A semana começou meio de pernas para o ar porque, às pressas, tentaram dividir a gigantesca turma de Comunicação Social da Unisa (cá para nós, 130 pessoas numa sala de aula com capacidade para 90 não dá muito certo…). No meio da confusão, soubemos que no dia seguinte a situação seria normalizada com a formação de duas turmas para as aulas do núcleo comum – matérias que os alunos de todos os quatro cursos de Comunicação têm em comum. Eis que surgiu o problema: dividir sem critério, separando (ou melhor, massacrando) os integrantes de cada habilitação…
Nunca deixe um sistema fazer o trabalho de um ser orgânico, senão vai pisar em ovos como a coordenadora dos cursos pisou na terça-feira, quando teve de enfrentar uma turma (nem de longe pequena) lutando para melhorar a divisão.
Terça foi mesmo um dia conturbado. Entre desmaios e brigas, não houve aula direito e tudo terminou em uma agitada reunião com a coordenadora (com os professores de testemunha, aqueles que não conseguiram dar aula). No fim, tudo foi solucionado.
Agora a coisa tomou rumo. Com a nova divisão, o bonde seguirá livre e desimpedido, para que as matérias mantenham o planejamento.
Tudo é novo, diferente e inovador na faculdade. Um ambiente descontraído onde você se sente à vontade e tem, a cada dia que passa, mais vontade de continuar ali e com a certeza de que todos os seus sonhos (por mais loucos que sejam) possam de fato se concretizar. É, sem dúvida, uma das melhores sensações do mundo.
Sabrina estudou na Escola Waldorf Micael e é caloura de Jornalismo na Unisa
Como se não bastassem os inúmeros casos de fraude no vestibular, há também uma leva de candidatos que querem tirar proveito de ações afirmativas sem ter o direito a elas.
Essa semana, o 1º colocado em Medicina na UFRN teve sua vaga anulada por um “erro” na declaração de escolaridade. O “quase bixo”, que concluiu o ensino médio em escola privada, usou de uma artimanha muito malandra: vendo que não conseguia ser aprovado no concorrido curso, decidiu prestar a prova do EJA (Educação para jovens e adultos) para ganhar a bonificação social.
O rapaz discorda da decisão da universidade pois, segundo ele, mesmo sem a bonificação, seria aprovado no vestibular. Pelo visto, ele não entendeu o recado. O problema aqui não deve-se à pontuação que o candidato teve na prova, mas sim, o ato criminoso que praticara, passando na frente daqueles que estudaram e lutaram por uma boa colocação honestamente.
O caso só ganhou destaque na mídia por envolver o 1ºcolocado em Medicina. Imaginem o que acontece por aí, em outros cursos e em outras instituições, que também aderem às ações afirmativas.
Não é de graça que costumam afirmar que a corrupção já atingiu a toda sociedade. Inclusive os estudantes.
Bianca estudou por conta própria para entrar em Letras
Após duas comissões internas, o reitor da USP, João Grandino Rodas, decidiu demitir um professor de Farmácia acusado de plágio. A decisão foi publicada no Diário Oficial no sábado, mas hoje é que está valendo!
O professor de Farmácia do câmpus de Ribeirão Preto foi investigado, depois de uma reclamação formal feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por plágio em uma pesquisa científica. A instituição cassou ainda o título de doutorado de uma pesquisadora que participava do mesmo estudo.
É isso mesmo que você leu! E a gente até pensava que só alunos da graduação é que precisavam de aulas sobre metodologia científica.
Na vida, nada se cria. Tudo se copia! Mas não era pra levar ao pé da letra!
Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP
As primeiras semanas na faculdade passaram voando em meio a milhares de novidades.
Na primeira semana, recheada de palestras e atividades para os calouros de comunicação social, parecia que a turma seria pequena. Somente cinco (já me incluindo no meio) pessoas estavam indo e vindo todos os dias até segunda quando os demais apareceram.
Agora a turma está maior, até quarta ainda haviam novos colegas chegando e praticamente brotando dentro da sala de aula. É diferente ter matérias voltadas para a carreira que vai ser seguida, as aulas tornam-se mais agradáveis e divertidas. Já tenho data de trabalho, e muitos professores estão passando o cronograma do que será feito até as provas finais.
Acho que nunca havia visto tanta organização quanto agora, antes por mais que tentassem deixar as coisas organizadas na escola, tudo acabava de um jeito ou de outro ficando fora do cronograma, para desespero geral. É um ambiente novo, nada é como antes. Agora entro no mundo das dobradinhas e também de dias que terei uma única matéria no dia (ou melhor, à noite) inteira.
Sabrina estudou na Escola Waldorf Micael e é caloura de Jornalismo na Unisa
“Larga a porcaria deste livro, Leminski não cai no vestibular”, disse-me há algum tempo um colega meu, meio que sintetizando a essência do vestibular: abandono da leitura “não obrigatória” e dedicação às coisas “úteis” para o vestibular. Eu bem que tentei fazer isso…
Antes
Quando assumi de frente minha defasagem, isto é, quando reconheci que os últimos três anos da minha vida escolar serviram apenas para ter consciência social, enlouqueci. Corri atrás de toda sorte de livros – didáticos, paradidáticos, pré-vestibular -, pedi emprestado e cheguei a rasgar uma apostila de física em um momento de estresse. Havia feito um cronograma espartano de estudo, que só consegui seguir até o meio do ano. Cheguei a postar aqui, quando renunciei o estudo de algumas disciplinas. Sem contar que havia inventado de estudar francês, e sofri muito em ter de abandoná-lo. Ficava triste também em não ter tempo suficiente para a leitura “não obrigatória”. Tudo isso porque eu tinha estabelecido uma meta muito grande: passar num curso de concorrência média estudando por conta própria.
No meio do ano, inventei uma outra ocupação: curso técnico em Bioquímica. Cheguei a frequentá-lo durante uma semana, tempo suficiente para perceber que as ciências não eram para mim.
Voltei das aulas de Bioquímica aliviada. Sem o peso da jornada dupla, consegui refazer meu cronograma de estudo, com algumas revisões e seis redações por semana. Sim, seis redações. Estava focando na 1ª fase da Unicamp, em que as redações valem a metade da nota. Elaborei vários temas baseando-me no simulado, e tive de ser muito crítica com os meus textos, pois estava sozinha nessa também. Devido a minha facilidade com a matéria, consegui desenvolver de forma satisfatória, sem sair por aí rasgando apostilas.
Não fiquei nervosa na véspera do vestibular. Fiquei tranquila, até demais, e revisei algumas matérias para a prova.
Durante
Mesmo sem lápis e relógio, fiz o Enem com a calma de um Buda. Achei a prova mais difícil que do ano anterior e a facilidade das questões de inglês me surpreendeu. Na redação, fiquei feliz com o tema Trabalho e Escravidão. Lembrei-me de um livro que havia lido nos meus momentos de estresse – O que é dialética, de Leandro Konder -, da coleção Primeiros Passos. Citei Hegel e Marx com muito gosto.
No dia da aplicação da prova da Unicamp, estava uma pilha de nervos. Fiquei com dor de cabeça no dia da prova, devido ao estresse. Fiz o exame com a mão trêmula. Demorei um tempo enorme no texto 3, que usava uma crônica de Drummond como inspiração. Tive de responder às 48 questões em menos de uma hora. Se eu passasse naquela prova, poderia me considerar uma pessoa de sorte.
Não senti o peso da prova da Fuvest. Fiz com muita calma, e fiquei feliz em conseguir responder a algumas questões de química, algo até pouco tempo impossível. Saí da sala com a certeza de que tinha passado, devido à baixa nota de corte do meu curso.
Depois
A baixa nota de corte da Fuvest não me surpreendeu. Era uma pena que, por mais alta que fosse minha nota na 1ª fase, de nada valeria. Não comemorei essa aprovação, pois a USP não era o meu foco.
Quando acessei o site da Comvest e vi que não tinha sido aprovada na Unicamp, caí. Pela primeira vez, uma desaprovação. Obviamente, fiquei muito triste. Demorei uma semana para me recuperar do baque. Um ano inteiro de dedicação para depois não ser aprovada… Frustrante.
As notas no Enem foram medianas. Esperava, na redação, chegar na casa dos 900, mas fiquei com 825. Cometi alguns deslizes gramaticais que, provavelmente, me tiraram pontos.
Alguns dias depois, a Unicamp divulgou o resultado das provas. Não havia passado por 4 pontos! Que ridículo! Depois de algum tempo, percebi que não era tão fracassada assim, pois havia feito a prova num estado de nervosismo descontrolado. A ausência de quatro pontos não era uma derrota muito feia…
Fiz a 2ª fase da Fuvest sem muito compromisso. Ainda estava me recuperando da desaprovação da Unicamp. Gostei das questões do primeiro dia, e odiei as do segundo. Achei desnecessário um exame de conhecimentos gerais na 2ª fase.
Encerrada a maratona, tirei um tempo para a minha leitura, aquela que é “inútil” para o vestibular. No começo do ano passado, havia feito uma lista de livros que pretendia ler. Caio Fernando Abreu, Álvaro de Campos, Clarice Lispector. Não consegui lê-los com digestão. No “descanso”, dei continuidade à leitura dos livros. Nunca estive tão tranquila…
Minha tranquilidade durou pouco tempo: não fui aprovada na Fuvest. Os resultados indicam que fui acima da média em apenas duas provas: na 1ª fase e na de português e redação. Já no terceiro e no segundo dia, meu bom desempenho não se repetiu.
E agora?
Depois da dupla desaprovação, resta uma certeza: terei tempo de consertar meus erros. Estou um pouco desanimada, mas não a ponto de desistir. Sei que conseguirei superar os limites do vestibular. Agora em 2011, já comecei a ter aulas particulares de matemática. Fiz matrícula num cursinho comunitário, mas não tenho muita certeza se conseguirei frequentá-lo até o fim.
Terei de me dedicar menos à escrita, que, para o vestibular, já atingiu um grau satisfatório. E também vou ter de largar a “porcaria” do livro do Leminski e de outros poetas que tanto li. Esses caras, infelizmente, não são “úteis” para o vestibular…
Bianca estudou por conta própria para entrar em Letras
E após muito tempo de dedicação, sai o resultado: não passei no vestibular. Pois é, o meu nome não estava na lista. Agora, é aturar a cara de piedade de alguns e comentários do tipo “você é muito jovem, e vestibular tem todo ano”.
Quando escolhi batalhar por uma vaga na universidade pública, sabia que não seria fácil. Paradoxalmente, o ex-aluno de escola pública não é aquele que desfruta da universidade pública. E o governo parece incentivar isso, criando programas de bolsa e financiamento em faculdades particulares. Mas felizmente – ou não, para alguns – tenho uma ideia na cabeça que ninguém me tira.
Como já disse aqui várias vezes, continuarei estudando por conta própria. Pode parecer estranho, mas conquistei muito sem depender academicamente de alguém. Escrever razoavelmente bem é uma delas.
Não me vitimizo e nem culpo o “sistema” pela minha defasagem intelectual, isso não me conforta. Só espero que as pessoas não mais me olhem com cara de piedade, pois não sou uma coitada que não passou no vestibular. A vida continua, e isso não é nada perto do que enfrentarei pela frente. Como canta o rap, “o bonde não para”.
Bianca estudou por conta própria para entrar em Letras
Para alguns alunos, a múltipla escolha não esteve apenas presente na 1ª fase
do vestibular da Fuvest. A oportunidade de escolher uma alternativa entre
várias continua agora com a aprovação, ou melhor, com as aprovações.
Foi o caso, por exemplo, de Vinicius Cândido, que aos berros, comemorava a
sua aprovação em Engenharia em quatro faculdades:
a) USP
b) UNICAMP
c) UNESP
d) UFSCAR
A resposta para essa questão, ele já definiu: “USP, com certeza, nem
precisava passar nas outras, só na POLI! É uma sensação única, a melhor da
minha vida”.
Outra aprovada, que agora está diante de uma múltipla escolha ainda mais
inusitada, exibia com orgulho as suas cinco conquistas.
“Administração na USP, Administração na UFPE, Administração Pública na
UNESP, Medicina Veterinária na UFRPE e Nutrição na UNICAMP”. Tantas
eram as aprovações e a emoção, que no momento de enumerá-las, quase
esqueceu a última.
Pequeno brilhante
Na década passada, era exibido no SBT o programa “Pequenos Brilhantes”,
espécie de talk-show com artistas que eram entrevistados inusitadamente
por crianças e contavam com a mediação de Moacyr Franco. Entre esses
entrevistadores-mirins, estava Gustavo Miranda, que na época tinha 6 anos.
Hoje, Gustavo comprovou que manteve o brilhantismo, já que foi aprovado no
curso de Engenharia Mecânica na POLI-USP.
Outro fato que chama a atenção é a idade: Gustavo tem apenas 16 anos. Um
pequeno (grande) brilhante.
Já com a camiseta da USP?

A aprovada Daniela Silva Martinez já chegou para a comemoração no saguão
do Curso Objetivo Paulista com uma camiseta da USP. Segundo ela, antes de
sair de casa, seu pai que cursa o último ano de Física na USP a presenteou
com uma camiseta dele – o pai é o próprio veterano uspiano.
Mais gêmeos passam juntos na USP
Além da emocionante história dos gêmeos Paulo e Eduardo Fucci, já relatadas
aqui no PontoEdu. Outros dois gêmeos também tiveram a alegria de receber a
aprovação na Universidade de São Paulo no mesmo ano.
Henrique Mussio e Walter Mussio, de 19 anos, foram aprovados nos cursos
de Direito e Engenharia. Anos antes, um deles estava na Aeronáutica e o
outro no Exército. “Aí a gente decidiu sair”, disseram os dois exatamente ao
mesmo tempo, em uníssono. Saíram e agora acabaram de ingressar na melhor
universidade da América Latina.
“Em casa, quando um viu que tinha passado, o outro ficou com ‘aquela’
responsabilidade”. Missão cumprida em dobro.
Carnaval antecipado
Tinta, pedaços de serpentina, confete e fios de cabelo recém-cortados se
misturavam às lágrimas de emoção da maioria dos estudantes. Vários deles
relataram que tiveram insônia na noite de ontem, ou então que ficaram
conversando com amigos via telefone para (tentar) aplacar o nervosismo.
Tainá Shimoda, aprovada em jornalismo, não sabia definir o estado em que
estava: “estou em um estado sublime, estado de êxstase, um estado Alfa,
sabe?”.
Leandro Carabet é aluno do 2° ano de jornalismo na USP
Amanhã, se os planetas se alinharem da maneira que todos esperam, a lista da Fuvest sairá sem nenhuma confusão!
Ainda lembro da minha reação quando vi meu nome na lista da universidade: uma crise
fantástica de gargalhadas!!! Claro, felicidade é o mínimo que o recém-promovido “Bicho” sente. Mas, o peculiar da minha felicidade foi repassar os momentos da prova… prestei o vestibular com tanto descompromisso e tão incrédula, que mais parecia castigo de aluna travessa! O resultado? Naquele ano, os cursinhos perderam mais uma aluna.
Então, desejo escancaradas gargalhadas para os futuros bixos!
Boa sorte amanhã! E depois.
Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP
Antes de tudo devo pedir desculpas pela ausência da semana passada, tive uns probleminhas técnicos com a internet aqui em casa. O tempo bom deixa o sinal simplesmente perfeito, sabem? Enfim, agora está relativamente melhor, antes nem o Google estava abrindo no Firefox aqui.
Essa foi minha última semana de férias, acabei esses dias fazendo alguns intensivos de animés e arrumando algumas coisas. Nada de mais, só para tentar me manter um pouco menos ansiosa. Estou cheia de expectativas para o começo das aulas, praticamente só tenho pensado nisso quando não estou com a mente ocupada com outra coisa. Ainda preciso ajeitar umas coisinhas, mas o básico está pronto pra segunda feira.
Como será estudar à noite? É umas das perguntas que mais me faço, afinal só estudei de manhã minha vida inteira. Alguns já me disseram que é uma droga e que o povo é sério demais, mas eu pessoalmente prefiro isso a um bando de bagunceiros infernizando e perturbando a aula. Outro ponto é o trote, o que vão aprontar comigo? Bom, sei que os veteranos devem ter tido muito tempo para maquinarem algo nesse meio tempo, já que voltaram há alguns dias das férias. Estou na expectativa para o começo de um novo caminho, agora tem muita coisa nova me esperando.
Sabrina estudou na Escola Waldorf Micael e é caloura de Jornalismo na Unisa
“Seja um professor”. É o que diz uma campanha do Ministério da Educação que procura atrair os jovens à carreira. O investimento na propaganda não é à toa. Há algumas décadas, o número de professores em sala de aula vem caindo. Ano passado, o MEC registrou um déficit de 240 mil professores, da 5a série ao Ensino Médio.
A ausência desses profissionais é tão grande que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo chegou a idealizar um projeto de recrutamento de alunos para dar aulas de matemática. Enfim, não é preciso ser um expert no assunto para saber que a educação não é prioridade no Brasil. Le mbrando que estamos falando de um país cuja economia é a oitava maior do mundo.
Em países pequenos que priorizam a educação, como Cingapura, a carreira de professor é mais do que almejada. Além de serem bem remunerados, os mestres cingapurianos são reconhecidos pelo seu trabalho e os melhores chegam até a ser condecorados pelo presidente. Lá, os professores são reconhecidos pelo seu papel primordial no crescimento econômico da ilha.
E no Brasil, qual é o valor de um professor? Descobri ontem de manhã, quando li uma corrente intitulada ‘Troque um parlamentar por 344 professores’. Confiram abaixo:
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro! Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano… São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545. Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior ! Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será: Troque um parlamentar por 344 professores.
Na propaganda vinculada pelo MEC, além das clássicas imagens de crianças correndo em direção à escola e de alunos sorrindo em aula, faz-se uma pergunta muito pertinente: Qual o profissional responsável pelo desenvolvimento? Várias pessoas de diversas nacionalidades responderam a pergunta com a palavra “professor” em inglês, espanhol, francês, e outras línguas que são faladas nas outras 7 maiores economias do mundo. Pois é, mas ninguém respondeu à pergunta em português…
Bianca estudou por conta própria para entrar em Letras
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