No sábado, a escola realizará mais um simulado da prova de 1.ª fase da Fuvest. Mesmo já tendo passado por outro simulado no Vera e feito a Fuvest 2011 como treineiro, acredito que a repetição desse tipo de exercício é essencial para um vestibulando.
Para uma prova da Fuvest não basta levar apenas um vasto conhecimento, mas também variadas estratégias de resolução de questões, resistência física, psicológica e muita prática. Somente a partir das duas provas que já fiz, percebi melhora nos resultados, a qual se deve, em parte, às habilidades de manejo da prova.
Se da primeira vez que lidei com uma prova de 1.ª fase da Fuvest simplesmente a resolvi na ordem em que as questões estavam dispostas, na segunda, por exemplo, já deixei em primeiro lugar as matérias que tenho mais facilidade, como inglês, e aquelas que exigem mais tempo de raciocínio ou podem apresentar
diversos modos de resolução por último, como matemática. Já que não somos todos iguais, o mais importante é cada um encontrar seu próprio jeito de solucionar a prova.
Como se não bastasse, testes de vestibulares geralmente têm a mesma cara ao longo dos anos. Alguns tipos de exercícios muitas vezes se repetem, fazendo do simulado um excelente instrumento de preparação.
Embora seja uma tarefa cansativa, se levada a sério pode ser extremamente frutífera para o vestibulando. Afinal, não dizem que por aí que a prática leva à perfeição? Sorte para todos aqueles que estejam passando por isso!
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Em tempos de escolher que caminho seguir, a preocupação de conciliar profissão com vocação sempre me acompanha. Será que você está vocacionado para a profissão que pretende atuar? Não consigo enxergar quem faça bem de verdade o que se propõe se não tiver nascido para aquilo, daí a importância de tornar claro o que gosta de fato.
Sempre é uma cilada optar por algo pela remuneração ou pelo suporto status que ele garante. O que vale é conseguir sincronizar o que se é com o que se faz. Isso vale para qualquer área da sociedade. São poucos, e claramente identificáveis, os profissionais que atuam com amor, com ideologia. São os que lideram, os que faziam os trabalhos mais dedicados na faculdade, os que buscam sempre melhorar.
Atualmente, da massa trabalhadora, 87% não está satisfeita com a sua vida profissional. Talvez seja esse o diferencial que determina se as pessoas serão ou não felizes com uma escolha que fizeram quando eram jovens e inexperientes ainda.
Vai muito além do diploma, que se consegue sem ter que ser comprometido de verdade com a profissão. Não é difícil encontrar médicos, jornalistas, advogados, etc, que são detentores desse documento tão idolatrado pela sociedade e que não conseguem ser vanguardistas em seus ramos de atuação, porque não tem os princípios de cuidar do outro ou a instigante vontade de informar. Simplesmente se formaram.
É importante pensar nessas questões também, junto com a rotina de estudar. Se ver fazendo, e gostando, daquilo que poderá ocupar suas semanas é essencial. Não se torna um sacrifício se sua vocação é aquela. Bem disse um provérbio chinês: “Escolha uma ocupação de que goste e jamais terá que trabalhar um só dia de sua vida”.
Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem
O universo do vestibulando é marcado por inúmeras incertezas. Além do estudo e da preparação física e psicológica para o vestibular, existem alguns fatores – determinantes em nossa aprovação – que fogem à nossa esfera de poder. Pode-se citar como exemplo, os recentes debates envolvendo as possíveis mudanças no vestibular da Fuvest, que se de um lado promovem um melhor processo seletivo, de outro contribuem para a sensação de insegurança, tão presente na vida dos estudantes.
Resta-me trabalhar, isso é notório, mas causa certa estranheza saber que dentre algumas semanas o Conselho de graduação da USP, o qual a maioria dos estudantes sequer conhece, irá se reunir e simplesmente definir – de forma um tanto quanto velada – novas “diretrizes” que influenciarão diretamente o nosso desempenho.
Propor mudanças ao vestibular é uma atitude louvável, no entanto cabe ao Conselho divulga-las. Por ser um assunto de interesse público, a presença dos estudantes, enquanto cidadãos, é passiva em excesso. A USP, como qualquer outra universidade pública, recebe recursos públicos, emprega funcionários públicos, mas muitas vezes age como se fosse uma instituição privada.
Outra dúvida freqüente é quanto à utilização, ou não, do Enem nos grandes vestibulares. Não fiquei surpreso ao saber que a Unicamp utilizaria a nota do Enem esse ano. Por mais que o MEC tenha falhado em 2010, devemos levar em consideração que o Exame Nacional está passando por um período de transição.
Sabemos que é muito mais complexo planejar um exame de caráter classificatório do que aplicar uma prova que tenha apenas o objetivo de avaliar a educação nacional, como ocorria na década de 90. Infelizmente, cria-se mais uma dúvida na mente dos vestibulandos: será que vale a pena fazer o Enem?
Caio Godinho é aluno do Anglo
Mais um simulado se aproxima: sinto frio na barriga e ansiedade. Talvez um mês seja muito pouco para ter uma melhora considerável. Mas em um mês também aprendemos muitas coisas. Parece que no cursinho nosso conhecimento fica entre extremos: aprendemos muita coisa em pouco tempo e, no entanto, não aprendemos metade do que devemos.
Bem dizem que vestibulando precisam ter um mundo de conhecimentos. E precisam mesmo! Vestibulando precisa saber um pouco de tudo. O problema é que esse pouco não é tão reduzido assim. Sensação de que, embora até o fim do ano ainda faltem meses, não há tempo suficiente pra dar conta de tanta matéria (isso sem contar os vestibulares do meio do ano). Pouco tempo pra lidar com muito aprendizado e dificuldades.
Este simulado também servirá para eu organizar melhor meu tempo de prova. Tentar algumas estratégias diferentes das do primeiro para ver se me saio melhor com em cada questão. É esperar e comparar os resultados.
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
Passei a segunda-feira no consulado americano para tirar o visto de estudante. Parte da entrevista foi feita em inglês, o que me lembrou da importância desse idioma na pós-graduação.
Originalmente, a língua oficial da ciência no mundo era o alemão. As revistas dos naturalistas e dos químicos eram todas publicadas na Alemanha. Com o tempo, o inglês tomou esse posto, e o mantém até hoje.
Sem inglês, a sua capacidade de interagir com o mundo científico se torna limitada. Todas as grandes revistas são em inglês, todos os grandes congressos têm como língua oficial o inglês (inclusive muitos nacionais). Resumindo, você só alcança o mundo se for em inglês, seu trabalho só será lido se for em inglês, você só será ouvido se for em inglês.
Algumas pessoas defendem que devemos publicar em português e que nossos congressos devem ser em português também. Eu concordo que é importante prezar pela cultura nacional, além do nosso idioma ser muito bonito e, por isso, não deve ser esquecido. Mas ciência não é feita só no Brasil. Ciência só se torna importante se todos souberem dos seus trabalhos. A ciência só evolui porque ela é feita em conjunto e temos o mundo todo participando nos trabalhos
A ciência só é tão interessante e cativante porque você compartilha as novidades com os outros cientistas e eles fazem o mesmo. A ciência só é linda porque você está sempre vendo o limiar do conhecimento e tudo isso só pode ser feito se falarmos o mesmo idioma!
Por isso se você, caro leitor, gosta de ciência e pensa em pós-graduação, lembre-se: dominar inglês faz diferença!
Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP
Faltando cerca de um mês para o fim do semestre, o clima eufórico de vestibular já é evidente na escola. Enquanto alguns já se inscrevem para as turmas de maio dos cursinhos, às vezes até sem saber o curso para o qual vão concorrer no fim do ano, outros, como eu, passam as tardes fazendo aulas de revisão.
Desta forma, preocupações em relação ao segundo semestre já começam a brotar, uma vez que os alunos do 3.º ano precisam decidir com antecedência seus respectivos métodos de estudos para o vestibular. Hoje, por exemplo, serão realizadas provas de bolsa para a turma de agosto do Anglo. Aqueles que optarem pelo cursinho, portanto, já devem começar a se mobilizar.
Como se não bastasse, professores já começam a direcionar foco às provas do final de ano. Provas testes de duas matérias são realizadas todas as segundas-feiras em sala de aula. Os corretores de redações, muitas vezes ex-corretores da Fuvest, passam a ter a mão mais pesada e orientações de estudos de apenas uma matéria já chegam com até mais de 260 questões.
Em contrapartida, se por um lado os esforços e a exigência de agora em diante só tendem a aumentar, por outro perpetua uma sensação de ansiedade, liberdade e independência na perspectiva de ingressar na universidade. Sensação esta que parece fazer tudo valer a pena.
Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz
Andei conversando com alguns amigos sobre a situação da escola hoje em dia. Ambiente em que o jovem passa grande parte de sua vida, e a parte de maiores dúvidas e formação de ideias em relação ao modo de ver e agir perante o mundo. Ali forma valores que vão reger seus caminhos pela vida em sociedade.
O colégio deve ser um espaço prazeroso pra quem o freqüenta. Não há como tornar proveitoso o tempo em que o aluno passa ali se a instituição não se empenha para vestir a camisa da juventude e adquirir a sua cara. Projetos extra-curriculares são um bom caminho. Quanto mais possibilidades forem oferecidas dentro da escola, mais interessantes ela se torna. Opções culturais, filantrópicas, sociais, educacionais. Algo que fuja da matemática, do português ou da física. Projetos que proporcionem prazer e façam com o que o período que se passa ali dentro seja maior e mais interessante.
Eu tive esse incentivo no meu colégio, através de um grupo chamado PJM (Pastoral Juvenil Marista). Aquele espaço foi fundamenta para me tornar mais “íntimo” da intituição. Nos reuníamos toda semana, além de realizar ações solidárias, missões de solidariedade, reuniões com os outros colégios, dinâmicas nos intervalos das aulas… Aquilo me motivava a estar mais presente no interior daqueles muros e, de alguma forma, me ajudava nas notas. Além de contribuir na melhora da timidez que sempre tive.
Falo de uma escola atrativa, inspiradora, amiga do aluno. Que seja capaz de ser mais interessante para a juventude. Quando ela se tornar um centro de encontro de culturas, de ideias e troca de informações, todo o processo educacional ficará mais fácil, indo além da decoreba para passar no vestibular. Eu acredito na educação com a cara do educando, voltada para sua vida e interesses. Ser uma instituição de ensino não é ser chata e movida a velhos modelos de educação, é se renovar e “trocar de roupa” de acordo com a necessidade da juventude local.
Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem
O fim de semana está chegando e, com ele, um dos meus maiores desafios: a conciliação entre estudo e lazer. No cursinho, é comum professores nos aconselharem a separarmos um dia da semana para descansar. No entanto, não é uma tarefa tão simples quanto parece. Se divertir é fácil, complicado é dosar estudo e diversão de modo eficiente.
Infelizmente não existem fórmulas mágicas que, se cumpridas à risca, levam à aprovação no vestibular. Todos nós temos nossos próprios limites e devemos descobrir de que modo rendemos mais. Portanto, não basta utilizarmos outra pessoa como parâmetro. Acredito que seja mais um processo empírico, fruto do autoconhecimento, do que uma frase pronta, como “a solução é o equilíbrio”.
Procuro me distrair e espairecer de diversos modos, sobretudo escutando música – para mim, o modo mais eficaz de todos. Neste domingo, por exemplo, irei a um show do Arnaldo Antunes no Anhembi. Espero me divertir, afinal, na semana seguinte, mais um simulado me espera.
O assunto me lembra uma frase interessante do filósofo e professor de Teologia da PUC-SP Mario Sérgio Cortella: “Um país que para cinco dias do ano para dançar não é louco. O mesmo não pode ser dito daqueles nem pensam em parar”.
Bom fim de semana para todos!
Caio Godinho é aluno do Anglo
Não tem jeito: o fim do ano está próximo e o assunto “Enem” já começa a ser discutido. Isso me interessa e me preocupa, porque o exame é passaporte para algumas universidades.
Depois dos problemas no ano passado, fico com o pé atrás em relação à edição 2011. Por mais que seja pessimismo, já espero para ver quais serão os problemas desta vez.
Nesta semana, vi que o MEC fará duas edições do exame em menos de 12 meses – uma em outubro e outra em abril do ano que vem. Fico pensando: se o ministério mal dá conta de uma prova por ano, dará conta de duas?
Sinceramente, espero que desta vez a competência fale mais alto. Já é fisicamente e psicologicamente exaustivo ter dois dias de prova sabendo que, de certo modo, sua vida acadêmica se decide ali, naquelas horas. Mais cansativo que isso é ter de lidar com os problemas do Enem.
Em 2009, as provas vazaram e ficamos esperando pela nova data. Ano passado ficamos duas semanas sem saber se a prova seria cancelada ou não. Cada dia surgia uma informação nova.
E neste ano, o que vai acontecer?
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli
A maior parte dos empregos não permite que você encontre os grandes pensadores (aqueles que escrevem os livros que você estuda), mas quando se faz pós-graduação você consegue! O meu principal foco de estudo é a bioenergética mitocondrial, cujo livro de referência foi escrito por David G. Nicholls. Esta semana, tive o prazer ter aulas e conversar longamente com ele.
E realmente foi impressionante! As aulas foram ministradas com uma impressionante clareza e é extremamente empolgante ver alguém que viveu as descobertas (e ajudou nelas) contar com detalhes toda a lógica e o processo que levaram aquelas conclusões.
Em outras oportunidades (uma em 2007 e outra no ano passado) eu tive a oportunidade de ver palestras de ganhadores do prêmio Nobel. Foram boas e interessantes, mas o contato pessoal e, consequentemente, a possibilidade de discutir ciência e o seu trabalho (e ter boas sugestões) é incomparável! Por isso recomendo a todos, sempre que encontrarem um desses figurões conversem sobre tudo que conseguirem e ouçam a suas opiniões, muitos são extremamente acessíveis e inteligentes, afinal não é por nada que chegaram tão longe!
Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP
2012
2011
2010