nao só a sua sogra como vc mesma evitará desgates e chateações.

    Mas nada, exatamente nada, explicar a falta de caráter. Algumas pessoas usam suas limitações para explicar suas atitudes insensatas.

    Todos nós sabemos o que fazemos, seja bipolar, bebado, drogado, ou qq outra coisa, raramente os fatos são inconscientes.

    Abç.

  24. Enviado por: andré

    concordo com vc. Neli.O tratamento é muito importante mas a vida regrada não beber, dormir normalmente, e a vida afetiva estável faz parte do tratamento de um bipolar. Minha esposa é portadora e nem sempre os medicamentos, médicos são o bastante para evitar uma crise.Ela está passando por uma agora.Acredito que o emocional foi o gatilho.

  25. Enviado por: PraFrenteBrasil

    Reconhcere a ignorãncia num assunto tão complexo, é uma qualidade.

  26. Enviado por: Felix Moreno

    Tenho transtorno bipolar e desde que estou em tratamento não me sinto “doente”, pelo contrário, pela primeira vez na vida me sinto eu mesmo.

    Não costumo contar às pessoas, apenas às mais próximas, pois já escutei em várias conversas pessoas falarem que alguém é difícil, que faz coisas erradas e dizerem que “fulano é bipolar” como se fosse um xingamento.

  27. Enviado por: PraFrenteBrasil

    Existe muito preconceito contra o uso de remédios anti-depressivos. na maioria, são tarja vermelha, isto é, não viciam. São totalmente necessários, um bom psiquitra sabe quando é o caso.

    Os remédios tarja preta, anti-ansiedade, para dormir, etc. estes sim viciam com muita facilidade e depois é mais difícil (não impossível) tirar.

    Exercício contínuo e forte é um ótimo remédio preventivo contra a depressão, para os que tem tendencia á doença. Aliá, é bom para o humor de todos.

  28. Enviado por: Gog Magog

    Sem comentários. Tenho depressão desde que nasci, conforme pude constatar, estou com 42 anos, e muita gente não sabe, sobretudo no trabalho. Tem pessoas imundas, que só faltam dizer na minha cara que depresssivo é vagabundo. Por isso, que prefiro 1 milhão de vezes os animais. E hoje, estou tão p. da vida por conta, em parte da doença, em parte por problemas pessoais, que tenho vontade literalmente de matar um. Mas não vou me sujar por conta de lixos humanos que proliferam por aí, vou aprendendo cada dia a me amar mais, e sobretudo amar as pessoas que realmente gostam de mim, e os animais.

  29. Enviado por: Thais

    Eu concordo que falta muito mesmo é limites. De maneira alguma estou me referindo a volta de tabus e hierarquias, mas limites como o conhecimento desde a infância do que faz bem ou mal à saúde. Um exemplo simples é o refrigerante: está provado o excesso de obsidade e diabetes, mas mesmo assim muitas famílias acostumam-se à elas e as crianças a beberem sem nenhuma moderação.

  30. Enviado por: Gianna

    Muitos cuidam do corpo, muitos cuidam da mente, poucos cuidam da alma. Esta também tem sua importância na formação do ser humano e muitas vezes fica esquecida, gerando carências e vazios internos que somente Deus pode preencher. Cuidemos do corpo e da mente, busquemos ajuda médica se for preciso, mas cuidemos também de nossa alma.

  31. Enviado por: Henry

    Esse é um tema complexo em que a pessoa acometida por tal infortúnio sofrerá por toda vida. Mas diante mão você casaria com uma pessoa com algum transtorno psiquico grave, sabendo do problema? Você teria coragem de viver uma vida de conflitos com tal pessoa?É bom senso ou preconceito tal atitude. Será que no lugar do preconceito estaria a preservação da espécie. Voc~e daria preferenciA para casar com uma pessoa, com alguma doença genética grave sabendo que seus descendentes poderiam herdar tal gene defeituoso,acho que não .

  32. Enviado por: jcmarttins

    ESTE TEMA É MUIT AMPLO E POUCO DISCUTIDO. PRINCIPALMENTE EM NOSSO PAÍS. PESSOAS BIPOLARES SÃO MAIS PRESENTES EM NOSSO MEIO DO QUE POSSAMOS IMAGINAR. TAMBEM! VIVENDO EM UM MUNDO COMO ESTE O NÃO PODERIA SER DIFERENTE.
    QUANTO AOS “PROFISSIONAIS” MÉDICOS QUE ESTUDAM ESTES CASOS, CUIDADO COM ELES: JÁ VI PSICANILSTAS PIORES DO QUE SEUS PACIENTES. ALÉM DO MAIS, AINDA FALTA MUITO PARA SER DESVENDADA A MENTE HUMANA!!!!!!!!!!!

  33. Enviado por: ana

    Cláudia, achei bacana a forma com que você abordou esse tema tão delicado dos distúrbios mentais. Mas, devo descordar em uma comparação que você estabeleceu, tenho um problema metabólico que me impede de comer açúcar, beber e tenho ainda uma série de outras restrições alimentares, não é diabetes (na verdade tenho muita insulina e baixo açúcar) fui diagnosticada há muito tempo e até hoje quando vou a festas e digo não para o bolinho as pessoas muitas vezes reagem com desdém, logo pensam e muitas vezes falam que é coisa de mulher, mania de regime, frescura… enfim já ouvi de tudo. A ignorância ainda gera preconceitos mesmo em relação a problemas tão conhecidos como diabetes. Espero que isso mude.

  34. Enviado por: ana

    Opa! discordar…

  35. Enviado por: Jair dos Passos

    Sou diagnogistica pela psiquiatria como esquizôfrenico agudo e isso a 25 anos, tenho momentos de euforia e momentos de tristesa, hoje conheço perfeitamente os sintomas da minha doença graça ao programa de auto-ajuda de N/A (neuróticos anonimos) e confesso que graças a essa terapia que faço à pelo menos 13 anos assiduamente, sinto-me completamente confiante na minha recuperação e no convivio com a familia e o trabalho e vivendo e sociedade sem nunca jamais “rasgar” dinheiro.
    Conheci nessa irmandade os significada da esquizôfrenia pois sou portadora da raiva, do nervosismo, da ansiedade, do sentimento de culpa, do sentimento de inferioridade, da estafa mental, do estresse do dia-a-dia. Problemas sociais me levaram ao mais completo desespero, hoje, (sei lá…) graças minha vontade de ter uma vida saudavel, sinto-me como qualquer outra pessoa diante de cada nascer do Sol.

  36. Enviado por: Jessyka Brandão

    Realmente,existem pessoas que acreditam que depressão é frescura.Algumas chegam a dizer: “fulano está com depressão porque quer.Nem tem motivo para ficar desse jeito.”
    É triste,mas ainda existe preconceito.Vou afirmar que não é nada fácil procurar ajuda sozinha…é muito difícil ver seus amigos se afastando,a família sem paciência…todos pensam (no primeiro momento) que você se isola,fica com raiva,chora,sente vontade de morrer por “puro capricho”/ “para chamar atenção”.
    A verdade é que leva tempo para perceber que é necessário ajuda psicológica(leva tempo,falta coragem e apoio muitas vezes). A gente aprende na dor a se amar e a lutar pela motivação,pela vida e pelo bem estar!

  37. Enviado por: JOSE HILARIO DE CARVALHO

    A DEPRESSÃO JÁ ERA CONSIDERADA O MAL DO SÉCULO PASSADO), PORÉM, CADA VEZ MAIS O NÚMERO DE PESSOAS COM ALGUM TRANSTORNO DE HUMOR AUMENTA.
    DE FATO É DIFÍCL PARA QUEM CONVIVE COM OS PORTADORES DESTES MALES, SABEMOS QUE MUITAS VEZES SÃO CHAMADOS DE VAGABUNDOS, PREGUIÇOSOS, DE MAL COM A VIDA …
    QUEM ESTÁ A MAIS DE 15 DIAS SENTINDO-SE TRISTE, DESANIMADO, ONDE TUDO PARECE CINZA, PRECISA DE UM MÉDICO. APAGADO O INCÊNDIO E FAZNEDO A MANUTENÇÃO RECOMENDADA PELO ESPECIALISTA, ACREDITO QUE É IMPORTANTÍSSIMO BUSCAR TBM AJUDA PSICOLÓGICA.
    SÃO TANTOS OS DESAFIOS QUE A VIDA NOS APRESENTA QUE PARA ALGUMAS PESSOAS, ESSA EXIGÊNCIA ACABA SENDO DEMASIADA.
    CONHECER-SE, BUSCAR CENTRAR O FOCO EM SEUS SENTIMENTOS RESPEITANDO-OS, E CAMINHANDO DE ACORDO COM SUAS POSSIBILIDADES, É PARA MIM O MELHOR CAMINHO.
    UM FORTE ABRAÇO À TODOS.

  38. Enviado por: Luiz Roberto

    O comentário do Rodrigo mostra como as pessoas são ignorantes em relação como as pessoas portadoras das doenças mentais.
    Rodrigo quantos anos você tem? 14 ou 15!

  39. Enviado por: Amanda

    Sou professora há 2 anos e sinto falta de informações a respeito desses assuntos, já que uma parcela dos alunos apresenta comportamento que faz suspeitar de transtorno mental. Fiz todos os cursos necessários, fui aprovada em concurso e encaminhada para a sala de aula, mas durante o convívio com os adolescentes vejo que há uma grande lacuna na nossa formação de docentes. Em vez de tanta informação inútil, tanta decoreba de bur(r)ocracias, tanto tempo perdido em discussões inócuas, deveríamos ter cursos que nos preparassem verdadeiramente para saber reconhecer, lidar e encaminhar os casos que necessitam de ajuda. A própria ausência dessa preocupação na grade de disciplinas para a formação de professores demonstra o preconceito que vem de cima, o descaso que sugere “olhar para o outro lado”, ou “se não puder ignorar, vire-se como puder”. Os livros que tenho lido, por conta própria, não preparam suficientemente.

  40. Enviado por: Renato

    Os tratamentos para esquizofrenia melhoraram muito, tanto melhoraram que é díficil imaginar como se “sobrevivia” portando está doença a 20 anos atrás, e ainda pode melhorar mais, o que seria lógico. O segredo para uma vida feliz e plena sa foi dito em outros comentários, como p. e., respeitar a si mesmo, saber o que está sentindo, gerenciar seus pensamentos, pois toda emoção existe depois de um pensamento e nem todo pensamento existe depois de uma emoção e o campo do cérebro que define a emoção é ingênuo e aje como se o pensamento fosse verdade mesmo que não seja. Cuidar do espírito tamvém é importante, estudar, fazer o que gosta, aceitar seus defeitos e valorizar suas qualidades. Até os gênios podem ter sido esquizofrênico. Com amizade,tenho a honra em ser etc.
    Renato

  41. Enviado por: Ana Célia

    Citando Caetano Veloso, mais uma vez: “Narciso acha feio o que não é espelho”.

    Forte abraço

  42. Enviado por: Gog Magog

    Olhe, Gianna, no meu caso não é falta de espiritualidade não. Que considero diferente de religião. Desde que comecei a minha busca espiritual, passei por vários lugares, e me deparei com cada figura… Gente que está dentro de uma igreja (como foi o caso da Messiânica, de origem nipônica) para querer mandar nos outros. Essas pessoas também têm problemas, mas buscam auto-afirmação em um cargo, não porque procuram Deus, mas para serem reconhecidas pelos demais humanos. Aí, tanto lá, quanto em outros lugares ditos da “nova era” sobra fanatismo, o que não ajuda nada quem tem uma depressão. Não espero a compreensão de mais ninguém, muita gente é ignorante mesmo. Vim de família desequilibrada emocionalmente, daí as consequências ruins para mim. Meu pai só entendeu o que é sofrimento psicológico, quando teve mal de Alzheimer. Antes disso, dizia que era besteira procurar psicólogo, que tudo era questão de rezar e ler livros de auto-ajuda. Amigos, tenho muito poucos, e não sinto falta de mais. Aliás, nem são amigos mesmo, são fratres/irmãos do hermetismo, que também sigo para conseguir equilíbrio mental e espiritual. Compreensão cem por cento, só da minha esposa, e amor só dela e dos meus animaizinhos.

  43. Enviado por: Carmem Regina

    Como disse Jesus já na Cruz, “Pai, perdoa, porque eles não sabem o que fazem”. Similarmente, aqueles que ignoram uma doença tão triste, devastadora, limitadora e cruel como a depressão devem ser perdoados também, pois não sabe nem mesmo do que estamos falando. De qualquer forma, Sr. Rodrigo, uma sugestão: não diga “dessa água não beberei”. Talvez esse seu comentário já seja uma projeção. Muita vida COM MUITA SAÚDE MENTAL para você!

  44. Enviado por: Carmem Regina

    uma SUGESTÃO DE LEITURA para quem quiser saber mais e melhor sobre a depressão e de que forma ela afeta as pessoas. O livro se chama: NÃO É UMA QUESTÃO DE BOA VONTADE – CONVIVENDO COM A DEPRESSÃO. Esta obra explica claramente os processos pelos quais cônjuges, familiares, amigos e colegas passam durante a convivência com pacientes de depressão. É muito instrutivo e confortador, pois em muitos momentos, começamos a achar que é fingimento do paciente, mas não é. O deprimido é refém de seu próprio corpo e sua mente. É muito triste. Vale a pena ler! bjs

  45. Enviado por: Luciana

    Infelizmente moléstias como depressão, doenças causadas por movimentos repetitivos no computador, fibromialgias, são doenças que não são vistas no corpo.
    Então seus colegas acham que você está fazendo “corpo mole”, não quer trabalhar, é preguiçoso, não está comprometido com o serviço, etc.
    Eu sofro muito com isso, pois adquiri, exclusivamente trabalhando no mesmo lugar, Justiça Eleitoral, em computadores desde 1987, síndrome do túnel do carpo em ambas mãos, lesões nos ombros, artroses nos dedos, artrose na região cervical, e me afasto muitas vezes do serviço.
    E sou discriminada por isso, as vezes até pelos próprios médicos.
    E, somado a isso, nunca um médico foi capaz de atestar esse meus males como doença do trabalho.
    As pessoas somente começam a me entender quando elas passam a sofrer dos mesmos males que eu.
    É isso.

  46. Enviado por: Wassen

    Pessoal,

    Falou-se muito sobre religioes, problemas do pais, etc aqui mas alguma coisa precisa ser dita.

    1) Quem trata de transtorno bipolar nao eh o psicologo, tampouco o psicanalista, e sim o psiquiatra que possui CRM e que pode e vai receitar remedios, sejam eles de tarja vermelha ou preta, como os conhecidos Litio, os estabilizadores de humor e etc….Fazer terapia cognitiva e etc, bacana, mas com suporte dos remedios e dos estabilizadores.

    2)O bipolar nao tratado tem altissima capacidade de cometer suicidio, geralmente nos periodos em que esta em excitacao. Eh comum ver um bipolar pular do 6o andar dum predio pois ele tem certeza de que chegara em baixo e saira andando.

    3)O bipolar possui esquizofrenia. Quem procura maiores informacoes, ao inves de consultar livros de livraria, deve ir a secao de MEDICINA e procurar nas areas de Psiquiatria e ler os livros que MEDICOS escrevem para MEDICOS. Outra boa fonte gratis eh o CID-10.

    4)O bipolar alem de poder cometer suicidio, pode matar outros, por exemplo, ao achar que ao guiar seu carro e passar por cima de 20 e jogar o carro na virtine, ele saira andando e nao morrera.

    5) Os remedio sao bem caros.

    6) Internacao em clinica particular, idem. Existe uma na rua cotoxo. Quem puder visite. Eh tao caro que muitos planos medicos excluem o tratamento psiquiatrico. os honorarios medicos andam altos, consultas acima dos 250 reais…

    7) Os psiquiatras torcem para que o paciente diagnosticado com transtorno bipolar (geralmente na faixa dos 15 aos 22 anos de idade) nao faca uso de alcool de drogas concomitantemente. Os que fazem geralmente dao reinternacao, o que muitas vezes quebra o orcamento familiar pois as diarias sao caras e nao existe local publico especifico para o tratamento. nem vou discutir se o governo deve ou nao, se a religiao deve ou nao. fato eh que nao existe.

    8) A hereditariedade eh um grande fator e predominante. Geralmente pais, ou um deles, tem algum disturbio psiquiatrico,e se nao sao os pais, sao tios ou avos. Atentem para isso.

    9) transtorno psquiatrico nao eh frescura, chatice, ranzinzice ou qualquer outra ice. Eh uma doenca devida geralmente a falta de substancias quimicas no cerebro, i.e., defeito de fabricacao, tal como se o seu carro tivesse vindo com menos oleo da fabrica e o motor dele fizesse um barulho estranho e sempre voce tivesse que colocar remedio e trata-lo com calma e cuidado para que ele andasse direito. no paciente da clinica mental eh o mesmo. Portanto a pessoa falar que o filho ficou bipolar depois dum assalto eh balela. COnsulte um psiquiatra e nao um psicologo, pelo amor de deus ou por qq fe que tenha ou nao… E nao confunda com Trauma Transitorio. O transtorno bipolar eh pra vida toda, remedio pra sempre. O Trauma Transitorio nao, mas os remedios podem ser iguais..

    Procurem um psiquiatra ou pelo menos livros de medicina. Na Cultura, Saraiva, Siciliano estao disponiveis a consulta. Ler nao custa neh? Mas nao leia livro do Marley bipolar e seu doninho sapeca, mas sim o livro de medico para medico. voce entendera algo de la, ate porque ali fala-se portugues e nao chines neh?!

  47. Enviado por: Eli Barroso

    Claudia Belfort, eu posso lhe dar uma sugestão ? Fale sobre Terapia Ocupacional em um de seus posts,gostaria de saber a opinião daqueles que tentam sair do marasmo fazendo alguma coisa,seja trabalho, hobby,ioga,e tudo mais.Acredito que ficar em casa trancado no quarto sem nada fazer é a PIOR das opções para quem sofre de algum transtorno mental.Daí a importância de uma terapia que preencha o tempo da pessoa,além de escrever o que sente, como aqui no seu blog,e que é muito bom também para se aliviar de um monte de preocupações.

  48. Enviado por: Eli Barroso

    Acho que você tem toda razão! Procurar psicólogo,curandeiro,exorcista ou não sei mais que, é perda de tempo.Vá logo a um psiquiatra,antes de se fazer algum mal ou,o que é pior,ao seu semelhante.Mesmo que a consulta seja para daqui dois meses (aqui na Europa é assim,haja paciência),consulte o médico,antes tarde do que nunca.Sei por experiência própria,com doentes na família,o ambiente fica tão perturbado que os sadios podem enlouquecer.A convivência com alguém psicótico é algo extremamente difícil,por isso alguns recorrem à internação,mas como é caro demais nem todos podem se libertar desse mal.Outra coisa: o psicólogo acha que é depressão,quando na verdade é caso pior,necessita medicação.Mas o psicólogo,porque precisa viver do seu trabalho, nunca vai dizer para você procurar psiquiatra,e o tempo passa e nada se resolve ! Acho que ler bons livros ou mesmo pesquisar na internet em inglês ou francês,podem nos ajudar a desatar nós e compreender a situação.

  49. Enviado por: Poderosa Afrodite.

    Bom, acho que se você for um pouco mais “sensível” vai ver que o problema está na sua irmã… Aposto que ela não se trata e que você tampouco ajuda. Quanto amor por ela, não?
    O clima desse núcleo familiar e seus “destemperos” devem proporcionar tais “doenças emocionais” – mesmo e em todos. Vale a pena lembrar que o câncer também evolui pela “emoção”, aliás e se fosse câncer? Como você estaria tratando tal doença abstrata?
    Será que você não está achando tudo muito “engraçado” e não está vendo que criticar só piora???
    Qual é a sua ação nobre nisso tudo? Além de se manter ocupada, acreditar em si mesma e admitir ignorância?

  50. Enviado por: cprada

    Oi Peter!
    Muito bom esse comentário!
    Sou bipolar, divorciada, já joguei tudo pro alto e estou numa fase ótima – que seja eterna enqto dure como nos casamentos!
    Aliás, uma das piadinhas que sempre faço é que meu ex se livrou de uma encrenca…
    Mas na verdade quem se livrou fui eu, pois ele não soube me amar. E quer coisa pior do que não saber amar?

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