Robson Morelli - Estadao.com.br
ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Que surra! Lá e cá. Em Munique e dentro do Camp Nou, em Barcelona. Que surra! O que o Bayern de Munique fez com o Barcelona nas semifinais da Copa dos Campeões foi qualquer coisa de extraordinária. Sete gols marcados somando o resultado das duas partidas. Nenhum gol sofrido, o que parece um absurdo dada a até então qualidade técnica do time espanhol, o melhor do mundo nos últimos anos, reconhecidamente.

Depois dos 4 a 0 na primeira partida, nesta quarta registrou-se sonoros 3 a 0 diante de 95 mil espanhóis no Camp Nou. O Barcelona não foi melhor em casa em nenhum momento. Os alemães do Bayern sobraram e poderiam ter feito mais que os três gols. Messi, o melhor de todos, acompanhou a surra do banco, machucado que está.

Ainda não se sabe se a era Barcelona chegou ao fim, um ano depois da saída do técnico Pep Guardiola, que coincidentemente assinou contrato com o Bayern de Munique. É fato e está na boca do torcedor que o Barça não é mais o mesmo. A hegemonia de clubes e seleções no futebol mundial têm seus ciclos. O Brasil, por exemplo, já não assombra o mundo como assombrava. O mesmo talvez se possa dizer do Barcelona. Os alemães do Bayern mostraram que os catalães do Barça sangram também.

É cedo para dizer se o futebol mundial agora fala alemão, mesmo embora as evidências sejam muitas. Além do Bayern de Munique, o Borussia Dortmund também se credenciou para a final da Copa dos Campeões. E a seleção da Alemanha é uma das mais fortes e favoritas para ganhar a Copa de 2014. Talvez seja um novo ciclo que esteja se abrindo.

Sem Comentários | comente

Os noticiários dão conta de que Neymar está com fome de bola, que quer entrar em campo logo e apagar no Paulistão a imagem ruim que deixou diante dos ingleses em Wembley: derrota da seleção de Felipão por 2 a 1. Digo, logo de cara, que Campeonato Paulista nenhum é capaz de suprir o fraco futebol mostrado pelo atacante do Santos com a camisa do Brasil. Nem se fizer quatro gols e comer a bola, o que já vimos que Neymar é capaz de fazer nos terrenos nacionais, ele apaga a frustração de todos naquele amistoso internacional. Inclusive dele próprio.

O fato é que Neymar, hoje mais maduro do que ontem e assim sucessivamente em sua carreira de três anos, precisa subir mais um degrau. E ele parece não querer fazer isso. Esse degrau o levaria para a Europa, entre os grandes do mundo. Neymar botou na cabeça, ou botaram na cabeça dele, que é preciso ficar no Brasil até o fim da Copa do Mundo de 2014. Ele parece também não querer largar o osso da vida ‘fácil’ que tem no Brasil, onde já é rei.

É decisão difícil para um garoto de 21 anos, concordo. Jogar na Europa é tarefa para os melhores não só de futebol como também de personalidade. E aí acho que Neymar é fraco. Ele não tem (ainda) essa personalidade que se cobra dele. Não o vejo batendo no peito e dizendo ‘vou vencer na Europa’, coisa que um amigo já o fez. Refiro-me a Lucas, agora do PSG e antes do São Paulo. Lucas já come o pão francês que o diabo amassou, se é que é possível ter pão amassado pelo diabo em Paris, e está hoje na frente de Neymar na corrida para ganhar o mundo.

É claro que Neymar pode também dá de ombros para tudo isso, mundo, melhor do mundo, Europa, e admitir que sua vida é boa mesmo em Santos, ao lado de seus pais e amigos, com seu dinheiro farto no bolso. É possível, por que não?. O Brasil está cheio de histórias de gente boa que preferiu permanecer em postos seguros do que encarar a vida em outras praças e cidades. O fato é que ser rei no futebol brasileiro é uma coisa. E ser rei no futebol mundial é outra bem diferente.

Tags:

Comentários (6) | comente

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. O Santos visita o Bolívar na primeira partida do mata-mata da Libertadores. No Beira-Rio, tem o confronto caseiro entre Inter e Fluminense. No Santiago Bernabéu, em Madri, o Real tenta vaga na final da Copa dos Campeões diante do perigoso Bayern de Munique. O time espanhol, assim como o Barcelona ontem, precisa vencer porque perdeu por 2 a 1 na Alemanha.

O Barça não ganhou do Chelsea. Ficou no empate por 2 a 2 num jogo de um time só no Camp Nou. Martelou o quanto pôde o time inglês. Atacou por todos os lados e de todas as formas.

Era o futebol contra o antifutebol. Defesa contra ataque. Disposição para jogar diante da vontade de interromper o jogo a todo instante. E olha que não foi dessa forma somente na Espanha, hein! Em Londres, diante de sua gente, o Chelsea fez o mesmo. Ramires disse ao repórter Raphael Ramos que ‘o Chelsea não era um time covarde’. Defendeu-se antes mesmo de ser atacado por aqueles que gostam de futebol jogado no campo.

Fico imaginando o que comemorar numa classificação como essa, de futebol pragmático e voltado a destruir e não a criar. Saber se defender faz parte do esporte. Em todas as modalidades. Mas é preciso atacar também. E mais que isso: é preciso gostar de atacar.

Imagine um boxeador que só faz se defender. Não vai ganhar uma luta nunca. A essência do futebol que gostamos de ver se resume no ataque. Não na defesa. O Chelsea demonstrou no Camp Nou tudo o que o futebol de resultados é capaz de fazer. Teve um jogador a menos desde metade do primeiro tempo. Poderia ter três a mais que seria da mesma maneira. Ganhou uma batalha, mas provavelmente perderá a guerra.

O Barcelona sofreu com o tique-taque do relógio e com seus próprios nervos. Mas também com o dia nada inspirado do melhor do mundo. A atuação de Messi abaixo do normal, principalmente em relação ao seu poder de fogo (14 gols na Copa dos Campeões), foi fatal. Bola na trave. Bola para fora. Pênalti desperdiçado. Era Messi em corpo de Drogba. Quando se propôs a jogar, em raros instantes, o Chelsea até pareceu um time de futebol. O magricela Ramires fez um golaço, por cobertura. Lindo. E Fernando Torres, lá nos acréscimos, apareceu livre para empatar, classificando o time mais fraco. Azar da Copa dos Campeões.

Comentários (16) | comente

É claro que torcedores espanhóis estão torcendo para que Real Madrid e Barcelona, Mourinho e Guardiola, Cristiano Ronaldo e Messi, se encontrem na decisão da Copa dos Campeões. Digo mais: boa parte dos torcedores do mundo talvez queira a mesma coisa. Um Real e Barça valendo o caneco!

A Espanha para. Parou na greve geral do dia 29 de março e pararia novamente para ver essa partida. O mundo acompanharia CR7 versus Messi. Também seria a cereja no bolo dessas duas grandes equipes, as melhores do planeta no momento. Ocorre que seus adversários na fase semifinal estão louquinhos para estragar o encontro. E conseguiram vencer a primeira batalha, os primeiros 90 minutos.

O Bayern de Munique fez 2 a 1 no Madrid. E o Chelsea festejou o 1 a 0 contra o Barça. Alemães e ingleses jogaram em seu terreno. O pega final será na Espanha. Bayern e Chelsea jogam pelo empate e por outros resultados com gol na casa do rival. Acredito mais no Barcelona que no Real Madrid. E não por falhas na qualidade técnica dos dois, mas pelo poder de fogo de seus oponentes. Os alemães de Munique mostraram mais disposição para atacar, mesmo a despeito de ser dentro de casa. O Chelsea foi um time postado na defesa, que achou um gol, lindo em jogada bem tramada, mas que só fez se defender. Não gosto de equipes que só se defendem. Essa tática é válida para o basquete talvez. Muitos treinadores brasileiros dizem que o time começa a ser montado na cozinha, lá atrás.

Penso diferente. Penso no objetivo do jogo, que é vencer e fazer gols. Ninguém joga futebol para se defender, embora o Chelsea nesta quarta-feira tenha dado uma aula de como se defender diante de um rival que ficou com a bola durante 72% da partida. Cá entre nós, o esquema do Chelsea só deu certo porque o Barcelona perdeu pelo menos 3 gols feitos, um deles no finalzinho após bola na trave.

Vejo o Bayern com mais vontade de ganhar. Teremos, certamente, dois jogaços na Espanha semana que vem. E vou torcer para os espanhóis.

Comentários (5) | comente

O Santos tomou alguns sustos e vi o time meio cansado no fim. Ou tirando o pé já com a partida ganha após o terceiro gol. Os 3 a 1 foram suficientes para tirar a ansiedade da competição, quebrar o gelo e entrar na disputa. Tenho certeza de que agora o Santos jogará mais tranquilo. Neymar e Ganso vão se acertar mais. E esse Borges tem mesmo faro de gol. Não foi uma partida primorosa da equipe da Vila. Mas aposto que o time jogará melhor a decisão. Tomara contra o Barcelona. Porque aí vai dar um jogão.

Você gostou do Santos contra o Reysol? Deixe sua opinião aqui.

Amanhã é a vez do Barcelona estrear no Mundial da Fifa. O time espanhol encara o Al-Sadd, do Catar. Também deve passar fácil e sem tanto esforço.

Comentários (17) | comente

Quem viu o Barcelona destruir o Real Madrid dentro do Santiago Bernabéu sábado (3 a 1), de virada, repensou a possibilidade de o Santos ganhar o Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. Esse time de Messi e companhia não treme por nada. Morinho, técnico do Real, pediu na véspera que o torcedor madrilenho infernizasse a vida dos visitantes.

E foi o que aconteceu. Tanto foi assim que o Real, na pura pressão e devido a um erro do goleiro do Barça, abriu o marcador aos 21 segundos de bola rolando. Qualquer outro time se apequenaria diante dos donos da casa. Não o Barcelona, que demorou para se acertar, foi ganhando terreno e… bimba: dominou o jogo, fez três gols e estragou a festa no Bernabéu.

O Real não é o Santos nem o Mundial da Fifa é o Campeonato Espanhol. Então tudo pode acontecer no Japão. Mas não será fácil para o time de Muricy ficar com esta taça. Neymar é a diferença para o time brasileiro. Ganso vem atrás, mas com muito peso nessa corrida. Ocorre que o Barcelona, além de Messi, tem outros que desequilibram, como Iniesta, Xavi, Villa, Fabregas… É muita gente boa para marcar.

O Santos treina há uma semana. O Barcelona chegou quase que em cima do jogo. Isso pode fazer diferença. Se os dois favoritos se cruzarem mesmo na final, vai ser um jogão. Essa certeza todos têm.

Comentários (40) | comente

O Santos pode tirar proveito da partida que o Barcelona tem de fazer contra o Real Madrid neste fim de semana pelo Campeonato Espanhol. Neymar, Ganso e companhia já estão no Japão treinando para o Mundial de Clubes da Fifa. Portanto, estarão mais descansados fisicamente e emocionalmente do que os rivais espanhóis.

E todo mundo sabe o que significa lá na Espanha o clássico entre Barcerlona e Real Madrid. É tão grande ou ainda maior quanto um Palmeiras e Corinthians, Inter e Grêmio, Flamengo e Fluminense; Atlético e Cruzeiro. E o Barça só vai para o Japão depois dessa partida.

O único problema é o desgaste dos jogadores brasileiros, todos em fim de temporada, justamente o oposto da turma de Lionel Messi. E isso conta também. Mas como para nós brasileiros a conquista do Mundial da Fifa vale mundo, não tenho dúvidas de que Muricy Ramalho vai cobrar a última gota de suor desse elenco.

É, de fato, hora de dar aquele algo mais que todo mundo fala no futebol, mesmo que para isso os jogadores que mais atuaram na temporada só voltem a aparecer em fevereiro de 2012 na Vila. Está valendo.

Voltar com a taça de campeão do mundo é tudo o que o torcedor do Santos mais sonha. Para Neymar, o craque que o mundo aprender a ver, seria o encerramento de um ano magnífico.

Comentários (15) | comente

Exceto pela parte musical, que foi fraca e temos coisa melhor a oferecer, o Brasil cumpriu bem sua missão de sediar o sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014. Foi bonito, teve investimento de R$ 30 milhões, uma manifestação contra gasto de dinheiro público, mas tudo transcorreu como manda o figurino. Até Pelé foi e se sentou ao lado de Ricardo Teixeira, presidente de tudo. Do outro lado estava Dilma Rousseff, peso pesadíssimo também do Mundial.

Houve todo esse destaque (o JT e o Estadão prepararam caderno especial para este domingo) porque a competição é nossa. Até a Copa em 2014, muita água vai rolar nesta fase preliminar da disputa. Dos 175 times sorteados ontem, apenas 31 chegarão ao Brasil. A Seleção de Mano Menezes já está garantida, por isso não disputa as Eliminatórias Sul-Americana.

O Brasil viverá de amistosos e da Copa das Confederações de 2013. Dia 10, o time de Neymar e Ganso encara a Alemanha em mais um teste, esse com a faca nos dentes devido ao fraco desempenho da equipe na Copa América. Mano terá de ajeitar o grupo e dar a ele uma cara, coisa que não tem ainda.

A Copa já começou.

Comentários (3) | comente

A Fifa vai dar um jeito de empurrar para debaixo do tapete toda a sujeira espalhada em sua Casa, por gente de dentro, dias antes de Joseph Blatter ser reeleito pela terceira vez (quarto mandato) à frente da entidade. As laranjas podres da família ficarão por lá por mais quatro anos, como se nada tivesse acontecido. Como se o futebol mundial estivesse em boas mãos, como se a democracia e o direito de falar fossem caractéristicas daquela Casa.

Comprar e vender voto e distribuir dinheiro para seus filiados, como se tem comprovado em troca de e-mails entre membros desta família, são entendidos pelo Capo como ‘momentos de dificuldades’. Onde eu fui criado isso tem outro nome. A Fifa parece o País das Maravilhas e Blatter lembra Alice, até no tamanho. 

Se a Fifa não dá exemplo nenhum ou dá exemplos errados, como podemos cobrar honestidade, integridade, transparência no futebol brasileiro, colombiano, italiano, espanhol, inglês…

A renúncia de Blatter deveria ser a única opção nesse momento. Mas quem fiscaliza deus? O próprio deus. E aí sabe-se de antemão, desde os primódios da Fifa, que nada vai acontecer. A única esperança é que a Europa se revolte e comece uma avalanche nos alpes suíços capaz de destruir tudo em Zurique.  Alguém forte precisa se indignar.

Comentários (28) | comente

Arquivos

Blogs do Estadão