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Saul Galvão
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Réveillon e Resoluções para 2009

  • 2 de janeiro de 2009
  • 15h56
  • Por

Entre as minhas principais resoluções para 2009 está a de beber mais e melhores vinhos. Aprendi pelo método mais penoso que há muito de verdade no ditado que diz que a vida é curta demais para provar vinhos ruins. Sei que não poderei beber todos os tintos, brancos, rosados, espumantes, fortificados, etc que gostaria, mas vou fazer força par aplicar ao vinho a frase de Jorge Amado: não se pode dormir com todas as mulheres do mundo, mas deve se tentar. Além de tudo, é divertido.

Agora, outra resolução: falar no blog sobre os vinhos que for bebendo, a começar dos que “abrilhantaram” a festa do réveillon, no restaurante Figueira, com a minha mais do que querida namorada Sandra, sua mãe d. Esterzinha; Denise e Adávio, amigos mais do que queridos e exemplares. Um privilégio ter amigos como estes.

Esta segunda decisão é muito mais difícil, pois envolve trabalho, o que é contra a natureza do homem, exige esforço. Beber e comentar com os amigos é ótimo, mas escrever sobre o vinho demanda esforço. Como se dizia nas antigas redações, jornalismo poderia ser a melhor profissão do mundo, se a gente não fosse obrigado a escrever…

Resolvi começar o ano com artilharia pesada, com toda força possível, reunindo garrafas que trouxe de viagens, ganhei, comprei há tempos e estava “entesourando” como um Tio Patinhas enófilo, contando dinheiro (ou garrafas) e devolvendo ao cofre (ou à adega).

Vinho é para se beber, para dar prazer e não para ficar nas adegas. Infelizmente (e põe infelizmente nisso), não tenho, nem de muito longe (e põe longe nisso) tantas garrafas quanto as moedas da piscina do Tio Patinhas. Mas a partir de agora, elas não vão ocupar espaço na adega por muito tempo. É só aparecer condições e boas companhias e elas vão gerar recordações (boas e nem tão boas).

As recordações do réveillon foram espetaculares: três champagnes de elite e um Vega Sicília 1994, um dos melhores tintos que já bebi na vida e que espero poder voltar a beber.

O plano inicial era um pouco mais modesto: começar com o Drappier ao aperitivo, passar o ano com a Bollinger Grande Année 1997 e coroar com o Vega Sicília 1994. Mas, felizmente, os primeiros pratos não pediam um grande tinto e o champagne Mailly acabou entrando e foi a grande e agradável surpresa da noite. Os vinhos serão citados pela ordem de entrada em cena e foram muito bem servidos (copo, temperatura e técnica para colocar na taça ) pela jovem e ótima sommelière Juliana.

DRAPPIER CARTE D´OR

Drappier

Eu já havia gostado muito desse Champagne ao prová-lo para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar do Estadão (ver a edição de 18 de dezembro e a reprodução no blog). Dei 92 sobre 100 pontos e não me arrependi de nota tão alta ao provar de novo o vinho no réveillon. Aroma de padaria (fermento) intenso. Na boca, ao mesmo tempo refrescante e encorpado. Ótimo ao aperitivo e não tão bom com o foie gras grelhado (uma maravilha). Mas não deixaria nunca de bebê-lo só porque a combinação pode não ter sido ideal. Um vinho gostoso, que deixou sensação refrescante e de boca limpa. Importado pela Zahil (telefone: 3071-2900) com preço promocional de R$ 147.

BOLLINGER LA GRANDE ANNÉE 1997

Bollinger

Escolhido especialmente para a passagem do ano. Quis começar em grande estilo mesmo. Quem sabe não venha passar um anjo para me desejar vinhos do mesmo calibre em 2009. A Bollinger está entre as melhores das melhores casas de Champagne. Em seus produtos utilizam uma alta proporção de uvas de seus próprios vinhedos situados em ótimos locais. Uma das poucas fermentar seus vinhos em barricas de carvalho.Os seus vinhos especiais (entre os quais este Grande Année) são totalmente fermentados nas barricas.

Mesmo o seu “comum” (Special Cuvée), que também é magnífico contém 50% de vinhos com passagem pelas barricas. A Krug é outra grande casa que se orgulha se fermentar todos os seus vinhos nas baricas. Evidentemente, estão entre os mais caros. A Bollinger faz um vinho mítico, que infelizmente não conheço, só com uvas Pinot Noir de parreiras com raízes originais, de antes da praga da filoxera, o “Vieilles Vignes Françaises”. O seu Bollinger RD (Recenment dégorgé) também é quase lendário e justifica toda essa fama.

Normalmente, não se deve envelhecer champagnes, mas alguns vinhos especiais podem durar e ganhar com o tempo, como este Grande Année de 1997, com quase dez anos e no auge da forma. Toques muito ligeiros e deliciosos de oxidação indicando vinho velho. Aroma intenso e complexo. Encorpado mesmo e, ao mesmo tempo, fresco. Dá vontade de continuar bebendo. Longo, deixa gosto agradável na boca.

De Lilly Bollinger (1899 – 1977), uma das melhores e mais espirituosas frases sobre o Champagne: “Eu bebo Bollinger quando estou feliz e quando estou triste. Eu bebo quando estou sozinha. Quando tenho companhia, considero obrigatório. Eu me distraio com ele quando estou sem fome e bebo quando estou. Fora disso, eu nunca toco nele a não ser quando tenho sede, logicamente”. Deus a guarde com seu bom gosto.

MAILLY GRAND CRU BRUT RÉSERVE

Mailly

Confesso que não conhecia este vinho até a deliciosa degustação no réveillon. Fui pesquisar descobri que a Mailly tem muito prestígio mesmo. Uma cooperativa muito particular, só de proprietários de vinhas na comuna de Mailly, classificada como “grand cru”. Na região, as melhores comunas ( e não os vinhedos) podem ser classificadas como premier e grand cru. Mailly é uma comuna na Montagne de Reims, considerada grand cru e o Mailly Grand Brut Reserve, o vinho de base, sem safra no rótulo, feito com uvas de várias safras é realmente de primeira.

No mesmo nível do Drappier (92/100). Aroma potente, mais para frutas e com algo cítrico. Na boca, muito refrescante mesmo, com as evocações cítricas. Difícil parar de beber. Deixou a boca muito limpa. Melhor para bebericar, embora tenha acompanhado com garbo uma posta de cherne grelhada.

Na Champagne, a imensa maioria dos vinhos não leva a data no rótulo, não é millesimé, pois pode ser feita com vinhos de base de anos diferentes. Os millesimés acontecem nos bons anos, são mais caros e têm mais prestígio. O Mailly Grand Cru 1996, por exemplo, é bastante elogiado pelo Guide Hachette dess Vins 2007. O Mailly Grand Cru Brut Réserve é importado pela Ana Import (telefone: 71 – 3337-1111) e custa R$ 247, já a safra 1997 sai a R$ 565.

VEGA SICÍLIA UNICO 1994

Vega Sicilia

O Vega Sicília é uma lenda, praticamente fez nascer a hoje muito prestigiosa região de Ribera del Duero. Ele vem de muito tempo e é oficialmente feito com um corte de Tempranillo (chamada na região de Tinto Fino), Cabernet Sauvignon, Malbec e Albillo (uma uva branca). Na verdade, uma mistura de Tempranillo (amplamente majoritária) e Cabernet. Ele costuma ficar nove anos na adega em barricas novas, usadas e nas garrafas antes de ser posto à venda. Aliás, não é vendido e sim racionado. Na Espanha, ter uma quota anual de Vega é símbolo de status.

Nunca provei um Vega que não tivesse sido e espetacular. Mas o de 1994 é “mais espetacular”. Provas recentes na Espanha, elegeram essa safra como a melhor dos últimos tempos.

Eu tenho dificuldade em atribuir 100 pontos a vinhos, como fazem Robert Parker e outros críticos categorizados. Mas este chega perto, pois só tem qualidades, nenhum defeito. Ele é tudo no aroma e na boca: intenso, elegante, potente, complexo, longo, etc, etc, etc. O aroma já anuncia o gigante: complexo, potente, enigmático, cheio de nuances. O tipo de vinho que dá vontade de ficar cheirando. Na boca, ele se supera. Igualmente enigmático, com a madeira fazendo um pano de fundo perfeito para outros sabores e nuanças. Uma beleza.

Não é um arrasa quarteirão, mas sim potente na medida certa e muito, mas muito mesmo, elegante. Um vinho longo, que fica na boca, aumenta no tempo o prazer que dá. Um privilégio raro mesmo. Evidentemente um vinho caro, de total exceção, que não está no mercado. A Mistral (telefone: 3372-3400) importara de vinhos da empresa tem no estoque o de 1996, que está cotado a 749,50 dólares.

Também da Vega Sicília o 5º Año, que pode ser espetacular (319,50 dólares o de 2002) e o Reserva Especial feito com vinhos de vários anos e editado em 1998, que custa a bagatela de 879,50 dólares. Cá entre nós, em várias degustações tenho gostado mais dos da linha Unico (mais baratos, ou menos caros) que os do tipo Reserva Especial.

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Champagne

  • 29 de dezembro de 2008
  • 15h07
  • Por

O Champagne é um espumante resultado de uma segunda fermentação na própria garrafa de vinhos feitos com as uvas Pinot Noir, Pinot Meunier (tintas) e Chardonnay (branca) plantadas numa região de clima difícil e frio no Noroeste da França. Os demais são apenas espumantes, embora alguns sejam ótimos, melhores mesmo que muitos exemplares franceses.

Champagne, só da região da Champagne, que é bastante extensa e agora foi ampliada, passando a englobar mais 40 comunas. Um abalo no sacrossanto conceito francês de terroir, segundo o qual só determinadas zonas podem gerar determinados vinhos. Como vão ser os champagnes da nova zona periférica? Vamos ter de esperar alguns anos para saber.

Mesmo na região original, há muitos altos e baixos. Aqui ficamos com exemplares abaixo dos R$ 200, normalmente os produtos básicos de grandes casas. Esses exemplares não costumam ser datados uma vez que podem utilizar vinhos de vários anos. Como o clima da região é inclemente, os produtores “guardam” vinhos de bons anos para garantir a média nos anos mais fracos.

O Champagne costuma ser feito com um corte de vinhos de vários anos e de várias sub-regiões e vinhedos. A idéia básica é fazer um vinho com determinadas características que se repitam todos os anos, que sejam reconhecidas pelo consumidor.

Além dos quatro selecionados, deve se destacar a qualidade do Veuve Clicquot Ponsardin (R$ 163 na Jallas), no mesmo nível da Moët & Chandon. Um champagne mais encorpado, enquanto o Moët se mostrou mais leve e elegante, ideal para bebericar nas festas de fim de ano.

Drappier Carte d´Or Brut
Onde encontrar: Zahil. Telefone: 3071-2900.
Preço: R$ 147
Cotação: 92/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar em Dezembro.
Um Champagne de primeira e com boa relação qualidade-preço. Ao mesmo tempo encorpado e fresco. Vai bem à mesa e ao aperitivo. Cor carregada, refletindo a sua composição dominada amplamente pela Pinot Noir. Segundo a literatura, 90% de Pinot Noir. Perlage generosa e duradoura. Bolinhas de gás delicadas e subindo em cordões regulares. Aroma muito gostoso e intenso, evocando levedos e algo cítrico. Aroma lembra o de padaria.Na boca, muito equilíbrio e classe. Bom corpo, mas também elegante. Acidez agradável, não muito marcante. Também evocações cítricas na boca. 12% de álcool.

Moët & Chandon Brut Imperial
Onde encontrar: Jallas. Telefone: 3842-9985.
Preço: R$ 152
Cotação: 90/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar em Dezembro.

Um espumante gostoso, ligeiro, ótimo para bebericar a noite inteira. A Moët & Chandon é a maior produtora de Champagne e é impressionante a regularidade que consegue mesmo produzindo em enormes quantidades. Quanto mais jovem, melhor. Bem clarinho e com uma espuma muito abundante e duradoura. Os cordões subindo regulamente até o fim do copo. Aroma não muito intenso, evocando ao fundo as leveduras. Melhor na boca. Um vinho “limpo”, com ótima acidez, excitante, leve, elegante e que inspirava o próximo gole. Ligeiro, não encorpado e concentrado. Final gostoso, deixa a boca limpa. 12% de álcool.

Nicolas Feuillate Reserve Particulière
Onde encontrar: Empório Frei Caneca. Telefone: 3472-2082.
Preço: R$ 159,50
Cotação: 91/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar em Dezembro.

Um vinho alegre, perfumado, fácil de beber e de gostar. Uma marca em ascensão, normalmente com preços atraentes.O empresário que dá nome ao vinho se associou à uma das maiores cooperativas da Champagne, que reúne perto de 4.000 membros. Este produto básico começou a impressionar muito bem pelo aroma intenso, evocando frutas como a maçã verde um toque de queimado, de frutas secas (amêndoas, nozes, etc). Bem clarinho e com bastante gás, que durou no copo. Continuou num ótimo nível na boca Vinho fresco, perfumado leve, bom para o aperitivo e que deixou sensação agradável e duradoura na boca. 12% de álcool.

Piper-Heidsieck Brut
Onde encontrar: Empório Frei Caneca. Telefone: 3472-2082.
Preço: 159,95
Cotação 93/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar em Dezembro.

São quatro marcas com o nome Heidsieck. O Piper-Heidsieck vem ganhando muito prestígio nos últimos anos. Costuma ostentar relação custo-benefício atraente. Proporção considerável de Pinot Noir no corte (55%). Cor amarelo meio carregada e muito bonita. Bolinhas de gás muito numerosas e duradouras, dando uma impressão de cremosidade na boca. Aroma ótimo, intenso e, principalmente complexo. Evocações de padaria ao lado de aspectos minerais e de frutas secas, como nozes. Ótimo na boca, evocando as frutas secas. Bastante fresco e seco mesmo. Amplo, enche a boca. Ótimo retrogosto. 12% de álcool.

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Agenda Gourmet – Especial Reveillon

  • 27 de dezembro de 2008
  • 19h20
  • Por

Agenda Gourmet – Especial Reveillon
por Bebel Baeta

Na semana passada a Agenda Gourmet trouxe uma lista de restaurantes que farão Ceias de Natal com requinte e qualidade. Hoje apresentaremos uma agenda com dicas de restaurante que promoverão Ceias de Reveillon diferenciadas.

Feliz 2009 e um ótimo apetite!

Freddy
Rua Pedroso Alvarenga, 1.170 – Itaim Bibi. Telefone: (11) 3167-0977.

Ceia de Ano Novo
Valor: R$ 169 por pessoa

Menu

Entradas

•Carpaccio de Presunto Pata Negra;
•Salada com rodelas de tomates e de palmitos;
•Rã à provençal;
•Alho poró ao creme gratinado;
•Carpaccio de Haddock fume.

Pratos Principais

•Vitelo cozido ao molho de creme com purê;
•Coxa de pato confitada com feijão branco;
•Espeto de camarões grelhados com arroz de alface;
•Chateaubriand ao molho de mostarda;
•Coelho ao molho madeira com champignons;
•Filé de linguado grelhado com molho de ervas finas.

Sobremesas

•Marjolaine com calda de chocolate quente;
•Petit Gâteau;
•Crêpes Suzette.

Grand Hyatt São Paulo

Grand Caffè
 

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Canja de Peru

  • 22 de dezembro de 2008
  • 14h11
  • Por

Aí vai, mais uma vez, uma receita que eu adoro e que repito todos os anos. Ela merece e espero poder repeti-la muitos e muitos anos. Façam figa. A propósito, Boas Festas para todos.

Não sabe o que fazer com as sobras do peru da ceia de Natal? Seus problemas acabaram, pois esta canja é deliciosa e ótima para compensar eventuais (e prováveis) excessos da noite anterior. Ela dá um ótimo aproveitamento para as carnes que normalmente sobram na carcaça da ave. A quantidade de arroz deve ser proporcional à quantidade de carne que ficou.

Normalmente, dá uma receita generosa, para oito pessoas, ou mesmo mais. Quem quiser, pode fazer esta receita usando as coxas e sobrecoxas de peru que são vendidas em bons supermercados. Nesse caso, tempere e asse as coxas e sobrecoxas bem temperadas e só depois faça a sopa.

Ingredientes:

Carcaça do peru da noite anterior;
2 cebolas cortadas em rodelas (para o caldo);
1 cenoura cortada em rodelas;
1 talo de salsão em pedaços;
2 colheres de sopa de manteiga;
1 colher de sopa de óleo de milho;
10 xícaras de café de arroz;
1 cebola picada (para o arroz);
1 dente de alho bem picadinho;
sal;
pimenta-do-reino;
queijo parmesão ralado (para servir).

Utensílios:

Uma panela bem grande para fazer o caldo e a canja; uma faca; tábua de cozinha, uma colher de pau; uma escumadeira e pratos para os ingredientes.

Modo de fazer:

1 – Primeiro, é preciso limpar muito bem a carcaça para livrá-la de eventuais restos de farofa. Uma etapa muito importante mesmo.

2 – Vá limpando a carcaça e colocando os ossos e as carnes na panela grande. Junte também as cebolas cortadas em rodelas, a cenoura e o salsão.

3 – Cubra com bastante água, perto de três litros e leve ao fogo fraco durante umas três horas. As carnes, os ossos e os vegetais vão dar o caldo que vai servir para fazer a canja. Se necessário, coloque mais água.

4 – Retire os ossos e coloque num prato grande para esfriar. Espere esfriar um pouco, coe e reserve o caldo.

5 – Com as mãos, retire as carnes que ficaram junto aos ossos e reserve. Jogue os ossos fora,

6 – Temos, então, um belo caldo e as carnes.

7 – Comece a fazer a canja. Esquente a manteiga e o óleo de milho numa panela grande e coloque o arroz. Refogue durante uns dois ou três minutos, sempre mexendo com a colher de pau. Exatamente como se estivesse fazendo o arroz do dia-a-dia.

8 – Cubra com a água e coloque a carne do peru. Perto de dois litros d´água.

9 – Cozinhe durante uns 25 minutos a meia hora, até o arroz ficar bem molinho.

10 – Salgue, apimente e está pronto.

11 – Sirva com o parmesão ao lado.

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Agenda Gourmet – Especial Natal

  • 22 de dezembro de 2008
  • 14h09
  • Por

Agenda Gourmet – Especial Natal
por Bebel Baeta

A Agenda Gourmet desta semana traz ótimas opções de Ceias de Natal para esta data especial e apresentaremos o menu completo dos restaurantes com preços e opções de pratos.

Feliz Natal e bom apetite!

Freddy

O restaurante Freddy, que comemorou 73 anos em 2008, estará aberto pela primeira em sua história na Noite de Natal. O menu especial elaborado pelo chef apresenta clássicos da gastronomia francesa e não inclui o serviço e bebidas.

Freddy
Rua Pedroso Alvarenga, 1.170 – Itaim Bibi. Telefone: (11) 3167-0977.

Ceia de Natal
Valor: R$ 159 por pessoa

Menu

Entradas

•Concha recheada com carne de siri gratinada;
•Carpaccio tradicional de carne;
•Mariscos ao molho de vinho branco.

Pratos Principais

•Haddock cozido ao leite com manteiga queimada;
•Camarões flambados no conhaque com alcachofras e queijo brie gratinado;
•Pato assado com maçã e ameixas;
•Chateaubriand ao molho provençal.

Sobremesas

•Crêpes de Marrons;
•Profiteroles;
•Morangos Flambados.

Grand Hyatt São Paulo

O Hotel Grand Hyatt São Paulo apresenta Ceias Natalinas em seus três restaurantes: Grand Caffè, Eau e Kinu. As opções não incluem bebidas e há a possibilidade de hospedagem para o casal a partir de R$ 315.

Grand Caffè
 

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Espumantes Nacionais acima de R$ 40

  • 18 de dezembro de 2008
  • 2h24
  • Por

A época valoriza as borbulhas, que são sempre lembradas para as festas de fim de ano. Felizmente, não temos e procurar bons espumantes longe , pois há nacionais ótimos em vários patamares de preços. Na semana passada, abordamos os que custam até R$ 40. Agora, os produtos de elite, com preços até R$ 75. Nas duas faixas, vinhos mais do que atraentes.

Os vinhos desta coluna foram todos feitos com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, que também são as principais no verdadeiro Champagne, inimitável, primeiro e único, como o rei Momo. O Champagne é um espumante feito numa região delimitada do Noroeste da França, utilizando um sistema de segunda fermentação na própria garrafa (méthode champenoise). Os demais são só espumantes e não champagnes.

A propósito, Prosecco não é sinônimo de espumante, bem longe disso. Trata-se de um espumante originário do Vêneto, na Itália elaborado com a uva Prosecco. É bom lembrar ainda que muitíssimos espumantes nacionais são muitíssimos melhores que a grande maioria dos Proseccos.

Dos quatro vinhos selecionados, apenas um utilizou o sistema charmat, mais rápido e de menos prestígio, justamente o Chandon Excellence, que considerei o melhor. O sistema de vinificação (chamat ou champenoise) pode ser importante, mas também é crucial a qualidade do vinho de base, aquele que é transformado em espumante.

Além dos quatro, chamou atenção também a qualidade do Pizzato Brut (R$ 44,73 – na Saint Vin Saint. Telefone: 3846-0384). Praticamente no mesmo nível do Marson e do Salton Evicence). Gostoso, leve e fresco.

Marson Brut
Onde encontrar: Cave Marson. Telefone: 5042-3890.
Preço: R$ 45.
Cotação: 88/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 27 de novembro.

Um espumante ligeiro, fácil de beber, feito com as uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo sistema “tradicional” ou “champenoise”, de segunda fermentação na garrafa. Engarrafado e “expedido” em 2006, o que indica um vinho jovem, no ponto para o copo. Perlage muito boa. Bolinhas de gás abundantes, subindo em cordões regulares. Aroma muito bom, fresco e intenso, lembrando vinhos feitos com a Chardonnay. O ponto alto do produto. Na boca, leve, muito refrescante e cremoso. Ótimo para bebericar ao aperitivo.Um pouco de amargor, mas deixou na boca uma sensação gostosa, fresca. 12% de álcool.

Salton Evidence
Onde encontrar: Kylix Vinhos. Telefone: 3825-4422.
Preço: R$ 52.
Cotação: 88/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 27 de novembro.
Elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir vinificadas pelo sistema champenoise, de segunda fermentação na própria garrafa. Permaneceu 12 meses em contato com as leveduras que causaram essa segunda fermentação. Muito melhor na boca do que no aroma, agradável, mas pouco intenso. Aroma apareceu um pouquinho mais com o tempo no copo e se mostrou delicado, com aspectos florais. Espumante clarinho com gaseificação excelente. Borbulhas delicadas e duradouras. Na boca, leve, refrescante, com algo de maçã e final muito gostoso. Sensação e boca limpa e fresca. Sem amargor. 12% de álcool.

Miolo Brut Millésime 2005 Brut
Onde encontrar: Liquor Store. Telefone: 3507-6222.
Preço: R$ 63,95.
Cotação: 89/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 27 de novembro.

O espumante de elite da Miolo, feito com uvas Pinot Noir e Chardonnay do Vinhedo São Gabriel, no Vale dos Vinhedos, a primeira zona de denominação de origem. Fruto do método tradicional. Um espumante de bom aroma e melhor na boca. Aroma lembra fermento, padaria, o que é comum em bons espumantes. Também evoca vinhos feitos com a Chardonnay. Excelente perlage. Bastante bolinhas que continuaram subindo no copo por um longo tempo. Encorpado. Bom para bebericar e acompanhar muitos pratos. Outro vinho refrescante e sabor intenso e cremoso. Bem leve toque de amargor. 13% de álcool.

Chandon Excellence Cuvée Prestige Brut
Onde encontrar: Empório Frei Caneca. Telefone: 3472-2082.
Preço: R$ 74,95.
Cotação: 91/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 27 de novembro.

Um espumante de primeira e de alta classe do começo ao fim, do aroma ao retrogosto. O único do lote resultado do sistema charmat, de segunda fermentação em cubas fechadas. O vinho de base, aquele que é transformado em espumante nesse processo , deve ser de primeira mesmo. Uvas da propriedade da Chandon, em Garibaldi- Chardonnay e Pinot Noir.Alta qualidade e constante. Muito provavelmente, o melhor vinho brasileiro da categoria. Gás abundante e duradouro mesmo. Aromas de fermentação (padaria) e frutas. Macio, cremoso e longo. Ao final, certo amargor ao longe. Mas o que fica na boca é uma sensação gostosa. 12% de álcool.

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Camarão na Moranga

  • 15 de dezembro de 2008
  • 11h23
  • Por

Alguns pratos são exibicionistas, têm vocação para o teatro e querem monopolizar os olhares à mesa. Alguns desses, ale de tudo isso, são também gostosos, como este camarão na moranga com catupiry, uma ótima lembrança para as festas de fim de ano.

A preparação pode dar medo, mas é relativamente simples. É preciso algum cuidado na compra e preparo da moranga, mas o recheio de camarão é mais do que simples.

A moranga é um tipo de abóbora arredondada. Escolha uma moranga média, madura, mas ainda firme e sem defeitos na casca.

Ingredientes:

1 moranga;
1 quilo de camarão grande (ou médio) já limpo;
6 colheres de sopa de óleo de milho;
3 colheres de sopa de manteiga;
1 limão;
1 cebola picada;
1 colher de chá de páprica doce;
2 colheres de sopa de mostarda tipo Dijon;
1 dose de conhaque (opcional);
2 colheres de café de farinha de trigo;
500 gramas de creme de leite fresco;
400 gramas de catupiry;
sal e pimenta-do-reino.

Modo de Fazer:

1 – Prepare a moranga. Primeiro corte a tampa. Depois, retire as sementes com uma colher, preservando a polpa. Unte, então, toda a casca da moranga com óleo de milho. Umas quatro colheres de óleo de milho.

2 – Disponha numa assadeira e leve ao forno durante uma hora. Fogo realmente baixo, em torno dos 120 graus. Vá vigiando o forno. A moranga não pode passar demais, isto é escurecer. Quem quiser, pode envolver a moranga no papel alumínio para evitar que ela escureça.

3 – Enquanto a moranga estiver no forno, prepare o recheio. Salgue, apimente e tempere os camarões com o suco de um limão.

4 – Esquente três colheres de sopa de manteiga e duas colheres de sopa de óleo de milho numa panela e refogue rapidamente uma cebola picada, que deve apenas murchar, sem mudar de cor.

5 – Coloque os camarões e refogue durante um ou dois minutos de cada lado, apenas para mudar de cor. Tempere os camarões com uma colher de chá de páprica doce e duas colheres de sopa de mostarda.

6 – Se optar por flambar com o conhaque, afaste a panela do fogão, espalhe por cima o aguardente e acenda com um palito de fósforo. É mais prudente flambar longe do fogão.

7 – Dissolva duas colheres de café de farinha de trigo no creme de leite e coloque na panela. Deixe reduzir e engrossar durante três ou quatro minutos no fogo médio. Junte o catupiry. Espere o requeijão derreter bem, salgue apimente se quiser e o recheio está pronto.

8 – Retire a moranga do forno, recheie com os camarões no catupiry e leve à mesa com toda a pompa e circunstância que a receita merece.

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Espumantes Nacionais até R$ 40

  • 9 de dezembro de 2008
  • 19h05
  • Por

Um espumante é um vinho que passa por duas fermentações: na primeira, comum a todos vinhos, o açúcar do mosto das uvas é transformado em alcool; na segunda, fermentos colocados no líquido produzem o gás, as bolinhas. Essa segunda fermentação pode acontecer na própria garrafa, o chamado método champenoise, usado no melhor e mais conhecido espumante do mundo, o Champagne (método champenoise) ou em grandes cubas fechadas como se fossem autoclaves, o sistema charmat, mais rápido.

Praticamente todos os países que fazem vinhos também têm seus espumantes, utilizando uvas das mais variadas, notadamente Chardonnay (branca) e Pinot Noir (tinta), as principais da região de Champagne, onde é feito o melhor e o que mais serve de modelo para produtos no mundo inteiro.

No Brasil, felizmente, temos espumantes de primeira frutos dos dois sistemas (charmat e champenoise) e feitos com várias cepas. As uvas da Champagne estão fazendo progresso no Rio Grande do Sul. Crescem os espumantes gerados pela Chardonnay (mais difundida) e Pinot Noir. Mas entram também outras uvas notadamente a Moscato base de muito bons espumantes doces e a Riesling Itálica, bastante difundida e com especial vocação para os espumantes.

A degustação de produtos com preços entre R$ 18 e R$ 40 foi das mais gostosas. Além dos quatro selecionados, devem ser destacados o Aurora Chardonnay Charmat (no mesmo nível que o Salton Ouro, porém um pouco mais caro) e o Salton Brut, praticamente no mesmo patamar e com uma extraordinária relação qualidade preço, pois seus preços rondam os R$ 18.

Salton Reserva Ouro Brut
Onde encontrar: Kylix Vinhos. Telefone: 3825-4422.
Preço: R$ 29
Cotação: 87/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 20 de novembro.

Um espumante muito gostoso, feito pelo sistema charmat com as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálica. Passou seis meses em contato com as borras, com o fermento que provocou a segunda fermentação. Um vinho bem clarinho com bastante gás, que subia em fileiras regulares pelo copo.Provavelmente engarrafado em 2008, o que é um bom sinal, indica vinho jovem. Aroma não dos mais potentes, mas gostoso, fino. Melhor na boca. Bastante refrescante, com um toque mineral dos mais agradáveis. Amargor final não muito potente. Deixou sensação agradável na boca. Ótimo para bebericar. 12% de álcool.

Aurora Pinot Noir Brut
Onde encontrar: Aurora. Telefone: 3051-6124.
Preço: R$ 30
Cotação: 88/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 20 de novembro.

Um lançamento recente, um “blanc de noirs”, isto é um branco elaborado com uvas escuras, no caso a Pinot Noir. Um espumante de primeira, com aroma potente e lembrando frutas vermelhas, talvez cerejas, como é característico da Pinot Noir. Sistema charmat. Cor um pouco carregada, atraente. Afinal, as uvas de base são escuras. Manteve o alto nível na boca. Um espumante encorpado, cremoso, com bastante fruta e uma ótima acidez. Bom para bebericar, mas pode acompanhar muitos pratos. Final de boca muito bom. Aparece um ligeiro amargor, mas o que prevalece é uma sensação gostosa, de frescor. 12% de álcool.

Marson Brut
Onde encontrar: Cave Marson. Telefone: 5042-3890.
Preço: R$ 32
Cotação: 88/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 20 de novembro.

Um ótimo espumante, bastante aromático e gostoso na boca. Sistema charmat e 100% Chardonnay. Segundo o rótulo, “expedição de 2008″, indicando que o vinho é bem jovem, foi terminado e colocado na garrafa neste ano. Uma informação importante para o consumidor. Bem clarinho, amarelo-palha, com perlage muito boa. Bastante gás, constante. Aroma ótimo, lembrando vinhos tranqüilos nacionais feitos com a Chardonnay. Aroma frutado. Na boca, cremoso, fresco e equilibrado. Ótimo para o aperitivo. Tem um certo amargor, mas a sensação agradável prevalece no final. 12,5% de álcool.

Chandon Reserve Brut
Onde encontrar: Empório Frei Caneca. Telefone: 3472-2082.
Preço: R$ 39,90
Cotação: 89/100 pontos.

Provado para a coluna Tintos e Brancos do suplemento Paladar de 20 de novembro.

Uma garantia, um vinho constante e melhor a cada dia. Elaborado pelo sistema charmat com as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálica. Pelo rótulo, dá para deduzir que foi engarrafado em 2008, o que é um bom sinal. Clarinho, bonito, com muito gás. As bolinhas delicadas e duradouras subiam pelo copo em cordões regulares. Aroma muito bom mesmo, evocando a fruta da Chardonnay, mas não muito intenso. Algo mineral no nariz. Macio, gostoso e refrescante na boca. Frutas e toques minerais. Bem leve, elegante, excelente para bebericar. Deixa sensação de boca limpa. 11,8% de álcool.

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Agenda Gourmet – 05/12/2008

  • 5 de dezembro de 2008
  • 20h29
  • Por

Agenda Gourmet
por Bebel Baeta

Acompanhe abaixo alguns dos principais eventos e notícias do universo gastronômico nesta semana.

Bom apetite e um ótimo final de semana!

Moules durante o verão no Chef Rouge

Durante todo o verão o restaurante Chef Rouge apresenta, somente nos finais de semana e na unidade dos Jardins, um Festival de Mexilhões. Entre os pratos propostos pela chef Renata Braune: Moules et Frites (mexilhões com batatas fritas – R$ 42) e mexilhões em crosta de champignons e azeite trufado (R$ 32 – 12 unidades).

Chef Rouge
 

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Risoto de Provolone

Os queijos de massa filada, entre os quais a mussarela e o provolone, estão entre os mais versáteis. Eles podem ser servidos ao aperitivo, compor saladas, lanches e dão um toque especial a muitos pratos italianos.

Neste risoto, por exemplo, o provolone entra ao lado do salmão defumado. A receita original, adaptada da revista italiana Guida Cucina, pede o provolone defumado ralado, mas pode ser feita também com um provolone apenas curado. A mussarela defumada é outra possibilidade. O gim é opcional.

Ingredientes:

350 gramas de arroz italiano para risoto (arborio, violone nano ou carnarolli);
4 colheres de sopa de manteiga;
1 colher de sopa de óleo de milho;
1 cebola ralada;
1 dose de gim (opcional);
1 xícara de chá de vinho branco seco;
1 litro ½ (aproximadamente) de caldo de frango;
150 gramas de provolone ralado;
100 gramas de salmão defumado cortado em tirinhas;
1 colher de salsinha picada e sal.

Modo de Fazer:

1 – Esquente 2 colheres de sopa de manteiga e 1 colher de sopa de óleo de milho e refogue rapidamente a cebola ralada. A cebola deve apenas murchar, sem mudar de cor. Use uma panela grande e pesada.

2 – Junte o arroz e refogue durante uns 2 ou 3 minutos, como se estivesse fazendo o prato do dia-a-dia.

3 – Junte uma dose de gim (opcional) e, logo em seguida, a xícara de chá de vinho branco seco. Comece a mexer com uma colher de pau e deixe o líquido evaporar totalmente.

4 – Coloque, então, mais ou menos 1 xícara de caldo de frango e continue mexendo com a colher de pau para evitar que o arroz queime. O caldo deve ser mantido quente.

5 – Vá repetindo essa operação, colocando caldo e deixando evaporar, sempre mexendo, até o arroz chegar ao ponto, o que deve levar perto de 20 minutos (ou um pouco menos). O arroz deve ficar cozido, mas ainda durinho, al dente e bem úmido.

6 – Apague o fogo e junte o provolone ralado e o salmão defumado cortado em tirinhas. Incorpore a manteiga que sobrou. Salgue se necessário. Atenção, pois o queijo já é salgado. Se quiser espalhe por cima a salsinha picada e sirva.

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