ir para o conteúdo
 • 

Rotina de Estudante

Numa despretensiosa leitura de fim de tarde, depois de um texto engraçadinho sobre
a despedida do trema na língua portuguesa – “Foi bom enquanto durou. Vou para o
alemão, lá eles adoram os tremas. Saio da língua para entrar na história.”- encontrei um
artigo interessante que falava sobre um celular pra lá de moderno que, com algumas
adaptações, auxilia em vários diagnósticos médicos. Nossa! O meu mal faz as ligações
básicas!

Bom, o assunto já caiu nas principais rodinhas universitárias, como Harvard
e Cambridge. Afinal, segundo uma publicação recente da revista Lancet:
20 pesquisadores afirmam que o atual modelo de formação, que consome,
aproximadamente, US$ 100 bilhões em todo o mundo, não funciona mais.

Em terras Tupiniquins, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da
Medicina), promoverá um seminário internacional sobre o assunto. A proposta inicial
do encontro é fomentar novas e revolucionárias idéias que vão desde mudanças na
graduação dos estudantes de medicina, cursando disciplinas com alunos de enfermagem
e outros profissionais da saúde, até a criação de sistemas híbridos de saúde, em que o
trabalho em equipe seja mais valorizado, eclodindo assim, em benefício e satisfação
para a população que recorre aos serviços de saúde.

Não tem escapatória, o modelo ideal de assistência só será construído em bases sólidas
quando obedecer a cérebros “eletrônicos” aliados a corações pulsantes!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

comentários (4) | comente

Após duas comissões internas, o reitor da USP, João Grandino Rodas, decidiu demitir um professor de Farmácia acusado de plágio. A decisão foi publicada no Diário Oficial no sábado, mas hoje é que está valendo!

O professor de Farmácia do câmpus de Ribeirão Preto foi investigado, depois de uma reclamação formal feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por plágio em uma pesquisa científica. A instituição cassou ainda o título de doutorado de uma pesquisadora que participava do mesmo estudo.

É isso mesmo que você leu! E a gente até pensava que só alunos da graduação é que precisavam de aulas sobre metodologia científica.

Na vida, nada se cria. Tudo se copia! Mas não era pra levar ao pé da letra!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

comentários (5) | comente

07.fevereiro.2011 16:27:31

Quase sem querer

Amanhã, se os planetas se alinharem da maneira que todos esperam, a lista da Fuvest sairá sem nenhuma confusão!

Ainda lembro da minha reação quando vi meu nome na lista da universidade: uma crise
fantástica de gargalhadas!!! Claro, felicidade é o mínimo que o recém-promovido “Bicho” sente. Mas, o peculiar da minha felicidade foi repassar os momentos da prova… prestei o vestibular com tanto descompromisso e tão incrédula, que mais parecia castigo de aluna travessa! O resultado? Naquele ano, os cursinhos perderam mais uma aluna.

Então, desejo escancaradas gargalhadas para os futuros bixos!

Boa sorte amanhã! E depois.

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

sem comentários | comente

31.janeiro.2011 14:16:07

Rally com Platão

Esse final de semana estive em Gonçalves, uma cidadezinha linda no Sul de Minas Gerais.
Ainda tenho a nítida sensação de que as estradas de terra transformaram meus órgãos internos em uma bela parrillada, a saber: é um churrasco feito em grelha (como o próprio nome já indica), bem apreciado por nossos amigos argentinos.
O mais relevante é o privilégio dado aos cortes menos nobres como rins, timo, tripas e morcilhas salgadas e doces. Apesar disso, o lugar é realmente lindo e filosoficamente inspirador! Então, comecei a filosofar sobre a vida, o tempo, o espaço, a razão, Deus e a relatividade de tudo isso. Na bagunça do porta-malas achei um livro sobre filosofia, cheio de conteúdo e engraçadíssimo que, em minha opinião, deveria ser didático e adotado por todas as escolas interessadas em realmente ensinar filosofia!

Afinal, quem, aos 15 anos, suporta a idéia de permanecer 50 minutos sentado, ouvindo um professor sério e visceral falar sobre Platão e não elaborar planos de fuga?

O capítulo III começa assim : “ Epistemologia : A teoria do conhecimento .
Como você sabe que sabe as coisas que você pensa que sabe? Elimine a opção de resposta “ Porque sim!” e todo o resto é a epistemologia.” Fácil, não é?! Claro que em seguida o autor dá um conceito mais “normal”, porém, ao exemplificá-lo, sempre lança mão de ótimas piadas. O que ajuda consideravelmente no entendimento e fixação da teoria.

Eu gostei da idéia! E para quem quiser conferir, o título do livro é: “Platão e um ornitirrinco entram num bar…” Thomas Cathcart & Daniel Klein

Bem… estes são meus princípios. Se você não gostar deles, tenho outros! (Piadinha da contra capa.)

Beijos e até semana que vem.

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

sem comentários | comente

O movimento global em busca da segurança e da qualidade nos serviços de saúde não é nem de longe um fato novo. Oferecer boa assistência, equitativa à população e com custos reduzidos, é tema prioritário e grande desafio à sociedade.

Então, essa semana, que para mim representa a dolorosa travessia do portal entre as férias e a volta ao trabalho, iniciei uma breve revisão dos eventos adversos (para quem ainda não acompanhava o blog, em meu primeiro post esclareci o que são os EAs… dá uma lidinha, vale a pena!) que me lembrou de um assunto que há tempos venho querendo discutir aqui.

Em 1859, uma enfermeira chamada Florence Nightingale dizia: “ Talvez pareça estranho enunciar como primeiro dever de um hospital não causar mal ao paciente”. A frase de Florence nunca me pareceu tão contemporânea. E durante a análise de casos atuais que venho estudando, ainda pude notar uma frequência impressionante de erros no cenário hospitalar.

Como, por exemplo, o da auxiliar de enfermagem que acidentalmente injetou uma solução de vaselina em uma garotinha de 12 anos. A revolta imediata que sentimos nessa ocasião é completamente justificada, afinal, somos irmãos, primos, pais, avós… fato que torna inevitável o sentimento de empatia pelo sofrimento da vítima e de sua família.

No entanto, nossa revolta deve ser abrandada e perpassar as raias da acusação individual para alcançar todo o leque de equívocos dentro do processo do CUIDAR que, no caso da garota, foi fatal.

Faz parte da nossa obrigação como seres humanos, olhar para a outra margem do rio! A terceira margem do rio, como escrevera Guimarães Rosa (estou incluindo os profissionais da saúde na categoria humanos, às vezes, a gente até pensa que é Deus!). Devemos extrapolar o binômio acusado – vítima.

Pensemos nas condições de trabalho oferecidas àquela auxiliar de enfermagem, nos fatores simples, como a cor de um frasco, que se alterados poderiam mudar o rumo dessa e de outras histórias.

A única falha não foi a da profissional. Naquele breve instante apenas um ciclo de falhas fechou-se, infelizmente, junto com os olhos de Stephanie. Que essa tragédia, como tantas outras, sirva para nos abrir os olhos e perceber a dimensão muito maior que envolve o delicado trabalho dos profissionais de saúde.

Ao ouvir um depoimento choroso da acusada, lembrei de um texto do Chaplin que fica em uma das paredes aqui de casa: “Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio… negros… brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. (…) Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Não sois máquina! Homens é que sois!” -  Charles Chaplin, em O Grande Ditador

Experimentemos seguir alguns ensinamento desse homem que nunca quis ser um ditador, mas ditou normas de bom comportamento humano, de suavidade, de brandura e de amor ao próximo em qualquer situação.

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

1 Comentário | comente

Claro, não é absolutamente impossível ser original na hora de escrever as primeiras palavras do ano. Mas, de qualquer maneira, aí vai um bom, velho e sincero FELIZ ANO NOVOOO!

Estou curtindo meus dias de férias! Aproveitando cada dia e respirando muitos lugares diferentes e encantadores. Um deles já foi conhecido como Campos Místicos, até o ego inflado dos políticos regionais batizarem as cidades com seus nomes. Bem, Munhoz é uma dessas cidadezinhas.

Um município do extremo sul de Minas Gerais, a 160 km da Capital Paulista, que está localizado estrategicamente nas cristas da Serra da Mantiqueira, por isso o clima é considerado um dos melhores do planeta e suas águas são puras e próprias para consumo direto na fonte.

O município é muito rico em recursos naturais como: cachoeiras, corredeiras, montanhas, cavernas, serras, animais silvestres, queijo, doce de leite e aquele sotaque mineiro delicioso!

Certamente esses são ingredientes pré-planejados por Deus só para arejar um pouco o ambiente cerebral e acabar com o excesso de bolores mentais que a gente vem acumulando ao longo da rotina.

Já estou planejando outro destino para essa semana! Até lá!

sem comentários | comente

Seu trabalho deve estar pronto antes do pôr-do-sol. São duas horas da tarde e você não conseguiu desenhar mais do que dez linhas. Encara seu computador e digita freneticamente frases desconexas, sente o tapinha nos ombros vindo do chefe como um golpe desferido por Rocky Balboa. Definitivamente, suas idéias são muito mais apresentáveis quando estão vagando pela sua mente do que marretadas no papel. Bem vindo ao clube do bloqueio!

Bem, especialistas recomendariam uma pausa para o cafezinho, uma voltinha pela empresa ou uma espiada na sua conta em alguma rede social… só o processo de produção. Mas, onde a gente coloca o constrangimento gerado por olhares ferinos do resto do departamento? Ou do professor? Ou da mãe? Todos nos acharão folgados viventes do mundo da lua!

Desde a primeira infância, esse tempo para pensar é encarado como desperdício, preguiça ou dificuldade de concentração. E, invariavelmente, isso se reflete em nossos comportamentos adultos. A boa notícia é que não precisamos mais carregar nossas palmatórias nos bolsos (êba). Graças a pessoas como Domenico de Masi, o autor da teoria do ócio criativo propõe que o sucesso pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação e for capaz de mesclar atividades, como o trabalho, diversão, o tempo livre e
o estudo.

Outro aspecto que deve gerar bastante desconforto por aí é o hábito de ouvir músicas durante períodos de estudo e criação. Para isso, tenho uma citação do pianista Robert Jourdain: a música nos tira de nossos hábitos mentais congelados e faz nossas mentes se movimentarem como habitualmente não são capazes. Quando somos envolvidos por música bem escrita, temos uma compreensão que supera a da nossa existência mundana e, em geral, está além da lembrança. Quando o som cessa, voltamos para nossas cadeiras de rodas mentais.

Portanto, o fundamental é manter SUA mente no SEU ritmo, sem preocupar-se com as críticas de quem ainda não desenvolveu o próprio processo de trabalho. Ah, ninguém é obrigado a gostar das suas músicas, então, cuidado com o volume!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

comentários (6) | comente

Juntei coisa daqui, doei um livro de lá, reescrevi o abstract, notei que meu inglês está precisando de uma ajudinha, ainda tenho, aproximadamente, 987655 créditos da pós- graduação para cumprir… por onde anda aquele clima de compras, castanhas e sorrisos natalinos? E agora, quem poderá me ajudar? Nem Papai Noel, que já está fazendo um bico com renas de papel em algum shopping da cidade.

Eu estava aqui pensando: hoje poderia ser dezembro de 2011, já que todos os astrólogos estão prevendo que o mundo acabará em 2012, serviria de ótima desculpa pra eu largar tudo isso por fazer e correr para praia! Eita mês estressante na rotina de qualquer estudante!

Por coincidência ( ou não, como diria Caetano ), hoje pela manhã acordei ouvindo uma música bem engraçada, que diz mais ou menos o que eu e a maioria dos estudantes deve estar sentindo nesse fim da ano. Algo como tirar férias de você mesmo…

Eu pensei correr de mim
Mas aonde eu ia eu tava
Quanto mais eu corria
Mais pra perto eu chegava

Quando o calcanhar chegava
O dedão do pé já tinha ido(…)

Já enjoei de me achar no lugar
Que aonde eu vou eu to

Eu pensei: não vou me acordar
Vou me deixar dormindo
E levanto pra comemorar

Só tem um jeito pro assunto (morrer?)
Não adianta querer morrer
Porque se morrer vai junto

(compositor da letra: Juraildes da Cruz)

Muito boa essa letra, não é?. Ah, não tem jeito mesmo, nessas horas nem querer morrer adianta! O negócio é organizar os pensamento e disciplinar as últimas tarefas do ano. Assim, tudo termina e começa como tem que ser: BEM!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

sem comentários | comente

29.novembro.2010 10:59:35

Saindo da lanterninha

Finalmente a cor do medo deixa de fazer parte do bronzeado carioca. Banho de mar, ir para escola caminhando, manter a malandragem só no figurino das escolas de samba, subidas e descidas do morro, agora, tá tudo liberado!

Definitivamente, a atuação das forças armadas e das polícias brasileiras merece nosso louvor. No entanto, em meio ao êxtase vivido por mim diante das cenas e das publicações que anunciavam a tomada das comunidades do morro pelo Estado, pensei que há 25 anos venho sendo impregnada pela visão de que o Rio de Janeiro é um território de traficantes que desenvolvem suas atividades livremente. Sendo assim, passei a tê-la como uma verdade imutável e quase parte integrante da rotina da cidade maravilhosa. Agora, isso mudou! Mas, se isso era possível… qual é a justificativa para tanta demora?

Existem teorias que dizem que esse tesouro estava guardado nos campos de futebol. Afinal, como a cidade sede de uma Copa do Mundo explicaria cadeiras numeradas ocupadas por traficantes armados? Ingressos comprados com o fruto de um sequestrozinho em Ipanema ou um arrastão de pequeno porte em Copacabana?

Bem, de qualquer forma, sempre é tempo sair da zona de rebaixamento e ganhar o campeonato, e, cá entre nós, o Estado bateu um bolão no Rio de Janeiro nessa última semana. Comeeeeça o segundo tempo!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

1 Comentário | comente

Na longa jornada que separa a minha casa do hospital – não raramente sinto que fazer o caminho de Santiago de Compostela de cócoras leva menos tempo – resolvi deixar de ser egoísta, me desfazer da capa de DJ ( do meu carro) e dar uma escutada no que estava acontecendo nas rádios de São Paulo. A primeira frase do locutor foi : “ Ouça agora mais uma dica de saúde com nossa especialista no assunto”. Curiosa que sou, aumentei o volume e agucei o sentido, para ouvir esta pérola de nossa especialista:

“Bom dia pessoal. Hoje vamos responder mais uma perguntinha sobre SA- Ú – DÊ! A pergunta do nosso ouvinte Marcelo é : Durante a prática da natação é necessário beber água? Marcelo, durante a prática de qualquer atividade física, o consumo de líquidos é muito importante, inclusive na natação. Mesmo estando dentro da água, nós perdemos líquidos! Acredite! Mas, ainda é bem importante lembrar que não se deve consumir a água da piscina ou do mar, essa água contém substâncias que podem ser prejudiciais à saúde e não contribuir na hidratação de seu corpo. Bom, por hoje é só!Aproveitem o dia com SA – Ú – DÊ!!”

Duro de acreditar, não é mesmo? Como a nossa querida especialista nos presenteia com uma dica dessas e perde a oportunidade de avisar que não se deve fazer xixi na piscina, pois fica azul!

E nesse dia tive mais uma importante lição sobre como o QI (Quem Indica) pode promover uma personal trainer com voz Disney a especialista em saúde.

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

comentários (5) | comente

Comentários recentes

  • Madalena: Tamy geralmente para trabalhar em concurso é preciso ser indicado por alguém que já é colaborador da...
  • Math: Nossa cara, você deve ser demais! Você é meu ídolo, de verdade! Agora, me ajuda, acho que tenho um dilema...
  • Luiz Souza: Em algumas escolas se ensina o xadrez,acho que se deve proibir urgentemente essa pratica pois se trata de...
  • SILVANA ORDONHES: Sabrina nao consegui abrir o video, mas fiquei encantada com sua explicação, vou tentar encontrar...
  • DaisyAvatar: Simplesmente ridícula essa idéia e sem nenhuma base científica que valha a pena considerar!

Arquivo

Todos os blogs