Nesta semana está ocorrendo concurso para professor aqui no IQ. Concursos como esse são públicos (assim como qualificações e defesas de tese), então qualquer pessoa pode ver as apresentações e acompanhar todas as partes da seleção. Isso tem como objetivo primário tornar o processo o menos tendencioso possível.
Eu fui acompanhar uma das etapas: a apresentação do projeto de pesquisa e arguição sobre o memorial. Em resumo, se você quer ser professor em uma universidade pública, é esperado que você tenha um projeto de pesquisa próprio e interessante para a instituição. O memorial é um documento onde você conta um pouco sobre a sua história – um pouco da pessoal e toda a escolar – e serve para que a banca conheça um pouco o que te levou à universidade, o que te levou à pós, e por que você fez cada escolha. Você somente seguiu o rio da vida, ou tomou decisões próprias e liderou todos os seus passos?
A maior parte das perguntas que vi foram sobre a carreira científica e sobre o projeto de pesquisa. Uma pergunta específica me chamou muita atenção. Perguntaram o que o candidato achava do modelo do concurso e qual é a missão de um professor em um instituto de liderança como o IQ. É uma pergunta capciosa, por assim dizer. Como é um tema polêmico, seria esperado uma resposta criticando o sistema, mas criticar o modo de escolha do departamento para a seleção de professor pode causar problemas.
Agora sobre a missão do professor. É sempre esperado que ele desenvolva uma pesquisa de ponta, e pouco se espera da parte educacional. Isso é um faca de dois gumes: grandes pesquisadores nem sempre são bons educadores. Aí fica sempre a questão sobre o que seria melhor para evoluirmos a instituição: fortalecer a pesquisa ou fortalecer o ensino ? Algo que eu acho realmente difícil de responder.
Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP
Achei muito interessante o post…não fazia a mínima ideia de como era um processo de seleção de professor universitário. Com relação ao último questionamento, realmente é polêmico, pois na universidade onde estudo, já tive professores que possuíam muita informação, contudo não sabiam passar para os alunos, as aulas eram monótonas, o plano de aula era básico e o mais escandaloso, um professor não sabia fazer uma avaliação de nível superior. Então compartilho com você que esta é uma questão realmente difícil de se resolver.
Que bom que gostou, esse é sempre uma questão polêmica já discuti esse tema com professores e alunos e estamos muito longe de ter um ponto unânime. E ambos os lados sempre tem pontos fortes para estruturar seus argumentos o que torna quase impossível uma decisão simplesmente por lógica. Por isso sempre é importante ficar refletindo para poder ter uma opinião própria sobre a questão.
responder este comentário denunciar abusoO que ocorre é que estamos perdendo o foco. Exemplo: PEDAGOGIA é vista como “a sobra”. SENDO QUE ELA DEVERIA ser a base de toda licenciatura. E A CULTURA DA PAZ,como trabalhar o enfrentamento se não a temos a na base?
Cordialmente,
Simone
Pedagogia UNIP
2012
2011
2010
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