Nota da Redação: O estudante Bruno Queliconi escreveu o texto abaixo há exatamente uma semana.
Pretendo manter uma linha de textos com temas os mais abrangentes possíveis, mas desta vez vou me permitir falar especificamente da USP. Nesses últimos anos, a USP deixou de ser a Cidade Universitária que todos conhecemos, com gramados tranquilos onde podíamos andar despreocupados com o tempo e com a sorte.
Agora temos de andar rápido de um lugar para o outro, e melhor se for acompanhado. Os caminhos para as repúblicas viraram zonas de assaltos constantes e agora a novidade é que o sequestro relâmpago chegou à USP!!! Há pouco menos de um mês, duas amigas foram sequestradas a uns 50 metros dos vigias, e ainda eram umas 19h, ou seja, hora em que as pessoas estão chegando para as aulas noturnas!
Portanto, eu gostaria de deixar claro a todos que essa maldita opinião de que a polícia não é bem vinda no câmpus é uma completa MENTIRA!!! Essa é a opinião de uma minoria eloquente, que não representa a maioria dos alunos. O DCE, o Sintusp, a Adusp, essas entidades não representam de maneira efetiva os alunos (eu estou na USP há 7 anos e nunca votei no DCE). Eu, como representante discente da pós no IQ, posso afirmar que queremos a polícia no câmpus já! E posso dizer que essa opinião não se limita ao IQ.
Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP
Atualizado às 10h30 do dia 19/5
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Bruno,
A polícia está presente no resto da cidade de São Paulo, e mesmo assim,não acontecem assaltos, sequestros relâmpagos e outros crimes? Será que é a polícia no campus que irá resolver os crimes?
Fora que ultimamente se tem visto a polícia praticando crimes e cada vez mais violenta.
Pense se a polícia dentro do campus pe realmente a resolução do problema da crimilidade no mundinho USP.
Sequestros e assaltos sempre vão acontecer, mas com certeza a presença da polícia vai inibir a violência que corre solta dentro da USP. Os assaltos acontecem a qualquer hora do dia no campus e os assaltantes andam livres lá, pq sabem que nada vai acontecer. Se eles podem escolher assaltar onde há ou onde nao há polícia, onde vc acha que eles vão preferir atuar? Além disto, não vejo motivo pra policia não entrar, se ela está presente em toda a cidade?! Vc gostaria de morar em um lugar em que a polícia NUNCA vai estar?
responder este comentário denunciar abusoOsvaldo, concordo que a presença da polícia não elimina o problema, mas também acho que é difícil ficar pior do que está. De qualquer modo, na USP só se tem a Guarda Universitária, que, além de nunca estar por aí fazendo ronda, não tem poder nem de ajudar se há um acidente de trânsito – é preciso se reportar à polícia fora do campus. Os vigias aos quais o autor se referiu são pessoas terceirizadas, que não só não têm poder para agir contra seqüestradores armados (como tem sido o caso), como também são poucos e não dão conta da área.
responder este comentário denunciar abusoBom Oswaldo, a Cristina respondeu perfeitamente por mim. E Cristina, muito bom direto ao ponto!
responder este comentário denunciar abusoCertamente vc deve ser um daqueles que tem interesses em não querer a polícia dentro do campus. Seja por ser um esquerdista de butique, ou por ser apreciador
de certos hábitos que, certamente, seriam coibidos pela presença da policia. Continue com seus hábitos tabagistas em sua casa, mas permita que a comunidade conviva com a segurança mínima necessária.
Aliás, pagamos (eu, ao menos pago) impostos para isso !
É claro que nem o campus, nem lugar nenhum, podem ficar sem polícia. Onde já se viu isso? Só no discurso de quem parou nos anos 1970 e acha que está ainda brigando com ditadura.
- Com polícia: é possivel que haja crimes, como em qualquer outro local da cidade.
- Sem polícia: é certeza absoluta de que haverá crimes.
Chega de retórica. A ditadura acabou faz 25 anos. Sejamos pragmáticos. Se alguém acha que a polícia possa estar ruim, então em vez de brigar para ficar sem polícia, deveria brigar é para corrigi-la.
responder este comentário denunciar abusoO que eu ia dizer já foi dito. Polícia fora do campus, ou privatizem logo a USP e entreguem a qualidade do ensino à sorte.
responder este comentário denunciar abusoBom, quem defende a PM dentro da USP sempre tem o discurso de que resolver não vai, mas vai inibir os crimes. Porque não pensamos JUNTOS medidas para resolver?
Não sou apologista de crimes e também sou contra a presença da PM na USP. A USP, de fato, é local para estudantes, funcionários, professores e pessoas que utilizam os serviços prestados à comunidade (H.U., bibliotecas, Escola de Aplicação e etc.). E se há criminalidade lá, deve ser resolvida, e não inibida. Ora, estamos em um dos maiores pólos de ciência do Brasil e nossa solução é fazer com que apolícia invada a universidade para inibir crimes, e não resolver o problema? Será que não devemos parar de tratar este problema de de segurança como caso de polícia (como a sociedade vem tratando a muito tempo e não resolve nada) e começarmos olhar pela ótica de problemas sociais?
É impressionante como Bruno reflete o pensamento de uma parcela de estudantes da USP que acham que o mundo gira em torno de seu umbigo. Há milhares de pessoas que moram no entorno da USP em situação de miséria, nas favelas da São Remo, Jaguaré, Sapé, etc. e que trabalham na USP, em geral como trabalhadores terceirizados, recebendo menos de um salário mínimo e acordando antes das 5 da manhã para ir à pé para seus trabalhos, fazer com que a Universidade funcione adequadamente. Recentemente, mais de 400 trabalhadores protagonizaram uma greve pois sequer seu salário de fome receberam da empresa. Não vi, neste momento, a voz indignada de Bruno levantar-se contra tamanha injustiça. É que estas pessoas só se tornam visíveis para estudantes como Bruno quando se tornam uma “ameaça”. E a solução, evidentemente, é mais repressão e vigilância sobre os pobres. Pois aguente Bruno, a sua vida de medo, pois ela não é mais do que a consequência da miséria que gente como você ajuda a perpetuar a cada dia. Saiba que se sofrer um “sequestro relâmpago”, estará sendo agredido por uma pessoa que, diferente de você, nunca teve oportunidade de estudar em uma universidade, muito menos de fazer um doutorado.
Sou de uma família super simples e agora faço doutorado na USP. Não é pq o indivíduo nasce pobre que ele deve virar assaltante! Na USP não tem só filhinho de papai e nas comunidades não tem só ladrão!
As oportunidades que tive na vida foram conquistadas com muito suor e sei que muito dos meus amigos tiveram origem humilde como eu!
POLICIA NO CAMPUS JÁ!!!!!!
responder este comentário denunciar abusoCaro Fernando, não preciso dizer o que senti ao ler o seu comentario, apesar dos outros comentarios feitos posteriormente, fiquei com um enorme fulgor e obrigado a responder. Primeiro hoje creio (apesar de não fazer parte do meu microuniverso) que pessoas terceirizadas pagas pelo governo recebam menos que um salario minimo, uma verdade foi dita algumas vão a pe de suas casas ate a USP.
A segunda que me deixou com odio mortal por voce, pessoas da favela perto da USP são assistidas pelo HU (não me importa se o servico é lerdo ou ruim, que muitas vezes não é total verdade), já presenciei muita violencia na USP nesses quase 8 anos, e uma coisa me marcou ajudava no HU e uma pedra veio no vidro traseiro do carro dum amigo (chegou a quebrar), era uma pessoa com roupas simples provavelmente não era de uma comunidade longe da USP, e logo pensei caramba nos tentamos ajudar pessoas de baixa renda e elas querem nos roubar ou danificar patrimonios publicos ou privados, no dia quis matar algumas pessoas dessas comunidades, muitas delas vem em uma situacao de emergencia.
Com esse fato não quero dizer que o sistema não tem suas falhas mas elas não justificam a maldade das pessoas seja qual for a sua classe social.
Como o Bruno quer ser professor (universitario no caso), ele será um formador de opinioes, muito importante na area academica (muito mais que fazer experimentos e publicar artigos), formadores de opinioes sao capazes de pensarem em pequenas coisas que fazem grandes mudancas no mundo. Logo se vc acha errado uma pessoa almejar um ato tao nobre, va para o inferno, e pense vc prefere que pessoas vivam no terror ou uma situacao (utopica) onde cada ser tem uma nobre conciencia do dever com o outro e desse modo respeitar e ganhar a vida com humildade, e conquistar cada momento de sua vida com merito proprio e não roubando matando passando a perna no proximo?!? (tal situacao ocorre em gde proporcao no Japao, vide o fato do terremoto onde nao houve roubos apesar do medo instalado em tal situacao, uma situacao diferente ocorreu no chile, apos um terremto, Google it) Pense nisso, e forme uma opiniao no minimo decente.
responder este comentário denunciar abusoQuanta hipocrisia!
Então quando vc for assaltado, vc dira com um sorriso no rosto: “Pode levar tudo que vc teve menos oportunidades do que eu!”
Isso não faz o menor sentido, quem não tem oportunidade são sim essas pessoas que ralam e ganham quase nada, mas esses que assaltam são só aqueles que procuram o caminho mais fácil.
querido fernando
eu espero que isso nunca aconteça com vc (ou na verdade eu espero que aconteça sim) mas se um dia vc for vítima de um sequestro desse, e ver seu carro e suas coisas irem embora, ter uma arma apontada para a sua cabeça e não poder fazer absolutamente nada, eu espero que na hora vc pense nesse monte de palhaçada que vc falou (de opressão, de coitados desses ladrões que não tiveram oportunidade e acabaram nessa vida, tadinhos né)
pelo amor de deus, é sempre a mesma coisa, ladrões são pessoas que sim, não tiveram oportunidade, mas DECIDIRAM ser covardes e pegar o lado mais fácil, é simples assim.
É uma pena que esse site não tenha o botão de “curtir”, como o Facebook. Senão, já teria “curtido” todos os comentários sob o comentário do Fernando.
Fernando, quando você fala sobre as “milhares de pessoas que moram no entorno da USP em situação de miséria” e etc etc… você não percebeu nenhum preconceito na sua fala? O Bruno não colocou, em momento algum, quem seriam as pessoas perpretando tais atos. Você, sim. Como disse o Douglas, “Não é pq o indivíduo nasce pobre que ele deve virar assaltante”. Reveja essa sua opinião antes de começar a reclamar dos outros.
E acompanho o André em “Então quando vc for assaltado, vc dira com um sorriso no rosto: “Pode levar tudo que vc teve menos oportunidades do que eu!””. Aposto que você pensa que isso nunca vai acontecer com você. Boa sorte nessa cidade então!
Claro Fernando!!! concordo completamente com vc!!! nascer pobre justifica completamente todos os crimes que vc queira cometer, menos matar, ne??? por que matar não pode!!! mas de resto… nasceu pobre?? pra que tentar, ne? por que nesse mundinho usp que você se refere, existe sim pessoas de classe baixa que se esforçaram muito pra chegar lá, estudar e ter um futuro melhor!!! idiotas, né? afinal eles poderiam ser criminosos!!!
responder este comentário denunciar abusoDe novo, eu não vou repetir os comentários já feitos … falam por mim !!
responder este comentário denunciar abusoLembrei de mais um ponto Fernando, eu nunca falei nada sobre os funcionários da limpeza por 2 motivos, o principal é que ainda não escrevia nesse espaço quando isso aconteceu. E 2 eu conheço as meninas que limpavam o meu ambiente de trabalho e demos todo o apoio que podíamos quando elas ficaram sem receber, mas eu não tenho como afirmar de que a USP é culpada, e até onde sondei, não é, portanto eu vou reclamar do assunto que tenho certeza do que estou falando, para que isso não se torne uma fofoca ou pior, uma acusação não embasada.
responder este comentário denunciar abusoPois é. So quem deve teme. Policia no campus não significa problema. Se nada acontece, eles ficam por la, mas para quem teme… ai é problema. Acho que deveriam como opção fechar a USP para os estranhos ao ambiente. A escola é local de estudar e so deveria ser bem vindo quem la estuda. Nas empresas não é assim? Tente entrar em qualquer empresa sem ser convidado por exemplo… Só é contra a policia no campus quem tem algo a perder. Boa sorte aos demais.
responder este comentário denunciar abusoFernando, concordo com você que temos que melhorar as condições de trabalho para todos, mas discordo totalmente da afirmação que a condição financeira pode transformar uma pessoa em bandida. Ser pobre não é ser bandido, se é bandido se a pessoa não ter caráter independentemente de ter tido oportunidade de estudar ou não, pode mudar a forma de se cometer crime, quem tem estudo como nossos políticos, “cometem crimes sem se arriscar”, mas são todos bandidos e todos matam, um político que desvia verba da saúde, mata tanto quanto um traficante ou um assaltante. E oportunidade de estudar não é de hoje que temos muitas, mas será que essas pessoas querem estudar??? Eu deixo de sair, viajar, comprar produtos de marcas para comprar livros, revistas e pagar cursos, mas não vejo meus vizinhos fazerem o mesmo, passo todo meu tempo livre estudando, mas meus vizinhos preferem gastar seu dinheiro e seu tenho em botecos e baladas.
responder este comentário denunciar abusoFernando, quando você vier novamente dos anos 60 com suas ideias anacrônicas e superadas, traga-nos, por gentileza, uns ingressos da “Família Trapo” ou dos festivais da Record. Época áurea da tevê brasileira…
responder este comentário denunciar abusoFernando, quanta bobagem você escreveu. O serviço que a polícia presta é para toda a sociedade. Ninguém gosta de bandido. E ser pobre, ao contrário do que sugere suas palavras, não significa ser bandido. Aliás, você acha que pobre não é assaltado? Que pobre está imune ao crime? Pelo contrário. Eu mesmo, que já fui muito pobre, já fui assaltado mais de uma vez, minha irmã quase foi morta com um tiro no abdome, e meu pai — que nunca teve carro quando vivo — teve sua bicicleta, que era seu meio de transporte para o trabalho, roubada mais de uma vez. Com muito trabalho e esforço terminei a faculdade, mestrado e hoje estou nos EUA complementando minha formação acadêmica. Se tenho alguma reclamação da polícia, é pela mesma não ter estado ostensivamente presente quando necessário. Fico espantado quando vejo estudantes da mais importante universidade do Brasil terem parado no tempo e acharem que a polícia no campus, sabe-se lá como, iria “reprimir” sabe-se lá o que, em plena democracia em que vivemos hoje. Democracia não sem defeitos, diga-se, mas muito diferente daqueles anos de chumbo que, felizmente, acabaram há tanto tempo.
responder este comentário denunciar abusoCaro Bruno Queliconi,
O orçamento da USP foi cerca R$ 2,815 bilhões de reais. Você não acha que dá para tirar uma fatia dessa quantia pequena e reforçar a segurança? Pelo seu texto só a USP tem problema de assaltos, ou seja, as pessoas de fora da USP estão tranquilas em relação a assalto pois tem a PM nas ruas (conta outra). Além disso, você sabe o papel que o DCE, o SINTUSP, ADUSP fazem na USP? Pelo jeito não. Vamos começar pelo DCE (aquele que você nunca votou) é um das poucas vozes que os estudantes tem para tentar o dialogo com o pessoal da administração da universidade e além de espaço culturais que eles promovem (bem interessantes). Além disso, você escreveu em outros textos que pretende ser professsor universitário, quem faz as campanhas salarias dos funcionarios da universidade ( você irá recusar aumento de salaário que foi obtido através dessa duas entidades? Caso você seja coerente não.). Quem briga por melhores condições de trabalho?Também, devido ao fato de você tem opiniões e críticas em relação a essas instituições, se assim podemos chama-las, você tem o dever de particimar mais, pois, como você mesmo disse elas representam a sua classe ( funcionário ou aluno) e tentar melhora-las. Finalizando, o papel de todos é criíicar, porém vamos fazer uma crítica embasada nisso ou aquilo, não basta só o achometro.
Obs: nunca fui membro de um DCE, porém sempre que questões relaciondas a universidade e que poderia dar meu voto participei ( seja na escolha de reitor ou DCE). Como dissem muitos pessoas dentro da universidade, não sou um bixo grilo (não sigo carreira relacionada a carreira na area de ciências humanas).
Caro CarlosJoao, eu realmente acho que tem o trabalho de segurança tem que ser feito pelo órgão público responsável. A USP tem a função de ensinar, fazer pesquisa e fazer extensão, e acredite a maior parte da verba da universidade é utilizada com funcionários e com os seus aposentados (sim os aposentados também são pagos pela USP) e que sobra já tem destino, manter a universidade e fazer com que essa cumpra suas funções.
responder este comentário denunciar abusoCarlosjoao, esse raciocinio não faz sentido algum. Por que firmas privadas de segurança seriam melhores do que a polícia? Por que motivo a USP, uma instituição pública, deveria gastar com segurança privada? Desviar dinheiro do ensido e pesquisa para gastar com algo que o próprio Estado devem fornecer?
Na verdade, o caminho a ser trilhado, e que deveria ser defendido pelos estudantes, é pela moralização e melhoria da qualidade do serviço prestado pela polícia, integrado às necessidades da sociedade, e não segurança privada em todos os lugares.
Entenda que a polícia não existe para reprimir a sociedade, mas para reprimir o crime. Se não está funcionando, tem que ser corrigida, não eliminada ou trocada.
Mais absurdas do que a onda de sequestros relâmpago que vem acontecendo na USP são as opiniões dos colegas acima. São esses nossos ilustres pensadores?
Afinal, é óbvio que a presença da polícia não impede a ocorrência de crimes. Mas, com certeza, você pensaria duas vezes antes de cometer um assalto se, ao invés de avistar uma viatura com guardas universitários desarmados, visse uma da PM.
Restringir a entrada da PM no campus é absurdo.
Por outro lado, não sou a favor de lotar o campus universitário de policiais – e o Bruno certamente não está pedindo isso. Essas “ondas” de criminalidade são combatidas através do setor de inteligência da polícia.
E por favor, vamos maneirar com esse papo de “criminoso vítima do sistema”… Isso é tão ingênuo…
Antes de terminar:
A ADUSP infelizmente está desmoralizada perante a maioria dos docentes da usp, com suas greves de coleguismo. O sintusp há muito é dominado por partidos de esquerda ultra-radicais especialistas em invadir e vandalizar espaços publicos.
Quanto ao DCE… Segue a mesma toada, com “engajamentos” que em sua maioria não dão em nada. Eu voto nas eleições do DCE há 6 anos. Com exceção dos dois últimos, anulei meu voto. Enfim… É triste constatar que as “vozes” oficiais da universidade são ignoradas por grande parte da comunidade, pelo simples fato de estarem contaminadas por ideologias do tempo do meu avô.
Faço das palavras do Renan minhas palavras.
responder este comentário denunciar abusoBruno,
Eu concordo com a sua opinião em relação a este assunto. E posso afirmar que na minha faculdade a maioria das pessoas também se sente ameaçada e defende a entrada da polícia dentro do campus.
Para aqueles que são contrário a isso eu peço que sugiram uma outra solução para este problema pontual de falta de segurança na USP. (Quem comentou este artigo eu suponho que seja da comunidade USP e que também se sinta ameaçado pelos sequestros relâmpagos).
É Marcia, como já comentaram antes, as pessoas que acham que o assunto é bobagem não conhecem bem a realidade das faculdades que estão na cidade universitária
responder este comentário denunciar abusoA discussão está fora de foco.
Tive meu carro arrombado 2x nos 7 anos que frequento a USP. Posso dizer com segurança que a maior parte dos meus colegas também sofreram o mesmo.
Já fui hostilizado com pedradas enquanto corria perto da saída da São Remo por moradores da mesma.
Uma outra colega minha sofreu tentativa de estupro.
O laboratório em que trabalhei na iniciação teve computadores furtados pela janela durante a noite, tudo filmad por câmeras. Isso aconteceu e acontece diversas vezes ao mês.
Uma professora do IQ foi agredida dentro da sua sala por um vândalo armado com arma de choque.
Creio não ser preciso dizer o que aconteceu com os delinquentes. Aliás, nem poderia, ninguém sabe, quase tudo é abafado. Só que são tantas ocorrencias que está vindo mais a tona agora. E alguem teve coragem para dar o primeiro grito de socorro, sair desse conformismo com a violência uspiana.
Não tenho dúvidas que o Campus é uma terra sem lei, onde somos presas fáceis para marginais de toda sorte. Inclusive próprios estudantes alcoolatras que durante as madrugadas fazem todo o tipo de vandalismo e dirigem drogados com a certeza da impunidade.
“A guarda universitária é mera vigilância, desarmada, sem poder algum, é uma piada para os marginais. Não somos treinados para garantir a segurança de vocês, nossas ordens são apenas para zelar pelo patrimônio público. Temos tanto medo deles (bandidos) quanto vocês.” Ouvi isso da boca de um viagia quando tive minha mochila furtada nas proximidades do CEPE.
Falem o que quiserem, mas quando a violência invadir seus bens ou pessoas a quem você gosta, clamará junto conosco: PM no Campus já!
Você foi hostilizado pelo Fernando e os amigos dele.
Todo assaltante é um pobre excluído da sociedade.
Todo pobre é pobre pq não teve oportunidade de estudar.
Logo todo assaltante não teve a oportunidade de estudar.
Logo todo pobre é assaltante?
Mestrando, você colocou bem as coisas, será que quando esse pessoal foi ou conheceu alguém que foi assaltado pediu para eles darem um pouco para os bandidos ? Ou será que eles falaram para procurar a polícia ?
responder este comentário denunciar abusoÉ realmente um absurdo a opinão de certas pessoas, que concerteza se estivesem passando pela situação que NÓS, alunos do IQ e do FCF estamos passando, duvido que teriam a mesma opinião! A questão não é só a perda material, quem aqui quer ter um arma na cabeça, por 5 minutos que seja ? não saber se vai voltar para casa porque este é o nosso SISTEMA, ah! faça me um favor!! São casos de estupro, roubos, furtos, sequestros.. vamos esperar acontecer uma morte para tomar uma atitude? Sr.Fernando, que Deus o livre, mas se a sua mulher, irmã ou mãe fosse estuprada, se conformaria achando que é coisa do nosso sistema ?
Realmente vivemos num mundo violento, cheio de estatísticas para nos provar que as coisas estão erradas, no entanto, somente este ano (as aulas começaram em março) já foram sequestradas umas 8 pessoas no IQ/FCF, só dos que ficamos sabendo… e pode me chamar de egoísta, mas eu não quero ser a próxima e não me importa o que vai ter que ser feito para resolver isso! Nós só queremos ter o direito de entrar e sair da faculdade (que nos dedicamos muito para entrar, e que ao contrário do que adooram falar, não é feita só de filhos de políticos e milionários – acho q eles devem estar em Harvard ) com um mínimo de segurança,
Polícia no Campus Já! Ok, dizem que a polícia não vai resolver, então quem vai? vc?
Pq no momento contamos só com Deus e que Ele continue a nos proteger, pois parece que ninguém mais vai.
Ai, Ana Carolina! Ri muito do seu comentário! “CONCERTEZA” (sic) vc não entendeu o texto, né?
Gostei da parte “gente da gente” do seu comentário: “ao contrário do que adooram falar, não é feita só de filhos de políticos e milionários”. Realmente, milionário não tem, só os filhos de uma classe média muito mal acostumada mesmo.
Sobre a violência no campus, sou totalmente a favor de rondas policiais.
Obrigado pelo apoio!
responder este comentário denunciar abusoSou aluna de doutorado em Bioquímica e fico impressionada como existem completos imbecis como o Fernando. O Bruno apenas está mencionando um problema específico que está ocorrendo no nosso Instituto, isso não o obriga a falar todos os problemas de segurança publica que existe no Brasil.
Chega de filosofar!!! O problema da violencia dentro do campus tem que ser resolvido, não é pq na “Faixa da Gaza ocorre um assassinato por segundo” que não podemos pedir segurança na USP.
Faço doutorado, mas ODEIO este bando de nerd que não sabe sequer trocar uma lâmpada, vivem de pura filosofia e pouca prática. É por isso que o nosso ilustríssimo ex presidente Lula fez um ótimo governo, o cara não precisou ter diplomas para ser um excelente presidente!
Precisamos de Policia no Campus!!!
E estes nerds FDP aprendam a ser mais práticos e filosofar menos!!!
Bom exemplo de que grandes homens podem sair de qualquer classe social!
responder este comentário denunciar abusoDetesto os argumentos de “a polícia é corrupta”. E a “elite intelectual” que passa, na usp, a maior parte do seu dia, simplesmente diz isso de maneira generalizada, como se todos os policiais fossem nojentos corruptos e não fizessem parte do grupo de trabalhadores que saem cedo de casa e voltam tarde de seus trabalhos.
Também acho simplista o argumento de que trabalhadores que ganham pouco são propensos à cometer crimes. Como se pessoas que cometem os sequestros citados, os estupros divulgados e os atos de violência que foram descritos são sempre “pobres vítimas do sistema”. Mesma colocação infantil e irrealista de que somente pessoas de elevadíssimo nível social frequentam a usp. Vemos isso claramente através dos ônibus lotados, quase todos os horários em que eles circulam.
Usar o dinheiro da universidade pra pagar segurança particular? Isso aí? Brasileiro é um povo rico mesmo. Ao invés de exigir o funcionamento correto e eficiente do serviço público, paga o imposto e depois paga novamente pelo mesmo serviço. É mais fácil, não? Pra que se manifestar? Vamos gastar (de novo) o dinheiro para aumentar a segurança particular, desarmada, sem capacidade de enfrentar qualquer adolescente portando um revólver. Sem treinamento adequado para isso.
Não, ninguém aqui está dizendo que polícia vai resolver todos os casos de violência, mas achar que ela não é necessária é tão infantil quanto o argumento de que “todos os pobres cometerão crimes”!
Me poupem. Esse papo de coitadismo é uma humilhação para as pessoas que lutam pra conseguir melhorar de vida. Tudo por causa de “pseudo” intelectuais que adoram generalizar “pobre vai ser criminoso” e “todo criminoso é pobre”. Sim sabemos disso, nossa quantidade de CPI nos confirmam essa idéia.
Bem colocado Camila, o Brasil tem corrupção em todos os níveis, mas extrapolar isso para todos são corruptos é no mínimo um exagero. E esperar que a criminalidade desapareça com uma simples ação, é ser inocente!
responder este comentário denunciar abusoQuando comecei a ler os comentários senti indignação. É um absurdo que os fatos reportados de aumento da violência, com direito a roubos e sequestros dentro da Cidade Universitária sejam vistos à luz de uma “consequência lógica da miséria e blablablablabla” e que o autor do texto estivesse olhando apenas para si. O que o Bruno diz certamente é partilhado por muitos e muitos estudantes.
PM no campus resolverá o problema? Oras, claro que não, assim como não resolve nas cercanias dos portões, onde os roubos a estudantes ocorrem com frequência. Porém, ao meu ver a presença da PM no campus é uma das muitas ações que podem reduzir a violência no campus e não pode ser deixada de lado (como por exemplo, ações da Reitoria que protejam os usuários do campus – o “patrimônio humano” – antes do patrimônio público)
Bem colocado Carlos, a PM não é e nem deve ser a única medida tomada pela reitoria, mas acho que a medida que existem mais pessoas protestando contra. Então acho que esse deve ser o principal tema onde os alunos devem mostrar o que querem mesmo!
responder este comentário denunciar abusoConcordo plenamente com o Bruno.
Acho que o ponto primordial, como disse o Renan, não é lotar a USP com PMs mas sim coibir ações criminosas com a presença dela.
Sempre me senti extremamente incomodado com a postura de parcela dos alunos e boa parte dos funcionários de ser contrária à presença da PM no campus: afinal, por que eu teria medo da PM se minha única preocupação é estudar? Não sou bandido.
O argumento de que a polícia é violenta e etc foi (e muito) válido na época da ditadura onde esta era, de fato, um instrumento do governo para reprimir manifestações contrárias. Mas para e pensa um pouco… quantas manifestações não vemos, hoje em dia, na Paulista, na Consolação, etc? Alguém foi preso e/ou agredido? A menos que você queira depredar o patrimônio público (que é seu, mas meu também), alheio e/ou transgrida a lei de alguma forma, você é livre para fazer o que quiser. O exemplo acima vale para as (nem tão aderidas assim) greves do Sintusp: podem tranquilamente fazer manifestação em frente à reitoria (tudo certo!) mas não podem invadir o prédio e detonar seu interior (tudo errado! Infantil, pra falar a verdade).
Eu sou aluno da USP, minha única preocupação aqui é estudar e me manifestar (por exemplo, agora) quando vejo algo que julgo errado – a PM não me intimida porque não tenho o que ser intimidado. Acho que muita gente deveria fazer o mesmo ao invés de ficar procurando “intimidações da reitoria” ou “perseguições da PM” ou “diretor reacionário na *INSIRA UMA UNIDADE”. Estudo e trabalho nunca fez mal pra ninguém, e ainda ficam surpresos quando vêem que a USP não está mais entre as 100 melhores do mundo.
Nota: É um absurdo os funcionários de um empresa terceirizada virem fazer greve AQUI na USP. Invadiram o IQ e jogaram lixo por todo o lado. Eu não tenho absolutamente nada a ver com o que a empresa fez com o dinheiro que a USP já tinha pago a eles. É triste, claro que é, mas não é da minha alçada. Fizessem greve e espalhassem lixo na empresa deles e não onde eu estudo.
Daniel, concordo com você, protestos tem que ser feito mas destruir e estragar o patrimônio público não tem lugar em manifestação alguma.
responder este comentário denunciar abusoCaí nesse post graças à urgência de se discutir a pauta “violência no campus” em um dia triste como hoje…
Apóio a presença da PM no campus como medida mitigadora e urgente.
No entanto, me contorci com o comentário sobre a greve dos terceirizados…
A USP é responsável SIM pela situação dos terceirizados, a partir do momento em que contrata a empresa.
Não à toa cedeu à pressão dos funcionários da empresa União e efetuou [parte] do pagamento atrasado. A universidade não fez isso por estar simplesmente sensibilizada pela luta… e sim, porque admite sua responsabilidade.
A falta de pagamento não é novidade. Já aconteceu anteriormente. E o modelo de tercerização [vulgo: precarização] do trabalho continua a pleno vapor.
Enquanto não for repensada a maneira de se oferecer trabalho de forma digna, com garantias trabalhistas, a USP continuará a ser palco de manifestações como as que vimos pelos corredores dos departamentos…
E posso garantir que os trabalhadores “invisíveis” da limpeza só foram percebidos pela comunidade e pela mídia, graças à sujeira que fizeram pelos departamentos. Achei no mínimo instigante…
Discordo totalmente dos que acima se opuseram à presença. Então, porque não nos manifestamos antes em prol da justiça social, agora temos que nos manter passivos diante dos últimos episódios de violência? O FATO É QUE estão acontecendo excessivos casos lamentáveis – é ingênuo não pensarmos em uma medida rápida (talvez provisória) de evitá-los. Para fins de uma contenção de danos imediata, pelo menos, não vejo alternativa à permissão da polícia no campus. Se a discussão continuar a pesar se a indignação dos alunos é válida ou não, altruísta ou puramente egoísta, o assunto morrerá até que a próxima série de seqüestros/assaltos se inicie. E eles retornarão, uma vez que ocorrem de tal modo que a comunidade USP nunca se mobiliza simultaneamente (no momento, por exemplo, acho difícil que alguém sem tendências suicidas do Conjunto das Químicas se oponha ao aumento de segurança e compreendo a dificuldade de envolvimento de estudantes de outros institutos).
Conforme já solicitado aqui: por favor, aqueles que pensaram numa alternativa à polícia para redução da presente criminalidade na universidade, explicitem-nas aqui.
Mas convém esclarecer que a permissão da polícia no campus se refere mais à ação da polícia sobre o campus do que à presença física massiva de policiais pelo campus! Não entendo a resistência de alguns em reconhecer a necessidade de segurança além daquela que é (?) oferecida pela guarda universitária. A USP não precisa estar numa redoma, mas tbm, não sejamos infantis a ponto de não reconhecermos a gravidade e as consequências irreversíveis de uma tolerância em relação a esses assaltos!
responder este comentário denunciar abusoÉ, não conhece ninguém no IQ que seja contra a entrada da PM. E sim Paulo, até porque nem a PM querer estar presente massivamente no campus
responder este comentário denunciar abusoConcordo plenamente. Luta-se tanto para conseguir uma vaga na universidade, pra depois ficarmos com medo de ir lá?!
Tem algo muito errado, não?!
POLÍCIA NO CAMPUS JÁ!
“Recentemente, mais de 400 trabalhadores protagonizaram uma greve pois sequer seu salário de fome receberam da empresa. Não vi, neste momento, a voz indignada de Bruno levantar-se contra tamanha injustiça.”
Fernando, eu realmente não acredito que esse seja o seu argumento. Esses 400 trabalhadores levantaram a voz indignada contra a exploração de trabalho infantil no sertão? Eu acredito que não. Quando eles fazem a greve, no fundo estão olhando para o problema deles e desconsiderando o resto, só que estão fazendo isso em massa, então parece mais justo. Quem vê um problema com insegurança no campus, está brigando pelo problema deles. Não é isso que faz esses trabalhadores melhores ou mais justos do que os outros.
Muitos, inclusive eu, já devem estar cansados dessa visão esquerdista de que quem não apoia a greve é egoísta, “só olha para o próprio umbigo”. Você conhece alguém que seja “à favor” da exploração, exceto aquele que de fato está explorando? Conhece alguém que seja a favor da opressão, exceto aquele que oprime? Ser contra essas coisas é um valor universal. A maioria dos que considera egoísta também não são. Só que eles não são a favor da maneira com que as coisas são feitas. Por que eles devem respeitar quem pensa como você e você não pode respeitar quem pensa como eles?
Alguém que não teve oportunidade de fazer um doutorado ou uma universidade tem um direito maior de ser um sequestrador, é isso? Eu teria uma família de sequestradores, então.
Ressaltando o que disse Renan acima, houve uma época em que a entrada da polícia no campus era considerada uma afronta à liberdade de expressão. Quem usa esse discurso hoje, certamente não pode se embasar no cenário daquela época. O que a polícia vai fazer? Impedir a depredação de patrimônio público? (aliás, destruir algo que é público não é egoísta também?).
Se você faz parte daqueles que promovem greves conscientes, peço desculpas, mas se esse for o caso, acredito que você também seja a favor de uma maior segurança no campus.
Policiamento no campus já.
Se a Polícia militar resolveria o problema? Não, não resolveria o problema! Assim como ela não resolve no restante do estado.
Mas, eu acredito que haver uma região oficialmente não vigiada pela PM dá a bandidos violentos e pessoas de mau caráter a certeza de impunidade de crimes cometidos contra toda a comunidade USP (incluindo aqui as pessoas que o Fernando alega que estamos acusando de serem bandidos).
Com certeza todo o orçamento da universidade citado pelo CarlosJoão não seria suficiente para contratar vigias desarmados e desprotegidos para tornar toda a área da universidade um lugar minimamente seguro para a comunidade USP (pessoas que trabalham ou estudam dentro da universidade) que dirá para os usuários externos que frequentam a universidade como ponto de encontro, pista de ciclismo, corrida ou afins. (mas, isto é discussão para outro dia!)
Aqueles da comunidade USP que são contra o policiamento muitas vezes o são por quererem manter a universidade como lugar onde eles podem fumar seu baseado sem se preocupar com policiamento. Existem aqueles que, como o Osvaldo, acreditam que a policia militar é corrupta e temem perseguições como as vistas na época da ditadura. Fato: há corrupção na policia. Fato: há casos de abuso de autoridade. Ninguém é alheio a isso. Nenhum sistema é infalível, muito menos aqueles em que pessoas são responsáveis pelo cumprimento das regras.
A questão a ser colocada é: ja que estamos todos sujeitos à parte ruim da polícia (algo decorrente da “falta de democracia” da policia pode acontecer a todos nós do lado de fora da universidade) por que não temos também o direito à pouca segurança proporcionada pela possível presença de PMs nas ruas da universidade? Algo simples como isso inibiria a ação de muitos bandido na universidade.
Quanto ao problema pontual na região IQ/FCF, eu fui vitima de um sequestro-relâmpago há 3 semanas e houve um sequestro no MESMO lugar segunda feira (9/5). Foi feito registro juntamente à guarda universitária e não houve aumento efetivo de guardas no local permitindo a ocorrência de assalto similar (bem mais violento, diga-se de passagem) 3 semanas depois de alarde na mídia sobre o ocorrido. Isso só mostra uma coisa: as medidas tomadas foram pouco eficientes e outras medidas devem ser tomadas.
A coordenadoria do campus (ou quem quer que seja o responsável) decidiu em reunião na semana anterior aumentar a pessoal da guarda, melhorar a iluminação (que no caso da região em questão melhoraria MUITO) e distribuir mais câmeras de segurança pelos campus.
Quanto às minorias eloquentes, temos um sério problema na USP: os representantes dos alunos não representam a opinião da maioria dos alunos; os representantes dos funcionários não representam a opinião da maioria dos funcionários; os representantes dos professores não representam a opinião da maioria dos professores.
Formas de interagir com estes representantes: participação em assembléias. Formato das assembléias: começam num horário que todos podem participar quando começa a ser discutido o assunto, a maioria que se deu ao trabalho de aparecer (e assina a lista de presença passada cedo) tenta lutar por sua opinião, enquanto a assembléia adentra a noite, invade a madrugada e fica impossível para pessoas que moram longe ou em regiões perigosas ficarem, de forma que a assembléia acaba com as mesmas meia dúzia de pessoas que discordam da maioria e votam o que quiserem de forma “unânime” com quórum suficiente para aprovar decisões sob qualquer estatuto.
Então eu pergunto àqueles que votaram em eleições do DCE (não àqueles que votaram na urna que foi “extraviada” há 2 anos; caso que foi, alias, muito bem abafado!) vocês sabem mesmo o que seus representantes querem? vocês ja ficaram até o fim de uma assembléia?
Eu moro num lugar perigoso. Nunca consegui ficar até o fim de uma. Confesso que depois de algumas, cansei de gritar em vão. Eles decidiriam o que quisessem mais tarde mesmo.
Fugi do assunto mas, só para concluir: Policiamento no campus JÁ
Carolina, você foi diretamente ao ponto. Eu quero mostrar aqui a real opinião dos alunos, e protestar contra o DCE, SINTUSP e ADUSP, a pergunta é óbvia, quantas vezes eles fizeram uma simples enquete para saber qual a opinião dos alunos. Só para constar a representação discente da pós do IQ (incluindo eu) fizemos uma, temos mais de 85% a favor da PM, aí fica a pergunta, de que é a voz que esse pessoal representa ?
responder este comentário denunciar abusovou colocar aqui um comentário que uma amiga minha disse e que acho simplesmente perfeito:
Sr. assaltante por favor assalte os que são contra a policia no campus..!!!!
chega, a gente não pode ir a pé pq é assaltado nas entradinhas, não pode ir de carro pq vai ser sequestrado, não consegue ir de ônibus pq está sempre lotado (além de demorar 1 ano pra passar).
eu tb tenho certeza q com ou sem polícia os assaltos irão acontecer, mas acredito que irá diminuir a frequencia, irá coibir, alguma coisa tem q ser feita, do jeito q está não dá mais.
Vamos fazer adesivos com essa frase e distribuir para as pessoas que não querem a PM no campus!
responder este comentário denunciar abusoÉ simples: a usp é um lugar público, e isso não quer dizer que ela é de ninguém, mas sim que é de todos. Como qualquer lugar de convívio social, deve ter monitoramento policial para evitar práticas criminosas cometidas por quaiquer que sejam as razões.
É isso aí, se é público temos que ter a polícia. Não somos uma organização secreta e fechada onde não entra ninguém!
responder este comentário denunciar abusoFernando,
Dê o seu prato de comida a quem precisa, já que você os reconhece bem. É ridículo alguém que se coloca como defensor dos oprimidos (se é que isto existe) e só gasta meia dúzia de palavras – mais ou menos elaboradas – para dizer que os problemas são estes ou aqueles. Que discursinho mais ensino médio, hein?!
Por mim, segurança é necessária no campus e isso está atrelado à entrada da PM na USP. Polícia no campus só será problema para quem está envolvido em alguma atividade duvidosa. Todos sabemos que alguns alunos gostam de usar drogas e abusar de bebidas alcoólicas. Não sou nada contra a esse tipo de atividade, mas não posso ser conivente em não querer a polícia para continuar a encobrir esse tipo de coisa.
Infelizmente os assaltos e sequestros são uma realidade e isto está causando muito medo em todos os alunos, pricipalmente nós do IQ, já que três pessoas foram abordadas em frente ao instituto.
Justamente pelo fato de que a usp não é bolha e que ninguém na usp é especial, é que deveríamos estar sujeitos às mesmas regras de convivência social do que o resto da população. Por que temos que escolher ficar sem a polícia no campus? Só porque a polícia não agrada a todos? Se algum policial agir de maneira incoerente ou errada, existe a corregedoria e o ministério público para que estes maus profissionais sejam punidos de acordo com o seu erro. Mas para isso acontecer, a população precisa fazer as denúncia, não ficar chorando pelos cantos que “a polícia é violenta”. A instituição policial é praticamente deixada à segundo plano pelo governo. Chamam a polícia de “incompetente” mas não sabem que algumas delegacias devem fechar à noite por falta de efetivo. A população de São Paulo cresceu, o número de policiais não acompanhou esse crescimento.
Se a população mais bem instruída do estado – aqueles com condições para entrar participar de um curso universitário – acompanha o “chororô de pitangas” ao invés de fazer cobranças, como vamos melhorar o nosso país? Como podemos dizer aos quatro cantos que só a educação poderá melhorar as condições do Brasil, se aqueles instruídos só querem ficar na sua bolha, chorando que não quer a polícia dentro da bolha, porque a polícia é má, feia, boba e comedora de criancinhas? Se estes mesmos instruídos clamam aos ventos que a “usp é de todos”, mas seus integrantes não podem estar sujeitos às mesmas condições que possuem fora daqui – a de ser abordado por um policial, numa blitz qualquer – e tem medo de que esse policial possua (oh que horror!) uma arma em punho? Como vocês querem ser abordados por policiais numa blitz? Com cafezinho e bolhachas?
A última manifestação contra policiais na usp que me recordo foi na época da invasão da reitoria. Estas mesmas pessoas, que vandalizaram o prédio da reitoria, tiveram acesso aos arquivos de inúmeras pessoas dentro da usp. Estas pessoas se manifestaram contra a entrada da polícia. É isso? Vamos deixar um grupo de pessoas com idéias, no mínimo, escusas, falarem por todos nós?
Camila,
O que você já tomou de providencia a respeito disso? Poderia nos citar algum feito ou é mais uma que só fica nas idéias e esperam que o próximo tente realiza-las.
responder este comentário denunciar abusoDesde quando devo satisfação para você?
responder este comentário denunciar abusoPor isso que o Brasil não vai pra frente mesmo. Reclamamos apenas e não tomamos medidas necessárias para realiza-las. Podemos ver a diferença de nossa cultura submissa nesse ponto. Enquanto franceses (greves gerais trabalhistas pelo não aumento da idade mínima de aposentadoria), protesto enormes de estudantes ingleses ( contra o aumento de mensalidades e o cortes de verbas para educação), gregos … correm realmente para resolver seus problemas, nós ficamos aqui filosofando e tentando fazer uma alma caridosa sensibilizar com a causa. Se esse problema estivesse ocorrendo em algum país desse citado, tenho a certeza que os estudantes já teriam procurado o diretor do instituto e exigido providências imediatas. Caso o diretor não resolvesse, procurariam instancias superiores e assim até chgar em protestos. Porém, tivemos que estudar muito para passar na USP e por isso somos diferentes de todos.
Camila, você não me deve nenhuma satisfação. Ainda bem, caso tivesse algum débito comigo, provavelmente não honraria, esperaria alguém honrar.
responder este comentário denunciar abusoCaro senhor Carlosjoao,
Eu de fato odeio esses comentário ridículos de “o que você fez?”. Você não me conhece. Possivelmente não conhece ninguém que comentou aqui. Defendeu tanto o DCE, do qual já fui ver algumas reuniões deste “exemplo de democracia”. Não sabe o que se fez ou o que se está preparando onde eu estudo, nem se eu estou participando. Simplesmente me julgou, como fez com o Bruno anteriormente. Não sabe absolutamente nada de mim, mas já veio com o “Ainda bem, caso tivesse algum débito comigo, provavelmente não honraria, esperaria alguém honrar.”
Eu que nunca espero ter contado com alguém que prefere usar o dinheiro da educação pública para contratar segurança privada, para o qual já pagamos impostos. Eu não julguei você por algo além do que você escreveu – e teve tanto medo disso que já se defendeu dizendo que não é “bixo grilo” – mas fez o contrário comigo.
Conheço algumas das pessoas que comentaram aqui e felizmente sei que tipo de providências nós estamos tomando. Tente descobrir algo antes de escrever este tipo de infantilidade.
responder este comentário denunciar abusoUm exemplo bem pertinho para se tomar como referência:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,alunos-da-unesp-entram-em-greve-em-botucatu-sp,718431,0.htm
Será o clubinho (pela quantidade de comentários e pelo assunto dos comentários já tinha percebido que provinha de um grupo de amigos) tomaram as mesmas decisões desses alunos da UNESP? Só o tempo dirá se esse descontentamento é apenas na defesa da besteira que nosso idolatrado colega escreveu ( enquanto permanecer a desigualdade social e educacional esse crimes permaneceram) ou buscaram realmente uma melhora (seja pela polícia na universidade ou medidas da USP).
responder este comentário denunciar abusoSabe o que eu não entendo?
pessoas como você, carlosjoao, achando legal uma atitude dessa por parte dos alunos.
a diretoria não tinha se negado a conversar. pra que fazer uma barbaridade dessas?
primeiro que greve de alunos é uma das coisas mais ridículas que eu ja vi! “oi! sou aluno, lutei muito para estar na universidade mas, eu não vou entrar na aula que está sendo ministrada para que eu aprenda por que estou reivindicando coisas mais importantes aqui fora”
ainda mais quando é para apoiar os funcionários. “Funcionários reivindicam 22% de aumento e os alunos fazem greve junto”. o que é pior? os funicionários pedirem mais que o orçamento da universidade tem pra dar ou os alunos acharem legal e aderirem?
no caso dos alunos de Botucatu eles ainda lutavam em causa própria mas, lutaram por algo que ja tinham. a diretoria tinha concordado em conversar com representantes deles, apenas não achavam viável uma reunião com TODOS os alunos ao mesmo tempo.
deixa eu ver se entendi o que voce está propondo… que juntemos uma massa de pessoas e invadamos a (*insira aqui o nome da instituição que voce acha responsável)? só por cima do meu cadáver! depredação de patrimônio publico e ataque gratuito aos funcionários que estão tentando trabalhar não é a resposta para algo deste tipo.
responder este comentário denunciar abusoFaz assim… vai pra França.
Já que você acha que os franceses são melhres!
Novamente reina o “argumento Ensino Médio”!
responder este comentário denunciar abusoIgor,
Voltei de lá faz pouco tempo. Realmente tenho inveja dos jovens europeus em relação a busca de seus objetivos e anseios (não seja ignorante tentar rotular pessoas melhores ou piores, O Brasil existe apenas 500 anos, a europa …, tiveram um tempo a mais de amadurecimento). Talvez um dia chegaremos nesse nivel e moveremos nossa bunda para defender uma sociedade e não apenas a asneira de um conhecido.
responder este comentário denunciar abusoBunda?! não use esta palavra… ela é muito recatada até para você!
responder este comentário denunciar abusoA Bunda, que Engraçada
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda
Carlos Drummond de Andrade
responder este comentário denunciar abusoMuito obrigado por mostrar alguém que sabe usar a palavra.
Mas mesmo assim… ela ainda é muito pra você!
E que arrogante, né? tentar se comparar a tal… aff!
Igor,
Estou me divertindo muito, sua ignorância é fascinante. Seria possível você fazer outro comentário do mesmo tipo? Você poderia insinuar um Guimarães Rosa ou quem sabe um Machado de Assis kkkkkkk. Cada figura que aparece!
responder este comentário denunciar abusoNão, eu não poderia. E nem quero…
E também acho ridículo pessoas que se divertem com a ignorância dos outros!
Novamente você se mostrou uma pessoa ridícula…
responder este comentário denunciar abusonossa, carlosjoao, faltaram argumentos a ponto de voce levar a discussão para a literatura?
ficou feio, hum?
responder este comentário denunciar abusoCamila, seu comentário não necessita de adições. Agora, CarlosJoao (de novo?!) eu acho que o que estamos fazendo é um começo, ou você acha que os verdadeiros representantes dos alunos já não está pressionando os diretores e a reitoria ? E não precisamos nem de greve para isso. Quer um exemplo de como um protesto na internet pode causar muitas repercussões ? Veja o caso do que seria a futura estação Angélica!
responder este comentário denunciar abusoMuito bem colocado, Carolina e Bruno.
O Sr. Carlosjoao apela por palavras de terceiros e se esconde em argumentos “ensino médio”. Acredito que ele já percebeu, em meio a todos os comentário muito bem fundamentados, que o dele é vago além de ser um embuste total. Sem dizer que é pré-preparado, né? Esse é o tipo de pessoa que carrega o nome da USP… mas só carrega!
Bom, voltando ao que realmente interessa, o Bruno bem colocou que as pessoas SIM estão se movimentando (e não usarei palavras como alguns utilizaram) em direção aos seus interesses.
Falta mais alguma coisa? Ah! POLÍCIA JÁ!
responder este comentário denunciar abusoCarolina,
Estou muito preocupado com a USP. Pelo que está parecendo você foi aprovado no vestibular sem saber interpretar um texto ou alguns dialogos simples. Volte e comece ler tudo novamente, talvez você entenderá o pq do poema. Infelizmemnte, o estadão não permite ao ferramenta de anexar figuras, poderia dar uma explicação com figuras para seu raciocínio funcionar melhor.
Bruno,
A a grande tem cerca de 15 milhões de pessoas e muitos utilizam o metro. Ou seja, seu conjunto alvo é bem grande e facil atingir 50 mil pessoas. Realmente, pelo que parece, você começou a batalhar por essa causa, não só pela internet, por outros meios como citou em outras partes desse dialogo. Parabéns.
responder este comentário denunciar abusoAh! gente… é o seguinte: POLÍCIA JÁ e PONTO!
Tem gente que perdeu a compostura! estou muito preocupado com a USP… ela deveria ter um vestibular melhor… selecionar pessoas melhores… não essa gentinha que perde a linha e quer atacar as pessoas! Que triste… triste mesmo.
Mais uma vez, ridículo!
responder este comentário denunciar abusoBlá-Blá-Blá…
É sempre a mesma pergunta:
O que você já vez a respeito disso?
O que você já fez a respeito daquilo?
O que você fez, faz ou fará, não interessa a ninguém! Parem com esse tipo de infantilidade. Uns não fazem nada e só falam; outros perdem tempo perguntado aos primeiros “o que você já tomou de providência a respeito disso?”. E assim continuamos na mesma.
É óbvio que eu, na condição de “sequestrada-há-3-semanas”, preciso comentar algo. Mas a Carol já comentou tudo.
Eu gostaria, imensamente, de retomar a minha vida como se nada tivesse acontecido. Gostaria que todos os meus amigos USPianos (e não USPianos também) tivessem condições de ir e vir em segurança.
Porque já aconteceu comigo, e foi uma “versão light”. Aconteceu de novo, com uma garota que nem conheço – o que não me impede de achar terrível, ainda mais porque foi mais violento.
E aí eu fico esperando acontecer outra vez????
Policiamento no campus JÁ.
And again, and again, and again, and again!!!
responder este comentário denunciar abusoOlá
Não consegui ler todos os comentários postados, parece Bruno que você conseguiu criar uma boa polêmica, o que afinal é saudável porque de outra forma não teria tanto debate assim. Por isso, meus parabéns.
Dito isso, não sou Uspiana, mas tenho irmão e muitos amigos queridos estudando aí e por isso tb frequento o campus. Acho lamentável a situação a que chegou, mas acho pouco frutífero continuar discutindo se é a polícia que deve entrar ou a segurança do campus ser reforçada. As razões para PM ser proibida de entrar tem origem histórica e buscava garantir o direito dos alunos irem e virem durante um período conturbado: a ditadura. Hoje a situação é outra: a democracia está consolidada. Mas, porque gastar tempo se dividindo em posições que não precisam ser opostas?
Acredito que todos vocês deveriam se organizar e pressionar o governador para a situação de insegurança da região da Usp (afinal o problema não é somente dentro do campus, mas nos arredores tb). Deixe que os políticos decidam se será o policiamento interno ou a PM ou outra solução, mas vocês não podem é continuar gastando energia na direção errada… o comentário do Fernando foi, no mínimo, muito infeliz, mas, não deve ser o foco, ao menos eu acho que não!
Boa sorte a todos, e àqueles que passaram pela lamentável experiência de sequestro relâmpago, desejo um pouco de paz e tranquilidade.
Cara Cristiane,
Concordo com você, temos alguns agitadores levando a discussão para lugares errados.
O que sou forçado a contestar é a sua frase: “Deixe que os políticos decidam se será o policiamento interno ou a PM ou outra solução.”
Esperar que essa classe tome uma decisão dessa é condenar a questão ao esquecimento. Afinal, eles não frequentam o conjunto das químicas.
Creio que os alunos da FCF e IQ deveriam se organizar e fazer um abaixo assinado pelo policiamento da área e entregar aos seus diretores. Ou alguma outra medida equivalente para que o assunto ganhe mais visibilidade ainda na mídia e das lideranças locais.
A ação deve ser de baixo para cima, não o oposto.
Espero que o Bruno retome a discussão em seu próximo post no Estadão.
responder este comentário denunciar abusoPosto isso, já estamos organizando ações conjuntas (por enquanto IQ+Farma) e estamos pressionando o diretor e os professores para que isso não caia no esquecimento!
responder este comentário denunciar abusoÉ impressionante como ainda hoje, ainda tem certas pessoas com complexo de inferioridade, que insistem na frase “USP é lugar de riquinho”. O processo seletivo, com todas suas injustiças, não analisa sua conta bancária, logo, não tem nada a ver com situação econômica. O Brasil tem esse péssimo hábito de se pregar que é feio e vergonhoso ter dinheiro, o que indiretamente denigre a imagem de quem trabalha, pra um dia ter alguma coisa, ou será que é por que a nossa cultura coroa aqueles que enriquecem sem trabalhar? Voltando ao assunto principal: agora, as vitímas dos sequestros tornam-se culpados, e os bandidos, vítimas. Determinismo barato. Como se o simples fato de ser pobre fosse suficiente para ser bandido. Se a polícia no campus vai resolver, eu não sei. Eu sei que sem ela, não está resolvendo.
Outro ponto muito bem colocado, do jeito que está não resolve nada!
responder este comentário denunciar abusoA unica maneira e permitir que a policia atue dentro da USP, o que já não e sem tempo.
Ivanir
FCF/USP
Polícia Já!
O DCE não representa a Comunidade USP! É a minoria que faz a gritaria contra os interesses dos próprios alunos! Vocês do DCE é quem são os REACIONÁRIOS!!!! Que são contra o que a maioria quer! Acorda! A geração é outra!!
O DCE só serve para ser manipulado pelo Sintusp!!! São um bando de ingênuos!
Dia 18 aconteceu o que faltava. Um aluno da FEA foi morto no estacionamento ou acontecem roubos a mais de um mês. Sera que é tão dificil pegar esses bandidos. Se ficasse um guarda de tocaia na fea em uma semana fragrava os caras, mas no nosso país a pm não tem um departamento de inteligencia que funcione. Imagina se a nossa toda poderosa guarda universitária teria.
Já sinto saudades de meu querido colega que não conheci. É preciso dizer que nós, a maioria que não se vincula a nenhuma das entidades ditas representativas da USP, não concordamos com quase nada do que eles pregam aos quatro cantos. Pela Constituição Federal e policia no campus já. Até um dia meu amigo.
Era o que estava faltando: Um aluno morrer!
Se esta falando que o campus está cada vez mais vulnerável, sempre há um fulano que defende a “liberdade, fraternidade e igualdade”, acorde para o presente! Ter segurança no campus não é a volta para ditadura, é um direito nosso e de qualquer outro cidadão.
“Muitas lutas justas acabam se transformando em piadas, por causa da falta de senso de seus integrantes.”
Na internet, doas as mulheres são magras, todos os caras tem p. de 20 cm e todo mundo veio de baixo e pode meter no pau nas elites à vontade…
A PM tem de ficar fora do campus, por que, caso contrário, ela vai se meter no próximo seminário pós-estruturalista, no debate sobre a “problematização” da heteronormatividade ou nos evenetos do 50o aniversário do primeiro peido do Foucault. Além disso, é capaz de interefir também no tradicional ritual da Queima da Erva…. Abaixo a Ditadura! A luta continua! E viva a consultoria do Palocci!
Eu não sou membro de DCE ou de centro acadêmico, não tenho simpatia pelo SINTUSP mas não concordo com a opinião de que a presença da PM no campus resolva esse tipo de coisa. O que acontece na USP é um reflexo do que a cidade de São Paulo se tornou. A violência não é um exclusividade do campus, ela apenas atingiu um lugar que é tratado de maneira errônea como uma ilha e um lugar de “exclusividade”. A tendência que se observa depois dessa tragédia é a mesma que observamos em outros casos semelhantes: grupos acostumados a cuidar e pensar apenas em seus próprios problemas se organizam apenas quando são afetados e sua única e simples reivindicação se resume à exigência de maior repressão e da manutenção da sua exclusividade. Fico muito preocupado com o problema da violência no campus, ele deve ser encarado de maneira muito sério por todas as categorias que existem na USP. Mas muito me preocupa a reação simplista daqueles que supostamente deveriam pensar nessas questões de uma maneira mais aprofundada.
O engraçado é que havia um carro da polícia nos portões da USP, mas como sempre, a presença desta polícia corrupta e mal treinada não serve para nada.
O verdadeiro crime aqui é que a USP se tornou playground dos filhos da elite, onde se pode consumir drogas no campus impunemente, onde as regras da sociedade não se aplicam. Se a USP fosse verdadeiramente uma universidade PÚBLICA, com estudantes de todas as classes (e não uma meia dúzia de bolsistas em meio a filhos de milhonários) será que esses crimes aconteceriam??
Sim!!! Se a USP fosse pública e tivesse alunos só de escolas públicas todos iriam ser alunos pobres que não mereceriam ser assaltados e mortos!!!
responder este comentário denunciar abusoA esmagaradora maioria dos comentários sobre o episodio da USP sinaliza para roubo seguido de morte…que ironia, se soubessemos que se trata de crime passional cometido por outro estudante do campus…voltando a questão da segurança urbana, acredito a solução da violencia não é um assunto de policia
(um soldado em cada quarteirão, o que é totalmente inviavel…e sim uma discussão social), nas filmagens da imprensa no local…é impressionante a esmagadora maioria dos estudantes formada pela elite da sociedade brasileira (lembra saída de colegios de estados europeus, americano, japão…são descendentes destas comunidades)…em resumo, ninguem enxerga o enorme abismo social onde a favela é a senzala e os bairros nobres a Casa Grande…ou criamos instrumentos para reduzir este imenso distanciamente…ou estaremos correndo sempre atrás do rabo e vivendo este terrivel sentimento de insegurança, impunidade e vale tudo!!!
Quando assisti às imagens dos estudantes gritando contra os policiais militares alguns anos atrás fiquei revoltado. Mais com a falta de maturidade mental por parte dos estudantes do que com o ato em si.
Com tanta gente xingando e os ofendendo, não vi ali estudantes, vi adolescentes arrogantes. Pensei comigo: “Se eu fosse um policial, iria embora e nunca mais voltaria. Não quer a gente aqui? Ok, tudo bem, quando a merda atingir o vetilador, não venham chorando atrás de mim. Filhinhos mimados.”
Como ex-aluno da USP, constato que quando entrei em 2001, escutava muita gente contra a polícia no campus, aliás, uma grande parcela dos estudantes (não apenas DCE, CA’s, SINTUSP, e x, y, z). Não estou delirando, me recordo bem das conversas nos bandejões e nos Centros Acadêmicos. Lá atrás já achava contraditório esse tipo de pensamento e que as conseqüências seriam sentidas na pele.
Fiquei extremamente triste ao ler a notícia ontem sobre o assassinato do Felipe. Que tragédia.
Evidentemente, essa geração já saiu da USP, mas o seu legado continua ( e não estou falando da década de 60/70, isso é recente, 2000-2005). Semearam lá atrás, e, infelizmente, vocês estão pagando o preço.
Simpatizo com a opinião de vocês e fico feliz ao ver a maioria apoiando aquilo que já deveria ter sido feito lá atrás em 2001. Mas, tomem providências para que a opinião permeie até as próximas gerações que virão estudar na USP.
Digo isso porque eu não achava certo alunos estarem fumando maconha por todo lugar no campus. Em festas dos CA’s e até no próprio CEPEUSP! (Lugar de esporte carajo!). Sempre escutei meus professores e meus pais e nunca havia usado drogas, nem sob o pretexto de “só para experimentar”.
Exigir a segurança da polícia mas reclamar quando estes exercem a lei sobre posse de drogas ilícitas (como a maconha) é, também, uma atitude, no mínimo, hipócrita.
Se vocês são cidadões de bem, então estejam cientes dos seus deveres. É fácil cobrar segurança da PM mas não quererem seguir as leis do vosso país. Lei é lei, e ponto final. Não tem que ter “só dessa vez” ou “de vez em quando”.
Algumas coisas vocês têm de ceder em prol do bem maior. É fácil exigir direitos quando não estão dispostos a ceder supostas liberdades.
Muitos concordarão que é um absurdo ver alguém cometendo uma infração de trânsito como passar o farol vermelho, por exemplo. Porém, não têm a mesma atitude indignada ao ver pessoas fumando maconha, muito pelo contrário, até toleram. Pensem nisso da próxima vez que virem alguém fumando maconha ( ou vocês acham que não há traficantes dentro da USP, próprios alunos talvez )?
Façam grande caso, SIM, quando virem isso, e não participem disso. Tomem a decisão de serem cidadões de bem.
A solução tem de vir de dentro de vocês, não apenas da polícia. Engana-se quem acha que apenas policiais são os agentes da segurança. TODOS nós somos agentes da nossa própria segurança.
Podem me fuzilar agora!
Boa sorte a todos vocês e bons estudos.
( O bandejão ainda custa R$1,90, isso é um absurdo para com os cozinheiros e funcionários. Façam um favor e aumenta essa porcaria e dá um aumento pra eles! Isso sim é fazer justiça social ).
Ótimo texto e estou de completo acordo com o que foi colocado pelo senhor. Só uma coisa: é “cidadãos”, e não “cidadões” como você escreveu. Acabou perdendo um pouco da credibilidade, mas total acordo ;D
responder este comentário denunciar abusoParece até história fabricada para dar efeito dramático, mas existe uma Academia de Polícia na frente do campus!!!!!
Boa reportagem Bruno, já estava prevendo!
Triste…
Infelizmente perdemos um camarada USPiano… dentro da USP! LUTO!
Ai assisto na TV um representante “nosso” do DCE dizendo que há outros meios de se combater a criminalidade sem a entrada da PM no campus!
SERÁ, DCE?
A Polícia Militar não vai resolver os seus problemas meus camaradas. Cadê a investigação? os agentes da Civil infiltrados nas salas, corredores, banheiros, espalhados por aí? A verdade é q a USP é uma cidade e toda cidade tem crime, e onde há crime existe criminoso que deve ser tirado de circulação.
Tudo nessa merda de país cai pra cima da PM, esqueçam, o serviço deles conforme a Constituição é apenas o policiamento ostensivo, dar aquela sensação de segurança, agora a PC tem q trabalhar na investigação, mas só quer trabalhar no ostensivo, aí já viu a putaria q vira né?!?!?
Adiantou a PM estar na USP nessa terrivel data:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110520/not_imp721698,0.php
Parabéns Agnaldo,
A esmagaradora maioria dos comentários sobre o episodio da USP sinaliza para roubo seguido de morte…que ironia, se soubessemos que se trata de crime passional cometido por outro estudante do campus…voltando a questão da segurança urbana, acredito a solução da violencia não é um assunto de policia
(um soldado em cada quarteirão, o que é totalmente inviavel…e sim uma discussão social), nas filmagens da imprensa no local…é impressionante a esmagadora maioria dos estudantes formada pela elite da sociedade brasileira (lembra saída de colegios de estados europeus, americano, japão…são descendentes destas comunidades)…em resumo, ninguem enxerga o enorme abismo social onde a favela é a senzala e os bairros nobres a Casa Grande…ou criamos instrumentos para reduzir este imenso distanciamente…ou estaremos correndo sempre atrás do rabo e vivendo este terrivel sentimento de insegurança, impunidade e vale tudo!!!
Que absurdo! tem gente aqui defendendo sequestro relâmpago, defendendo bandido dizendo que eles não tiveram oportunidades na vida.Não importa se tiveram ou não oportunidades, sequestro é crime, independente de quem o comete. Alunos docentes e funcionários não são responsáveis pela probreza das favelas no entorno da USP. Nem pelo salário mínimo dos terceirizados. O Rodas tem razão a USP se tornou terra de ninguém. Bandidos tem acesso livre no campus, o tráfego de toda região passa dentro da USP, quase atropelando os pedestres que muitas vezes nem conseguem atravessar as ruas. Os ciclistas então, se acham os tais, não respeitam as faixas de pedestres, semáforos, nada, circulam pela USP como se fossem os donos das ruas. As academias de ginástica então, cobram a mensalidade dos alunos e usam a USP para fazer os exercícios. um absurdo total…
A POLÍCIA NA USP É NECESSÁRIA, mas o CONTROLE DE ACESSO TAMBÉM.
Ser contra a polícia no campos não é defender bandido!!!
A faculdade é púlica, é mantida com o dinheiro público e todos devem ter acesso!!!
Vá para uma faculdade privada, lá sim vc terá exclusidade!!!
Sonia,
Rodas nem ganhou na votação interna da instiuição, ficou em segundo com pouco maida metade dos votos do primeiro colocado. Esse senhor foi colocado no cargo pelo José Serra, isso mostra que esse cara é fraco. Você ainda pode ter mais informação procurando as lambanças que ele fez na São Francisco.
responder este comentário denunciar abusoFora PM!!!
Vão perseguir estudandes negros e pobres!!!
Filhos de deputados e empresarios que estudam na USP, é hora de vcs pedirem para seus queridos pais olharem mais para os pobres!! Não é envolvendo vcs com a ‘polícia’ ou com a blindagem que irá acabar com o problema!!!
Temos que pensar as causas e não tentar controlar somente os efeitos!
Fora PM!!
Nós, que trabalhamos e estudamos no campus, e que pagamos os nossos impostos, temos o DIREITO de usar os serviços de proteção da polícia assim como qualquer outro cidadão que trabalhe ou estude em outro lugar.
A polícia virá. E é muitíssimo bem-vinda.
parabens pelo comentário……… muito bem observado
responder este comentário denunciar abusoÉ triste como o imediatismo e a meritocracia se sobrepõem ao que está subjacente às relações sociais impulsionadas pelas desigualdades exacerbadas (sociais, econômicas, culturais)…
Muita gente se esquece que no Brasil existem pessoas (muitas pessoas) que MORREM de fome… Acho que ninguém escolhe ficar sem ter o que comer… Acho que muitos que aqui postaram não sabem realmente o significado da palavra “desespero”, nem mesmo eu… Desespero por não poder estudar, por não ter o que comer, por não poder curar sua doença, por não poder viver…
Muitos estão sendo levianos em dizer que ser pobre implica ser bandido. Acho que ninguém disse isso implicitamente e muito menos explicitamente. Mas o que é claro é que enquanto existirem essas diferentes tão absurdas, as pessoas desenvolverão meios para tentar sobreviver… E algumas vezes esses meios não são aceitos socialmente por uma determinada (e muito pequena) parcela da população.
Enfim, acho que cair num verbalismo infinito é desnecessário, mas não podemos deixar de pensar (no sentido de reflexão aprofundada) nas relações sociais que eventualmente produzem essa “violência”.
Portanto, a PM no campus não vai resolver nada, a “violência” vai continuar existindo… Você não será assaltado no Campus (?), mas será no caminho de casa, no estacionamento do supermercado, no bar da esquina… A presença da PM só vai distribuir uma carapuça de segurança enquanto a verdadeira violência está em outras instâncias…
Desabafo de um estudante
E lamentável o q esta acontecendo com o campos, temos que conviver com assalto, assassinatos, estupros e o trafego. Pedimos segurança mas ao mesmo tempo não admitimos que ela entrem, e pior! deixar que os traficantes tomem de conta pq não queremos a policia lá, pra eles e bem conveniente, sem confronto uma área totalmente liberada pra se fazer o que queiram, e o pior e que ainda fazem protesto pra continuar como esta.
Ainda complementando esses estudantes são titulados como futuro do nosso Brasil Ra RS Ra que piada.
Esse não e o futuro que nos esperamos; futuros bandidos!, traficantes!, viciados! Rsrsrsrsr . Quando um cara desse terminar a faculdade ele vai pra onde???? Pra uma clinica de reabilitação! Rsrsrsrsrs
Os tempos mudaram as crianças não usam mas, estilingue, usam armas de fogo. O campos não pode mas ser como se fosse há 30 anos.
Eu só espero q o Reitor não ceda a esse protesto .
Eu não quero proteção depois que eu for morto, assaltado, ou saber que minha amiga foi estuprada eu quero e agora antes que aconteça
Da ate mesmo vontade de ri, e como se fosse cena de um filme massacre no bairro 13. Onde os policias não passavam da entrada desse bairro La tudo podia acontecer de tudo.
Desculpa mas tinha que desabafar
A USP é uma área publica, sustentada com dinheiro público, dinheiro de todos nós contribuintes, não se pode admitir que os traficantes e dependentes façam desse espaço, zona de crimes.
É bem conveniente para estes que a P.M., saia do local……… absurdo que se admita isso e que se demore tanto para se tomar providências, enquanto isso nossos filhos ficam reféns desses marginais, até quando meu Deus … até quando???
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