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Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. Na Europa. Três bons jogos pela Copa dos Campeões: Porto x PSG, Ajax x Real Madrid e Zenit x Milan. Aqui no Brasil, a 28ª rodada do Brasileirão começa quinta-feira e termina sábado, antes das eleições municipais.

Na Vila Belmiro, R$ 1 para ver o Santos contra o Internacional, sábado. Neymar, suspenso, não joga. E é por isso que a diretoria resolveu baixar os preços. Baixou legal para sócios. Menos que R$ 1,99. A preocupação da diretoria é fazer com que o estádio receba um público razoável. E olha que tem gente que duvida que a Vila vai lotar.

A entrada vale R$ 1 e o picolé, R$ 4.

Logo o Santos que há bem pouco tempo era chamado de Cirque du Soleil, aquele dos grandes artistas, com lotação máxima e muita alegria. Hoje, pelo o que se vê em campo, e sem sua principal atração, o circo mais parece um que tinha lá no bairro perto de casa nos meus tempos de garoto. Chamava-se Circo Bandeirantes, e a gente ainda dava um jeito de passar por entre as grades para não pagar a entrada. Não éramos sócio.

Toda noite era o mesmo espetáculo, a não ser aos sábados, que sempre tinha algum convidado especial, esses de quinta categoria, mas que dava à apresentação um ar bem mais imponente.

Como mudou esse Santos, hein! Uma pena. Ganso foi embora sem olhar para trás. No meio do ano, o time perdeu bons jogadores e deixou Muricy na lona. Neymar é praticamente a única estrela da companhia, e agora tem de se dividir nos picadeiros da Vila e da CBF. O garoto está se desdobrando para ajudar as duas partes. Uma hora vai abrir o bico.

Pior. Aquele grandioso projeto de o Santos fazer crescer sua torcida na sombra de um time que dava espetáculo ainda não se traduziu dentro de campo. Na Vila, o time continua sendo aplaudido, quando aplaudido, pelos 8 mil, 9 mil torcedores de sempre. É quase uma família, em que todos se conhecem. No Pacaembu, a torcida cresce. E posso afirmar que isso só ocorre graças à presença de torcedores de outros times também. Pelo menos era assim quando a equipe tinha Neymar, Ganso…

Alguma coisa não deu certo nesse Santos que todos nós gostávamos de ver jogar. A graça acabou. E a diretoria já percebeu isso. Fosse um espetáculo concorrido, como cantado antigamente com muita prosa, o valor seria outro.

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É pouco provável que Ronaldo e Mano Menezes, assim como Muricy Ramalho e Ronaldinho Gaúcho, estejam errados em aconselhar Neymar a tentar a vida na Europa a fim de fazer frente a Lionel Messi, o craque do Barcelona que reina sozinho no Velho Continente. Uma coisa é ficar no Santos e ser feliz ganhando R$ 3 milhões por mês. Outra, bem diferente, é se mandar para um clube europeu e se fazer reconhecido no planeta.

O presidente do Santos, Luis Alvaro, insiste em espantar os que tentam fazer a cabeça do garoto, que até agora parece mesmo decidido a continuar sua vida em Santos e na Vila. Uma pena. Neymar tem potencial para arrebentar em qualquer clube  do mundo. Basta querer e se focar. É um desafio sem dúvida e que somentes o grandes estão preparados para ele.

Talvez Neymar não esteja. É uma opção. E todos têm de respeitá-la.

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