Sua empresa tem plano de aposentadoria?
- 23 de outubro de 2012|
- 19h42|
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Categoria: Aposentadoria, Carreira
Pesquisa da consultoria de recursos humanos Aon Hewitt mostra que funcionários motivados contribuem decisivamente para elevar a eficiência e os ganhos de uma empresa. Porém, cada empregado desestimulado e desengajado pode reduzir em cerca de US$ 10 mil o lucro anual de uma companhia de grande porte. Não é à toa que uma das principais preocupações das empresas de qualquer tamanho é atrair e reter profissionais qualificados e motivados.
Ainda mais agora, que o Brasil entrou de vez na rota das grandes empresas globais, todas de olho no nosso mercado interno. O salto impulsionado pelo crescimento econômico dos anos pré-crise trouxe milhões de pessoas à condição de compradores de produtos e serviços.
Várias multinacionais correm para se instalar no País e as que aqui já estavam trataram de reforçar seus negócios na região. Para enfrentar a concorrência externa, as empresas nacionais também tiveram de se mexer.
Só que toda essa efervescência encontrou um gargalo: a falta de qualificação profissional dos brasileiros. Os que se destacam são disputados pelas empresas que oferecem, além de bons salários, um amplo leque de benefícios.
Uma tendência crescente é oferecer um plano de previdência complementar aos funcionários. Segundo dados da Fenaprevi (federação das empresas do setor), há três anos, eram 165 mil os planos de previdência empresariais (dos abertos, tipo PGBL) quantidade que passou para mais de 245 mil no início de 2012.
Os planos de previdência complementar corporativos são iguais aos PGBL/VGBL individuais que qualquer pessoa que tenha conta em banco conhece. Todo mundo já recebeu (ou ainda receberá) do gerente da agência a proposta de investir em um plano desses.
A diferença é que o plano corporativo é criado pela empresa, que escolhe se este será do tipo instituído ou averbado. O primeiro caso é a melhor opção para o funcionário: a empresa faz aportes proporcionais ao valor depositado pelo empregado, que terá sua contribuição descontada em folha. No modelo averbado, a empresa apenas cria o plano, mas as contribuições são feitas somente pelo empregado. Assim, antes de aderir, ele deve avaliar as condições para ver se são mais vantajosas em relação à aplicação em um plano individual.
Segundo especialistas, os planos instituídos são muito interessantes e quem não adere, na verdade, perde dinheiro. Em uma conta simples, se a empresa contribuir com R$ 100 em nome do funcionário durante cinco anos, ele terá recebido cerca de R$ 7 mil a mais, isso sem considerar os ganhos financeiros e com o abatimento no Imposto de Renda.
Então, fique atento, se no passado o hoje obrigatório plano de saúde era um diferencial, agora as empresas precisam ampliar os atrativos para contratar, reter e estimular seus colaboradores. Isso tudo, claro, se quiserem crescer e prosperar.
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Aposentadoria, empresa, Fenaprevi, PGBL, plano de previdência, planos corporativos, VGBL
É tempo de se planejar e se preparar
- 15 de outubro de 2012|
- 15h12|
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Categoria: Educação financeira, Planejamento
O fim do ano está chegando. Acabamos de entrar na segunda quinzena de outubro e apenas dois meses e meio nos separam de 2013. Parece cedo para um balanço? Pode ser, mas não custa nada começar a se organizar. E como para a maioria das pessoas resta apenas o fim de semana para cuidar das questões da vida financeira familiar, temos pela frente dez oportunidades de fazer isso – até a chegada do Natal. É que a partir de 25 de dezembro tudo parece ficar meio suspenso até a virada do ano.
Então, nada melhor do que começar já a traçar os planos para 2013. O primeiro passo é olhar o planejamento que fizemos em 2011 para o ano em curso e verificar quanto conseguimos cumprir da meta que nos propusemos. O objetivo não é “correr atrás do prejuízo” como se diz, ou se lamentar por não ter feito quase nada do que se pretendia. O planejamento é um roteiro, algo criado por nós mesmos para nos guiar. E deve ser sempre revisto e, eventualmente, modificado ao longo do caminho.
E também não é necessário que este planejamento seja encaixado em um período fechado de tempo, de janeiro a dezembro, por exemplo, mas como o ano fiscal no Brasil segue este padrão, fica mais fácil se orientar seguindo esse espaço de 12 meses.
Dentro da programação para o futuro cabe qualquer tipo de projeto: a casa própria, o carro novo, a viagem de férias, a faculdade, a temporada de estudos no exterior, a festa de casamento, e tudo o mais que você ousar sonhar.
Para tornar as coisas mais fáceis, os desejos devem ser classificados em três categorias básicas: de curto prazo, de médio prazo ou de longo prazo. O que define onde entra cada um é a quantidade de dinheiro necessária para realizá-lo e seu peso no contexto global de nossa vida financeira.
Em geral, os especialistas no assunto definem curto prazo como um período de seis meses a um ano; médio prazo de um ano a cinco anos; e longo prazo, acima de cinco anos. Um exemplo de meta de curto prazo pode ser a compra de bens de consumo mais caros, como um computador de última geração, ou a troca do carro por um modelo mais novo. A meta de médio prazo pode ser a compra do primeiro carro, pagar uma faculdade particular ou uma pós-graduação profissional. O exemplo clássico de projeto de longo prazo é a compra da casa própria e a formação de uma reserva para a aposentadoria.
O objetivo de se fazer um planejamento financeiro pessoal ou familiar é fazer um verdadeiro check-up de nossa vida financeira, quanto ganhamos, quanto gastamos e, principalmente, qual a qualidade de nossos gastos. Ao esmiuçar esses itens é que vamos encontrar as brechas por onde o dinheiro se perde, os gastos completamente desnecessários que, se contidos e poupados, podem ser o começo da formação do patrimônio da família.
Como diz o educador financeiro José Pio Martins, no livro “Seu Futuro” (ed. Fundamento): “criar o futuro implica estudar o passado, conhecer o presente, planejar o amanhã, fazer escolhas hoje e agir”.
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José Pio Matins, planejamento financeiro. educação financeria
Poupar e gastar, duas lições importantes
- 8 de outubro de 2012|
- 15h15|
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Categoria: Consumo, Educação financeira
Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) realizada nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal mostra que 71% dos brasileiros pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças. Entre os 29% que não irão às compras, 35% disseram que não têm a quem presentear e 25% que estão sem dinheiro.
O levantamento mostrou ainda que 80% dos consumidores brasileiros pretendem pagar o presente do Dia das Crianças à vista. O pagamento em dinheiro deve ser feito por 63% dos consumidores e 12% planejam usar o cartão de crédito em parcela única. O cartão de crédito parcelado deve corresponder a 16% e o cartão de débito, a 5%.
Entre os que vão presentear as crianças, 74% deixaram para fazer as compras em cima da hora. Ou seja, a grande maioria não se planejou. Este é um hábito muito forte entre os brasileiros, em parte, devido à falta de educação financeira na infância.
Aí chegamos ao ponto que queria abordar: porque não aproveitar a data para presenteá-las com algo que servirá para toda a vida? O Dia das Crianças, comemorado na próxima sexta-feira, 12 de outubro, é uma ótima oportunidade para tratar da educação financeira dos pequenos.
É claro que criança quer ganhar brinquedo – embora algumas, principalmente meninas maiorzinhas, já declarem preferência por roupas e acessórios. E nem estou dizendo para deixar isso de lado.
Segundo os educadores financeiros, não há problema em presentear as crianças, mas pedem aos pais que prestem atenção na mensagem que estão passando e sua contribuição para a formação de seus filhos.
O ideal é evitar exageros: presentes caros deveriam ser reservados para o dia do aniversário, por exemplo. E nada de se endividar só para fazer o gosto da criança.
Mais do que dar presentes e mimar, é tarefa dos pais e, na falta deles, dos responsáveis, preparar as crianças para a vida e as questões financeiras fazem parte do pacote.
É chato falar de dinheiro e do valor das coisas? Pode ser, mas deixar de abordar o assunto fará falta mais à frente.
Crianças a partir de três anos de idade já podem receber as primeiras lições sobre o mundo das finanças pessoais. E sempre de maneira simples e divertida, com jogos e brincadeiras.
A partir dos nove anos já é possível introduzir conceitos econômicos e ajudar o pequeno a definir seus planos de longo prazo: quanto guardar por mês, por exemplo, para comprar um bem de maior valor, ou gastar à vontade nas férias.
As crianças precisam aprender desde cedo duas lições relacionadas ao dinheiro: é importante poupar e é importante gastar. Afinal, o propósito do dinheiro é ser usado. Quando, como e onde é seu dono quem decide.
Denise Juliani
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Homens e mulheres, diferentes estilos de investir
- 1 de outubro de 2012|
- 17h28|
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Categoria: Investimentos, Pesquisas
Sondagem realizada pela empresa de pesquisa Quorum Brasil com 100 homens e mulheres com renda pessoal entre R$ 5 e R$ 9 mil, mostra diferenças de estilo entre os dois gêneros na hora de investir.
A principal conclusão do levantamento é a de que a caderneta de poupança se mantém como o porto seguro de quem investe. E atrai cada vez mais as mulheres, que fogem de investimentos onde o risco pareça elevado ou desconhecido.
Diante da pergunta: quais investimentos têm realizado ultimamente, 74% dos homens e 86% das mulheres responderam que é a caderneta de poupança.
O mais curioso é que, para a maioria dos entrevistados, a poupança não é um investimento dos mais rentáveis: apenas para 8% das mulheres e 7% dos homens ela está no topo da lucratividade.
Ao que parece, o mérito da poupança para esses investidores é mesmo a segurança. No caso das mulheres, esse é o aspecto mais importante na tomada de decisão. Diante da questão: o que você considera na hora de investir, o risco do investimento recebeu 62% das indicações femininas. A confiança na instituição financeira onde estão as aplicações ficou com 32%. A rentabilidade ganhou 47% das respostas desse grupo.
Já para os homens, a rentabilidade, com 58% das respostas, é a primeira preocupação, seguida pelo risco do investimento (53%) e a confiança na instituição (25%). As respostas são múltiplas.
Segundo o estudo, o imóvel vem na sequência como a segunda opção de investimento, com forte percepção de que é aquele com maior rendimento (para 62% das mulheres e 41% dos homens) e com maior sensação de garantia de futuro (para 88% das mulheres e 69% dos homens).
“Os imóveis tendem a se manter em crescimento como objeto de desejo da classe média, quer seja para investir, quer seja para garantir o futuro”, avaliam os analistas da Quorum Brasil.
Embora seja a principal aplicação, a poupança aparece em segundo lugar quando a questão é o melhor ativo para garantir o futuro da família – 61% das mulheres e 54% dos homens.
Outra conclusão do estudo é o crescente interesse das mulheres pelos planos de previdência privada. O produto é importante para o futuro da família para 57% delas e para 43% dos homens.
Depois da poupança, os planos de previdência são a segunda aplicação para as mulheres, com 27% das respostas. As que têm filhos são as que mais tendem a escolher este ativo, informam os analistas. Em seguida, elas aplicam em fundos de renda fixa (21%) e em imóveis (19%). Já os homens preferem (depois da poupança) os fundos de renda fixa (32%), os imóveis (23%) e só depois os planos de previdência (12%).
Ainda de acordo com a pesquisa, 8% dos homens têm investido em ações ultimamente, ante apenas 3% das mulheres.
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Setembro é mês de Expo Money
- 19 de setembro de 2012|
- 17h51|
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Categoria: Investimentos
Os investidores paulistanos já sabem, setembro é mês de Expo Money. A feira de investimentos e educação financeira que começou em 2003 na capital paulista e que é hoje, segundo seus organizadores, o maior evento deste tipo da América Latina. A novidade deste ano, quando comemora dez de existência, é a inclusão de temas como carreiras e empreendedorismo na grade de palestras e mesas redondas.
Entre os destaques da programação estão apresentações de especialistas bem conhecidos do público como Luís Carlos Ewald, que faz o quadro “Sr. Dinheiro” do programa Fantástico da Globo, com a palestra “Sobrou dinheiro! E agora?.
Outra referência em finanças pessoais é o professor Reinaldo Domingos, da empresa Dsop-Educação Financeira. Na quinta-feira, ele vai falar especialmente para as mulheres com a palestra “Eu mereço ter dinheiro – finanças para mulher” , mas também abordará o tema carreira, na sexta-feira, com a palestra “Educação financeira como uma nova profissão”.
Como ocorreu em anos anteriores, os aspectos psicológicos que limitam e até impedem o crescimento econômico dos indivíduos também serão examinados. Um dos destaques dentro desse assunto é a palestra da psicóloga Miriam Rodrigues: “Esquemas mentais e autonomia financeira – é possível uma educação emocional?”.
Estão programadas apresentações de empresas como Petrobrás, Vale, Souza Cruz e AES Brasil, entre outras, voltadas para investidores do mercado de ações. Mas o cardápio é amplo: planejamento financeiro, como sair das dívidas, como poupar para a aposentadoria, investimentos em imóveis, aspectos técnicos dos mercados de ações e renda fixa, Tesouro Direto, fundos de investimentos, coaching e até mercado agrícola.
Algumas palestras têm um atrativo a mais: além do conhecimento passado gratuitamente pelos especialistas, os participantes concorrem a R$ 1 mil em ações. São 15 oportunidades, distribuídas nos três dias da feira e estão marcadas com o cifrão ($) na grade de programação disponível do site, que, aliás, deve ser acessado por quem pretende ir à exposição.
Embora a entrada seja grátis, é preciso se inscrever pela internet. As palestras acontecem em várias salas, algumas no mesmo horário, por isso é importante conferir a escala e se programar. Experiência própria: não dá para participar de todas.
Em sua primeira edição em São Paulo, a feira recebeu quase 10 mil visitantes em um centro de eventos na Rua Frei Caneca, uma travessa da Avenida paulista. A expectativa para este ano é que 22 mil pessoas apareçam para conferir as últimas novidades em finanças pessoais no Expo Center Transamérica. Vale a pena conferir.
Estatística
Em 2003, seu primeiro ano, a Expo Money atraiu 9.182 visitantes. No ano seguinte, já subiu para 11.724, e a alta se manteve. Em 2005, foram 14.987; em 2006, foram 17.970; em 2007, 19.750. Em 2008, com a crise internacional, o número de visitantes caiu para 16.112. A recuperação veio aos poucos: em 2009 foram 18.650; em 2010, 18.506; e no ano passado, foram 20.171. A expectativa para este ano é que 22 mil pessoas apareçam para conferir as últimas novidades.
Serviço
Quando: Dias 20, 21 e 22 de setembro, das 13h às 22h e, no sábado, das 12h às 20h
Onde: Transamérica Expo Center, Pavilhões D e E – Rua Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, São Paulo
Inscrições: aqui
Confira a programação aqui
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Seu fundo de renda fixa está com o risco ajustado?
- 10 de setembro de 2012|
- 17h25|
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Categoria: Investimentos
Está mais do que na hora dos investidores com aplicações no mercado de renda fixa começarem a rever suas posições. A taxa básica de juros (Selic) deve chegar ao final do ano em 7,25%, segundo projeções do mercado financeiro. Hoje está em 7,5% ao ano, depois da redução anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na reunião de agosto.
Principalmente os investimentos de longo prazo, feitos com o propósito de formar patrimônio, terão de ser acompanhados muito de perto. Tudo o que tiver um horizonte superior a 10 anos vai precisar passar por uma avaliação e, eventualmente, assumir um pouco mais de risco.
Como regra geral do mercado financeiro, aplicações menos arriscadas remuneram menos o capital investido do que as opções mais ousadas. O “prêmio” de quem assume um risco mais alto é uma remuneração maior. Isso porque a possibilidade de perder tudo ou parte do se que investiu precisa ser compensada com a expectativa de um ganho polpudo, para atrair aplicadores.
Quem aplica em fundos de renda fixa conservadores está colocando seu dinheiro em títulos do governo com baixíssimo risco. Mas existem fundos de renda fixa que direcionam parte das aplicações a papéis privados, também seguros, mas com uma pitada de pimenta. São emitidos por bancos e empresas – os maiores e mais sólidos pagam juros ligeiramente acima dos títulos públicos. Os títulos públicos são o parâmetro, também chamados de livres de risco (não são exatamente isentos de perigo, mas são quase risco zero). Assim, as instituições privadas maiores são também chamadas de “primeira linha”.
Bancos e empresas menores e menos sólidos precisam pagar juros maiores para atrair capital. São chamados de “segunda linha”. Quanto mais papéis de risco zero e de primeira linha na carteira, mais baixo o rendimento. Este vai subindo de acordo com a presença de papéis de segunda linha do portfólio (não confundir com as ações de primeira e segunda linha, pois tratamos aqui de papéis de renda fixa).
Como se vê, os fundos de renda fixa podem ser muito diferentes entre si e o investidor precisa saber onde exatamente está sendo aplicado seu dinheiro. Se o rendimento for muito superior ao de fundos do mesmo grupo, é importante verificar se não há uma exposição excessiva a papéis menos seguros. Não há problema em investir nesses papéis, desde que você saiba disso, até para medir se o prêmio está ajustado ao risco, ou seja, se a relação custo/benefício compensa.
E por que isso é importante? Porque se você quiser assumir riscos maiores e ganhos igualmente maiores, há outras opções no mercado. O pequeno investidor começa a ser apresentado aos fundos multimercado, que são alternativas de maior risco, mas ainda dentro da renda fixa. São fundos que combinam investimentos em vários ativos como renda fixa, ações, câmbio e também usam derivativos para alavancar suas aplicações ou proteger a carteira (hedge).
Os fundos multimercado sem renda variável aplicam em renda fixa e em câmbio. Os multimercados sem renda variável, mas com alavancagem, são aqueles que não investem em ações, mas se utilizam de derivativos. Também há os fundos multimercado com renda variável, que aplicam apenas no mercado à vista de ações. E os multimercados com renda variável e alavancagem são os de maior risco.
As operações de alavancagem dos fundos multimercados são feitas com contratos de derivativos, no mercado futuro. Alavancar é usar ativos ou recursos de terceiros para aumentar o retorno final dos investidores além do que seria obtido com os recursos originais. Seu risco é alto, pois assim como pode, por exemplo, triplicar o ganho, também pode triplicar a eventual perda.
Vale a pena pesquisar.
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fundo de renda fixa, multimercados, renda fixa, títulos do governo
É na crise que o ouro brilha mais forte
- 6 de setembro de 2012|
- 21h10|
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Categoria: Investimentos
O ouro voltou a liderar o ranking de investimentos em agosto, com valorização de 4,67% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F Bovespa). E isso vem acontecendo com frequência desde o início da crise financeira internacional, ocorrido em setembro de 2008.
Em agosto do ano passado o metal bateu seu recorde histórico, com o grama cotado a R$ 97 na BM&F. O ouro foi o investimento mais rentável de 2011, com alta de 15,85% e caminha a passos largos para fechar 2012 com excelente desempenho, pois já acumula 16,79% de janeiro a agosto. Ao longo dos últimos meses, apenas em março o metal ficou no vermelho, fechando em queda de 0,31%. Nos demais, apontou para cima, às vezes com ganhos pequenos, como em maio, quando subiu 0,20%, depois de atingir o pico do ano, em abril, ao subir 5,33%.
O fato é que, passados quase quatro anos daquele fatídico 15 de setembro de 2008, quando o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers quebrou, dando início à crise financeira mundial, o horizonte ainda parece incerto. É essa a principal razão para o permanente interesse dos investidores no metal.
É que o ouro é uma reserva de valor desde que o início dos tempos. É um ativo financeiro e também uma mercadoria que pode ser trocada em qualquer lugar do mundo. Bancos quebram, empresas quebram, países quebram. Mas o ouro não perde seu brilho.
Em tempos de calmaria, ele se retrai. Seu valor de troca se estabiliza, pode até cair um pouco se o interesse de quem quer comprar for menor do que a oferta de quem quer vender. Vale lembrar que, além de seu uso financeiro e da óbvia aplicação no mercado de joalheria, o metal tem utilidade também na indústria: é matéria-prima de componentes eletrônicos, por exemplo.
Então, quando o mundo está em paz, seu preço pouco muda. O ouro gosta de crises, de instabilidade política, de guerras.
Vale a pena comprar? Depende. Segundo os especialistas financeiros, quem tem dinheiro suficiente para diversificar seus investimentos, pode colocar de 10% a 20% no metal, como reserva de segurança. Um dinheiro sem previsão de uso, algo para ficar guardado, valorizando e sempre pronto para um momento de grave crise.
E, pelo menos pelos próximos dois anos, o cenário é de preocupação, pois o tsunami financeiro de 2008 ainda afeta a economia dos países europeus e dos Estados Unidos e, claro, seus reflexos também batem por aqui. Basta dar uma olhada no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre, divulgado na semana passada, que registrou crescimento pífio de 0,4%. Diante disso, os analistas projetam expansão inferior a 2% para a atividade econômica em 2012.
Voltando ao ranking das aplicações financeiras de agosto, a melhor opção depois do ouro foi a Bovespa, que subiu 1,72%. Estes dois ativos foram os únicos a superar a inflação medida pelo IGP-M, que foi de 1,43% no mês passado. As demais alternativas ficaram devendo no quesito ganho real. Os fundos de renda fixa, por exemplo, deram ganho nominal (sem contar a inflação) de 0,95%, em média. A média dos fundos DI foi de 0,54%. E a caderneta de poupança rendeu 0,51%
Denise Juliani
(publicado o Jornal da Tarde em 03/09/12)
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Com juro em baixa, o jeito é arriscar
- 27 de agosto de 2012|
- 17h28|
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Categoria: Investimentos
Na próxima quarta-feira, dia 29, ocorre mais uma reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central e a projeção do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros, a Selic, será reduzida para 7,5% ao ano (hoje está em 8%). Se já estava difícil obter uma boa rentabilidade com aplicações de renda fixa, a vida do investidor vai piorar um pouco mais.
Para obter um ganho real, ou seja, conseguir que seu dinheiro seja remunerado acima da inflação (em outras palavras, dê frutos e não apenas tenha seu valor de compra preservado), o investidor vai ter de gastar umas boas horas planejando suas aplicações. Não dá mais para simplesmente colocar os recursos em um fundo de renda fixa que acompanhe a Selic e ir cuidar da vida. Ou melhor, até dá, mas seus investimentos vão crescer muito devagar.
O consenso do mercado financeiro é de que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumule 5,66% nos próximos 12 meses. Mantida a Selic em 7,5% pelo mesmo período, o resultado é um ganho real de apenas 1,74% ao ano.
Mas não pense que acabou. Desse número ainda será preciso descontar a taxa de administração do fundo e o Imposto de Renda (IR). Vamos supor que o fundo cobre taxa de administração de 1% ao ano. Mesmo que ele renda a Selic “cheia” (7,5% ao ano), descontada a remuneração do gestor da carteira, sobram 6,5% ao ano. Frente à inflação de 5,66% (do IPCA de 12 meses, lembra?) o ganho real cai para 0,80%.
Ainda falta tirar a parte do governo. Vamos considerar um prazo entre seis meses e um ano (181 a 360 dias), que cai na alíquota de 20% do IR. Aplicada sobre aquele 0,80%, a rentabilidade real líquida desce para 0,64%.
Resumo da ópera: uma aplicação de R$ 10 mil em um fundo DI com taxa de administração de 1% vai resultar em um ganho real líquido de R$ 64 em um ano. Relembrando: ganho real é o rendimento descontada a inflação. Ganho real líquido é o que efetivamente o investidor coloca no bolso, depois de descontado o pagamento do gestor (taxa de administração) e o do governo (sob a forma de Imposto de Renda).
Assim, quem quer ver seu patrimônio crescer de verdade em um ambiente de juros cada vez mais baixos precisa planejar muito bem suas aplicações. E, para ganhar mais, vai ter que correr mais riscos. Investimentos conservadores como os fundos DI são mais seguros, mas servem apenas para preservar o poder de compra do dinheiro.
Se todas as suas aplicações estão em um fundo DI, o primeiro passo é definir em quanto tempo você pretende usar o dinheiro. Se for uma reserva para emergências, não precisa mexer, mas certifique-se de que o volume está adequado à necessidade. Os especialistas recomendam que esta reserva seja suficiente para bancar suas despesas por pelo menos seis meses. Se tiver menos que isso, guarde mais até completar o nível. Se a quantia for maior, pesquise alternativas.
Para prazos acima de um ano, os especialistas indicam fundos multimercado, que operam com vários ativos – renda fixa, câmbio, ações, derivativos.
A rentabilidade média dos fundos DI acumulada no ano, até julho, foi de 5,46%. No mesmo período, os fundos multimercado Macro registraram ganho de 11,36% e os multimercado Multiestratégia renderam 9,06%. Em 12 meses, enquanto os fundos DI deram 10,59%, os Macro ganharam 21,30% e os Multiestratégia, 15,17%. Os dados são da Anbima.
Os fundos DI são aqueles que investem, no mínimo, 95% dos recursos em títulos ou operações que busquem acompanhar as variações do CDI ou Selic. Os multimercado Macro operam em vários ativos e definem as estratégias de investimento com base em cenários macroeconômicos. Já os Multiestratégia podem adotar mais de uma estratégia de investimento, sem o compromisso de se dedicar a uma em particular.
Denise Juliani
(publicado no Jornal da Tarde, em 27/08/12)
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Copom, DI, fundos, ganho real, inflação, investidor, IPCA, juros, multimercado, renda fixa, Selic, taxa de administração
Poupadores natos. Outros nem tanto…
- 20 de agosto de 2012|
- 18h03|
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Categoria: Consumo, Educação financeira, Guardar
Existem pessoas que são poupadoras por natureza. E também há aquelas que aprenderam desde cedo no ambiente familiar a cultivar o saudável hábito de guardar dinheiro.
É fácil reconhecer: desde criança administram bem a mesada e, quando adultos, fazem verdadeiros milagres financeiros com o salário, independentemente de quanto ganham.
Mas o mundo não é feito apenas de poupadores natos. Entre eles e os verdadeiros perdulários há uma gama enorme de pessoas que têm dificuldade de guardar dinheiro. Em boa parte, isso se deve à falta de educação financeira do brasileiro.
Não temos o costume de falar de dinheiro e há até quem ache que o assunto não deve ser abordado na frente das crianças. Devido a esse tipo de crença, gerações cresceram sem saber lidar direito com as questões financeiras.
Mas isso está mudando. O recente ciclo de prosperidade vivido pelos brasileiros contribuiu para ampliar o debate em torno do tema. Tudo bem que começamos a falar do assunto pelo motivo errado: a farra do consumo e a falta de experiência dos consumidores fizeram os índices de inadimplência saltarem, principalmente entre os jovens, e aí foi preciso parar para pensar em como reverter essa situação.
É hora de aprender a lidar com o dinheiro para fazer sobrar e conseguir investir. Muitas escolas já têm programas destinados a ensinar as crianças a importância de poupar.
Mas o que é poupar? De acordo com o especialista Álvaro Modernell, há uma sutil diferença entre economizar e poupar.
Segundo ele, economia se faz reduzindo gastos em alguma coisa, porém sem se importar com o destino do que foi economizado – se será gasto com alguma coisa no futuro ou mesmo desperdiçado. “Seria como economizar no almoço para gastar no jantar”, diz.
Já a poupança é feita com objetivos definidos, “geralmente associados à acumulação de patrimônio ou à realização de sonhos, normalmente não imediatos”. Ou seja, economia e poupança começam com a decisão de deixar de adquirir um produto ou serviço hoje, mas diferem no objetivo.
Pechinchar na aquisição de um bem ou serviço significa economia quando já se tem o dinheiro reservado para o negócio (nada de tomar crédito). Mas, é preciso cuidado com as armadilhas. Se não houver a disposição de poupar o dinheiro economizado, o cliente pode até gastar mais do que pretendia, levando algo supérfluo só porque ficou animado com o desconto que obteve na outra compra.
Por isso é importante que o gasto postergado esteja ligado à ideia de realizar algo no futuro.Se houver uma meta que anime o consumidor a abrir mão de algo que gostaria de fazer agora em troca de algo maior lá na frente, fica mais fácil para os que não são “poupadores de carteirinha” conseguirem dar os primeiros passos nas artes da poupança.
Denise Juliani
(publicado no Jornal da Tarde em 20/08/2012)
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Álvaro Modernell, dinheiro, educação financeira, mesada, pechinchar, perdulários, poupadores, poupança, prosperidade
Moderado, conservador ou arrojado?
- 13 de agosto de 2012|
- 16h48|
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Categoria: Investimentos
Você é do tipo arrojado, que aceitaria dar um salto de paraquedas sem pestanejar? Ou prefere algo com menos adrenalina, tipo um passeio de conversível, vento na cara, mas com conforto? Talvez algo mais tranquilo, jantar com amigos, ver um bom filme? Se o passeio não estiver alinhado com a sua ideia de diversão, ele pode ser um verdadeiro tormento. O mesmo acontece com os investimentos.
No início dos anos 1990, a principal aplicação financeira do brasileiro era a caderneta de poupança. Os títulos do governo, hoje amplamente disponíveis por meio do Tesouro Direto, eram negociados apenas entre instituições financeiras. Os investidores comuns (indivíduos ou pequenas empresas) só tinham acesso a esses títulos por meio dos fundos de renda fixa. Operar diretamente na Bolsa também era difícil aos pequenos investidores. A quem quisesse aplicar naquele mercado era oferecido um fundo de ações. Mas a maioria das pessoas preferia mesmo a poupança.
Tanto que, naquela época, o total investido em fundos (de renda fixa e de renda variável) no Brasil representava metade do volume aplicado na caderneta. Ao longo dos anos, o setor de fundos cresceu e hoje movimenta cerca de R$ 2 trilhões, enquanto a poupança fechou o mês de julho com saldo de R$ 449 bilhões. Um salto e tanto.
De lá pra cá a economia brasileira se estabilizou e a inflação está controlada, resultando em crescimento do emprego e da renda dos brasileiros, que foram, aos poucos, aprendendo a poupar. O mercado financeiro amadureceu e hoje existem vários produtos à disposição de quem quer investir.
Diante de tanta oferta, é natural que as pessoas tenham dúvidas. A decisão de investir depende de múltiplos fatores, a começar pelo que se pretende fazer com aquele dinheiro que se quer colocar para render. Pode ser simplesmente proteger seus recursos da inflação, que é baixa no Brasil de hoje, claro, mas seu efeito corrosivo sobre o poder de compra da moeda continua existindo. A meta pode ser fazê-lo crescer para uso em algum momento no futuro – compra de um carro, de uma casa, uma viagem ou renda para a aposentadoria, por exemplo.
Outra variável é o tempo que se tem desde o início do investimento até seu provável uso. O lado psicológico do poupador também deve ser considerado. De nada adianta investir em ações, mesmo que seja esta a melhor opção após o cruzamento dos dados “prazo” e “objetivo”, se o dono do investimento não tiver sangue frio para suportar o sobe e desce típico desse ativo.
As classificações arrojado (ou agressivo), moderado e conservador foram criadas pelo mercado para tentar colocar o investidor na aplicação mais adequada. O arrojado seria então mais propenso ao risco e o mercado de ações não seria um problema. O conservador deveria ser direcionado exclusivamente a aplicações de renda fixa e o moderado poderia ficar com um pé em cada um.
Por isso, antes de qualquer coisa, é importante descobrir o seu perfil de investidor. Um começo: responder ao questionário disponível para todos os clientes bancários desde 2010. Trata-se da Análise do Perfil do Investidor (API), aplicada a todos os clientes antes que eles realizem um investimento. O objetivo é adequar a venda de fundos e outros produtos financeiros ao perfil correto de cada investidor, para evitar que alguém que não suporte correr riscos tire o dinheiro da poupança e aplique em ações, por exemplo.
Então, qual é a sua?
Denise Juliani (publicado no Jornal da Tarde em 13/08/12)
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