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Rotina de Estudante

Que melhor maneira há de fechar o primeiro semestre que fazendo uma semana de provas logo após o feriado? Esse foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça ao saber das provas que estão sendo realizadas essa semana. Porém, dos males, o menor.

Tendo passado o desconforto inicial com a ideia de passar o feriado estudando, resolvi aproveitar e fazer com que esses quatro dias fossem produtivos. E foi assim que percebi a importância de estudar com tempo e energia ao meu favor. Ao olhar para trás, percebi que talvez tenha sido a única vez no ano em que eu estudei sem pressa e completamente descansado. Talvez esse cuidado com as condições de estudo seja algo importante de ser levado em consideração no segundo semestre, uma vez que minha carga horária de atividades no mínimo dobrará, assim como a pressão por conta da proximidade do vestibular.

Desta forma, com as férias chegando, planejo colocar duas questões no lugar. Primeiramente, quanto ao aspecto psicológico, descansar para ter fôlego e bater de frente com as responsabilidades com as quais me comprometi no segundo semestre. Em segundo lugar, organizar e resolver todas as pendências do primeiro semestre, de modo a ter não só energia, como também tempo para encarar o cursinho. Afinal, perder o foco na reta final é algo pelo qual não espero passar!

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz

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Andei conversando com alguns amigos sobre a situação da escola hoje em dia. Ambiente em que o jovem passa grande parte de sua vida, e a parte de maiores dúvidas e formação de ideias em relação ao modo de ver e agir perante o mundo. Ali forma valores que vão reger seus caminhos pela vida em sociedade.

O colégio deve ser um espaço prazeroso pra quem o freqüenta. Não há como tornar proveitoso o tempo em que o aluno passa ali se a instituição não se empenha para vestir a camisa da juventude e adquirir a sua cara. Projetos extra-curriculares são um bom caminho. Quanto mais possibilidades forem oferecidas dentro da escola, mais interessantes ela se torna. Opções culturais, filantrópicas, sociais, educacionais. Algo que fuja da matemática, do português ou da física.  Projetos que proporcionem prazer e façam com o que o período que se passa ali dentro seja maior e mais interessante.

Eu tive esse incentivo no meu colégio, através de um grupo chamado PJM (Pastoral Juvenil Marista). Aquele espaço foi fundamenta para me tornar mais “íntimo” da intituição. Nos reuníamos toda semana, além de realizar ações solidárias, missões de solidariedade, reuniões com os outros colégios, dinâmicas nos intervalos das aulas… Aquilo me motivava a estar mais presente no interior daqueles muros e, de alguma forma, me ajudava nas notas. Além de contribuir na melhora da timidez que sempre tive.

Falo de uma escola atrativa, inspiradora, amiga do aluno. Que seja capaz de ser mais interessante para a juventude. Quando ela se tornar um centro de encontro de culturas, de ideias e troca de informações, todo o processo educacional ficará mais fácil, indo além da decoreba para passar no vestibular. Eu acredito na educação com a cara do educando, voltada para sua vida e interesses. Ser uma instituição de ensino não é ser chata e movida a velhos modelos de educação, é se renovar e “trocar de roupa” de acordo com a necessidade da juventude local.

Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem

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Vida de 3.º ano não é fácil. São muitas variáveis envolvidas: da organização da formatura até o vestibular, passando pela escolha profissional e concentração nos estudos. Todas elas têm algo em comum: exigem tempo.

Tempo este que parece passar cada vez mais rápido, afetando não só meu último ano no Vera como também a convivência com meus colegas. No embalo dos estudos para o vestibular, às vezes esqueço o quão preciosa é minha rotina de estudante atual. Procuro aproveitar cada momento do meu cotidiano, tendo em vista que talvez esteja passando pela última vez na minha vida por uma série de aprendizados e vivências unicamente escolares.

Desta forma, não viso apenas aos testes do final do ano. Me inscrevi em uma série de atividades de aprofundamento que acontecem às tardes, no Vera. Neste momento de indefinição de que carreira seguir, talvez seja ideal fazer isso: aliar a vida escolar à intensificação dos estudos, mas de uma forma mais leve que um cursinho pré-vestibular. O que me dá mais energia para o que me espera no fim do ano.

Às vezes, sem deixar o futuro de lado, é saudável parar e olhar para o presente. É assim que vejo este momento difícil por qual passo. Procuro aproveitar ao máximo o tempo que me sobra, encontro motivação para me empenhar em tudo que faço. Se eu continuar olhando apenas para frente, sinto que, quando prestar atenção no que está em processo, já será tarde demais: o ano já terá passado.

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz

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20.agosto.2010 12:15:07

O que é euritmia?

Já falei no post passado que, nas escolas Waldorf, também temos aula de matemática, física e química, e não apenas de artes. Mas outras atividades eu garanto que dificilmente você vai encontrar num colégio tradicional. Hoje eu vou explicar um pouco o que é a euritmia.

Você não sabe o que é isso? Não tem problema, porque a dúvida é normal.

A euritmia é a linguagem e a música em movimento, poesia e arte enquanto o corpo faz gestos limpos com graça e força. Ela foi criada por Rudolf Steiner (também criador da pedagogia Waldorf) no século XX, baseada dos novos impulsos da revolução artística daquela época.

Nos princípios da euritmia estão a compreensão do texto ou poesia durante movimentos limpos e exatos, que são interpretados durante uma obra musical. É uma profunda vivência interior durante o movimento corporal.

Veja esse vídeo de uma apresentação de euritmia numa escola americana:

Existem vários tipos de euritmia. A que usamos desde o jardim de infância até o último ano colegial nas escolas Waldorf é a euritmia pedagógica, criada para ser ensinada em salas de aula de acordo com a faixa etária dos alunos. Isto é, para cada estágio da vida há um determinado conceito a ser transmitido.

Bem, por hoje eu fico aqui. Com certeza eu falarei mais da euritmia (e de várias outras coisas legais) mais pra frente.

Sabrina está no 3º ano do ensino médio da escola Waldorf Micael

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Ainda estamos em agosto e as ansiedades, pelo menos para mim, já chegaram. Insônias, noites mal dormidas e, com elas, a necessidade imensa de engolir vários conteúdos de uma só vez. Enfim, o estudo cai na rotina.

Esquece-se, inclusive, do porquê de tanto lufa-lufa. É o vestibular, claro. Mas trato aqui de uma questão bem mais intrínseca ao estudante: qual o ideal que o motiva a estudar tanto?

Quando quero me lembrar desse porquê, da razão da minha ansiedade, me reporto ao tempo (não muito distante) em que eu sentava na primeira carteira, encarando os professores. Gostava disso. Tentava enxergar se alguma coisa os movia, além da repetitiva explicação da matéria. Queria enxergar “coração” em tudo aquilo.  Infelizmente, não era possível realizar essa acareação com todos os professores, pois muitos deles viravam as costas para a sala e enchiam a lousa de textos. E lembrando desses, que inconscientemente renunciavam a carreira, me pergunto: Vale a pena?

Tive uma professora de artes que, quando soube que eu queria ser professora, deu uma advertência: no primeiro ano de carreira, você chega toda animada, querendo mudar o mundo. No segundo ano, você já se enxerga impotente. E o terceiro será como os seguintes: cai na rotina. Você não sabe o que está falando…

A professora devia estar certa. Talvez eu não saiba mesmo o que estou falando. O esforço é grande, o homem é pequeno e a burocracia é gigante. Ser demasiadamente humano custa caro, principalmente para os moldes em que a sociedade caminha.

Como já disse aqui, tive professores inspiradores. Esses, sim, não viam rotina e enfrentavam as barreiras, que vão desde a falta de estrutura da educação pública até o desinteresse da maioria dos alunos. E, a muito custo, venciam.

O pouco convívio que tive com esses professores foi o suficiente para eu enxergar. Sim, tem coração naquilo tudo.

Bianca estuda por conta própria para entrar em Letras

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