* (este texto foi enviado para publicação em 18 de janeiro)
Primeiro, a segunda fase Fuvest (de 8 a 10 de janeiro). Três cansativos dias de quatro horas de prova cada. Achei o primeiro exame tranquilo. A avaliação era de português e redação. As questões, dez ao total, foram de fácil interpretação. Cobrava pouca gramática e exigia capacidade de interpretação. Consegui responder quase tudo sem muita dificuldade. O tema da redação (“Participação política: indispensável ou superada?”) foi simples e claro e a coletânea de textos, objetiva. O tema me deixou feliz porque foi algo que tive a oportunidade de debater num grupo de discussões do cursinho, o Café e Sofia. Era algo sobre o qual eu já tinha uma base e isso me ajudou muito.
O segundo dia (avaliação de inglês, história, geografia, química, física, biologia e matemática) foi mais complicado. Entre as 16 questões, as mais complicadas ficaram por conta da área de Exatas. Humanas, no entanto, não ficou muito atrás. Este segundo dia cobrou mais dos vestibulandos a utilização de conceitos e exigiu mais conhecimento.
O terceiro dia, quando fiz 6 questões de história e outras 6 de geografia (minhas matérias específicas), parecia ter grande chance de ser mais fácil. Mas não foi o que ocorreu. O último dia foi tão complicado quanto o segundo; foi uma prova exigente.
Depois, inscrição no Sisu. Estava escolhendo entre Unifesp, para Filosofia, e UFABC, para Ciências e Humanidades. Por conta da localização das universidades (pensei em transporte e mobilidade) coloquei a UFABC como primeira opção. O resultado veio no dia 13 (antecipado em dois dias pelo MEC). Fui selecionada para a minha primeira opção e convocada para matrícula no dia 19. Algo que realmente me deixou feliz. O primeiro resultado positivo.
Em seguida veio a Unicamp. Mais três dias com quatro horas de prova cada. E eu, que tinha achado a Fuvest cansativa, descobri que a Unicamp é exaustiva. Cada dia de exame possui 24 questões, todas com itens “a” e “b”.
No primeiro dia, questões sobre língua portuguesa, literaturas e matemática. Achei que o tempo de prova não foi suficiente para responder aos 48 itens, especialmente porque matemática sempre cobra um tempo a mais e português pede respostas mais longas. Na minha sala apenas duas pessoas terminaram a prova antes do fim do tempo; as outras (assim como eu) ainda estavam respondendo quando o fiscal declarou o fim do primeiro dia. Português e literatura foram matérias tranqüilas. Matemática, mais complicada.
No segundo dia foi aplicado os exames de Ciências Humanas e artes e de língua inglesa. No entanto, não houve questões sobre artes. E também não notei nada relacionado a artes nas questões de Humanas, caso caíssem questões interdisciplinares.
As provas de história e geografia da Unicamp cobraram mais que as da Fuvest. Havia muito conceito, porém nada fáceis de se explicar. As questões cobraram conhecimento e capacidade de associar acontecimentos. Foi uma prova difícil.
Inglês estava fácil. Textos de fácil interpretação e questões objetivas. Para finalizar a segunda fase, o terceiro dia apresentou questões sobre as Ciências da Natureza (física, química e biologia). Foi a prova mais difícil e cansativa, principalmente por trazer as três matérias nas quais tenho mais dificuldade. Fiz apenas metade da prova.
Biologia foi a menos complicada. Já física, embora os dados fossem claros e algumas questões apresentassem fórmulas, para quem tem dificuldade com a matéria, como eu, foi a parte mais trabalhosa.
Química cobrava conhecimentos específicos, mas também capacidade de associação com acontecimentos do dia a dia.
Terminadas as segundas fases, chegou ao fim o meu período de estudos e vestibulares. Posso dizer que 2012 começa agora.
Irei me matricular na UFABC e isso me dará a certeza de ser uma estudante universitária neste ano.
E enquanto aproveito meu merecido descanso, aguardo os resultados da Fuvest e da Unicamp que saem dias 3 e 6 de fevereiro, respectivamente. Se forem positivos, então terei que fazer novas escolhas. Todavia, por enquanto nada de preocupação nesse sentido.
Finalmente posso me dar o direito de descansar sem ficar com peso na consciência depois. Vou aproveitar para me dedicar a tudo o que me privei neste último ano, como passeios e leituras. Privações que, junto a dedicação, resultaram nos já positivos resultados.
Então é isso, férias!
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
* Texto atualizado às 21h do dia 1/2
Só tive boas notícias nesta semana, após a divulgação dos resultados de Fuvest, Unicamp e Enem.
Na Fuvest, prestei para Filosofia e consegui me classificar para a segunda fase. A nota de corte aumentou bastante: 11 pontos a mais que no ano passado. Também fui convocada para a segunda etapa da Unicamp.
Obtive boas notas no Enem. A melhor foi em redação: fiz 940 pontos de 1.000. As outras notas foram relativamente boas. Tirei a pontuação mais baixa em Ciências da Natureza (544).
Agora preciso estudar ainda mais. A primeira parte já foi, falta mais uma. As segundas fases serão na primeira e segunda semana de janeiro.
As aulas no cursinho terminaram no dia 16 e já estão fazendo falta. É extremamente difícil estudar em casa. Tentei um dia é já foi o suficiente para saber que devo procurar outros lugares. A opção era o Centro Cultural São Paulo, porém, ao ir até lá, descobri que o espaço está em manutenção. Agora tentarei parques e bibliotecas – de preferência bibliotecas, que são lugares com menos probabilidade de distração.
Independente de como seja a segunda parte, valeu a pena essa conquista. Todo o esforço, dias e dias de estudo, medo, ansiedade, psicológico abalado, enfim, por tudo que passei esse ano e pelo que trouxe do ano passado, já é uma grande vitória!
Aguardo também a abertura das inscrições no Sisu. Creio que tenho boas chances de disputar uma vaga.
Desejo sorte a todos nós que enfrentaremos mais uma etapa! Colheremos o fruto do nosso esforço. Bom fim de ano, boas festas e, claro, bom estudo!
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
Participei como fiscal de sala na prova da primeira fase da Fuvest: foi muito interessante a experiência e comentarei um pouco do que vi.
Muito dos fiscais eram estudantes de pós-graduação ou ex-alunos da USP. Um coordenador da minha equipe disse que estávamos prezando pela qualidade dos futuros alunos, por isso deveríamos ser rígidos para impedir que trapaceiros passem na Fuvest, mas atenciosos para que os bons alunos não ficassem nervosos.
Durante a prova, tentei olhar uma ou outra questão que o pessoal estava resolvendo, mas só fiquei na vontade. Não poderia ficar muito tempo parado lendo a questão para não incomodar os estudantes. Apesar de toda a tensão que fica no ar nesses momentos, me deu um pouco de saudades do tempo e desses momentos de decisão, de tudo ou nada.
A prova seguiu sem nenhuma complicação na minha sala, salvo algumas pessoas com carteira de identidade com suas fotos de criança, o que complica a situação. Felizmente nenhuma baixa, mas esses devem ter ficado um pouco nervosos. No fim, fiquei com vontade de chegar em casa e testar minha capacidade. Acho que farei a prova novamente no futuro só para verificar isso.
Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP
Finalmente acabaram os vestibulares que prestaria este ano. A Fuvest passou. Embora eu não tenha alcançado o resultado que gostaria, obtive a pontuação que já esperava. Parece que vai dar para ir à segunda fase – certeza vestibulando nunca tem.
A prova da Fuvest é sempre complicada. Sempre fica entre o nível médio e o difícil. Desta vez não foi tão diferente, mesmo que a parte de Humanas tenha sido relativamente fácil, Exatas, mais uma vez, foi a parte complicada. Ou você sabia, ou não sabia. Não havia como fazer a questão se não soubesse o conteúdo.
Os “Note e adote” espalhados pela prova só ajudavam os que realmente tinham conhecimento do assunto. Eram informações extras.
No fim das contas, foi mais tranqüilo do que eu imaginava. Ao menos em termos psicológicos. Fui para a prova menos nervosa do que costumo ir. No dia anterior aconteceu o Show dos Professores, evento do cursinho feito exatamente para os alunos relaxarem antes da prova. Realmente funcionou.
As provas, por hora, acabaram. Mas os estudos prosseguem. As aulas vão até o dia 17 de dezembro, focadas na segunda fase, que é bem mais complicada que a primeira. É hora de treinar bastante a escrita e rever os assuntos.
Resultado, mesmo, só na segunda quinzena do mês. Dia 19 sai a lista de convocados para a segunda fase da Fuvest. E dia 20, para a Unicamp. O jeito é esperar.
Para os que ainda têm vestibulares e para os que esperam o resultado, boa sorte!
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
Setembro chegou, trazendo ansiedade enorme para os vestibulandos. Falta um mês para o Enem e dois para a Fuvest.
Minha inscrição na Fuvest está garantida. Infelizmente, durante a inscrição não se pode optar por duas carreiras, então apostei mesmo em Filosofia na USP.
Quando estamos preenchendo o formulário e escolhemos o curso, logo se abre uma nova janela com dizeres que têm como objetivo certificar que o curso marcado é o que de fato queremos. Sei que isso é um processo para evitar erros na inscrição. No entanto, confusa como estou com os cursos que desejo fazer, ter que ler essa pergunta é um tormento.
Acho que, para todos os vestibulandos na mesma situação, a nova guia que se abre parece mais um questionamento, feito em letras enormes, sobre a nossa escolha (o que nos deixa ainda mais apavorados).
A esta altura do campeonato, já estamos enlouquecendo. São muitos sentimentos: ansiedade, medo, preocupação, receio. Saber que um ano será resumido em alguns dias de provas é realmente assustador. Por outro lado, queremos mesmo que cheguem (e passem) os vestibulares. Tirar esse peso das costas.
O jeito é continuar estudando, para daqui a um mês darmos o nosso melhor e sairmos da prova com a consciência tranquila.
Só não nos peçam calma, porque neste momento é impossível!
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
Haja ansiedade. Finalmente estão abertas as inscrições para o vestibular mais concorrido do País. Agora, na reta final de nosso trabalho, pouco podemos fazer a não ser estudar. A temporada de exames está próxima e restam apenas dois simulados até o derradeiro dia.
Meus resultados têm sido satisfatórios, no entanto, conheço muito bem a diferença entre o virtual e o real. Lembro-me que no último simulado do ano passado acertei 74 questões, mas na Fuvest real apenas 60. Tendo a experiência a meu lado, espero acertar por volta de 65 questões; mesmo não sendo uma tarefa das mais simples, trabalho todos os dias para isso.
Quanto ao conteúdo, me preocupo mais com as humanidades. Tenho ido maravilhosamente bem em exatas e, além disso, o fantasma da redação tem se mostrado menor.
O fato é que, dada a dificuldade das questões do terceiro dia da 2ª fase, devo me preocupar bastante com História. Alunos de Humanas geralmente menosprezam matérias como História e Geografia, afinal, “na hora eu me viro”. Doce ilusão.
Mais uma semana chega ao fim. Fiquei sabendo que hoje, dia 2, haverá uma espécie de sarau no Centro Cultural São Paulo, um Festival de Poesia que inclui grandes poetas ibero-americanos, como Arnaldo Antunes e António Gomes. Provavelmente vou lá, estão todos convidados. Tenham um ótimo fim de semana.
Caio Godinho é aluno do Anglo
Segunda semana de recesso e eu ainda não consegui cumprir o que tinha programado. A primeira semana que era pra ser de descanso, acabou sendo uma semana agitada e para rever amigos. Não que isso seja ruim, ver amigos e se divertir é bom e necessário.
Mas diversão também cansa.
Esta segunda semana que era para ser de estudo está de ponta cabeça! O corpo e a mente se acostumam rápido longe das apostilas. Tenho dormido tarde e acordado mais tarde ainda. Estabelecer uma rotina para os estudos parece difícil. Eu tenho dificuldade em montar horários de estudo e estudar sem alguém para me guiar, um professor.
Mas também não sei estudar em grupo, perco o foco. Estudar em casa é algo complicado, qualquer coisa te distrai. E parece, ao menos pra mim, mais cansativo. Sei que muitos vestibulandos estão com o mesmo problema. Sei também que nessa hora bate o desespero. Uma hora, um dia que perdemos de estudo é uma tormenta: “Um dia sem estudar, menos tantas questões na Fuvest”.
Os prazeres e curiosidades pessoais também dificultam muito. “Schopenhauer não cai no vestibular. Os filmes que você quer ver no cinema não vão te ajudar passar.” Sempre ouvimos coisas do tipo.
Porém, eu não acho que eu não deva dedicar um pouco do meu tempo às atividades que não têm relação com o ingresso na faculdade. Em relação aos livros, é claro que se você não leu os obrigatórios, é imprescindível lê-los primeiro. No mais, é sempre o tempo que me preocupa. Apenas três meses para a primeira prova. E eu não acho que estarei preparada até lá.
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
Quando o assunto é mudanças no vestibular, nós, vestibulandos, estamos sempre atentos. Há duas semanas foi a vez da Fuvest anunciar alterações (aprovadas já para a próxima edição). Das cinco modificações, apenas uma eu julgo como favorável: a nota da primeira fase voltando a contar para a nota final do candidato.
Já o aumento do bônus para os estudantes de escolas públicas, que poderia ser uma melhoria, acabou por me decepcionar. Os alunos que ainda estiverem cursando o ensino médio terão direito ao bônus de acordo com seu desempenho no Pasusp e na Fuvest. Os alunos que já terminaram o colegial apenas terão direito ao bônus se acertarem pelo menos 60 questões. Ao menos é o que me parece, corrijam-me se eu estiver errada.
Essa mudança, somada às outras três (aumento da nota mínima de 22 para 27, diminuição das questões da segunda fase de 20 para 16, e diminuição no índice de convocados para a segunda fase), sob o pretexto de melhorar a qualidade da seleção dos alunos que entram na universidade e fortalecer a escola pública, me parece apenas uma boa desculpa para reformas que tornam a Fuvest uma prova mais exclusiva.
Essas mudanças farão com que menos candidatos tenham a chance de ingressar na universidade, já os deixando fora do processo seletivo a partir da primeira prova. E não vejo qual ganho obtêm as escolas públicas. Nos últimos anos, apenas cerca de 20% dos estudantes que entram na USP têm seu ensino médio formado em colégio público. Minha preocupação é que esta porcentagem diminua ainda mais.
E embora digam que as reformas não irão mexer estruturalmente na prova, eu discordo. O vestibular fica sim mais difícil, tendo em vista que os impasses se tornam maiores.
Prestarei a Fuvest e confesso que estou preocupada. Resta-me estudar e esperar.
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
No sábado, a escola realizará mais um simulado da prova de 1.ª fase da Fuvest. Mesmo já tendo passado por outro simulado no Vera e feito a Fuvest 2011 como treineiro, acredito que a repetição desse tipo de exercício é essencial para um vestibulando.
Para uma prova da Fuvest não basta levar apenas um vasto conhecimento, mas também variadas estratégias de resolução de questões, resistência física, psicológica e muita prática. Somente a partir das duas provas que já fiz, percebi melhora nos resultados, a qual se deve, em parte, às habilidades de manejo da prova.
Se da primeira vez que lidei com uma prova de 1.ª fase da Fuvest simplesmente a resolvi na ordem em que as questões estavam dispostas, na segunda, por exemplo, já deixei em primeiro lugar as matérias que tenho mais facilidade, como inglês, e aquelas que exigem mais tempo de raciocínio ou podem apresentar
diversos modos de resolução por último, como matemática. Já que não somos todos iguais, o mais importante é cada um encontrar seu próprio jeito de solucionar a prova.
Como se não bastasse, testes de vestibulares geralmente têm a mesma cara ao longo dos anos. Alguns tipos de exercícios muitas vezes se repetem, fazendo do simulado um excelente instrumento de preparação.
Embora seja uma tarefa cansativa, se levada a sério pode ser extremamente frutífera para o vestibulando. Afinal, não dizem que por aí que a prática leva à perfeição? Sorte para todos aqueles que estejam passando por isso!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Bom dia, leitores!
Mais uma semana chega ao fim. Na segunda-feira, assisti à aula de redação com certa preocupação. O professor havia nos orientado a fazer um projeto de texto que, segundo ele, evitaria repetições e salientaria a “progressividade textual”.
Ansioso por testar tal método, decidi separar uma hora e meia daquele mesmo dia para produzir um texto. Após selecionar caprichosamente o que seria escrito em cada parágrafo, comecei. No entanto, não esperava que, justo naquele dia, os argumentos teimassem em ficar no plano das ideias. Com esforço, consegui terminar a redação, que ficou parecendo mais um amontoado de frases do que um tecido de palavras. Consequência: o pesadelo da redação voltou.
Sabendo que se trata de um trabalho a longo prazo, agradeço à equipe do Estadão.edu por proporcionar este espaço para que eu desenvolva minha escrita, tendo em vista a importância da redação no vestibular. Agora, me resta parodiar Marcel Proust e ir em busca do tempo perdido.
Caio Godinho é aluno do Anglo
2012
2011
2010