A conta dos são-paulinos é pra lá de absurda. Muitos diriam impossível até. O Cruzeiro precisa ganhar do Palmeiras com cinco gols de diferença para que o time do Morumbi assuma a liderança no saldo de gols. Hoje, São Paulo e Palmeiras empatam em número de pontos (44) e vitórias (12). No saldo está 14 a 10 para os palestrinos. Sofrer cinco gols é muita coisa dada a qualidade técnica dos dois times. Nem para um lado nem para o outro. Tivesse um real para apostar, apostaria no Palmeiras, mesmo no Mineirão. Mas como futebol não é um esporte de somas exatas, e já vi muitas goleadas em partidas que não esperava, vamos todos ficar diante da tevê ou nas arquibancadas do Mineirão para acompanhar o duelo desta quarta.
A reportagem a seguir foi publicada por mim no JT.
A unificação do calendário do futebol brasileiro ao europeu ainda vai dar
pano para manga. Mas o que antes era execrado à primeira manifestação pública, passou a ser assunto obrigatório nas entidades que comandam o futebol, como CBF, Clube dos 13 e Rede Globo.
Já há um embrião para esse novo formato, entregue dia 3 de setembro a
representantes do Ministério do Esporte, em Brasília. Do ministério para as mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um pulinho. Lula e Ricardo Teixeira, presidente da CBF, estiveram juntos em agosto para discutir temas ligados à Copa do Mundo de 2014.
A mudança no calendário foi um dos assuntos conversados. Lula pediu a Teixeira medidas para fortalecer os clubes e segurar os craques no País.
Desde então, mudar o início do futebol pentacampeão do mundo de janeiro para agosto passou a ser uma possibilidade não mais descartada como era tempos atrás.
Tive acesso ao esboço do novo calendário e formatos dos torneios
regionais e nacionais que foram entregues ao Ministério do Esporte, feito
pelo engenheiro mecânico de Joinville (SC), Horácio Nelson Wendel, 60
anos – o mesmo que desenhou a tabela do Campeonato Brasileiro para a CBF em 2001.
Para que as ideias de Wendel sejam aprovadas, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) teria de entrar na discussão e aceitar mudar a Libertadores, por exemplo, para o segundo semestre do ano.
No projeto, competições como o Paulistão (e todos os estaduais) teriam 14 datas. Voltariam a figurar no calendário os torneios regionais, como o Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas, com 10 datas. A Copa do Brasil teria 32 clubes e não mais 64. O torneio daria vaga para a Libertadres e para a Sul-Americana. E também teria 10 datas, contando ida e volta.
Seria possível neste esboço que o mesmo time disputasse a Copa do Brasil e a Libertadores, uma vez que a competição sul-americana seria realizada no segundo semestre. “É importante ressaltar que os clubes teriam atividades durante todo o ano. Iniciaria um torneio para o qual se classificou logo que terminasse o anterior”, diz o pai do projeto.
O Campeonato Brasileiro começaria em agosto, seria disputado nos fins de
semana e teria 34 rodadas, portanto, 18 equipes. Somente três cairiam.
Ricardo Teixeira ficou de mostrar a Lula uma proposta sua do que seria o
novo calendário. Ainda não está pronta.
A Globo sabe que nada mudará até 2011, até quando tem contrato nos moldes do futebol que aí está. A emissora pagou por três anos de acordo R$ 1,4 bilhão ao Clube dos 13 e sabe que por isso tem voz ativa na discussão. Fábio Koff, do Clube dos 13, entende que o assunto requer a atenção dos
times. Colhe informações sobre as necessidades das partes envolvidas para
depois ter posição única. A CBF faz o mesmo. Sabe que irá mexer num
vespeiro, mas está disposta a ir em frente. Prometeu isso a Lula.
Estaduais: 14 datas aos domingos e quartas-feiras. Começaria dia 31 de julho
Regionais, como Torneio Rio-São Paulo: 10 datas. Começariam dia 26 de dezembro
Copa do Brasil: 10 datas, com 32 clubes. Somente às quartas-feiras. Mata-mata do começo ao fim. Começaria dia 1º de fevereiro.
Sul-Americana: 10 datas, dia de semana (quartas). Oito clubes brasileiros, com 32 ao todo. Jogos eliminatórios ida e volta. Começaria dia 12 de abril.
Libertadores: Segundo semestre e não mais no primeiro. 14 datas, sempre às quartas-feiras. O Brasil teria cinco times: quatro do Brasileiro e um da Copa do Brasil.
Brasileirão: 34 datas, 18 clubes. Somente aos sábados e domingos. Começaria dia 7 de agosto. Teria 10 meses de competição. Três cairiam.
Achei na minha gaveta aqui na redação do JT um QUEM É QUEM NO FUTEBOL da revista Placar, onde também trabalhei quando o Juca ainda era o diretor. É a edição 1.063, de setembro de 1991. O preço de capa era Cr$ 1.500,00. Resolvi voltar ao assunto de Pelé, Maradona e Di Stéfano depois de ler todos os momentários da nota anterior e reproduzir o que a revista escreveu sobre cada dos três ex-jogadores:
PELÉ: ponta de lança, o maior gênio que o futebol produziu. Fazia tudo com perfeição – da cabeçada ao lançamento, do chute ao drible inventado na hora, da tabelinha à proteção da bola. Mudou a história de um clube (Santos) e a própria história da evolução tática do esporte, já que por sua causa foram criadas funções até então inexistentes, como, por exemplo, o cabeça de área. Foi onze vezes artilheiro paulista e recordista de gol em um único campeonato (58, em 1958). Ganhou onze títulos estaduais, cinco brasileiros, dois Mundiais Interclubes e duas Libertadores. É o único jogador a conquistar três títulos mundiais. Marcou um total de 1279 gols e foi eleito o Atleta do Século, em 1980, por jornalista do mundo inteiro. Fez 115 partidas pela Seleção, marcando 97 gols.
MARADONA: o maior jogador do mundo na década de 80. Criou-se no Argentinos Juniors, de Buenos Aires, e estreou nos profissionais aos 15 anos, em 1976. Disputou três Copas do Mundo. Na de 1986, foi campeão e o melhor jogador. Em 1981, o Boca Juniors comprou parte do seu passe. Naquele ano, foi campeão argentino. No ano seguinte, o Barcelona, da Espanha, comprou-o. Em 1984, o ponta de lança foi para o Napoli. Em 1987, comandou a conquista do primeiro Campeonato Italiano da história do clube, e repetiu a dose em 1990. Nos quatro clubes em que jogou, marcou 281 gols, mais 31 pela Seleção.
DI STÉFANO: centroavante, um dos maiores jogadores da história do futebol. De 1945, quando iniciou a carreira no River Plate, até encerrá-la, em 1966, no Español, da Espanha, marcou 766 gols. Em 1946, jogou no Huracán por empréstimo; do ano seguinte até 1949, brilhou no River Plate. Desse ano a 1953, atuou no Millonarios, da liga-pirata colombiana. Viveu seu período de maiores glórias, porém, no Real Madrid, de 1953 a 1964. Ganhou oito títulos espanhóis, cinco Copas de Clubes Campeões consecutivas e um Mundial Interclubes (1960). Foi o maior jogador da Europa em 1957 e 1959. Atuou por três seleções: a argentina, a colombiana e a espanhola. Chamavam-no la Saeta Rubia (A Flecha Loira). Era habilidosíssimo, veloz, artilheiro e líder.
Pelé voltou a espinafrar Maradona. Foi em sua visita à Espanha. Disse que Di Stéfano foi mais completo que Diego. Vi Maradona e não vi nenhum outro como ele. Alfredo Di Stéfano iniciou a carrera no River Plate em 1945 e a encerrou em 1966, no Espanyol, de Barcelona. Foi no Real Madrid, porém, que ele viveu suas maiores glórias, entre 1953 a 1964. Pelé era garoto quando Di Stéfano encantava o mundo. Para ter tais lembranças, deve ter ficado mesmo impressionado em Três Corações, Bauru e depois Santos. Mas não precisava voltar à rixa com Maradona, um comportamento antigo, infantil, desnecessário. No meu time há lugar para os três, mesmo se for para tirar o goleiro.
O mundo da Fórmula 1 ainda espera pelas explicações do bicampeão mundial Fernando Alonso sobre o episódio que tomou conta da categoria nas últimas semanas e que resultou na demissão do chefão Flavio Briatore da Renault. Nelson Piquet, com toda a sua experiência e conhecedor dos podres da F-1, não tem dúvidas de que o corredor espanhol sabia da armação de Nelsinho em bater propositalmente na 17ª volta do GP de Cingapura ano passado. Alonso ganhou a corrida e foi o maior beneficiado pelo ‘acidente’. O piloto, no entanto, ainda não se manifestou. A FIA pretende ouvi-lo.
Corintianos do primeiro escalão não suportam mais as fracas atuações de Souza e Bill. Ao que tudo indica, os atacantes não devem comer peru de Natal no Parque São Jorge. Não acredito que Mano Menezes irá mexer no elenco antes da próxima temporada. E engrosso o caldo dos que acham que a dupla será colocada à disposição.
No Santos, o elenco não cresce. Nem folha de pagamento. Curiosamente os dois últimos jogadores contratados, Emerson e Edu Dracena, chegam para ocupar vagas de dois atletas que caíram em desgraça na Vila Belmiro: Roberto Brum e Domingos. Ambos foram afastados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Abriu um buraco e o presidente Marcelo Teixeira foi logo atrás de novos nomes, todos indicados pelo treinador. Dizem que o próximo será um atacante.
A Rede Globo tem peso quando diz não se interessar por um novo calendário no futebol brasileiro, nos moldes e datas do Europeu. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, começa a ouvir setores da sociedade sobre o assunto. A pedido do presidente Lula, ele se comprometeu a estudar o tema e a fazer alguma coisa a fim de evitar a saída precoce e à baciada de jogadores do País. Adaptar o nosso calendário ao calendário europeu parece ser o anseio de alguns. A Globo entende não ser hora de mudar. Fala grosso porque pagou por três temporadas (até 2011) a quantia de R$ 1,4 bilhão pelo futebol brasileiro nos moldes que aí está. É nesse formato que ela comercializa o produto para dezenas de países, sem contar os canais pagos da Casa. Sua voz, portanto, se faz ouvida. O Clube dos 13 também entende que o assunto é complexo. E merece atenção e envolvimento das partes. Até 2011 é seguro então que nada mudará.
O Primeira Camisa, clube comandado pelo zagueiro Roque Júnior, já tem apalavrado com a Federação Paulista de Futebol que irá representar a cidade de São José dos Campos na Copa São Paulo de Juvenil de 2010 (antiga Copa São Paulo de Juniores) com sua categoria sub-18. O Primeira Camisa já faz o mesmo nos Jogos Abertos do Interior. Ano passado, a cidade ganhou pela primeira vez o título do futebol na competição que foi disputada em Piracicaba. Foi representada pelo Primeira Camisa.
Talvez pela primeira vez em sua carreira, Rubinho tem a chance de ser campeão do mundo de Fórmula 1. Quando estava nas outras equipes, corria para completar a prova, não importava em qual posição. Quando esteve na Ferrari, andava para ser o fiel escudeiro de Schumacher. Jamais ganharia um campeonato. Agora, na Brawn GP, pilota por sua conta: para ser campeão. Uma ironia se for pensar que até pouco antes de começar a temporada, ele era um piloto desempregado, sem esperança e aguardando na poltrona de casa uma ligação de alguém para lhe dar emprego. 14 pontos separam Rubinho do primeiro colocado, seu companheiro de equipe, Jenson Button.
2012
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2010
2009