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Torcedores listam diferenças entre jogo de Copa e de clube

Seleção Universitária

25 junho 2014 | 20:09

Para a maioria, organização é o ponto alto de um Mundial

Para a maioria, organização é o ponto alto de um Mundial

 

Lara Monsores – especial para O Estado de São Paulo

RIO DE JANEIRO – Apesar de ser o mesmo esporte, o público e o espetáculo variam de acordo com as competições. Torcedores de equipes diferentes sentam lado a lado na arquibancada, não há instrumentos musicais como tambores e cornetas, os lugares são marcados e as pessoas assistem à partida sentadas na maior parte do tempo. Na Copa do Mundo, geralmente, é assim. Uma realidade que muda completamente quando os times em campo são clubes e não seleções.

Para a carioca Silvana Cavalieri, 58, falta empolgação ao público de um Mundial. “Torcer pelo Flamengo aqui no Maracanã faz o estádio pegar fogo”, compara.

“Acho que a diferença cultural pesa bastante no quesito animação”, considera o gerente comercial Luiz Jr., 33, acostumado a apoiar o seu Vasco nas arquibancadas de São Januário. Ele se surpreendeu com a apatia da torcida equatoriana na tarde desta quarta-feira, 25, no duelo decisivo contra a França que terminou empatado em zero a zero.

Amigo de Luíz, o empresário Bráulio Jr, 32, destaca a organização de uma partida de Copa como ponto positivo em comparação a um jogo de clubes pelo Brasileiro ou estadual. “A entrada no estádio é muito mais tranquila e acho que as pessoas respeitam muito mais essa coisa do assento numerado”, avalia.

A organização e a segurança viram unanimidade quando os torcedores comparam as duas situações. A engenheira Fernanda Pinheiro, 30, ressalta a ausência das torcidas organizadas. “Copa do Mundo é tudo misturado, não tem aquela divisão de torcidas e é muito mais organizado”, afirma. “Até brasileiro, que é mais largado, respeita mais a organização”, completa seu marido, Diego Arantes, 29.