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Rotina de Estudante

Quando me sento à mesa para estudar Física, Matemática (essas matérias chatas!), me deparo com a minha estante. Humilde biblioteca. Ali se encontra meu histórico de leitura: Dante, Shakespeare, Machado, Hesse. Para mim, uma leitora apaixonada, cada livro é um caso à parte. A Odisseia, por exemplo, me reporta à 5a série, quando o li pela primeira vez. Lembro-me que a edição tinha um suplemento que facilitava a leitura do livro. E, lendo a aventura de Ulisses, comecei a gostar de História e Literatura numa tacada só.

Quanto maior a carga de estresse, mais eu leio. E li muito esse ano. Dos contos curtos de Moacyr Scliar até o diário de Carolina de Jesus, foram páginas e páginas que me trouxeram um tempinho de relaxamento. Graciliano Ramos, mesmo com gosto de obrigação, continua sendo um dos meus autores favoritos. Lendo Vidas Secas pela terceira vez, o mundo de homens e de papagaios mudos ainda me emociona. Mas Angústia continua sendo meu romance predileto.

Indo além do casal Bentinho e Capitu, procurei outros textos de Machado. Descobri o belíssimo conto Filosofia de um par de botas, e também redescobri A Cartomante, que eu havia lido na 8a série.

Há ainda uma porção de livros não lidos na minha estante. Martins Pena, Steinback, Saramago… Quando terei tempo para lê-los?

Enfim, a única coisa que o vestibular não conseguiu me tirar é o gosto pela leitura. Sempre irei me deparar com a minha estante, que é, como no poema de Homero, um canto das ninfas do mar. É por isso que, na odisséia do vestibular, às vezes eu acabo perdendo. Calorimetria e matemática financeira não são atraentes como a literatura. Não me amarrando completamente à obrigação, acabo por não enfrentar esses monstros das Exatas. E aí, não tem jeito. Acabo por me render totalmente a elas…

Bianca estuda por conta própria para entrar em Letras

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28.setembro.2010 00:24:56

Páginas obrigatórias

Além de todo o conteúdo que temos que saber para o vestibular, sempre tem aquela listinha de livros. Dos títulos da Fuvest, confesso que tem um que não desce: “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós. Quando acabo uma página, é como se tivesse lido umas quinze. O jeito foi ler o resumo, mesmo. E tentar lidar com a culpa. Ninguém é perfeito.

Para assimilar melhor as leituras, nessa semana que passou teve palestra no cursinho sobre “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, e sobre “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Fiquei das 14h às 19h ouvindo resumo e análise das obras. Só cinco minutos de intervalo. Super cansativo, mas vale a pena, porque sempre tem coisas que não percebemos quando lemos os livros. Às vezes, é preciso alguém que entende do asusnto para nos ajudar a ver certas coisas que o autor quis passar. Mas só dá para ir para essas palestras já tendo lido os livros, senão, corre-se o risco de ficar à deriva.

Fora a listinha, tem outras leituras meio obrigatórias: as notícias. Tento ler revistas semanais para me atualizar. Mas ainda vou comprar uma revista de atualidades que faz um resumão do ano.

Para descansar os olhos de tantas páginas, a distração da semana foi um rodeio em Guararema. Fui com os amgios e com meu namorado. Mas, na volta, veio o choque de realidade: rotina de vestibulanda de novo.

Cinthia é vestibulanda do Etapa e vai prestar Administração e Economia

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27.setembro.2010 08:00:17

Admite-se blogueira

Como a maioria dos leitores do blog já sabe, sou enfermeira. O que nem todo mundo sabe é que sou a mais nova desempregada da classe!

Bem, como eu acredito que nada acontece por simples acaso, interpretei essa notícia de desemprego como um empurrãozinho para realizar um desejo que venho postergando há tempos: o meu anseio profissional de ingressar como docente em uma universidade (o mais rápido possível papai do céu!). Apesar do caos vivido nas universidades brasileiras, ainda tenho o firme pensamento de que o bom preparo ainda é pré-requisito obrigatório para qualquer função. O que, sem dúvida, corroborou para eu ser uma pós-graduanda.

Usei esse período para dedicar-me exclusivamente a busca de uma nova oportunidade de trabalho. Passei dias e dias descruzando os dedos só para enviar meus currículos! Tanta expectativa já estava me fazendo chegar à conclusão de que o setor de RH das universidades é homem! Uma vez que ninguém me ligava no dia seguinte à entrevista, dava pra pensar diferente?! Até que um alinhamento de planetas permitiu que meu telefone tocasse: “Alô? Acharam seu currículo interessante… mas, a universidade já está com o quadro de docentes de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e não pode te contratar esse semestre”.

Parece piada! Pra quem ainda não conhece essa lei, ela determina que as universidades e centros universitários devam manter no quadro de docentes um terço de mestres e doutores. Além disso, um terço dos professores deve atuar em regime de tempo integral. No caso dos centros universitários, a proporção é de um quinto dos docentes nesse regime de trabalho.

Dá pra acreditar? Fui punida pela má interpretação da lei. A universidade entende (ou
quer entender) que esta lei as obriga a ter um número máximo de docentes mestrados
e doutorados. Quando, na verdade, o que a lei determina é um número mínimo de
professores contratados. Ou seja, não existem cotas na contratação de professores!

Mesmo assim, continuo estudando e acreditando cada vez mais que em breve terei um crachá de professora!

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

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24.setembro.2010 08:00:23

Precisa-se de um heroi

Não disse que o tempo ia passar rápido?! Semana que vem já será dia 30! E a correria só aumenta. É sempre assim, quando temos menos tempo começam a desmoronar atividades em cima de você: provas, trabalhos e outras coisas. Por isso, essa semana uma música não saiu da minha cabeça. Conhecem aquela “I Need A Hero”? Pois é, esta foi a minha trilha sonora semanal.

O jeito é  lutar para manter a sanidade em meio a uma turma agitada como a minha. Não que eu seja a pessoa mais normal da Terra. Muito pelo contrário: talvez seja a mais estranha da minha idade. Afinal, porque será que acho tão inutil baladas, bebidas, e outras coisas do gênero? Não sei. Mais uma das minhas idiossincrasias.

Sabrina está no 3º ano do ensino médio da escola Waldorf Micael

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Já comecei a contagem regressiva para o vestibular. Após sair do “piloto-automático”, decidi me dedicar aos simulados. Vou muito bem em ciências humanas e redação, porém, o mesmo não acontece em exatas e biológicas.

Meu conforto é lembrar que Letras é um curso pouco concorrido e, portanto, com baixa nota de corte. Ano passado, a concorrência na Unicamp foi de 13,1 candidato/vaga. Devido ao Sisu, cursos tecnológicos, e o desinteresse por licenciaturas, a tendência é esse número baixar. Uma ótima informação para mim, mas péssima para a educação daqui a alguns anos.

Por enquanto, não treino para a 2a fase. Vou viver cada ansiedade em seu tempo certo.

Bianca estuda por conta própria para entrar em Letras

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22.setembro.2010 10:56:34

A USP de D. Pedro I

O Conselho Universitário, órgão máximo da USP, decidiu recentemente reavaliar e revisar todos os cursos de graduação da universidade, o que poderá resultar em alterações nos currículos das carreiras e até no encerramento de alguns cursos.

Segundo o reitor da universidade, João Grandino Rodas, “não é possível que alguns cursos continuem hoje como eram na época de D. Pedro I”. Assim, visando a possível busca do bem estar de todos e a felicidade geral da universidade, a medida promoveria mudanças nos projetos com o objetivo de torná-los mais interdisciplinares e as cargas horárias mais flexíveis. Quase uma USP “de Líbero Badaró”.

Diante desse quadro, verifica-se que a tentativa de modernização reside na busca pela interdisciplinaridade na formação acadêmica, que tornará os profissionais mais aptos a estabelecerem um maior número de relações entre os eventos a que são expostos dia a dia.

Atualmente, na universidade, podemos escolher disciplinas de diversos cursos, ditas optativas, que podem ir desde “Futebol I” a “Astronomia” e “História do Brasil Independente IV”. Porém, falta ainda um gancho e uma preocupação pedagógica que reforce e auxilie no estabelecimento da interdisciplinaridade entre elas e as possíveis relações destas com o seu curso.

Além disso, foi levantada a questão da cautela na expansão do número de vagas na universidade. Para o conselho, seria inaceitável aumentar o número de vagas quando o necessário seria melhorar as condições atuais, pedagógicas e de infraestrutura, da USP. Tal medida, para uns, parece não ser muito democrática e, para outros, caminha para a busca da excelência na seleção dos alunos que farão sua composição, permitindo maior canalização de recursos para o aperfeiçoamento desses cursos.

Ainda não ouvi muitos comentários a respeito de tal decisão do Conselho Universitário, mas, desde que entrei na USP, sempre notei vários veteranos questionando a aparente falta de uma postura pedagógica que, de alguma forma, envolva e abranja o curso como um todo. Além disso, ao que parece, vem se questionando há muito tempo a possibilidade de revisão do curso, incluindo matérias como Sociologia e Antropologia, no caso de Jornalismo, por exemplo.

Resta-nos, agora, aguardar os possíveis debates que surgirão diante dessas questões. Só espero que eles não se assemelhem à “Noite das Garrafadas“.

Leandro é aluno do 1º de Jornalismo da ECA-USP

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21.setembro.2010 08:00:53

Haja memória!

Quanto mais se aproximam as provas, mais eu estudo. E haja cabeça para conseguir guardar tanta informação. Nestes últmos dias, eu, que já não sou uma grande simpatizante de física, tive que engolir seis fórmulas imensas em meia hora de aula. Passaram-se dez minutos e já não me lembrava de nenhuma delas.

Não tem jeito, não consigo guardar tudo. A solução que encontrei foi prioriozar as fórmulas que são mais cobradas na Fuvest. E para decorar todas essas, o jeito foi decorar meu quarto com fómulas nas paredes! Cada passada de olhos dá uma ajudinha na memória.

Na parte de humanas, o melhor para eu gravar tudo é escrever, escrever e escrever. Primeiro faço anotações na aula. Depois, em casa. Enquanto escrevo, já memorizo – e torço para não ter uma tendinite precoce. A ideia é reler tudo alguns dias antes das provas. E que cheguem de uma vez, porque até sonhar com vestibular eu já sonhei esta semana!

Cinthia é vestibulanda do Etapa e vai prestar Administração e Economia

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A rotina de um estudante é feita de tantas dúvidas quanto a de qualquer outro ser nesse mundo. E na semana passada sofri uma “crise existencial pós-graduação”, se é que isso existe.

Preciso começar. Mas como? Por onde? Por que? Por quem? E quando terminar o trabalho?

Isso realmente estava me preocupando. Afinal, não é qualquer coisa que me tira o sono. Pior: essas dúvidas têm tirado o meu bom humor, o que é ainda mais grave.

É normal as pessoas pensarem que tudo isso vem da rotina e da pressão intensa que todos os estudantes sofrem. Acho que eu também pensaria o mesmo. Mas, aos 24 anos, vi-me em conflito com minhas próprias escolhas. Será que foram reais escolhas ou simplesmente obriguei-me a fazer o que era PRECISO fazer e acabei deixando o que eu QUERO para depois e depois e depois e depois? E se esse depois não chegar nunca mais?!

Nesse momento, eu queria uma certeza, entendem? Mais ou menos algo que diga, ou melhor, afirme: ‘continue assim, exatamente como está fazendo, e quando terminar suas obrigações ou aquilo que você chama de fazer o que é preciso, você será recompensada. Pode relaxar porque você terá muito tempo para querer o que você quiser!

Bem, a parte chata disso é que só uma vidente me faria esse favor e analisando custo, confiabilidade e benefício… Não, não dá.

Pensando melhor, vou manter a minha estratégia. Mas alguém tem algum daqueles creminhos anti-idade? Só pra garantir…

Mariana é enfermeira e pós-graduanda da USP

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A volta da semana integral depois de uma semana curta, não vou negar, está sendo de matar! Sem falar que, para completar, agora quem está na dança do teatro é a turma da classe do meu irmão. E adivinhem: todo dia que ele fica até tarde na escola, eu preciso ficar também, esperando para voltarmos juntos para casa. Ou seja, esses dias eu tenho chegado quase sempre às 19h30. Estou muito cansada e tentando conciliar tudo com meus deveres do 3º colegial. A parte de mim que não enlouquecer até o final do mês vai continuar postando aqui!

Está uma correria danada na classe. Muita coisa pra resolver em pouquíssimo tempo. Pelo menos agora nos foi apresentado um roteiro da viagem. Só faltam mais algumas coisas a serem acertadas em menos de três semanas.

Esta viagem promete: vamos passar uns dias em Brasília! Saímos daqui de São Paulo no dia 3 de Outubro e, se as eleições não tiverem segundo turno, ficaremos sabendo quem será o novo presidente por lá mesmo. Além de visitar Brasília, também conheceremos um pouco o Alto Paraíso de Goiás e toda a sua beleza.

Não vou mentir, estou ansiosa para a viagem…

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O vestibular está chegando. As eleições também. Se você acaba de completar 18 anos e, assim como eu, só tirou o título de eleitor este ano, preste muita atenção. Não encare as eleições com desleixo. Conheça antecipadamente os candidatos e suas propostas para, assim, votar com consciência.

O meio mais popular de se conhecer os candidatos é através da propaganda eleitoral gratuita. Popular, mas não o melhor. Todo tipo de propaganda requer um olhar mais atento. A eleitoral não escapa da regra. A propaganda não tem o objetivo de esclarecer o consumidor – que, no caso, é o eleitor. Mas, sim, comovê-lo a fim de conseguir o voto. E outra: a propaganda eleitoral “gratuita”, na verdade, custa cerca de R$ 850 milhões aos cofres públicos. Dinheiro pago às emissoras para compensar a queda de arrecadação publicitária durante o período eleitoral.

Outra forma de conhecer os candidatos é através dos debates. Neles, quase sempre se repete o discurso publicitário das propagandas. Os candidatos se vangloriam de suas antigas gestões, apontam dados, estatísticas e acrescentam estar ao lado do “povão”.

É pensando em todo esse circo montado que procurei alternativas. Quer fugir da comoção das propagandas eleitorais? Recorra ao site do TSE. Lá, você se informa a respeito da vida política de seus candidatos. Procure coerência nas propostas, analise suas intenções. Lembre-se que escolher o futuro do País é tão importante quanto escolher uma carreira no vestibular: em ambos você define a sua parcela de contribuição para construir uma sociedade melhor.

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