O Bragantino não foi páreo para o São Paulo. Nem de longe. Perdeu por 4 a 1 e poderia ter amargado derrota mais elástica não fosse a trave, e também um pênalti perdido por Luis Fabiano – que marcou duas vezes. Em dois momentos, o Bragantino ofereceu perigo: no fim do primeiro tempo e no começo do segundo. Mas foi logo envolvido pelos donos da casa. O Morumbi recebeu um bom público, perto dos 30 mil.
O São Paulo jogou melhor e mereceu a classificação. Leão escalou três atacantes: Lucas, Fernandinho, que também fez o seu, e Luis Fabiano. Bom para quem gosta de futebol ofensivo. Eu gosto. O Bragantino atuou de acordo com o seu tamanho no cenário paulista: jogou retrancado, cheio de volantes e de marcadores. Foi ao Morumbi para se defender e não para tentar sua classificação. Esse tem sido o pecado dos que se julgam inferior. Jogam para perder de pouco.
O São Paulo agora espera de camarote pelo outro semifinalista entre Santos e Mogi Mirim. Aposto no Santos. Mas essa é barbada. Se der mesmo o time da Vila, acredito que neste jogo entre São Paulo e Santos sairá o campeão. São as duas melhores equipes da competição.
O desfalque do Tricolor na semifinal será Luis Fabiano, que recebeu o terceiro cartão amarelo neste sábado. Leão tem agora uma semana para montar o time sem o atacante. Se passar o Santos, de Neymar, aposto que ele vai reforçar o meio de campo, onde também pode ganhar o jogo.
Começa neste fim de semana o primeiro ato do arrastado Campeonato Paulista. Depois de 19 rodadas, enfim, jogos que decidem alguma coisa, que fazem o torcedor roer a unha. Pena que não há partida de volta. Seria mais justo aos participantes. Mas quem disse que futebol deve ser justo? Fosse por justiça, o Brasil teria seis e não cinco títulos mundiais. Ou alguém acha que o time de 1982 não merecia ter sido campeão?
Injustiça é o que mais tem no futebol. Quase nunca o melhor ganha. Ou nem sempre ganha. É isso que, neste momento, alenta o torcedor do Palmeiras. O time não é pior do que o Guarani, mas vive momento delicado, pressionado por sua torcida e pelo próprio treinador, que chegou a dar nota zero em partida contra o Comercial.
De resto, os jogos de mata-mata do Paulistão tendem a dar os grandes contra os nanicos. São Paulo x Bragantino; Corinthians x Ponte Preta; e Santos x Mogi Mirim. O único time que vejo em condições de fazer alguma fumaça, além do Guarani para cima do Palmeiras, e a Ponte diante do Corinthians. Mesmo assim, uma fumacinha de nada.
Os cruzamentos, dando os quatro favoritos, ficariam dessa forma: Corinthians x Palmeiras e São Paulo x Santos. Numa terceira projeção: Corinthians e Santos, em jogos de ida e volta, com favoritismo para o Santos, só por causa de Neymar e Ganso. Mas como não há justiça no futebol, não me arrisco a apontar o campeão.
Se Mano Menezes tivesse um pouco mais de orgulho próprio, teria pego o boné é se mandado da seleção. A gota d’água para o técnico teria sido o fato de o presidente da CBF, José Maria Marin, pedir para ver a lista dos jogadores que vão ser convocados para a Olimpíada de Londres. Tudo bem que a coisa deve ser mesmo conversada entre os pares à frente de qualquer trabalho. Ocorre que o pedido soa à cobrança para quem não sabe o que está fazendo, no caso Mano.
O técnico sofre pressão de todos os lados, do presidente da CBF ao torcedor de Manaus, passando pelo diretor de seleções da entidade, Andrés Sanches, seu amigo nos tempos de Corinthians. Parece insustentável sua permanência. É muita gente jogando contra. Mano fez 21 jogos no comando do Brasil e ganhou 13. Tem um aproveitamento de 70%. Mas não tem time.
O torcedor não sabe quem é o goleiro da seleção. As apostas são ruins e não convenceram. Pior: o time perdeu seus jogos contra rivais mais duros. Ganhou de Gabão, Egito e Bósnia nas três últimas partidas, mas isso não conta. São adversários fracos. Marin precisa mostrar que está no comando. Ele não vai segurar Mano caso o Brasil amargue novo fracasso na Olimpíada. Pode apostar.
Os anti-corintianos podem torcer o nariz, mas a goleada imposta pelo Corinthians por 6 a 0 ao Táchira, da Venezuela, muda o cenário do clube em relação às outras caminhadas na Libertadores. Teve um 8 a 2 contra o Cerro, quando o atacante Fernando Baiano marcou cinco gols, em 1999. E foi só. Esse é o tipo de vitória que mexe com o elenco, liga o jogador e dá esperança à torcida. E numa hora muito boa.
No fim de semana, o Corinthians decide o primeiro mata-mata do Paulistão, contra a Ponte Preta. Depois vem a fase de um contra o outro, em dois jogos, na Libertadores. O Corinthians vai com moral para as disputas. E olha que o time vinha se arrastando, apesar das vitórias nas competições.
O quadro mudou. O time cresceu e encorpou. Tudo por causa dos 6 a 0. Tite deve explorar isso o quanto puder. O Pacaembu estava lotado. 27 mil torcedores festejaram seis gols. Alma lavada. Isso tem peso. Claro, as provocações dos anti-corintianos vêm junto. Que corintiano não ouviu nesta quinta-feira que ‘agora vai faltar gol contra a Ponte’ ou que ‘nada disso importante na Libertadores porque todo mundo sabe que o time treme diante de argentinos no mata-mata?
Faz parte do jogo. O fato é que esse Corinthians terminou 2011 vencendo o Brasileirão e andando na mesma marcha em 2012. Foi o primeiro da fase de classificação do Paulistão e também o líder do seu grupo na Libertadores. Com a vitória diante do Táchira, chega à sua 8ª conquista seguida: 5 no Estadual e 3 na Libertadores. É preciso respeitar.
É claro que torcedores espanhóis estão torcendo para que Real Madrid e Barcelona, Mourinho e Guardiola, Cristiano Ronaldo e Messi, se encontrem na decisão da Copa dos Campeões. Digo mais: boa parte dos torcedores do mundo talvez queira a mesma coisa. Um Real e Barça valendo o caneco!
A Espanha para. Parou na greve geral do dia 29 de março e pararia novamente para ver essa partida. O mundo acompanharia CR7 versus Messi. Também seria a cereja no bolo dessas duas grandes equipes, as melhores do planeta no momento. Ocorre que seus adversários na fase semifinal estão louquinhos para estragar o encontro. E conseguiram vencer a primeira batalha, os primeiros 90 minutos.
O Bayern de Munique fez 2 a 1 no Madrid. E o Chelsea festejou o 1 a 0 contra o Barça. Alemães e ingleses jogaram em seu terreno. O pega final será na Espanha. Bayern e Chelsea jogam pelo empate e por outros resultados com gol na casa do rival. Acredito mais no Barcelona que no Real Madrid. E não por falhas na qualidade técnica dos dois, mas pelo poder de fogo de seus oponentes. Os alemães de Munique mostraram mais disposição para atacar, mesmo a despeito de ser dentro de casa. O Chelsea foi um time postado na defesa, que achou um gol, lindo em jogada bem tramada, mas que só fez se defender. Não gosto de equipes que só se defendem. Essa tática é válida para o basquete talvez. Muitos treinadores brasileiros dizem que o time começa a ser montado na cozinha, lá atrás.
Penso diferente. Penso no objetivo do jogo, que é vencer e fazer gols. Ninguém joga futebol para se defender, embora o Chelsea nesta quarta-feira tenha dado uma aula de como se defender diante de um rival que ficou com a bola durante 72% da partida. Cá entre nós, o esquema do Chelsea só deu certo porque o Barcelona perdeu pelo menos 3 gols feitos, um deles no finalzinho após bola na trave.
Vejo o Bayern com mais vontade de ganhar. Teremos, certamente, dois jogaços na Espanha semana que vem. E vou torcer para os espanhóis.
E preciso ficar de olho na comemoração de Messi se ele fizer algum gol nesta quarta na partida do Barcelona contra o Chelsea, na Inlaterra, pela outra semifinal da Copa dos Campeões. Circula na Espanha a informação que o argentino estaria aumentando a família, que mais um Messi (não se sabe se menino ou menina) estaria a caminho. É que a noiva do jogador do Barcelona estaria grávida. Messi é muito recatado e tímido para comentar sobre o assunto abertamente, e também não deixa nada escapar ou vazar de sua vida particular nos noticiários esportivos.
Pessoas ligadas ao craque não se esforçam para negar qualquer informação de que Messi será papai, mas também não confirmam a possibilidade. O assunto está no ar em Barcelona. O próprio Messi pode espalhar ao mundo a novidade. Por isso e preciso ficar de olho nele em campo nesta quarta. Se marcar, como vem fazendo em todas as partidas, seus gestos podem confirmar a notícia. Caso a informação seja conhecida pelo grupo liderado por Guardiola, os atletas podem também homenagear o companheiro em campo. Seria um gesto bacana ao melhor de todos.
Além do interesse que essa partida entre Chelsea e Barcelona provoca dos torcedores do mundo inteiro, há mais esse em torno de Lionel Messi, a possibilidade de sua noiva estar grávida e de ele ser papai. Olhos atentos no argentino.
O empate com o Comercial no fim de semana, nas condições que foi, jogando em casa, contra um time rebaixado e com dois jogadores a mais em campo no segundo tempo, foi apenas a gota d’água para que o torcedor entendesse, de novo, que o Palmeiras continua sendo um time fraco, de pouca magia, nenhum ou quase nenhum encantamento e dependente de dois ou três jogadores.
Os problemas são conhecidos de longa data. A mediocridade que reina no elenco parece não ter fim, e vai descendo a cada rodada. É incrível como o Palmeiras tem jogador que pouco produz, que nunca é comentado pela mídia por grandes jogadas ou gols maravilhosos. Como diz um amigo torcedor, ‘se mandasse essa turma embora, o clube teria uns bons milhões economizados na folha de pagamento para contratar ao menos 1 ou 2 craques’.
Esse amigo tem razão. É muito jogador nota 4/5.
O pobre Felipão, em abril, já arrancou todo o leite que podia dessa pedra. Secou. E olha que a temporada ainda está em sua primeira parte. O treinador também precisa retomar seu estilo durão, sargentão em algumas ocasiões. A nota zero que ele deu para o elenco domingo deve ser martelada na cabeça dos jogadores e entendida como um xeque-mate do chefe.
Claro. Ou os atletas entedem o que Felipão quer ou vão ganhar dinheiro em outra freguesia. O que não pode acontecer é o treinador indicar um caminho e os caras tomarem outro, por conta própria. Se não dá na técnica, arma o time na tática então. Vai ser duro para o torcedor palmeirense aguentar esse elenco até o fim do ano.
Tomara esteja errado, mas se perder para o Guarani domingo a coisa vai ficar feia no Palestra Itália.
Adriano deixou neste domingo o hospital em que fez nova cirurgia para corrigir aquelas realizadas no Corinthians. Disse que está ótimo, que tudo transcorreu normalmente e que a operação, como gostam de dizer os médicos e as asessorias dos hopsitais, “foi um sucesso”.
Adriano tem previsão de voltar aos gramados, ou à areia das praias do Rio, em três meses. Até lá espera já ter fechado com algum clube, talvez o Flamengo, que adora contratar seus ‘ídolos’. Na Gávea, todo mundo tem uma segunda, terceira, quarta chance. E basta fazer um golzinho para virar estrela. Até, claro, cair em desgraça .
Adriano pula essa etapa. Já está em desgraça. Foi um fiasco nos últimos anos de sua carreira. Não acredito que ele volte a jogar novamente. E olha que já apostei em sua recuperação. O Imperador não precisa mais do futebol. Já tirou tudo o que podia dele e está bem na vida, endinheirado e ainda jovem. Adriano precisa tomar coragem e parar. Se aposentar. Fazer outra coisa. Tenho certeza de que aí todos vão deixar de falar nele. Terá paz em vida.
Mas como o futebol brasileiro é uma ‘mãe’ para jogadores do seu tipo, não me surpreenderia se amanhã ele assinasse contrato com algum clube de Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e, claro, Rio. Sempre há alguém disposto a acreditar em Adriano. Bom para ele.
O Flamengo não mereceu a classificação na Libertadores. Foi dolorida a eliminação, principalmente porque ela esteve viva até o derradeiro gol do Emelec contra o Olimpia, aos 47 minutos do segundo tempo. Os jogadores do Fla fizeram a lição de casa na última rodada, com vitória de 3 a 0 sobre o Lanús, mas a campanha foi ruim, de altos e baixos, com vacilos, excesso de confiança, salto alto.
É ruim porque o Brasil fica sem um representante na fase de mata-mata. Mas fazer o quê? Enquanto a diretoria falava de Adriano, Joel Santana tinha problemas para comandar o time. Ronaldinho era condenado pela torcida por causa das farras.
E time que troca de treinador durante uma competição, quase sempre morre na praia. Luxemburgo vinha se arrastando na Gávea, é verdade, mas havia começado o trabalho e tinha o direito de ficar até o fim. Sou da opinião de que o treinador deve terminar o que começou, em qualquer time. Penso também que ele, o técnico, é responsável apenas por 20% dos resultados de uma equipe. É o jogador que ganha e perde.
Mas no Brasil resolveram endeusar os ‘professores’, não os mestres que ensinam nossos filhos, mas aqueles que ficam à beira do gramado. E deu no que deu.
Ocorre que o Flamengo nunca foi um time pé no chão. Pelo menos não nas últimas décadas. Tudo lá tem de ser grandioso c0mo sua torcida. Talvez os dirigentes devessem fazer menos barulho e focar mais no futebol dentro de campo. Ganhar uma Libertadores poderia mudar essa sina. Agora, só o ano que vem. Se conseguir vaga. claro.
Conheço bem o técnico Emerson Leão. Cobri o Santos e o São Paulo, na outra passagem dele pelo clube, quando ele era treinador. Confesso nunca ter tido problema com ele, apesar de suas manias e exigências. Leão sempre foi assim. Hoje o vejo mais tranquilo à beira do campo e com seus comandados. É preciso entender o técnico também.
Leão foi para uma Copa do Mundo com 20 anos. Não é para qualquer um. Esteve no grupo do tri de 1970. Também não é para qualquer um. Então seu jeito, algumas vezes, cabe no contexto. Não digo que ele tem o direito de fazer o que bem entender com as pessoas, funcionários dos clubes e jogadores. Claro que não. Isso é educação e vem de berço. Ninguém tem o direito de ser mal educado com os outros.
A bem da verdade, Leão faz é tipo. Gosta de ser o centro das atenções. Após a boa vitória do São Paulo por 5 a 2 diante do Bahia de Feira de Santana, pela Copa do Brasil, nesta quarta, o treinador pediu mais. Está na dele. Não quer que seu elenco, que parece ter acertado e ganhado confiança, suba no salto alto. Leão sabe que se der brecha, o jogador vai relaxar. Então ele faz esse tipo de nunca desistir, de sempre cobrar e querer mais.
É a função do comandante. Está certíssimo. O São Paulo lidera o Paulistão e está classificado para as oitavas da Copa do Brasil. Melhor imposível. O ambiente no CT deve estar maravilhoso. E Leão sabe que isso, embora seja ótimo, é perigoso. Aí ele vai na mídia e solta que “o time poderia ter feito muito mais”. Deu a dica. Inibiu qualquer ‘chinelinho’ no clube.
Malandrão!
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