Robson Morelli - Estadao.com.br
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Que Adriano tem o dom de se meter em confusão, todos sabem. Sempre foi assim e essa última antes do Natal quebra um período de calmaria do jogador, que até então se mantinha na sua ou pelo menos o que fazia fora do Corinthians não chegava ao noticiário. O curioso, e reprovável, é esse fascínio do atacante por armas de fogo. Não é a primeira vez que Adriano é acusado de pegar em armas. Lembram daquela foto dele com um fuzil nas mãos?

Todos acompanharam a história dessa nova confusão do atleta: uma moça teve a mão baleada dentro do seu carro, onde Adriano estava com outras mulheres e um segurança, reformado da polícia. Não entro no mérito do que eles estavam fazendo ao sair da boate altas horas da madrugada. Não vem ao caso.

O fato é que desta vez Adriano parece seguro ao afirmar que a arma não estava em suas mãos quando ela disparou acidentalmente. Há duas versões, a dele, que é essa, a de que arma estava com seu segurança no banco de trás e ele estava na frente. E a da moça ferida: a de que Adriano brincava com a arma e ela disparou, atingindo sua mão.

As versões diferentes só comprovam que não havia nenhum tipo de sentimento entre as pessoas envolvidas. Ninguém tentou ajudar ninguém. Ou seja: a menina culpa o jogador e o jogador diz que não foi ele. Por causa da acusação da menina, Adriano diz que ela não merece ser ajudada, como ele estaria disposto a fazer.

A polícia trabalha com a hipótese de Adriano estar tentando abafar o caso e se livrar de mais essa, mas também com a possibilidade de a menina estar tentando tirar uma grana fácil do jogador rico. Claro. Porque se não há sentimentos nessa história, o único objetivo é se safar ou ganhar um cascalho. Alguém está mentindo.

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Adriano pode estar perto da depressão. De novo. O atacante do Corinthians anda chorando pelos cantos, sensível que está com a vida nesse momento. Foi assim numa festa com os amigos no Rio. Em determinado momento, Adriano desabou em lágrimas, aparentemente sem motivo.

Saudades do pai, distância das partidas de futebol,trabalho duro com pouco diversão. Ninguém sabe ao certo o que se passa pela cabeça de Adriano, como também não sabia seu empresário Gilmar Rinaldi nos tempos de idas e vindas da Europa.

Foi aos prantos também que Adriano motivou os jogadores do Corinthians na virada contra o Flamengo por 2 a 1 semana passada. Ele apareceu do nada no vestiário do Pacaembu no intervalo do jogo, quando o Corinthians perdia por 1 a 0, para dar uma forcinha aos companheiros, contra seu time do coração. Deu seu recado e depois chorou. Todos o abraçaram e foram para a guerra. Ganharam o jogo. Tite adorou a chance motivacional. Caiu do céu.

Adriano está sensível, isso é certo. Em depressão? Talvez. Para sair dessa, anda gastando como nos tempos dos contracheques em euro. O Corinthians informa que ele está perto de fazer sua estreia. A previsão era para esse mês. Fique para outubro, mas pode ser antecipada. Voltar a jogar pode ser a solução dos seus problemas de momento. Tite o aguarda. Só depende dele.

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