Uma escola que segue a pedagogia Waldorf não é muito parecida, em quase nada, com as escolas que seguem pedagogias mais convencionais. Temos aulas diferentes, além das normais, fora muitas atividades que dificilmente são feitas em escolas tradicionais. Já ouviu falar em aulas de aquarela? Euritmia? Astronomia? Antropologia? Época de Parsifal? Nunca ouviu falar? Bem… não é o primeiro e nem será o último, não se preocupe com isso!
Temos muitas festas ao longo do ano letivo, muitas viagens que servem (em sua maioria) para aprofundarmos conhecimentos vistos em teoria nas salas de aula. Já pensou em fazer uma viagem para observar estrelas? Ou uma para ir a mangues, bosques, florestas para aprofundar seus conhecimentos de botânica?
Ah, sim, para cada série há só uma turma que está junta desde o 1º ano escolar, um bom jeito de preservar amizades… e, claro, inimizades. Enfim, agora no ensino médio podemos dizer que cada ano tem um tipo de trabalho especial, como se fosse um objetivo além de todos os outros apresentados ao longo do ano. Eu, que estou no 12º ano, portanto último ano do ensino médio, faço parte da turma que esta preparando uma peça de teatro para maio. Em breve falarei mais sobre a rotina de um aluno waldorf, aguardem!
Sabrina Seabra está no 3º ano do ensino médio da escola Waldorf Micael
Aos treze anos, influenciada por uma professora, coloquei na cabeça que iria cursar Letras. Comecei então a trabalhar por esse objetivo. Naquela época, qualquer interesse que eu me voltasse, não passaria de uma “sombra”.
No ano seguinte, quando entrei no ensino médio, escavei outros interesses. Queria que aquela “sombra” de vocação ficasse mais delineada. Desde então, me alimento fartamente da literatura, produção de textos e tudo que se relaciona à Linguagem.
Felizmente, tive professores inspiradores. Talvez isso explica o fato de eu ter escolhido um curso de Licenciatura, mesmo numa época de extrema desvalorização. Mas também tive “professores por acidente” – aqueles que vivem reclamando da profissão. Muitos desses aconselharam-me cursos de “altos pisos salariais”, como biotecnologia, biomedicina, e todas essas “bios” que estão em voga.
Recentemente, tentei pegar gosto por bioquímica num curso técnico. Não deu certo. Portanto, decidi não seguir “tendências de mercado” e “altos pisos salariais”. Escolhi com o coração. Vou continuar sendo parte dos míseros dois por cento que pretende fazer uma licenciatura.
Quanto a ser professora? Quem sabe.
Bianca Gonçalves estuda por conta própria para entrar em Letras
Não é impressão sua… Você me conhece de algum lugar do passado.
Em 2009, participei do Blog do Pontoedu, no qual contava as curiosidades de uma “Rotina de Vestibulando”. Graças a Deus, essa rotina foi contemplada com a aprovação em 2º lugar no curso de Jornalismo da USP e em Medicina na Unifesp. Acabei optando por Jornalismo com 100% de certeza. E as razões para isso eu explico depois…
Agora, uma nova rotina colocou-se à frente.
A maioria das pessoas só dirige os seus olhares para o momento em que você entra na USP (e isso engloba toda aquela comemoração de raspar os cabelos e jogar tinta) e só torna a olhar no momento em que você sai de lá (com o diploma na mão e, espera-se, com um emprego também).
Mas poucos são os que lembram que há um “durante” – um período de maturação em que você é preparado, condicionado e até mesmo “chocado” (entenda como quiser…) para o mercado de trabalho que, como todo mundo diz, está cada vez mais brutal.
Alguns descrevem essa fase como o “USPício” que te aguarda, outros acreditam que a USP é o sonho de consumo de qualquer estudante e outros dizem que serão os melhores 4, 5, 6, 7 ou 8 anos que você passará na “Cidade Maravilhosa Universitária”, também considerada um “universo paralelo” (que engloba, inclusive, um restaurante com refeições a R$ 1,90, bibliotecas com milhares de títulos e até uma praça com um relógio de 50m de altura).
Enfim, a empreitada não é passar só na Fuvest, é passar também pela USP.
Um desafio pela frente? Mostrar aqui semanalmente no blog que o dia a dia na Universidade de São Paulo traz pautas que não se resumem às greves ou aos protestos que pedem a saída de reitores ou o aumento de salários…
Leandro Carabet é aluno do 1º de Jornalimos da ECA-USP
Olá, meu nome é Cinthia e estou no segundo ano de cursinho, no Etapa. Estou prestando Administração na FEA (USP) e Economia na Unicamp. Ainda não tenho certeza se vou prestar Economia também na Unicamp, porque o câmpus fica em Araraquara. É meio longe de São Paulo e não estou muito a fim de sair daqui…
Ter feito cursinho no ano passado me fez aprender uma lição. Ano passado, me matei de estudar no primeiro semestre e, no segundo, estava muito cansada. Mudei minha estratégia este ano. Levei o primeiro semestre um pouco light. Estudava umas três horas por dia, normalmente das 15h às 18h. Agora, vou começar a pegar mais pesado nos estudos.
Como sei que as coisas vão ficar cada vez mais difíceis, decidi descansar na última semana de férias. Fui para Buenos Aires com duas amigas do cursinho para relaxar um pouco. Voltei mais cansada do que estava, porque não parei quieta lá na Argentina. Até voltei meio gripada, pois estava bem frio lá à noite. Mas o bom é que consegui esquecer do vestibular, completamente, por uma semana! Acho que, por enquanto, é isso. Continuem me acompanhando aqui para saber como vai ser a minha rotina de vestibulanda! Até mais!
Cinthia Neri, vestibulanda do Etapa e vai prestar Administração e Economia
Olá, eu sou 1543808. Não! Calma, eu sei que posso lembrar aquela coisa que nos últimos meses só minha mãe sabe… Mariana Marques! Essa confusão porque aos 24 anos sou enfermeira e há, aproximadamente, um ano mestranda pela Faculdade de Medicina da USP, quando fui subitamente reduzida ao número de matrícula da faculdade.
Bem, grosseiramente falando, minha pesquisa deriva dos erros da assistência de saúde, as chamadas iatrogenias ou Eventos Adversos – que é o termo mais moderninho. Não procuro só por acontecimentos médicos que, talvez pela gravidade, tenham maior destaque na mídia, mas também por pequenos incidentes que causam grandes alterações no desfecho da vida de quem está passando por uma internação hospitalar.
Não posso garantir que o tema que estudo seja absolutamente inédito, já que existem citações semelhantes datadas de 1700 a.C. (no código Hamurabi). O que reforça a ideia de que erros na assistência à saúde são tão antigos quanto a própria medicina. Fato que, na verdade, até me instiga a continuar tentando entender todo esse processo e, pretensiosamente, a querer detonar a máxima de Anton Tchekhov: “ Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros”.
Então hoje, as pesquisas (inclusive a minha) buscam identificar quais os erros, qual o grau do prejuízo causado ao paciente e, principalmente, como evitá-los. Ou seja: Minimizar os erros e não exterminar os errantes!
Então, bem-vindos!
Abraços!
Mariana Marques, enfermeira e pós-graduanda da USP
2012
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