Apesar do ritmo acelerado de estudos, meu primeiro semestre não teve foco no vestibular. No entanto, foi de extrema importância no que se refere ao andamento de minhas escolhas futuras. Através de uma teia de valores tecida ao longo da minha vida, consegui com a ajuda de uma orientação profissional escolher a carreira para a qual prestarei vestibular ao final do segundo semestre.
Embora o ano ainda não tenha acabado, a sensação que tenho é de fechamento. Parece que finalmente, com muito esforço, encaixei uma grande parte dos meus interesses, muitas vezes completamente distintos, em apenas uma profissão. Agora, tanto minha atração pela arte como pelo meio ambiente e sustentabilidade, ambos relatados aqui no Rotina de Estudante, parecem convergir em um único ponto.
Assim, com as ideias mais ordenadas, já tenho minha meta para final do ano: ingressar na FAU! Dessa forma, com um objetivo estabelecido, acredito que fica muito mais fácil estudar. Por isso, começo semana que vem o cursinho e as aulas de linguagem arquitetônica para a prova específica.
Por fim, aqui me despeço! Gostaria muito de agradecer a equipe do Estado pela oportunidade de escrever no Rotina de Estudante e a todos os leitores que me acompanharam. Foi uma experiência ótima que, inclusive, teve grande importância no que se refere à organização dos meus pensamentos e das minhas escolhas para o segundo semestre, uma vez que enquanto escrevia acabava refletindo muito sobre os assuntos aqui tratados. De agora em diante, na reta final, me resta estudar! E o melhor de tudo é que, apesar de um pequeno receio com essa carga de estudos, me encontro ansioso e com boas expectativas para tudo o que está por vir.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Acabo de voltar da Amazônia, após uma rotina ao mesmo tempo pesada e maravilhosa de estudos sobre a floresta. Com uma visão sobre sustentabilidade completamente reformulada, creio que, mais do que para o vestibular, essa viagem me ajudou na minha formação como aluno e pessoa.
Agora, se de um lado meu grande envolvimento foi muito frutífero, por outro me colocou uma série de questões a respeito da carreira que irei seguir. É extremamente difícil ser tocado por uma série de ameaças não só à biodiversidade, mas também às muitas comunidades locais e não ter o ímpeto de tentar lutar para resolver esses problemas de forma direta. Desta forma, me pergunto: como a Arquitetura, minha atual escolha, pode conciliar sustentabilidade e desenvolvimento, conceitos muitas vezes antagônicos aos nossos olhos?
Acho que a atuação da arquitetura nesse campo não se restringe, por exemplo, à utilização de materiais reutilizáveis ou ao aproveitamento de formas de energia com mínimo impacto ao meio ambiente. Claro que fatores como esses são importantes, mas ela pode também integrar o ser humano à natureza como nenhuma outra profissão.
E, com minha ida à Amazônia, percebi que a aproximação emotiva com a natureza pode dizer muito mais que números sobre biodiversidade. Por fim, espero que, aos poucos, meus valores e intenções forjem uma escolha cada vez mais decisiva a respeito da carreira que irei seguir. Sendo hoje em dia cada vez mais amplas as áreas de atuação dos profissionais existentes no mercado, sempre resta espaço para a realização de um desejo pessoal, como o meu de lutar pela preservação ambiental.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Já entrando na minha segunda semana de férias escolares, tiro um tempo para mudar um pouco a minha rotina de estudante. Enquanto vocês lêem esse post, estarei na cidade de Alta Floresta, no Mato Grosso, participando de um workshop sobre o desenvolvimento socioeconômico e conservação da biodiversidade da Floresta Amazônica.
Sempre me interessei por natureza e preservação ambiental, já tendo feito viagens similares tanto com a escola, como sozinho. No entanto, essa será a primeira vez que irei com um pequeno grupo (cerca de dez pessoas) acompanhado por dois biólogos profissionais para a maior floresta tropical do mundo.
O que faremos lá não é apenas estudar o ecossistema como um todo, mas também a interferência humana no local e como se dá a relação entre desenvolvimento e sustentabilidade. Assim, as atividades que realizaremos serão das mais diversas, abrangendo palestras, entrevistas, caminhadas, coletas de materiais, estudos de populações entre outros.
Embora não tenha foco no vestibular, creio que essa viagem tenha grande importância no que se refere aos estudos e à minha formação. Talvez seja também importante estudar fora de casa e ter contato direto com a floresta que é de fundamental importância ao Brasil, da qual tanto ouço falar apenas através dos meios de comunicação. Assim, aliando meus interesses pessoais aos estudos, espero voltar com energia recarregada para o segundo semestre!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
A realização da Marcha da Maconha, agora autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu nesse sábado mais de dois mil participantes. Paralelamente, entra cartaz “Quebrando o Tabu”, recém lançado documentário protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Somados, ambos movimentos propõem uma nova visão a cerca da questão das drogas no Brasil, dando a elas grande visão no cenário nacional. Cenário este que envolve milhares de estudantes que convivem cotidianamente com essas substâncias dos mais diversos modos. Dessa forma, como se dá, no Brasil, a abordagem escolar a respeito desse assunto tão presente na vida dos jovens?
Em primeiro lugar, não estou aqui defendendo uma posição quanto à legislação do país no que se refere às drogas. Porém, acredito que não é porque a maioria delas é ilícita que devem virar um tabu. Pelo contrário: a educação escolar deve dar devida importância a esse assunto para começarmos a ter avanços nesse tema.
Falo isso porque sinto que a abordagem desse tópico nas escolas muitas vezes é inexistente. Ou, talvez pior, restringe-se a um discurso dogmático e irreversível, sem criar qualquer tipo de espaço para discussões ou diálogos entre alunos e educadores. Afinal, seja optando pela proibição, descriminalização ou legalização, a conscientização é o primeiro passo para que qualquer postura tomada seja consciente ou minimamente eficaz.
Por fim, a droga encontra-se presente na vida do homem através das mais diversas áreas do conhecimento, sendo sua discussão de essencial relevância ao Brasil. Assim, se ela está atrelada à vida do estudante, por que não debatê-la e estudá-la de modo a encontrar alternativas para a sua situação no país ?
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Que melhor maneira há de fechar o primeiro semestre que fazendo uma semana de provas logo após o feriado? Esse foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça ao saber das provas que estão sendo realizadas essa semana. Porém, dos males, o menor.
Tendo passado o desconforto inicial com a ideia de passar o feriado estudando, resolvi aproveitar e fazer com que esses quatro dias fossem produtivos. E foi assim que percebi a importância de estudar com tempo e energia ao meu favor. Ao olhar para trás, percebi que talvez tenha sido a única vez no ano em que eu estudei sem pressa e completamente descansado. Talvez esse cuidado com as condições de estudo seja algo importante de ser levado em consideração no segundo semestre, uma vez que minha carga horária de atividades no mínimo dobrará, assim como a pressão por conta da proximidade do vestibular.
Desta forma, com as férias chegando, planejo colocar duas questões no lugar. Primeiramente, quanto ao aspecto psicológico, descansar para ter fôlego e bater de frente com as responsabilidades com as quais me comprometi no segundo semestre. Em segundo lugar, organizar e resolver todas as pendências do primeiro semestre, de modo a ter não só energia, como também tempo para encarar o cursinho. Afinal, perder o foco na reta final é algo pelo qual não espero passar!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Depois de um pensar quase que de maneira instintiva na ideia de ingressar este ano na USP, veio o lado racional trazendo a ansiedade e a angústia. Se de um lado parece que optar pelo cursinho no segundo semestre é sem dúvida o melhor caminho a percorrer, o fato de que o cansaço e o esforço de hoje irão aumentar de forma exponencial me deixa com um pé atrás.
Olhando pelo lado positivo, vejo que o cursinho será um excelente modo de organizar pensamentos e preencher lacunas do currículo escolar. Nos simulados que fiz, por exemplo, senti que falta apenas uma sistematização de conteúdos para conseguir responder a algumas questões. Além disso, penso que esta é a melhor hora para estudar como nunca estudei, no embalo da escola e dos colegas de terceiro ano. Como se não bastasse, o fato de que o cursinho apresenta outra dinâmica de aula, diferente daquela com a qual estou acostumado desde minha infância, pode me ajudar a aproveitá-lo e equilibrá-lo com a escola.
No entanto, ainda sinto algum receio de que não sobre tempo para algumas coisas que são essenciais, dado que, além do cursinho, farei aulas de linguagem arquitetônica. Em primeiro lugar, estudar em casa com disposição e rever conteúdos sem atropelamentos. Em segundo, alguma lacuna na semana para poder me abstrair do vestibular e me dar motivação e energia para continuar estudando. Creio que é essencial ter algum prazer nessa fase da vida de estudante, como a música no meu caso, de forma que restem forças para os estudos.
Como a única forma de saber se essa experiência será frutífera é passando por ela, me matriculei no Anglo e já fiz a provinha de bolsa. Porém, como já mencionado, ainda não estou seguro o suficiente. Para aqueles que já passaram por isso, dicas são extremamente bem-vindas! Obrigado e boa semana!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Recentemente, tive a preciosa e única oportunidade de participar de um projeto de arte contemporânea no Vera Cruz. Os frutos desse trabalho foram de tamanha significado que me incitaram a questionar a respeito do ensino de arte nas escolas brasileiras.
Embora tenha demonstrado avanços desde sua implantação no currículo escolar em 1971, a educação artística ainda sofre grandes preconceitos – muitas vezes é tratada como um apêndice pedagógico em muitas escolas. A arte, presente desde os primórdios na existência do homem, pode ser entendida em si como um processo civilizatório e uma necessidade humana, merecendo tanta importância quanto outras disciplinas do currículo escolar. Afinal, a arte não só refina o olhar e a cultura, como também provoca reflexões e sentimentos, sendo essencial para a formação de um estudante.
No entanto, para ser tratada de acordo com sua relevância, a educação artística deve dialogar diretamente com os outros conteúdos e ser tratada de forma atual, uma vez que está diretamente alinhada com o desenvolvimento de uma sociedade.
Para isso, acesso é o que não falta. Embora o consumo de arte ainda esteja restrito a uma parcela ínfima da população, ela nunca esteve tão difundida como hoje, encontrando-se tanto nas ruas na forma de grafites ou intervenções, como em museus, galerias e centros culturais. Além disso, o Brasil encontra-se cada vez mais rico nesse aspecto, portando núcleos artísticos internacionalmente reconhecidos como Inhotim, em Minas, e importantes mostras culturais nas grandes cidades.
Assim, cabe ao educador mediar a arte e o estudante de forma a desconstruir qualquer tipo de preconceito em torno desse campo da educação e incitá-lo a dar valor àquilo que pode abrir grandes portas na sua formação.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Infelizmente, minha pontuação no simulado da Fuvest que fiz no fim de semana não foi satisfatória. Isso comparando tanto à nota de corte para entrar na universidade como também ao meu último simulado. No entanto, acredito que não seja de todo ruim. Se a luz vermelha começa a piscar apontando problemas, não há melhor hora para isso.
Como providência, já me inscrevi para as turmas de agosto do Anglo com o intuito de organizar meus estudos. Farei prova para concorrer a bolsa de estudos na próxima semana, assim como me inscreverei em um curso de linguagem arquitetônica.
Será um segundo semestre puxado. Porém, acho que o cursinho será bom no sentido de preencher algumas lacunas, além de, principalmente, esquematizar conteúdos. Nesse último simulado, senti que havia muitas questões cujos conteúdos estudei a fio no 1º e 2º ano, mas não consegui respondê-las por falta de uma simples fórmula ou tabela.
Como se não bastasse, entender melhor as mudanças na Fuvest e incrementar estratégias de resolução da prova são importantes. Não que seja ruim, mas é exigido do vestibulando um imenso leque de conhecimentos, o que aumenta a concorrência. E saber selecioná-los com a agilidade e precisão necessárias ainda é um desafio para mim.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
No sábado, a escola realizará mais um simulado da prova de 1.ª fase da Fuvest. Mesmo já tendo passado por outro simulado no Vera e feito a Fuvest 2011 como treineiro, acredito que a repetição desse tipo de exercício é essencial para um vestibulando.
Para uma prova da Fuvest não basta levar apenas um vasto conhecimento, mas também variadas estratégias de resolução de questões, resistência física, psicológica e muita prática. Somente a partir das duas provas que já fiz, percebi melhora nos resultados, a qual se deve, em parte, às habilidades de manejo da prova.
Se da primeira vez que lidei com uma prova de 1.ª fase da Fuvest simplesmente a resolvi na ordem em que as questões estavam dispostas, na segunda, por exemplo, já deixei em primeiro lugar as matérias que tenho mais facilidade, como inglês, e aquelas que exigem mais tempo de raciocínio ou podem apresentar
diversos modos de resolução por último, como matemática. Já que não somos todos iguais, o mais importante é cada um encontrar seu próprio jeito de solucionar a prova.
Como se não bastasse, testes de vestibulares geralmente têm a mesma cara ao longo dos anos. Alguns tipos de exercícios muitas vezes se repetem, fazendo do simulado um excelente instrumento de preparação.
Embora seja uma tarefa cansativa, se levada a sério pode ser extremamente frutífera para o vestibulando. Afinal, não dizem que por aí que a prática leva à perfeição? Sorte para todos aqueles que estejam passando por isso!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Faltando cerca de um mês para o fim do semestre, o clima eufórico de vestibular já é evidente na escola. Enquanto alguns já se inscrevem para as turmas de maio dos cursinhos, às vezes até sem saber o curso para o qual vão concorrer no fim do ano, outros, como eu, passam as tardes fazendo aulas de revisão.
Desta forma, preocupações em relação ao segundo semestre já começam a brotar, uma vez que os alunos do 3.º ano precisam decidir com antecedência seus respectivos métodos de estudos para o vestibular. Hoje, por exemplo, serão realizadas provas de bolsa para a turma de agosto do Anglo. Aqueles que optarem pelo cursinho, portanto, já devem começar a se mobilizar.
Como se não bastasse, professores já começam a direcionar foco às provas do final de ano. Provas testes de duas matérias são realizadas todas as segundas-feiras em sala de aula. Os corretores de redações, muitas vezes ex-corretores da Fuvest, passam a ter a mão mais pesada e orientações de estudos de apenas uma matéria já chegam com até mais de 260 questões.
Em contrapartida, se por um lado os esforços e a exigência de agora em diante só tendem a aumentar, por outro perpetua uma sensação de ansiedade, liberdade e independência na perspectiva de ingressar na universidade. Sensação esta que parece fazer tudo valer a pena.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
2012
2011
2010