Além da cobertura pelo blog especial da Rio+20 (http://blogs.estadao.com.br/rio-20/), deixo aqui o endereço da TV NBR no YouTube (http://www.youtube.com/user/TVNBR) como dica para acompanhar as notícias sobre o evento. Como canal oficial do governo brasileiro, esta é uma boa fonte de informação sobre este evento tão importante da agenda ambiental.
Entre os vídeos já disponíveis na página está a coletiva com o embaixador Luiz Figueiredo Machado sobre o documento final da Rio+20, que será entregue aos chefes de Estados que estarão por aqui a partir do dia 20. O texto anterior tinha 81 páginas e agora, com o Brasil a frente dos grupos de discussões, o número de páginas caiu para 50.
Espero mesmo que isso signifique que o texto do acordo esteja mais objetivo e focado nos temas propostos pela conferência.
Em um esforço para ampliar o uso de bicicleta no Rio de Janeiro, o governo criou uma camiseta para promover o Programa Rio-Estado da Bicicleta. As camisetas serão distribuídas a ciclistas durante a Rio+20 e chama atenção para a segurança no trânsito.
Aproveitando a oportunidade, o governo também divulgou que os estudantes de jornalismo que participarão da Agência Jovem de Notícias Internacionais da conferência da ONU usarão bicicletas em seus deslocamentos de pautas e agendas de trabalho durante o evento. As bikes serão disponibilizadas pelo governo do Estado do Rio com apoio da concessionária SuperVia. A agência é formada por 80 adolescentes vindos de 12 estados brasileiros, da Europa, África, América Latina e América do Norte.
Há 20 anos, em 4 de junho de 1992, o Brasil assinava a Convenção do Clima durante a Eco-92. Como anfitrião do encontro, o País, representado pelo então presidente Fernando Collor, deu o exemplo sendo o primeiro a assinar o documento.
Na reportagem de O Estado de S.Paulo, “Collor assina convenção do Clima”, assinada pela jornalista Liana John e publicada no dia seguinte, a cúpula brasileira se mostra otimista com o documento. “O Brasil lutou duramente para tornar viável esta convenção, que vai ser assinada por todos os países”, disse na época o Secretário interino do Meio Ambiente (e uma das maiores autoridade no país sobre questões ambientais até hoje), José Goldemberg.
No mesmo dia da assinatura do Brasil, representantes da Bélgica, Noruega, Liechetenstein, Austrália, Uruguai, Finlândia, Israel e Nova Zelândia também assinaram o documento, que previa a adoção de medidas para conter as alterações climáticas e combater o efeito estufa.
Um ponto que não agradou a todos foi a proposta de criação de um fundo mantido pelos países industrializados para financiar as medidas de redução dos gases de efeito estufa naqueles em desenvolvimento por meio da transferência de tecnologia.
E pensar que 20 depois ainda discutimos as responsabilidades e os meios para a redução das emissões. Não podemos esquecer que cinco anos depois, no Japão, foi proposto o Protocolo de Quioto, que estabelecia as metas para o corte de emissões, documento este ainda mais polêmico.
No Acervo Estadão é possível encontrar esta e outras reportagens sobre a Eco-92.

Veja mais notícias sobre a Eco-92 no endereço http://migre.me/9lfTe.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançou recentemente a cartilha “O futuro que queremos – economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”. O trabalho fala (superficialmente) sobre as conferências da ONU que precederam a Rio+20 e sobre valores importantes que ajudam na caminhada para uma vida mais sustentável.
Um bom material para ser usado como apoio em sala de aula, por exemplo.
Um grupo de trabalho da USP organizou teses e dissertações de mestrado e doutorado defendidas na instituição que se relacionam com os principais temas da Rio+20, a conferência da ONU que será realizada na capital fluminense no próximo mês. Quem quiser ver estudos sobre governança e Agenda XXI; economia verde e inclusão social, mudanças climáticas e biodiversidade deve acessar este link: http://www.prpg.usp.br/usprio+20/
O site reúne cerca de 1.300 trabalhos defendidos entre 1992 e 2011. Um ótimo banco de dados para quem se interessa pela agenda ambiental.
2012