Robson Morelli - Estadao.com.br
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Paulo Nobre e José Carlos Brunoro encaminham uma revolução silenciosa no Palmeiras, cujo único 0bjetivo é recolocar o clube no caminho das conquistas, vitórias e, sobretudo, tradição. Estamos em março ainda, mas muita coisa já foi feita na Academia nesse sentido. E a principal delas, ou pelo menos a de efeito mais simbólico e devastador, embora necessário, para acabar de vez com essa condição de ‘time refém da torcida’, é o racha com as Uniformizadas. O presidente Paulo Nobre, após as agressões de membros da Mancha a seus jogadores em Buenos Aires, tocou os torcedores de dentro do clube, cortando regalias, como a distribuição de ingressos ou venda mais em conta.

Mais que isso. Nobre pretende liderar um movimento que nasce em São Paulo, mas que deverá se esparramar pelo Brasil para que todos os clubes da primeira divisão também digam ‘não’ às arruaças das torcidas, que não é de hoje assombram a vida e o trabalho de jogadores e técnicos.

No Palmeiras, a dupla começa a dar o que falar. Cartorze jogadores chegaram ao clube, Barcos foi vendido (em negociação que começou na administração anterior) para que o time pudesse ter mais atletas no elenco, ‘chinelinhos’ e jogadores que já não rendiam mais deixaram o Palestra e, mais recentemente, uma limpa foi feita nas categorias de base.

Podem acusar o novo presidente de tudo, menos de omisso. Certo ou errado, só o tempo dirá sobre suas modificações.

O fato é que alguma coisa precisava ser feita para chacoalhar o clube, mexer com o brio dos jogadores, resgatar a confiança do elenco, mostrar aos patrocinadores que o Palmeiras é sim viável. Brunoro deve ainda neste mês começar a tocar o marketing do clube, correr atrás de patrocinadores e de novos anunciantes. O time deverá ter mais dois ou três reforços pontuais no time, como um atacante pronto, que chegue é vista a camisa do clube sem precisar de tempo para se adaptar.

Agora é tudo uma questão de tempo para que Gilson Kleina mostre seu valor ou também dê a vaga para outro mais tarimbado. Mais coisa vem aí. Paulo Nobre vai cobrar uma reação imediata na Libertadores também porque entende que esse Palmeiras tem condições de passar da fase de grupos da competição. Até o começo da Série B do Brasileiro, o Palmeiras espera ter um time competitivo e mais confiante.

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O maior bem que um time de futebol pode ter é sua torcida. E o maior bem que uma torcida pode ter é o seu time de futebol. Partindo desse pressuposto, está tudo errado. Refiro-me hoje à torcida do Palmeiras, que aprontou novamente ao fazer uma emboscada no aeroporto de Buenos Aires contra os jogadores da equipe, que na noite anterior tomaram a primeira surra na Argentina, do Tigre: 1 a 0. O jogo valia pela fase de grupos da Libertadores.

Houve bate-boca, empurra-empurra, agressões. Copos voaram, segundo jornalistas dos sites Globo.com e LanceNet. Mas que direito tem a torcida de descer da arquibancada, onde é o seu lugar, e bater em atletas profissionais? Por que ninguém vai preso, como fizeram os bolivianos depois da tragédia de Oruro. O exemplo dos 12 corintianos detinos na penitenciária da cidade boliviana precisa ser seguido. Olhem para a Bolívia.

Imagine se a multidão não gostar de um show de Caetano Veloso ou João Gilberto, que seja Paul McCartney, e parta para as vias de fato contra os músicos após a última canção? Foi isso o que aconteceu contra os palmeirenses. Não gostaram da apresentação do time na derrota para o Tigre e foram ‘ajeitar’ a situação atirando copos nos atletas. Cena patética, como quase tudo que os torcedores fazem quando não estão torcendo.

Vão dizer agora que era um ou outro membro da Organizada… ou que aqueles não representam a torcida… ou que talvez nem sejam membros da Organizada que sempre acompanha o Palmeiras. Esse discursinho é velho, fraco, mentiroso e não cola mais, antecipo.

É claro que a torcida não tem de aplaudir esse Palmeiras que perdeu para o Tigre. Nunca. Jamais. A apresentação foi ruim, sonolenta, cheia de falhas e de gols perdidos. Ganhar ou perder não é o problema. Nunca foi para a torcida. O problema é essa ‘preguiça’ de jogar bola, essa displicência na cara do gol e, pior, na defesa, essa falta de envolvimento do elenco com a Libertadores só porque disseram que o projeto do ano é subir para a Série A do Brasileiro, essa situação de ‘não é comigo’… Perder ou ganhar nunca foi o problema.

Mas entendo que tudo isso é do jogo. E que os novos comandantes do Palmeiras saberão o que fazer diante desse marasmo em verde e branco. Não digo que o Palmeiras esteja assim, como estava na temporada passada, em todas as partidas. Justiça seja feita. E que perder um jogo não pode ser o fim do mundo. Refiro-me somente a essa partida, talvez a última também. Mas só.

O que não é do jogo é bater em jogador em aeroporto.

E aqui vale um ‘bem feito’ de boca cheia. Porque os clubes são coniventes com essa gente. Todo diretor minimamente envolvido com seu clube sabe que esses torcedores, em tempos de paz ou de guerra, recebem ajuda ou facilidades para adquirir as entradas para os jogos. Basta ir às bilheterias do Palestra Itália para ver, sem dificuldade, que os uniformizados entram na fila várias vezes, quando já não têm seus ingressos nas mãos. Alguém dá.

Qual é a forma de tirar essa gangue dos estádios? Não vendendo ingressos para ela. Os clubes poderão, desse modo, perder dinheiro nas primeiras partidas, mas farão rapidamente um novo público, de gente do bem, desarmada, que não participa de emboscada. Enquanto não repensarem isso, nada vai mudar.

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É claro que as lágrimas do torcedor palmeirense comovem. Mas a derrocada diante do Flamengo, com sua consequência, foi apenas o último ato de uma peça que começou lá atrás, mal ensaiada e de atores de péssima qualidade. A queda para a Segundona se anuncia há meses. E todos no clube, da situação à oposição, de Luiz Felipe a Gilson Kleina, de Valdivia a Maikon Leite, tem sua parcela de contribuição para esse fracasso que não combina com a história do Palmeiras.

E não combinar não quer dizer que não mereça. Pois digo que o Palmeiras mereceu o fim trágico que teve no Campeonato Brasileiro. O fato é que se formou no Palestra Itália em uma mesma temporada tudo o que é ruim no futebol, o contrário do que se prega dentro e fora de campo. O elenco, que entrou em campo 36 vezes nesta competição, carrega o maior fardo nas costas. Nunca um equipe do Palmeiras mostrou tão baixo índice técnica e redimento como essa, nunca se juntou tantos jogadores sem personalidade e nunca também se enganou tanto num mesmo elenco durante tanto tempo.

Daria para fazer uma lista dos jogadores do Palmeiras sem a menor condição de vestir a camisa do clube. Mas deixo essa tarefa para o torcedor, sábio em sua forma de avaliar atleta do seu time. A equipe abraçou jogadores de características das mais variadas possível. Tem o grupo dos pernas de pau, grossos na concepção da palavra, sem qualidade para acertar um passe um pouco mais longo. Tem o grupo dos esforçados, mas de pouca inteligência com a bola nos pés. Esses jogadores foram os que mais irritaram a torcida ao longo desse calvário. São aqueles atletas que não hora de passar a bola, preferem o chute. E na hora de chutar, fazem o passe. Estão sempre fazendo a jogada errada.

O time ainda sustentou o grupos dos ‘chinelinhos’, aqueles que ganham no mole sem se esforçar. É o emprego que todo mundo queria. Dinheiro no bolso e chinelo nos pés. São os chamados ‘malandros’ do futebol. Não se envolvem com nada e vivem no departamento médico, machucados ou tentando se colocar em forma. É inadmissível que um time como o Palmeiras tenha jogador fora de forma em novembro.

Dos que honraram a camisa, os agradecimentos do torcedor. Esse grupo é minoritário, infelizmente. E nada disso mudaria se o Palmeiras tivesse escapado da degola. O que se escreve aqui não é uma condenação sumária, mas uma constatação que independe do destino do time. Sabe-se agora, a Segunda Divisão.

A comissão técnica liderada por Luis Felipe Scolari também não teve pulso ou respaldo para fazer a coisa certa, na hora certa. Jogadores não foram cobrados tampouco afastados por falta de condição técnica e de envolvimento com o grupo. Esse, aliás, é um velho problema do futebol brasileiro. Técnico nenhum de futebol consegue mexer nos elencos, desaprovar jogadores e afastar aqueles que não contribuem. Não conseguem porque compram briga com a diretoria ou porque compram briga com o próprio elenco. Aí, dá no que dá. O caminho é se tornar ‘paizão’, amigos de todos. Só assim conseguem reunir o elenco em torno de um objetivo.

Felipão teve tempo para sentir o grupo e fazer sua avaliação. Dispensar jogador também fazia parte do seu trabalho. Escalar atleta sem qualidade foi um grande erro. Fosse Felipão um treinador de menor envergadura, dava até para entender o receio de trocar. Não espero isso de Gilson Kleina. Mas esperava de Felipão, o sargentão do futebol brasileiro. Mas ele perdeu a mão, foi levando sem se envolver também, aceitando tudo o que lhe era oferecido sem espernear até o fim. Foi um grande erro. Os bastidores do Palmeiras indicam também que ele não teve refresco da diretoria, sobretudo com Roberto Frizzo, com que nunca se bicou.

E por fim, a diretoria do Palmeiras mostrou-se não saber nada de futebol, apesar da boa vontade do presidente Arnaldo Tirone. Andou para trás nesses dois anos de comando e entrega agora um time na Segundona. Não dá para se esconder atrás de adminstrações anteriores. Não é mais o caso. Duas temporadas  são mais que suficientes para ajeitar o futebol do time. Foi um trabalho fraco. A única coisa que parece funcionar no clube é a construção do estádio. Mais nada. E se a situação deixou a desejar e deve pegar o seu boné agora nas próximas eleições, a oposição, que deve assumir o clube, também não fez nada para ajudar. Pior. Minou o pouco que se tentou fazer com brigas internas, desacertos e críticas. Como sempre.

Por isso que todos no Palmeiras mereceram a Série B. O Palmeiras, em todos os seus setores, é um clube de Segunda Divisão. E não merecia ficar entre os melhores do futebol brasileiro até que todas as suas arestas sejam aparadas.

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A pergunta poderia não ter sentido fosse feita tempos atrás, quando o Palmeiras ainda mandava seus jogos de peito estufado e com a certeza de que poderia ganhar as partidas e sonhar com passos mais largos e dignos. Valdivia sempre foi a referência desse time, na primeira e muita mais na segunda passagem. Estive no salão nobre do Palestra Itália quando ele foi reapresentado como o mais novo reforço do Palmeiras. A empolgação e a confiança da nação palmeirense eram enormes, saltavam aos olhos.

Passados dois anos, o Mago perdeu o encanto e seu nome, feito o de Cristo após ser preso pelos romanos, já faz muita gente torcer o nariz no clube. O Palmeiras não sabe o que fazer com o chileno, também chamado de o ‘rei das contusões’. Seu contrato vai até dezembro de 2015, mas não se sabe se ele será cumprido, como desejavam todos naquela tarde de recepção calorosa e cheia de esperança de dias melhores. Na horrorosa campanha do Palmeiras neste Brasileirão, Valdivia fez 16 dos 35 jogos que o time disputou. E é muito provável que não faça mais nenhum jogo na temporada, embora diga a pessoas com quem conversa regularmente que estará de pé em três semanas. Pra quê?

Em três semanas, o Palmeiras já estará com seu destino definido, muito provavelmente de volta à Segundona após frequentá-la dez anos atrás.  O time pode cair neste fim de semana se não vencer o Flamengo, o que deve acontecer dada a fragilidade e o abatimento de todos no elenco. Dessa forma, Bahia e Portuguesa nem precisam entrar em campo para se garantir. Como tem 33 pontos e os rivais diretos 40, o Palmeiras não conseguiria mais alcançá-los. Se ganhar do Fla, estica o tempo de sofrimento caso Lusa e Bahia não ganhem suas respectivas partidas.

Valdivia parece indiferente a tudo isso. Jogou pouco e, portanto, tem pouca culpa no cartório, a não ser a culpa de não ter jogado mais. Essa sim pesa em suas costas. Daí a pergunta estampada no título da resenha: Vale a pena apostar novamente em Valdivia? Se o meia não teve forças nem entusiasmo para jogar na primeira divisão, muito provavelmente não terá também para comer grama na Série B, onde as canelas são mais duras, a bola nem sempre é redonda e os adversários vendem o almoço para garantir o jantar. A elegância e o toque refinado do Mago não combinam nem com o Palmeiras nem com a Segundona nesse momento, assim como sua disposição já desagrada a muita gente no clube. Apesar das contusões seguidas, a impressão que se tem é que Valdivia se escondeu, que poderia jogar mais e se preparar melhor para a temporada, sem tantas noitadas.

Tudo bem que o Palmeiras também terá a Libertadores para disputar, mas hoje, salvo uma mudança radical no cenário, Valdivia não tem espaço no clube. O que se extrai do seu talento é muito pouco para mantê-lo no Palestra Itália, a preço de ouro. Não digo que concordo com isso, mas essa é a situação e uma visão generalizada sobre o craque. O que segura o Mago no Palmeiras é o seu contrato. Nada mais.

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A violência mostrada nesta madrugada por pessoas que se dizem apaixonadas pelo Palmeiras sugere medidas drásticas contra os chamados torcedores organizados. Um grupo não identificado ainda pela Polícia colocou fogo na loja do clube, no Palestra Itália, assustando moradores da região, dirigentes, jogadores e funcionários. Tudo isso para protestar com a situação do time, à beira de ser rebaixado matematicamente para a Segunda Divisão.

Esses propensos torcedores prometem aterrorizar ainda mais o ambiente do Palmeiras, não mais com derrotas, mas agora com possíveis agressões, pânico e emboscadas. Sai, portanto, do cenário esportivo para entrar no contexto policial. Acham legítimo reclamar do time dessa forma. A frase pichada no porta da loja incendiada do clube dava o tom do que planejam. “A Paz acabou”. Estão todos preocupados no Palmeiras, do presidente Arnaldo Tirone ao roupeira, aquela figura encarregada de ajeitar as roupas e as chuteiras dos atletas. Não é justo.

A história da torcida do Palmeiras não é boa. Ela já colocou para correr do clube jogadores como Vagner Love e Diego Souza. E depois, claro, se constatou que eles seriam útil para o time. O mesmo pânico volta à tona. O atacante Barcos, o melhor da equipe, já avisou que prefere deixar o Brasil a se ver acompanhado de seguranças pelas ruas. O recado foi direto para esses arruaceiros. Não adianta dizer que Barcos, pela bela campanha apesar da situação do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, está fora dessas ‘cobranças’. Argentino que é, vai tomar a dor dos colegas que ajudaram menos a equipe e agora estão sendo ameaçados.

Temo por algo mais triste que possa acontecer. E  confesso que penso no zagueiro colombiano Escobar, morto em situação dessa natureza após fazer gol contra diante dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 1994. É claro que o palmeirense anda triste, cabisbaixo, lamentando a situação do time e a ruindade de alguns jogadores. Mas daí a colocar fogo num patrimônio do clube, enfrentar a polícia como ocorreu no empate com o Botafogo e espalhar o pânico entre os jogadores e comissão técnica é algo além da compreensão de qualquer apaixonado por futebol.

Espero que o caminho da paz  seja tomado mesmo com o time na Segunda Divisão. Espero que os líderes de todos os lados possam se sentar juntos para saber como cada um deve ajudar o time se o pior acontecer, o rebaixamento. Espero que todos sobrevivam.

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O empate nos minutos finais com o Botafogo, naquele golaço de Barcos (sempre ele), apenas prolongou a dor do torcedor palmeirense, que no fundinho do peito ainda tem esperança de que o time não caia para a segunda divisão. Como sofrer de antemão é sofrer duas vezes, o palmeirense ainda aguarda as próximas rodadas do Brasileirão para ter seu destino sacramentado, e aí sim aceitar o que lhe está reservado nesta temporada: a queda. Nesse momento parece inevitável pensar na Segundona. O abatimento dos jogadores no Palmeiras sentados no banco de reserva durante a partida de domingo dimensionava a agonia do elenco e, de certa forma, retratava o sentimento comum dos atletas.

Não há nesse momento luz no fim do túnel, embora a matemática do rebaixamento ainda dê ao Palmeiras sobrevida até a rodada de domingo, quando encara o líder Fluminense. Se perder para o time carioca e Portuguesa e Bahia se derem bem na rodada, o Palmeiras estará, aí sim, matematicamente rebaixado. E pelo que o time de Maikon Leite, Patrick Vieira e Maurício Ramos apresentou contra rivais menores, o torcedor não deve esperar muita coisa diante do ‘quase’ campeão nacional, o Fluminense.

Ganhar as quatro partidas que lhe restam (Flu, Flamengo, Atlético-GO e Santos), digamos, não é nada fácil para esse elenco comandado por Gilson Kleina. A fase, além de tudo, é horrorosa. Os adversários têm duas chances e marcam dois gols, como fez o Botafogo domingo. E ainda no primeiro gol do time do Rio, a bola batida na trave voltou na cabeça de Lodeiro. É muita falta de sorte para um time só. Cheira, de fato, uma morte anunciada. As esperanças são, nesse momento, bem pequenas, quase não existem. Há ainda aquele jogo contra o Inter, que foi anulado até segundas ordens. O resultado, que era derrota, mas que está sub judice, pode mudar. Seriam três pontos sujos para o Palmeiras, a volta do ‘tapetão’. Ocorre que essa posssibilidade ainda está em discussão. Isso não quer dizer que o Palmeiras some os três pontos. Uma nova partida seria marcada. Repito: se isso acontecer, o time pode até se salvar, mas mancharia sua diginidade, o que lhe resta nesse momento.

Até posso estar sendo pessimista demais, mas quando vejo o presidente do clube com um terço nas mãos durante a partida, como aconteceu no jogo em Araraquara no fim de semana, confesso que não tenho argumentos para acreditar que o Palmeiras vai se salvar. Nesse caso, como a bola nos pés, reza não ajuda.
 http://tv.estadao.com.br/videos,O-SOFRIM…

 

 

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O maior ídolo do Palmeiras, o goleiro Marcos, também usou em seu facebook a expressão ‘dignidade’ para expressar tudo o que está acontecendo com o Palmeiras. Referia-se à falta de dignidade que toma conta do clube nesse episódio do gol ilegal de Barcos. Ora. Se o próprio Marcos acha que o melhor a fazer é esquecer tudo e tentar se salvar dentro de campo, a diretoria tinha mais é que deixar prá lá, pedir desculpas por tanto barulho e seguir seu calvário nas últimas partidas que lhe faltam do Brasileirão.

A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva é de praxe nessas situações. Os promotores ‘anularam’ o resultado do jogo até que tudo seja esclarecido. Portanto, o Inter perde os três pontos que ganhou no Beira-Rio até que o martelo seja batido, o que deve acontecer em sessão do dia 8 ou em sessão extraordinária no dia 14. A última data prevista para o tribunal tomar sua posição, definitiva, é 22 de novembro. Disso não passa. Até lá será uma agonia, sobretudo se o Palmeiras precisar desses pontos. É aí que cheira ‘tapetão’.

A turma do Palmeiras entende que a brecha está aberta para conseguir a anulação do jogo e assim ter nova chance de ganhar mais três pontos. Um novo jogo. Até lá, quem sabe o Palmeiras nem precise mais desses pontos. Apesar que duvido que o resultado dos promotores seja pró time paulista. Duvido.

O argumento do Palmeiras é o mesmo do dia do jogo. O quarto árbitro da partida foi avisado por um repórter de tevê que o gol de Barcos foi de mão. Portanto, teve a ajuda externa para tomar a decisão de um lance que ninguém da arbitragem viu. O juiz deu o gol e depois voltou atrás. Ser ajudado por alguém de fora não é permitido pelas leis do futebol. Mas o gol, dse fato, foi de mão, irregular.

Então a defesa não vai entrar no mérito de Barcos ter tentado enganar a arbitragem ou não, ter usado a mão ou a cabeça. Vai alegar que o árbitro teve auxílio de alguém fora do jogo, um jornalista, para tomar sua decisão. Legalmente, as pessoas do Palmeiras acham que é possível anular a partida. Moralmente, se isso acontecer, o Palmeiras terá de carregar essa mancha por toda a sua história: a de ter se baseado em um gol de mão para mudar sua sorte no Brasileirão de 2012.

Para o torcedor que não está nem aí, isso pouco importa. Ele quer o time na Série A a qualquer preço. Parece que para boa parte da diretoria do clube isso também não faz diferença. Para as pessoas que, como eu, defendem a lisura dos fatos, a possibilidade de anular o resultado de um jogo tendo como fundamento um gol de mão, que todos depois viram pelas imagens de tevê, parece muito errado.

Daí a indignação do goleiro Marcos, que, como todos sabem, nunca foi santo. Mas não gostaria de ver seu time do coração se valer de um gol irregular para não cair. Estou com Marcos.

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Eu acredito! Disseram milhares de palmeirenses após a vitória magra e sofrida do time diante do Bahia, lá em Salvador.  Para alguns era impossível perder a quarta seguida. O fato é que os três pontos conquistados no Pituaçu animaram o palmeirense a ponto de ele voltar a acreditar que a equipe consegue escapar da degola. Será?

Agora são seis pontos para o 16ª colocado, que é o próprio Bahia. São 29 pontos do Palmeiras contra 35 do Bahia. A briga pode estar entre esses dois times. Flamengo, Portuguesa e Ponte Preta correm risco. Faltam mais sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro.

O problema é a fragilidade desse Palmeiras.

O time ganhou do Bahia mostrando um futebol ruim e de pouca criatividade. A esperança do palmeirense se dá quase que exclusivamente pelo fato de estar a ‘apenas’ seis pontos de escapar do rebaixamento. Pode parecer fácil em comparação aos nove que estava antes da rodada. Mas é muito caminho para percorrer. Caminho duro.

Nas contas de Gilson Kleina, o Palmeiras deveria somar ao menos seis pontos nessas últimas três partidas. Ganhou três. Está devendo. O próximo adversário é o Cruzeiro, que ganhou do Corinthians por 2 a 0 e não corre mais risco algum nem briga por nada. Tem 40 pontos. Depois, o Palmeiras mede forças com o Inter, que perdeu na rodada para o Figueirense: 3 a 2. É um time bom, mas em fase ruim. O Palmeiras é um time ruim em fase ruim.

No caminho do Bahia há algumas pedreiras também: Corinthians e Grêmio. Duvido que o Corinthians se esforce para arrancar pontos do Bahia e assim ajudar o Palmeiras. No Grêmio eu confio. Mas mais que depender dos outros, o Palmeiras precisa somar seus pontos. Como perdeu três seguidas, pode ganhar três consecutivas também. Se isso acontecer, o palmeirense deve agradecer de joelhos. Seria um milagre.

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Essa decisão foi tomada quando Felipão assinou a papelada para sua segunda passagem pelo clube. É do caráter do treinador cumprir seus contratos, contra chuvas e trovoadas, conquistas e derrotas. Foi assim também na primeira vez do técnico no clube. Três anos, na visão de Felipão, é tempo suficiente para permanecer num time, seja ele o Palmeiras, a seleção de Portugal ou qualquer outra equipe. É tempo ideial para os dois lados.

Nem o treinador cai na mesmice e na rotina do clube nem o clube se satura do técnico.

Felipão já disse em outras ocasiões que pretende continuar à beira do gramado até 2014. E que faz parte dos seus planos comandar uma seleção no Mundial de 2014, em seu País. Do mundo árabe, ele tem alguns convites. Quando estiver livre do Palmeiras contratualmente, e tomara para o torcedor com algum título, poderá se voltar exclusivamente para essa nova empreitada. O Brasil sempre será uma opção para seu trabalho. Mas hoje a seleção tem Mano Menezes.

Felipão sairia do Palmeiras no fim do ano mesmo se tivesse conquistado todos os títulos que disputou. A decisão estava tomada. O único senão é que sua passagem poderia ter sido mais tranquila, sem tantas confusões internas do clube, sem a desconfiança que setores do Palmeiras alimentam por ele e que vão alimentar também por qualquer outro.

O problema do Palmeiras é o Palmeiras. Vale lembrar que para os dirigentes do clube nos últimos anos, situação e oposição, nenhum treinador serviu, os bem pagos e os mal pagos. E olha que grandes nomes estiveram no cargo, como Muricy e Luxemburgo.

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SÃO PAULO – O Palmeiras visita o Atlético-PR na primeira partida do mata-mata das quartas da Copa do Brasil. O jogo de volta é semana que  vem, em Barueri. O jogo foi 2 a 2.

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Escalações
Atlético-PR: Rodolfo; Cleberson (Pablo Felipe), Manoel, Renan Foguinho e Zezinho; Deivid, Alan Bahia e Martin Ligüera; Bruno Mineiro, Guerrón e Edgar Junio. Técnico: Juan Carrasco

Palmeiras: Bruno; Cicinho (Luan), Maurício Ramos (Román), Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Barcos. Técnico: Felipão


SEGUNDO TEMPO

47 min – Acabou: 2 a 2. Bom resultado para o Palmeiras fora de casa. O time de Felipão é beneficiado por dois empates: 0 a 0 e 1 a 1. O próximo jogo é quarta-feira, em Barueri.

44 min – O Palmeiras é pressionado e tenta tirar a bola de sua defesa de qualquer maneira. O juiz deu 2 minutos a mais.

42 min – Luan teve chance no contra-ataque, mas correu com o freio de mão puxado. O Palmeiras tem os contragolpes com Maikon Leite e Luan.

41 min – O jogo cai de produção, com poucas jogadas de gol dos dois lados.

37 min – O Atlético-PR ataca sem tanta pressão nesse fim do segundo tempo. O Palmeiras prefere tocar a bola e esticar para Maikon Leite. Maurício Ramos sai de campo de maca. Román entra no seu lugar. O finalista desse duelo encara quem passar de Grêmio e Bahia. Grêmio, de Luxemburgo, e Bahia, de Falcão.

32 min – O Atlético-PR avança seu meio de campo, e vale-se das bolas levantadas na área. Bruno, goleiro do Palmeiras, está atento, e sem pressa para repor a bola em jogo. O resultado é bom para o time de Felipão.

28 min – Maurício Ramos joga na sobra e chuta para alto para aliviar o perigo. Sem técnica, mas eficiente.

25 min – Se acabar 2 a 2, o Palmeiras se classifica no jogo de volta com dois empates: 0 a 0 e 1  a 1. Outro 2 a 2 levaria a decisão para os pênaltis.

22 min – O Atlético-PR agora pressiona, empurrado pela torcida. A defesa do Palmeiras melhora. Guerón sai para a entrada de Ricardinho. A zaga do Palmeiras agradece. Guerrón deu trabalho pelo lado direito.

18 min – O Palmeiras faz o gol e continua no ataque. Felipão pede paciência. Quer que o time se recomponha com mais rapidez. Deivid recebe amarelo. O Palmeiras é melhor.

14 min – GOOLLLLLL do Palmeiras, de Maikon Leite: 2 a 2. O atacante recebe na entrada da área e chuta de canhota, no ângulo. Um belo gol em seu primeiro lance. Maikon Leite entrou bem. É dele as melhores jogadas de ataque do Palmeiras.

13 min – Luan entrou no lugar de Cicinho, que já tinha cartão amarelo. E Maikon Leite ocupa a posição de Mazinho, que fez uma partida ruim. Com Luan o Palmeiras também ganha em chutes de fora da área.

10 min – O Palmeiras reclama de pênalti em João Vitor. O juiz levanta as mãos e deixa o jogo continuar. Felipão prepara a entrada de Luan e Maikon Leite. Barcos recebeu amarelo, o terceiro dele. Não joga a partida de volta semana que vem.

6 min – Barcos acerta o travessão. O atacante palmeirense tem levado a melhor contra a defesa do Atlético-PR. Valdivia tem a obrigação de achá-lo entre os marcadores. Valdivia agora recebe amarelo porque xingou o técnico Carrasco, que ficou segurando a bola. Ele também foi excluído do jogo.

5 min – O desenho do jogo neste começo de segundo tempo é bem parecido com a forma em que terminou o primeiro: o Palmeiras ataca, mas dá espaço para os contragolpes. Guerrón aberto pela direita provoca terror no lateral Juninho, sempre ajudado por Márcio Araújo.

1 min – Começou…


FRASES

Assunção:É difícil jogar aqui. Mas estamos no jogo. É assim mesmo quando duas equipes grandes se enfrentam”
Guerrón: “Temos de aproveitar mais as oportunidades. O Palmeiras está dando espaço. Temos de saber aproveitar”

RESUMO: o Palmeiras até que equilibrou o jogo após 10, 15 minutos de bola rolando. Chegou a pressionar o Furacão. Sua defesa, no entanto, jogou mal e complicou a vida do time. O Atlético aproveitou as chances que teve e poderia ter feito o terceiro.


PRIMEIRO TEMPO

46 min – Acabou: 2 a 1 para o Atlético-PR.

44 min – O Atlético-PR é pressionado e tenta dar o bote em alguma bola perdida ou roubada no meio de campo.

42 min – Marcos Assunção acerta o travessão em cobrança de falta. O goleiro do Atlético-PR chega a tocar na bola. Quase o Palmeiras empata. Cleberson toma amarelo. Na jogada da falta, Cicinho é tocado na área. O juiz não marca nada. A bola fica viva até o corte da defesa do Furacão.

41 min – O Palmeiras vai razoavelmente bem no meio e nas conlusões de Barcos. Ocorre que sua defesa provoca calafrios a todo instante no torcedor. Na verdade, as duas zagas estão perdendo feio para os atacantes adversários. O Palmeiras pressiona. Mazinho vai se soltando mais.

36 min – Lingüera perdeu gol feito, na cara de Bruno. Leandro Amaro, que havia ficado para trás, tira a bola do rival com um toque muito esperto, sutil. Cicinho recebe amarelo por falta em Lingüero 1 minuto depois. A defesa do Palmeiras é frágil.

35 min – Barcos recebeu na área de Valdivia, que está ligado no jogo, virou e bateu. Quase gol. O goleiro Rodolfo fez a defesa sem dar rebote. Bom momento do Palmeiras.

34 min – O Palmeiras mantém o Furacão em sua defesa. Assunção tentou outra falta, sem sucesso. Ele jogou a bola na área buscando Barcos. O problema de ficar em cima do rival é abrir espaço para os conra-ataques dos donos da casa. A defesa do Palmeiras não está bem.

29 min – Assunção cobrou falta e o goleiro do Atlético mandou para escateio. Foi a segunda falta do volante do Palmeiras. Na outra ele acertou a barreira. Foi nessa jogada que Felipão pediu mão na área, que não foi.

28 min – Felipão reclama com a arbitragem de Paulo Godoy Bezerra, de Santa Catarina.

26 min – O jogo é franco. O Palmeiras também pressiona, mas quando faz isso dá espaço. E perde na velocidade sobretudo na disputa com Guerrón.

22 min – GOOLLLLLLL do Atlético-PR, de Edgar Junio: 2 a 1. Guerrón chuta e o goleiro Bruno dá rebote no meio da área. A defesa do Palmeiras marca mal. Guerrón estava impedido no lance, na frente do bandeira, que deixou a jogada seguir até o gol de Junio.

21 min – GOOOOOLLLLL do Palmeiras, de Barcos: 1 a 1 . Bola metida para o atacante, que se livra da marcação com bom corte e toca no cantinho do goleiro.

20 min – A pressão é grande contra o Palmeiras.

17 min – GOOLLLLLL do Atlético-PR: 1 a 0. Bruno Mineiro, de cabeça, após jogada bem tramada de falta pela direita. A bola foi cruzada por Ligüera no segundo pau, na cabeça de Renan Foguinho, que ajeita para Bruno Mineiro. A defesa do Palmeiras ficou 0lhando a bola atravessar de um lado para o outro na área.

15 min – O Palmeiras inverte a pressão sofrida nos minutos iniciais.

9 min – O Palmeiras começa a ficar com a bola nos pés. E vai tocando no campo do Furacão, achando uma brecha para penetrar. Vai equilibrando a disputa. João Vitor aparece bem pela direita. Mazinho, que tem a confiança do torcedor, joga aberto na esquerda. Zezinho vai dando espaço para João Vitor e Cicinho. O Palmeiras cresce por ali.

6 min – O Palmeiras consegue espanar bem as bolas, principalmente pelo alto. Mas não tem volume de jogo. Não consegue passar do meio de campo. O Palmeiras tenta sair pelas beiradas, com Cicinho. A marcação é forte dos donos da casa.

3 min – Barcos fica praticamente sozinho na frente. O Atlético-PR vai para cima e tenta empurrar o Palmeiras para dentro de sua área. A defesa do Palmeiras abuso dos chutões.

1 min – Começou. O Palmeiras joga de camisas brancas. Felipão optou por Leandro Amaro na defesa, e manteve Mazinho no ataque. Luan está no banco.

 

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