Estadão.com.br
1
Rodrigo Martins
SEÇÕES
TAMANHO DO TEXTO
Rodrigo Martins
  • Twitter
  • Facebook
  • DIGG
  • RSS  ?

Facebook vira ponto de venda de drogas no Brasil

  • 31 de julho de 2011|
  • 22h12|
  • Por Rodrigo Martins

Um traficante foi encontrado pela polícia do Rio via Facebook. Daniel Izaías dos Santos, de 25 anos, usava a rede social para acertar a venda de ecstasy a jovens de classe média. Em seu perfil, ele negociava abertamente com chefe de quadrilha e frequentadores de festas de música eletrônica, segundo a Agência Estado.

Alguns, inclusive, chegavam a cobrar entregas das “laranjinhas do Canadá”, codinome pelo qual a droga era chamada entre os amigos do traficante na rede. Izaías, que é do Espírito Santo, foi preso na última sexta-feira no Rio com um carregamento avaliado em R$ 18 mil.

Além do Rio, o Espirito Santo também investiga crimes como esses. “É cada vez mais comum”, diz o titular local da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), Diego Yamashita, ao jornal A Gazeta. “Sabemos que é assim não só no Facebook, mas também no Orkut, no MSN e no Skype. É um problema não só do Espírito Santo, mas de todo o país.”

92% dos tweets apoiam ações contra tráfico no Rio

  • 1 de dezembro de 2010|
  • 17h58|
  • Por Rodrigo Martins

Entre os dias 26 e 29 de novembro, foram feitos nada menos do que 1,5 milhão de tweets sobre a onda de violência – e consequente repressão – no Rio de Janeiro, aponta pesquisa I-Brands divulgada pelo IDGNow. Desse montante, nada menos do que 92,13% eram de apoio às ações policiais. E 7,87% críticos.

Imagem: Reprodução/IDGNow

No Twitter, 47 mil pedem #paznorio

  • 26 de novembro de 2010|
  • 13h39|
  • Por Rodrigo Martins

Bope usa veículos da Marinha nas ruas. Foto: Tasso Marcelo/AE

O Twitter foi tomado pelo medo e busca de informações sobre a onda de ataques no Rio. Nas últimas 24 horas, quando se intensificaram as ações do Bope, nada menos que 411 mil tweets foram feitos com a palavra “Rio”. Esse número siginifica 13% de todos os posts feitos mencionando a cidade nos últimos 30 dias.

Desde quinta-feira, a grande maioria dos termos na lista dos mais falados na rede no Brasil é dedicada ao assunto. Em destaque, o pedido de ‘Paz no Rio’, pela hashtag #paznorio. Nada menos do que 47 mil tweets já foram feitos  com ela, que já está há 26 horas ininterruptas na lista de trending topics. Aderiram ao movimento, além da massa de anônimos, celebridades que fazem barulho na rede e até fã-clubes dessas celebridades.

O humorista Hélio de La Peña postou que “o problema do Rio é que…se fosse um problema só, tava ótimo”. No fim, colocou  #paznorio. A cantora Bebel Gilberto retweetou: “give peace a chance” (dê uma chance à paz, em português). O vocalista da banda Restart, Pe Lanza, disse que sabe que ficará tudo bem.

O Fã-clube do Programa Pânico, da Rede TV, colocou uma palavra de ordem: “Lembre-se: pode começar no Rio e acabar no Estado aonde você mora. Então, respeite!”. O fã-clube do Bon Jovi no Brasil postou a frase do ídolo:  “E se eu pudesse ter um sonho realizado, eu desejaria que houvesse paz e harmonia”.

Os anônimos, que formam a grande massa do Twitter, também contribuíram para deixar a hashtag #paznorio no topo por tanto tempo. “Pelo menos nesse momento nos unimos. Tds com um só pensamento: #PAZnoRIO”, twittou @saratorello_tm. “Vamos fazer uma corrente positiva enviando boas vibrações”, postou @euvourt. “Só espero que meus amigos que moram no RJ continuem bem e desejo de coração que esse estado de guerra civil tenha um fim!”, mandou @annacarneiro.

Entre os termos mais falados na lista do Twitter, Bope, em referência ao Batalhão de Operações Especiais que atua no Rio, é o que está mais tempo. Nada menos do que 25 horas sem parar. Também estão há mais de 13 horas: Rio, Vila Cruzeiro e Marinha. Veja gráfico abaixo:

Horas em que os termos estão nos trending topics BR. Imagem: Reprodução/twend.it

*Números atualizados às 14h15

Twitteiro vira central de informações sobre caos no Rio

  • 25 de novembro de 2010|
  • 22h35|
  • Por Rodrigo Martins

Perfil @caosrj. Imagem: Reprodução

No meio do caos no Rio de Janeiro, com a atual onda de ataques, um estudante de jornalismo do 2º ano encontrou no Twitter um meio de ajudar a população. Pablo Tavares, de apenas 23 anos e que mora em Niterói, começou a ver o número de testemunhos de pessoas que presenciaram ataques multiplicarem-se na rede de microblogging. Também viu um número impressionante de boatos. E decidiu que sua forma de ajudar seria esclarecê-las.

Foi então que na terça-feira à noite ele criou o Twitter @caosrj, o qual se tornou uma central de informações. Primeiro, começou a postar informações sobre carros incendiados e formas de escapar dos pontos de tiroteio. Quando os ataques foram ganhando volume, Pablo começou a monitorar rádios, jornais e TVs e retuitá-los.

E está conseguindo repercussão. A conta ainda tem cerca de 500 seguidores, mas, só nesta quinta-feira, ele já conseguiu mais de 300 menções, entre retweets e conversas. Acha pouco? Luciano Huck, número um em seguidores no Brasil, com impressionantes 2,5 milhões de pessoas que o acompanham, teve “só” 500 menções. Um dos twitteiros mais relevantes no Brasil, Marcelo Tas, citou o @caosrj como destaque em palestra nesta quinta-feira.

Prova da relevância é olhar o que as pessoas dizem sobre @caosrj no Twitter. @pathamilton3 elogia: “Boa iniciativa! Precisamos de conteúdos jornalísticos pautados na verdade dos fatos. Boatos geram mais caos”.  A @sueliarantes pergunta: “Alguém confirma se o Shopping Carioca fechou?”. E @ranassamir recomenda aos amigos: “Siga o @caosrj e acompanhe as notícias do front”. Como essas menções, chegam outras e outras e outras à conta.

E dá para confiar nas informações? O IDGNow conversou com Pablo nesta quinta-feira:  “Eu acompanhava  as notícias na mídia, principalmente sobre Niterói, onde moro. Mas vi que os veículos estavam atrasados em relação ao Twitter, o que é natural. Afinal, há muitos boatos, os veículos precisam checar antes. Mas comecei a ver que muitas pessoas relatavam casos que elas estavam vendo, como carros sendo queimados ou locais de tiroteios. Quando via que três, quatro ou mais usuários confirmavam uma história, a probabilidade de ela ser verdadeira é grande. E o mesmo acontecia para desmentir: quando algo não está certo, os outros usuários desmentem”, diz.

Quando uma informação não é confirmada depois, Pablo diz que manda um tweet em seguida desmentindo-a.

BAÚ: As ‘férias’ do Sr. Orkut no Brasil

  • 21 de setembro de 2010|
  • 11h00|
  • Por Rodrigo Martins

tweets-per-day

Era abril de 2007. O Facebook, hoje maior rede social do mundo, com 500 milhões de usuários, era apenas um site que prometia, mas cujo tamanho nem se comparava ao bambambã da época, o MySpace. No Brasil, o Orkut era febre total. Não havia coisa mais fora de moda do que estar na internet e não estar no Orkut. Só que esse comportamento só existia no nosso país – e, naquela época, na Índia.

Foi então que, naquele mês, desembarcou no Brasil um engenheiro turco chamado Orkut Buyukkokten. Sim, o Orkut em pessoa. O criador da rede social veio ao País para conversar com usuários e tentar descobrir as razões do sucesso da rede social por aqui. O Google ainda acreditava que o serviço poderia dominar o mundo. Três anos depois, vimos que não aconteceu.

Mas naqueles 17 dias em que o Sr. Orkut ficou no Brasil, internet e imprensa todas falaram dele. Estampou páginas de jornais, capas de revistas, sites de notícias. E, o mais engraçado, badalou muito: foi à churrascaria, ao sambão, à praia… Fiz uma entrevista com ele na época, na qual ele me contou como criou a rede social, quais eram os planos. Republico a seguir a reportagem, a qual saiu no Link em 09/04/2007, para inaugurar a seção ‘Baú’ deste blog.

*********

tweets-per-day

Ele afirma que veio ao País a trabalho. Mas que está “quase em férias”, ah, isso está. Criador do site de relacionamentos mais famoso no Brasil, o Orkut, o programador turco do Google Orkut Buyukkokten aterrissou por aqui há duas semanas. E, desde então, divide seu tempo entre a labuta (palestras com ingressos de até R$ 740 e encontros com usuários da rede social) e muita, mas muita, badalação.

Antes mesmo de completar seus 17 dias de viagem, com passagens por Rio, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte, ele já voou de asa-delta, visitou o Cristo Redentor e o Estádio do Maracanã, curtiu o sol em Angra dos Reis e Salvador, provou churrasco e (ufa!) caiu no sambão numa gafieira. Tudo está em seu álbum de fotos.

E o trabalho sr. Orkut? “Faço de segunda a sexta. No fim de semana, me divirto”, disse em entrevista exclusiva ao Link. “Também estou curtindo as noites, vou sempre a boates.”

Tirando a curtição, o programador diz que, além de fazer palestras em universidades e eventos, veio ao Brasil para desvendar um mistério: porquê o Orkut faz tanto sucesso por aqui? Por isso, está se reunindo com usuários do site no Rio, São Paulo e Belo Horizonte.

Para um melhor contato, ele até aprendeu expressões em português. “Sei falar ‘obrigado’, ‘continuam bonitos’, ‘você é linda’ e ‘você é lindo’”, diz, com sotaque. “Nas conversas, já percebi algumas coisas. O sucesso do site tem a ver com a cultura. Vocês são muito amigáveis, gostam de se comunicar via web.”

Esta é a primeira visita de Buyukkokten. E, se não fosse o sucesso no Brasil – são mais de 28 milhões de perfis que se dizem brasileiros –, talvez ele nem viesse para essas bandas.

tweets-per-day

Tudo começou na Universidade de Standford, EUA, onde ele se tornou doutor em Ciências de Computação, em 2001. Buyukkokten é ligado em programação desde os 11 anos, quando ganhou o primeiro PC. Nascido na Turquia, morou na Alemanha e, após se graduar na faculdade, mudou-se para os EUA.

E foi em Standford que as primeiras ideias de comunidades brotaram. “Amo pessoas e PCs”, diz. “E vi que era difícil conhecer gente no campus. Queria facilitar a interação entre alunos de classes distintas. E fiz duas comunidades virtuais lá.”

Quando terminou o PHD, o programador ingressou na multinacional Google e passou a desenvolver, nas horas vagas, o esqueleto do Orkut – os funcionários possuem 20% de seu tempo livre para projetos pessoais.

Pouco antes de estrear – em fevereiro de 2004 – o site não tinha nem nome. “Aí um colega me sugeriu ‘Orkut.’ Achei bacana. Eu já tinha o endereço ‘Orkut.com’ registrado.” E não demorou para os brasileiros dominarem a página. Em junho, o Brasil já tinha mais usuários do que outros países. “E só aumentou. Mais e mais pessoas entraram para consolidar a liderança.”

Mas Buyukkokten não quer ser só conhecido no Brasil. Para o futuro, ele tem dois objetivos: aumentar a participação de outros países e adicionar novas ferramentas. No último caso, uma das apostas é ampliar a compatibilidade com dispositivos móveis. “O futuro é a mobilidade. Hoje, já dá para ver e mandar recados do site via celular.”

Quanto à conquista mundial, ele faz “média”, diz que, embora a porcentagem de perfis brasileiros esteja caindo – já foi mais de 70%; hoje é 56% – o número de usuários daqui ainda cresce. “O site ficou popular em países como a Índia”, diz. “E eu ainda quero que todos os internautas do mundo usem o Orkut”, ri.

Mas isso é outro assunto, no qual ele só vai pensar quando estiver longe do churrasco e do samba.


Twitter

Powered by Twitter Tools

Blogs do Estadão