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La Romanée-Conti

  • 30 de janeiro de 2008|
  • 12h23|
  • Por

Esta matéria já foi publicada parcialmente em minha coluna “Confesso que bebi” na revista Gula.

Será que o mítico La Romanée-Conti é mesmo excepcional? Será que ele vale R$ 10.980 a garrafa, que é o preço do exemplar da safra de 2004? A julgar pelos que já tomei anteriormente e, principalmente, pelo Romanée-Conti 2004 que provei recentemente (5/11) num almoço no restaurante DOM, com um dos proprietário e diretor-geral do Domaine de la Romanée-Conti, Aubert de Villaine, a resposta para a primeira pergunta é sim, sem dúvida, ele é mesmo grandioso.

Quando a valer o preço, depende de muitos fatores, começando e terminando pela conta bancária do comprador Trata-se de um dos maiores símbolos de status do mundo, muito mais do que um simples vinho. O fato é que pagam e que esse vinho não é propriamente vendido e sim “racionado”. Ele é feito num terreno minúsculo (1,80 hectare) classificado como grand cru, na comuna de Vosne-Romanée (Bourgogne).

A pequena produção (em torno de seis mil garrafas) é disputada por ricos e novos ricos do mundo inteiro. Até a sua comercialização é especial, pois a vinícola só vende caixas fechadas nas quais apenas uma garrafa é do grande vinho. Outros grands crus maravilhoso e caríssimos completam a caixa. É bom esclarecer que Domaine de la Romanée-Conti (DRC), é uma empresa, um produtor e Romanée-Conti é o seu principal vinho.

Na Bourgogne, alguns vinhedos de elite são classificados como premiers crus e alguns poucos, a elite da elite, como grands crus.

A aura de qualidade que cerca os produtos do Domaine de la Romanée-Conti, todos grands crus, também se justifica. Um dos melhores, mais caprichosos e mais caros produtores do mundo.

Nessa degustação-almoço, Aubert de Villaine e Otávio Piva, dono da Expand, que é o importadora desses produtos, foram servidos um branco Le Montrachet 2000 e seis grands crus tintos, todos da ótima safra de 2004: Romanée-Conti (R$ 10.980); La Tâche (R$ 3.480); Richebourg (R$ 3.180); Romanée San- Vivant (R$ 2.980); Grands Echézaux (R$ 1.980) e Echézaux (R$ 1.350).

O chef Alex Atala também brilhou servindo salada de abobrinha e lagostim com vinagrete de pimenta de cheiro; robalo com tucupi e mandioca; confit de pato com vinho Madeira e pimenta verde; aligot e ravióli de banana com calda de maracujá e sorvete de tangerina. Aubert de Villaine adorou o robalo e a sua combinação com os tintos, que não é nada óbvia.

Se fosse para escolher um vinho para um jantar naquela noite, eu ficaria com o “baratinho”, com o Échezaux, que está mais pronto, já dá grande prazer. Como assinalou Aubert de Vilaine, um vinho “sedutor”, com aroma potente, evocando chocolate. Não dos mais potentes e concentrados, mas sim elegante. Encantou ao primeiro contato e continuou agradando até o final, Potente e com taninos macios (93/100 pontos).

O Richebourg e o Grand Echézaux também estavam magníficos, porém mais fechados.

Grands Echezaux austero, concentrado, com taninos ainda meio agressivos e ligeiramente alcoólico. Aroma evoluiu no copo, apresentou ligeiros toques de menta e muita complexidade. Um vinho de futuro (92/100).

O Richebourg compartilhava muitas características com o Grandes Échezaux. Também austero, tânico e um pouco alcoólico (92/100).

Incrível o aroma do Romanée-Saint-Vivant, intenso, complexo e com um toque de menta espetacular. Na boca, ainda um pouco austero, mas sem dúvida excelente (94/100).

O La Tâche é vizinho do La Romanée-Conti e sempre citado como o “segundo melhor” do DRC. A julgar pelos preços, o Romanée-Conti deveria ser quase três vezes superior. Será que isso se justifica? Muito dificilmente, pois o La Tâche é um dos melhores do mundo. O de 2004 só confirmou o retrospecto: elegante, com aroma difícil de definir, complexo, elegante, com muitas nuances. O que mais gostei na degustação (96/100).

Aubert de Vilaine lembrou que o Romanée-Conti é uma espécie de resumo, reúne as principais qualidades dos demais grands crus. Tem razão, pois é um hino à elegância e à classe, conceitos difíceis de definir. Tanto o La Tâche quanto o Romanée-Conti precisam envelhecer para chegar ao esplendor. Qual vai ser melhor na idade ideal? Difícil dizer, pois o futuro a Deus pertence. Segundo Aubert de Villaine, quinze anos é normalmente a idade mínima para provar seus vinhos (95/100, no momento).

O Le Montrachet do Domaine de la Romanée Conti é considerado o melhor de todos dessa denominação, que gera os melhores brancos secos do mundo. O de 2000 tem aroma potente, toques minerais na boca e uma ponta de botrytis. Essa botrytis é um fungo que se fixa na pele de uvas super maduras, que normalmente dão vinhos doces, como o Sauternes (92/100) Ainda novo.

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30 Comentários Comente também
  • 31/01/2008 - 12:16
    Enviado por: Denis

    Sem querer ser redundante mas não bste ter o dinheiro, tem que saber valorizar o que se consome.

    Eu confesso que nunca pagaria pois, mesmo que ganhasse a mega-sena, ainda me falta muito aprendizado para saber distinguir porque tal vinho custa tão caro.

    Sorte de quem sabe (e pode) fazê-lo.

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  • 31/01/2008 - 13:03
    Enviado por: estação pacheco

    escreveu bem o denis. já imaginaram quantos rotulos o saul ja bebeu?

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  • 31/01/2008 - 14:26
    Enviado por:

    Meus caros. Eu disse que bebi e não que pagaria. Infelizmente, não tenho poder aquisitivo para tanto. Se tivesse, talvez não comprasse. O bom de estudar e entender um pouco de vinhos é que se pode chegar a alternativas sensatas e sensacionais. Mas repito que o preço vai muito além do valor intrínseco do vinho. Envolve status, manifestação de poder, etc, etc, etc. O mesmo vale para quem compra um carro caríssimo e assim por diante.
    A propósito, não bebo rótulos, mas vinhos. Já cansei de beber vinho famoso, caro e porcaria.
    Acontece.

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  • 01/02/2008 - 07:32
    Enviado por: Estação Pacheco

    Caro Saul, sei que a tua realmente é vinho barato ,” charme de que conhece”

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  • 01/02/2008 - 10:07
    Enviado por: Ricardo Cesar

    Todo amante de vinhos quer — e se puder, deve mesmo — experimentar ao menos uma vez na vida (e se possível, mais do que isso) ícones como o Romanée-Conti. Pelo mito, pela história e também pela qualidade intrinseca desses rótulos. Alguns grandes vinhos certamente decepcionam, outros confirmam a fama. Mas daí a beber regularmente garrafas de R$ 10 000 vai uma distância. Como bem disse o Saul, com alguma experiência encontramos opções excelentes por uma fração do preço dos mitos da Borgonha e Bordeaux.

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  • 01/02/2008 - 17:38
    Enviado por: Pedro Almeida

    Nai sei por que, mas a maioria das pessoas aceita muito mais facilmente comentarios sobre carros de luxo do que sobre vinhos. Tenho certeza que o Saul nao é dos que bebem ròtulos. ele é um critico de gastronomia, un enòloog, um jornalista especialisado. E como um jornalista de autobomilismo convidado para un “test-drive” de um Mercedes, um BMW, um Ferrari, Alfa-Romeo, etc. Nao vejo tanta gente criticar as impressoes desses outros jornalistas em seus comentarios. Com a agravante que carroes poluem o meio-ambiente.
    Tudo isso é apenas marketing. Ha muitos bons vinhos bem menos caros.

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  • 02/02/2008 - 03:37
    Enviado por: Euzir Baggio

    - Se não me falha a memória, o Lula ao se eleger há uns cinco anos atrás, teria comemorado a vitória degustando um Romanée-Conti, ao preço de R$6.000,00, em um restaurante em São Paulo.
    Poderíamos dizer que o nosso Presidente, de costumes e gostos não tão refinados, poderia ter influenciado no aumento de quase 100% no preço do precioso vinho.

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  • 02/02/2008 - 07:35
    Enviado por: Júlio César Peixoto Pimenta

    Apesar de não conhecer o RC , confesso que num futuro teria vontade de tomá-lo . Não com o sentido exclusivo de curtí-lo , mas como apaixonado por esta bebida que sou , gostaria de saber como é sua evolução , seus aromas e a sua com . Realmente , ele deve ser maravilhoso .

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  • 02/02/2008 - 10:33
    Enviado por: Renner

    Sorte de quem pode apreciá-los ou tem um cartão corporativo do governo.

    Existem vinhos sensacionais por preços muiiiito abaixo do RC. Seria uma ótima seqüência para este texto, não?

    Quanto ao Lula, tem gente que ainda acha que ele é operário. Chamar Lula de operário é o mesmo que chamar o Sílvio Santos de camelô.

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  • 02/02/2008 - 11:53
    Enviado por: Porter

    A MESMA COISA MAS DIFERENTE
    Minha experiencia com rotulos so confirma o que ja se falou aqui: o que vale eh o que esta dentro da garrafa. Comprei algumas caixas de Graffigna Malbec 2004 aqui no Brasil apos provar na casa de um amigo. Fiquei surpreso com tanto aroma por tao pouco $$$, e comprei caixas para beber no dia a dia. A surpresa foi que os vinhos sao diferentes entre si: embora todas as garrafas tenham o mesmo rotulo, sao vinhos provenientes de partidas ou ate mesmo vinhedos diferentes. Ao abrir as garafas, percebi que os melhores tem rolhas maiores e de cortica mais compacta, enquanto os “normais” tem uma rolha tipica de vinhos de supermercado, curta e de cortica muito porosa. Mas todos tem numeros de lote sequenciais. Ao visitar Mendoza, provei o Graffigna Centenario Malbec 2004, e la estavam os mesmos aromas e a mesma rolha de alguns de meus Graffigna “classicos”. Fiquei com a impressao de que para completar o lote de exportacao, foram la na adega e rotularam algumas garrafas de Centenario com rotulos Classicos. Ou pior, completaram os exepcionais com outros normais. De qualquer maneira, estou bebendo vinhos excepcionais por um preco de “sangria”, embora tenha levado outros nao tao bons no pacote. O acontecido so confirma que vinho eh para ser cheirado e bebido. E nao apenas ler o rotulo e a etiqueta de preco! Mas, diga-me, onde vou provar um RC de R$ 10.000 para ver se realmente vale o equivalente a 1.000 garrafas de meus Graffignas “turbinados”? rs

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  • 02/02/2008 - 14:00
    Enviado por: Fábio Betinassi

    Olá amigos, em primeiro lugar um grande abraço ao Saul. Permitam-me contar um caso verídico: um amigo meu do ramo da informática, riquíssimo e cidadão dos EUA, alguns anos atrás comprou 2 garrafas de RC, sendo uma para fazer parte de sua coleção de vinhos raros e outra para saborear com sua esposa. Por ser um sujeito com vasto senso de humor, resolveu pregar uma peça em seus amigos “conhecedores” de vinho. Se utilizando da garrafa vazia de RC, lavou-a cuidadosamente e encheu-a de um vinho bom porém barato e de fama levemente duvidosa, depois agendou uma data para seus amigos se reunirem em sua magnífica cave subterrânea. Sobre a mesa descansavam diversos vinhos clássicos, todos desenrolhados e em estado de respiração, entre eles o RC ao lado de diversas taças destinadas à desgutação avaliatória. Pois bem, finalizado o desafio foi óbvio que todos os elogios e reverências foram destinados ao ilustre RC, mal sabendo eles que se tratava de um embuste enólogico. Moral da história: para ser um verdadeiro enólogo é preciso antes de tudo, furar os olhos ! Abraços a todos. Saúde !!

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  • 02/02/2008 - 16:07
    Enviado por: Fabio

    A comparação com automóveis é mais que pertinente. O mesmo se aplicaria a bolsas Louis Vuitton, relógios Bulgari e outros ícones do consumo de luxo.

    Há um ponto a partir do qual a qualidade sobe um pouco e o preço sobe muito mais. Em dizeres matemáticos, a qualidade aumenta linearmente e o preço exponencialmente. Seja por custo mesmo, seja por marketing, história, tradição, cultura de massa ou manipulação de mídia, o fato é que existe um ponto a partir do qual não faz sentido gastar dinheiro com algo que não reverterá em benefício tão visível assim.

    Andar em uma BMW de R$ 200.000 é uma grande experiência. Andar em uma Bugatti de R$ 2 milhões é uma experiência maior mas não 10 vezes melhor exceto pelo componente psicológico. Eu “estou” em uma Bugatti. Mais ninguém pode isso.

    Claro que eu adoraria dar uma voltinha numa Bugatti, provar um RC, ficar hospedado em um hotel 7 estrelas em Dubai. Mas, simplesmente, não faz sentido gastar o valor solicitado por estes ícones

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  • 02/02/2008 - 16:47
    Enviado por: Helio Barcelona

    Quanto vale meu conhaque portugues, MACIERA, safra 1889, poderia eu cambiarlo por um RC.

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  • 02/02/2008 - 18:09
    Enviado por: João Antônio

    Acredito realmente que o RC deve ser um vinho perfeito. A região da borgonha produz grandes tintos da uva pinot noir, classificados como premier cru e grand cru. Existem, todavia, rótulos surpreendentes. Degustei um vinho da vinícola SUTIL (Chile) chamado “LIMITED RELEASE”, da uva shiraz. Excepcional!!!!! Um vinho de excelente custo benefício, ou seja, U$ 45,00. Um dia, talvez, possa compartilhar um RC com o festejado enólogo Saul Galvão. Abraços.

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  • 02/02/2008 - 20:44
    Enviado por: Chico Audi

    Jantar no D.O.M. e tomar um Romanée-Conti é o máximo! Parabéns ao pessoal da Expand e ao grande”Chef” Alex Atala!

    Abs

    Chico Audi

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  • 02/02/2008 - 20:47
    Enviado por: Antônio

    Quem paga 11.00 por uma garrafa desse vinho deveria ser colocado de calção, camiseta e sandália imitação de havainana num subúrbio de Nairóbi!

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  • 02/02/2008 - 21:49
    Enviado por: Alberto Rocha

    Me perdoem por este gancho do tema principal – Bebo coca-cola safra dez/2007 – Suzano, excelente a 2ºC, como não bebo álcool (por gosto, não por religião), não consigo entender estes preços exorbitantes destes ícones, como bem colocou o Fábio. Por que a água Moet Chandon é mais cara que a Minalba ou a São Lourenço? Só pela grife? só para seguir a moda? Tô fora. O custo de fabricação de um Rolex não deve ser 1/10 do seu preço de venda, mesmo que seja artesanal o custo final não se justifica.
    Sinceramente, pagar R$ 20.000,00 por uma saia estampada na Dazlu (a costureira deve ter recebido uns R$ 40,00 já incluído o tecido), é no mínimo não saber o que melhor fazer com o dinheiro ganho de maneira fácil. Para essa gente, caridade nem pensar.
    Prefiro um Antonio Erminio de Vila Romana do que um Lula de Armani, pelo menos o primeiro trabalha para ganhar seu dinheiro.

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  • 02/02/2008 - 21:56
    Enviado por: Alberto Rocha

    Saul, nada contra, acho até fascinante o grau de detalhes de seu hobby, e até certo ponto eu o invejo.

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  • 02/02/2008 - 22:28
    Enviado por: Dr. Oswaldo Cruz

    Há um erro essencial na seguinte frase:

    A pequena produção (em torno de seis mil garrafas) é disputada por ricos e novos ricos do mundo inteiro.

    ………………………………………………..

    Somente novos ricos gastam uma soma dessas e consomem esse tipo de produto. Ricos com berço, jamais.

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  • 02/02/2008 - 23:42
    Enviado por: Geraldo Ângelo

    Se o Presidente Lula tomou,e gostou,é porque é bom mesmo.

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  • 03/02/2008 - 13:10
    Enviado por: antonio d'avila

    Saul,

    Pela descrição do jantar, entre pratos e vinhos, acho que você ja pode ir para o céu………

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  • 03/02/2008 - 16:36
    Enviado por:

    Antonio,
    Certamente posso e tenho credenciais. Mas não estou com o mínimo de pressa …

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  • 03/02/2008 - 22:07
    Enviado por: Antonio Neves

    Saul, me desculpe a piada velha, mas nao resisti: depois da descricao de seu jantar com os vinhos RC e a comida do Atala, voce vai achar o ce’u bem chatinho. E’ melhor retardar mesmo sua ida. Abracao e parabe’ns pelo blog.

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  • 05/02/2008 - 23:03
    Enviado por: Henrique

    Saul, DRC é um ícone, sabemos disso. Paga-se o preço quem quer. E bebe-se muito bem, sem dúvida.
    Prefiro gastar meu dinheiro (preferencialmente no exterior) comprando meus Domaine Leflaive, Dominique Laurent, Pacalet, Jacques Prieur e vários outros. Vou beber tão bem quanto, e gasto menos. Mas o que são valores ($$$) para um enófilo apaixonado ??

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  • 06/02/2008 - 15:12
    Enviado por: Pedro Malasartes

    Nao sei o que o Lula tinha a ver com essa discussao, mas os tais inconformados com a democracia sempre arrumam uma forma de encaixa-lo em qualquer assunto. O Lula nao comemorou sua vitoria comprando uma garrafa de Romanéè-Conti; ele a recebeu de presente, esta em todos os jornais da época. Todos os jornais , nao, alguns omitiram que havia sido um presente. Compreende-se entao a desinformaçao dos leitores

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  • 06/02/2008 - 15:17
    Enviado por: Pedro Malasartes

    Concordo, apenas novos-ricos pagm por essas garrafas, que -as vezes nem abrem. Alias, foi o que disse o Presidente da Romanée-Conti numa entrevista a um jornalista brasileiros. Recomendou que os brasileiros nao se limitassem a comprar seu vinho, mas que também o abrissem e bebessem. Ricos verdadeiros, nao necessariamente endinheirados, ou tem esse vinho em suas adegas herdadas ou tem a oportunidade de prova-lo sem desembolsar um tostao sequer. Os produtores, que nao sao bobos, entendem muito bem de publicidade e divulgaçao. Bravo Saul!

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  • 07/02/2008 - 12:17
    Enviado por: Eduardo Luz

    Saul, eu acredito que tudo é uma questão de planejamento e vontade. Se você tem vontade de tomar um RC, se planeja e economiza R$200,00 por mes, em 6 anos você realizará o seu desejo .(Se bem que, duvido que com uma garrafa destas na mão, alguém terá a coragem de tomá-lo assim que o pegar. Deve ficar um bom tempo só pra observação ).
    Quanto ao preço é tudo simples demais : oferta x procura ! Que eu saiba não existem RC sobrando por aí !
    O meu slogan pessoal é:RC, ainda vou tomar um!

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  • 07/02/2008 - 21:23
    Enviado por: Pedro Malasartes

    Nossa! tem gente que nao entende nada mesmo. Esse vinho nao é para quem nao entende nada. E dinheiro nao tem nada a ver com isso. Juntar dinheiro para beber esse vinho (nada contra a idéia) é de uma pobreza sem tamanho!

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  • 08/02/2008 - 16:46
    Enviado por: Eduardo Luz

    Cá pra nós, pobreza é chamar alguém de novo rico !

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  • 13/03/2008 - 10:50
    Enviado por: Errico Ernesto Rosa

    Há pouco foi lançado no Brasil o livro de Pierre Bourdieu, A Distinção – Crítica Social do Julgamento. Embora não seja somente sobre vinhos, em uma pesquisa de extrema profundidade comprova que os gostos são uma diferenciação de classes. Preços altos e codificação cultural servem, em última análise, para isolar os estamentos sociais superiores dos demais que lhe estão baixo do nível.
    Eu acrescento, pelo Darwinismo Científico, que assim não espalhamos nossos gens entre perdedores.
    Um bebedor de RC ou Roumier é um vencedor e por isso pode tomar seu vinho regularmente, não importa o preço. É com este objetivo que estes vinhos são feitos.
    Evidentemente isto não se aplica a emergentes, alpinistas sociais e investidores financeiros, que também fazem subir os preços dos vinhos de baixa produção a níveis estratosféricos.
    Sobre isto, na última The World of Fine Wine, Claude Kolm aborda muito bem o tema dos preços atuais em um artigo – Wine Colecting..
    Boas leituras e como disse o mestre :
    “O bom de estudar e entender um pouco de vinhos é que se pode chegar a alternativas sensatas e sensacionais.”

    “El diablo sabe por diablo, pero más sabe por viejo”

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