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Rotina de Estudante

Olá! Meu nome é Caio Godinho e faço cursinho no Anglo. Quero prestar Direito na Fuvest.

Não sou do tipo que desde criança já sabia que carreira iria seguir. Essa convicção precoce contribui para a concretização do sonho no futuro, mas acredito que a escolha da profissão deve ser abordada de maneira leve com os pequenos, tendo em vista o poder de idealização que eles possuem. É comum crianças sonharem em advogar por influência de filmes hollywoodianos, por exemplo.

Tive meu primeiro contato com as opções de curso conversando com pessoas da minha família. Esse diálogo não ocorreu de forma sistemática, mas de modo natural, despretensioso. Com o tempo, analisei as mais diversas profissões e, como era de se esperar, todas possuíam prós e contras.

Notei, então, que me faltava algo: um critério de avaliação. Adotei o da contribuição de cada profissão à sociedade brasileira. Minha tendência às Humanidades fez com que eu escolhesse Direito.

Comecei a me preparar devidamente no ano passado, mas o esforço empregado em minha batalha não foi suficiente para que eu fosse aprovado na 2.ª fase da Fuvest, o vestibular mais concorrido do País. Sendo assim, estou de volta à minha rotina de estudante pronto para trabalhar, e teimar, e limar, e suar. Me acompanham?

Caio Godinho é aluno do Anglo

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Oi, pessoal! Meu nome é Luiza Nunes, tenho 18 anos e sou pré-vestibulanda no Cursinho da Poli, aqui em São Paulo.

Sempre estudei em escola pública e descobri que ainda tinha muito o que aprender quando comecei o cursinho. Demorei a me adaptar, não peguei o ritmo e mal me dediquei. Resultado: não passei no vestibular. Agora, no 2.º ano de cursinho, a meta é fazer o que não fiz ano passado: me comprometer a ingressar em uma universidade pública.

Mas pré-vestibulando é bicho louco, indeciso. Eu mesma pretendo cursar Engenharia Mecatrônica ou Filosofia. Sempre gostei de matemática, tenho facilidade com números. E a busca por conhecimento é algo que me fascina. No entanto, entre Mecatrônica e Filosofia há uma área abrangente de cursos; logo, até o fim do ano minha escolha pode ser por Física Quântica ou Letras. Quem sabe?

Não sei se desta vez eu vou conseguir passar no vestibular. Mas o ano promete ser de dedicação, amadurecimento e descobertas!

Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli

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Olá a todos,

Sou o Bruno Queliconi, alunos de doutorado no departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP. Gosto de ciência desde criança, mas isso só ficou claro para mim após a coordenadora da escola onde fiz o ensino médio comentar, certa vez: “Nossa, impressionante como seus olhos brilham ao falar de biologia!”. Essa simples frase me fez perceber o quanto eu gostava de biologia e principalmente de descobrir coisas novas e fazer perguntas sem respostas!

Essa sensação se reforçou após eu participar da Olimpíada Brasileira de Química, que me deixou determinado a trabalhar nas duas áreas. Depois de uma certa indecisão sobre qual carreira seguir, prestei vestibular para Biologia na Fuvest já decidido em ser cientista e professor universitário (eu gosto tanto de dar aulas sobre temas desafiadores quanto de estudá-los).

Já no primeiro ano da faculdade, assuntos como longevidade e morte celular me despertavam um enorme interesse, o que me levou a um tema obscuro para muitos – radicais livres. Entrei pelo programa de iniciação científica no laboratório da professora Alicia Kowaltowski e gostei tanto dos radicais livres que os pesquiso até hoje, depois de seis anos.

Depois da graduação, continuei meus estudos na pós. Estou envolvido com uma série de novos e excitantes projetos, que me levaram a trabalhar com diversas pessoas e entrar na representação discente da pós-graduação na USP. Espero que meus esforços me levem a conseguir ser um bom professor universitário e um grande pesquisador!

Aqui no Rotina de Estudante, vou contar um pouco do meu dia a dia e falar das preocupações de um pós-graduando em Ciências Biológicas. Vou tentar mostrar os prazeres e os infortúnios que existem na pesquisa e na pós-graduação, no Brasil e no mundo.

Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP

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Oi, pessoal! Meu nome é Tomás Millan, tenho 17 anos e estudo na Escola Vera Cruz, na zona oeste de São Paulo. Estou no 3.º ano do ensino médio e, por isso, ouço a palavra vestibular todo dia. Para o bem ou para o mal, o processo seletivo é uma realidade inevitável, e terei de lidar com ele pelos tempos que estão por vir.

Mas a preocupação não é recente. Desde o ano passado vivo um angustiante processo de preparação, já experimentando um pouco da realidade da vida de um vestibulando. Prestei a Fuvest como treineiro na área de biológicas e passei na 1.ª fase, embora não tenha acreditado quando vi o resultado.

Interrompi as férias de janeiro para voltar a São Paulo e fazer a exaustiva 2.ª fase. Infelizmente, não obtive o mesmo sucesso da 1.ª etapa.

Ainda que antenado aos rigorosos requisitos para ingressar em uma boa universidade, ainda estou indeciso sobre que profissão escolher. Já visitei universidades, conversei com profissionais, me perdi nas páginas do Guia do Estudante e agora recorri a uma orientação vocacional.

Mesmo com essa dúvida na cabeça, tento encontrar mais incentivo para os estudos. Ainda estamos no começo do ano e já me sinto exaurido! Aliado a essas inquietações, o tempo parece me desafiar. Como conciliar estudos, uma decisão de vida e, paralelamente, necessidades, desejos pessoais e a vontade de aproveitar o último ano da escola na qual sempre estudei?

Se alguém souber, entre em contato.

Tomás Millan é aluno do 3.º ano da Escola Vera Cruz

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Olá! Meu nome é Ederson Oliveira, tenho 17 anos e sou de São Vicente de Minas, cidadezinha de 7 mil habitantes do sul mineiro.

Concluí o ensino médio no ano passado e agora em julho me formo técnico em enfermagem. Quis fazer um curso técnico simultaneamente com o colégio para ter certeza se prestaria vestibular para a área da saúde. Não foi muito fácil, porque o curso é em outra cidade. Tinha que sair do Colégio Marista, onde estudei, ir para o estágio e, depois, para a aula. Mas não reclamo. Agora está muito claro para mim que, apesar de todas as dificuldades, é nesta área que vou me realizar. Ter feito o curso técnico me fez ver o papel do profissional da saúde no sentido de resgatar a humanização e buscar melhorias no sistema de saúde vigente (falho, sabemos).

Como disse acima, tenho me dividido entre estágios, apostilas e aulas, mas não consigo abandonar meus livros, filmes e músicas. Minha válvula de escape, o que me tira um pouco da rigidez da rotina e me faz pensar, é poder escutar música, ler. Absolutamente tudo que eu faço é acompanhado por música. Talvez esse encanto pelas artes tenha me deixado muito em dúvida quanto à faculdade. Jornalismo me interessa muito também.

Também estou na organização da formatura e em meio à elaboração do projeto de conclusão de curso. Todo mundo está muito preocupado com isso, mas outras coisas me assombram muito mais, enquanto profissional de enfermagem e candidato do vestibular da UFRJ. Enfim, depois falo mais sobre isso. Me sinto perdido nas minhas certezas, e pretendo compartilhar esse antagonismo com vocês.

Termino este primeiro post com um trecho de uma música da banda O Teatro Mágico, que tem me inspirado muito ultimamente. Até breve!

“De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só”

Ederson Oliveira é vestibulando e faz curso técnico em enfermagem

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