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Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. O Santos visita o Bolívar na primeira partida do mata-mata da Libertadores. No Beira-Rio, tem o confronto caseiro entre Inter e Fluminense. No Santiago Bernabéu, em Madri, o Real tenta vaga na final da Copa dos Campeões diante do perigoso Bayern de Munique. O time espanhol, assim como o Barcelona ontem, precisa vencer porque perdeu por 2 a 1 na Alemanha.

O Barça não ganhou do Chelsea. Ficou no empate por 2 a 2 num jogo de um time só no Camp Nou. Martelou o quanto pôde o time inglês. Atacou por todos os lados e de todas as formas.

Era o futebol contra o antifutebol. Defesa contra ataque. Disposição para jogar diante da vontade de interromper o jogo a todo instante. E olha que não foi dessa forma somente na Espanha, hein! Em Londres, diante de sua gente, o Chelsea fez o mesmo. Ramires disse ao repórter Raphael Ramos que ‘o Chelsea não era um time covarde’. Defendeu-se antes mesmo de ser atacado por aqueles que gostam de futebol jogado no campo.

Fico imaginando o que comemorar numa classificação como essa, de futebol pragmático e voltado a destruir e não a criar. Saber se defender faz parte do esporte. Em todas as modalidades. Mas é preciso atacar também. E mais que isso: é preciso gostar de atacar.

Imagine um boxeador que só faz se defender. Não vai ganhar uma luta nunca. A essência do futebol que gostamos de ver se resume no ataque. Não na defesa. O Chelsea demonstrou no Camp Nou tudo o que o futebol de resultados é capaz de fazer. Teve um jogador a menos desde metade do primeiro tempo. Poderia ter três a mais que seria da mesma maneira. Ganhou uma batalha, mas provavelmente perderá a guerra.

O Barcelona sofreu com o tique-taque do relógio e com seus próprios nervos. Mas também com o dia nada inspirado do melhor do mundo. A atuação de Messi abaixo do normal, principalmente em relação ao seu poder de fogo (14 gols na Copa dos Campeões), foi fatal. Bola na trave. Bola para fora. Pênalti desperdiçado. Era Messi em corpo de Drogba. Quando se propôs a jogar, em raros instantes, o Chelsea até pareceu um time de futebol. O magricela Ramires fez um golaço, por cobertura. Lindo. E Fernando Torres, lá nos acréscimos, apareceu livre para empatar, classificando o time mais fraco. Azar da Copa dos Campeões.

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É claro que torcedores espanhóis estão torcendo para que Real Madrid e Barcelona, Mourinho e Guardiola, Cristiano Ronaldo e Messi, se encontrem na decisão da Copa dos Campeões. Digo mais: boa parte dos torcedores do mundo talvez queira a mesma coisa. Um Real e Barça valendo o caneco!

A Espanha para. Parou na greve geral do dia 29 de março e pararia novamente para ver essa partida. O mundo acompanharia CR7 versus Messi. Também seria a cereja no bolo dessas duas grandes equipes, as melhores do planeta no momento. Ocorre que seus adversários na fase semifinal estão louquinhos para estragar o encontro. E conseguiram vencer a primeira batalha, os primeiros 90 minutos.

O Bayern de Munique fez 2 a 1 no Madrid. E o Chelsea festejou o 1 a 0 contra o Barça. Alemães e ingleses jogaram em seu terreno. O pega final será na Espanha. Bayern e Chelsea jogam pelo empate e por outros resultados com gol na casa do rival. Acredito mais no Barcelona que no Real Madrid. E não por falhas na qualidade técnica dos dois, mas pelo poder de fogo de seus oponentes. Os alemães de Munique mostraram mais disposição para atacar, mesmo a despeito de ser dentro de casa. O Chelsea foi um time postado na defesa, que achou um gol, lindo em jogada bem tramada, mas que só fez se defender. Não gosto de equipes que só se defendem. Essa tática é válida para o basquete talvez. Muitos treinadores brasileiros dizem que o time começa a ser montado na cozinha, lá atrás.

Penso diferente. Penso no objetivo do jogo, que é vencer e fazer gols. Ninguém joga futebol para se defender, embora o Chelsea nesta quarta-feira tenha dado uma aula de como se defender diante de um rival que ficou com a bola durante 72% da partida. Cá entre nós, o esquema do Chelsea só deu certo porque o Barcelona perdeu pelo menos 3 gols feitos, um deles no finalzinho após bola na trave.

Vejo o Bayern com mais vontade de ganhar. Teremos, certamente, dois jogaços na Espanha semana que vem. E vou torcer para os espanhóis.

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O Santos tomou alguns sustos e vi o time meio cansado no fim. Ou tirando o pé já com a partida ganha após o terceiro gol. Os 3 a 1 foram suficientes para tirar a ansiedade da competição, quebrar o gelo e entrar na disputa. Tenho certeza de que agora o Santos jogará mais tranquilo. Neymar e Ganso vão se acertar mais. E esse Borges tem mesmo faro de gol. Não foi uma partida primorosa da equipe da Vila. Mas aposto que o time jogará melhor a decisão. Tomara contra o Barcelona. Porque aí vai dar um jogão.

Você gostou do Santos contra o Reysol? Deixe sua opinião aqui.

Amanhã é a vez do Barcelona estrear no Mundial da Fifa. O time espanhol encara o Al-Sadd, do Catar. Também deve passar fácil e sem tanto esforço.

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Quem viu o Barcelona destruir o Real Madrid dentro do Santiago Bernabéu sábado (3 a 1), de virada, repensou a possibilidade de o Santos ganhar o Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. Esse time de Messi e companhia não treme por nada. Morinho, técnico do Real, pediu na véspera que o torcedor madrilenho infernizasse a vida dos visitantes.

E foi o que aconteceu. Tanto foi assim que o Real, na pura pressão e devido a um erro do goleiro do Barça, abriu o marcador aos 21 segundos de bola rolando. Qualquer outro time se apequenaria diante dos donos da casa. Não o Barcelona, que demorou para se acertar, foi ganhando terreno e… bimba: dominou o jogo, fez três gols e estragou a festa no Bernabéu.

O Real não é o Santos nem o Mundial da Fifa é o Campeonato Espanhol. Então tudo pode acontecer no Japão. Mas não será fácil para o time de Muricy ficar com esta taça. Neymar é a diferença para o time brasileiro. Ganso vem atrás, mas com muito peso nessa corrida. Ocorre que o Barcelona, além de Messi, tem outros que desequilibram, como Iniesta, Xavi, Villa, Fabregas… É muita gente boa para marcar.

O Santos treina há uma semana. O Barcelona chegou quase que em cima do jogo. Isso pode fazer diferença. Se os dois favoritos se cruzarem mesmo na final, vai ser um jogão. Essa certeza todos têm.

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O Santos pode tirar proveito da partida que o Barcelona tem de fazer contra o Real Madrid neste fim de semana pelo Campeonato Espanhol. Neymar, Ganso e companhia já estão no Japão treinando para o Mundial de Clubes da Fifa. Portanto, estarão mais descansados fisicamente e emocionalmente do que os rivais espanhóis.

E todo mundo sabe o que significa lá na Espanha o clássico entre Barcerlona e Real Madrid. É tão grande ou ainda maior quanto um Palmeiras e Corinthians, Inter e Grêmio, Flamengo e Fluminense; Atlético e Cruzeiro. E o Barça só vai para o Japão depois dessa partida.

O único problema é o desgaste dos jogadores brasileiros, todos em fim de temporada, justamente o oposto da turma de Lionel Messi. E isso conta também. Mas como para nós brasileiros a conquista do Mundial da Fifa vale mundo, não tenho dúvidas de que Muricy Ramalho vai cobrar a última gota de suor desse elenco.

É, de fato, hora de dar aquele algo mais que todo mundo fala no futebol, mesmo que para isso os jogadores que mais atuaram na temporada só voltem a aparecer em fevereiro de 2012 na Vila. Está valendo.

Voltar com a taça de campeão do mundo é tudo o que o torcedor do Santos mais sonha. Para Neymar, o craque que o mundo aprender a ver, seria o encerramento de um ano magnífico.

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Exceto pela parte musical, que foi fraca e temos coisa melhor a oferecer, o Brasil cumpriu bem sua missão de sediar o sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014. Foi bonito, teve investimento de R$ 30 milhões, uma manifestação contra gasto de dinheiro público, mas tudo transcorreu como manda o figurino. Até Pelé foi e se sentou ao lado de Ricardo Teixeira, presidente de tudo. Do outro lado estava Dilma Rousseff, peso pesadíssimo também do Mundial.

Houve todo esse destaque (o JT e o Estadão prepararam caderno especial para este domingo) porque a competição é nossa. Até a Copa em 2014, muita água vai rolar nesta fase preliminar da disputa. Dos 175 times sorteados ontem, apenas 31 chegarão ao Brasil. A Seleção de Mano Menezes já está garantida, por isso não disputa as Eliminatórias Sul-Americana.

O Brasil viverá de amistosos e da Copa das Confederações de 2013. Dia 10, o time de Neymar e Ganso encara a Alemanha em mais um teste, esse com a faca nos dentes devido ao fraco desempenho da equipe na Copa América. Mano terá de ajeitar o grupo e dar a ele uma cara, coisa que não tem ainda.

A Copa já começou.

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A Fifa vai dar um jeito de empurrar para debaixo do tapete toda a sujeira espalhada em sua Casa, por gente de dentro, dias antes de Joseph Blatter ser reeleito pela terceira vez (quarto mandato) à frente da entidade. As laranjas podres da família ficarão por lá por mais quatro anos, como se nada tivesse acontecido. Como se o futebol mundial estivesse em boas mãos, como se a democracia e o direito de falar fossem caractéristicas daquela Casa.

Comprar e vender voto e distribuir dinheiro para seus filiados, como se tem comprovado em troca de e-mails entre membros desta família, são entendidos pelo Capo como ‘momentos de dificuldades’. Onde eu fui criado isso tem outro nome. A Fifa parece o País das Maravilhas e Blatter lembra Alice, até no tamanho. 

Se a Fifa não dá exemplo nenhum ou dá exemplos errados, como podemos cobrar honestidade, integridade, transparência no futebol brasileiro, colombiano, italiano, espanhol, inglês…

A renúncia de Blatter deveria ser a única opção nesse momento. Mas quem fiscaliza deus? O próprio deus. E aí sabe-se de antemão, desde os primódios da Fifa, que nada vai acontecer. A única esperança é que a Europa se revolte e comece uma avalanche nos alpes suíços capaz de destruir tudo em Zurique.  Alguém forte precisa se indignar.

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Pepe conta detalhes daquela segunda partida contra o Milan, no Maracanã, na decisão da Taça Intercontinental de 1963, em depoimento a Robson Morelli (publicado no JT de domingo)

Foram três jogos, todos sabem, mas o segundo foi o mais emocionante de todos, aquele que fizemos no Maracanã para quase 150 mil pessoas. Já havíamos conquistado a taça Intercontinental um ano antes, em 1962, contra o Benfica. A decisão de 1963 era mais difícil, contra um Milan que também jogava muito. Perdemos então o primeiro jogo lá por 4 a 2, mas como não tinha diferença de gols, sabíamos que daria para ganhar no Brasil. Não desanimamos nunca.

A diretoria do Santos resolveu levar o jogo para o Maracanã. Tínhamos muitos torcedores fora de Santos. Em São Paulo, a torcida era só do Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Então, ficamos uma semana concentrados dentro do Maracanã, respirando aquela partida e trabalhando para ganhar do Milan. Como perdemos na Itália, não podíamos nem pensar em perder de novo. Ganhando, provocaríamos a terceira partida, como aconteceu, e em que vencemos por 1 a 0.

Mas um dia antes do segundo jogo, correu o boato de que eu não iria jogar. Não sei se o Lula fez isso de propósito ou se deixou vazar para me provocar. O fato é que fiquei p. da vida. O Santos já não teria Pelé, Calvet e Zito, todos fora. Aí o Lula estava pensando em me tirar também, em tirar o Pepe… Não dava.

Aquilo me revoltou. Joguei o ano todo, a temporada inteirinha e na hora de decidir o título ficaria no banco… Falaram que o Lula estava querendo escalar o Batista, um volante médio, boa pessoa, que nem ficou muito tempo na Vila, mas ele não era o Pepe. Nem de longe era o Bomba (apelido de Pepe). O Boato era o seguinte: o Lula, nosso técnico, já havia conversado com o time. Como não participei de nenhuma conversa, fiquei com a pulga atrás da orelha. Até a hora em que o Dalmo me contou que eu iria jogar. Foi momentos antes, já no dia do jogo, de o Lula me chamar para conversar numa sala reservada. Ele e os dirigentes do Santos. Estava subindo a escada e por um minuto achei que ele fosse pedir para eu ter calma e esperar minha vez. Na escada, o Dalmo me contou tudo.

Chegando na sala, eles, inclusive o Modesto Roma, me disseram que contavam comigo e que esperavam muito de mim. Estava escalado novamente.

Quem também nos ajudou naquela partida foi o Almir Pernambuquinho, que jogou no lugar do Pelé. Ele era do Rio, tinha jogado no Vasco, e estava muito à vontade no Maracanã. Quando começou o jogo, vimos que não seria fácil. O Milan era bom e fez dois gols. Viramos perdendo por 2 a 0. Aí começou a cair uma chuva no Rio, uma chuva divina. Veio o segundo tempo e viramos para 4 a 2. Eu fiz dois, o primeiro e o quarto. O Almir fez outro e o Lima mais um. Foi o dia mais feliz da minha vida. Uma festa no vestiário. Meu pai estava em Santos e me viu pela TV. Estava feliz. Era seu aniversário e dei um presentão para ele.

QUEM FOI ELE
José Macia nasceu no dia 25 de fevereiro de 1935, em Santos. Era ponta-esquerda e dono de uma bomba que fazia tremer os homens da barreira e também o goleiro. É o segundo maior artilheiro da história do Santos, com 405 gols, atrás de Pelé. Sempre jogou no time da Vila. Foi bicampeão mundial: 58/62

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30.dezembro.2010 11:51:38

A volta de Kaká

Kaká está prestes a voltar a jogar pelo Real Madrid. Será na primeira semana de janeiro, pelo Campeonato Espanhol. O jogador ficou praticamente esse segundo semestre inteiro de molho. Já na Copa do Mundo chegou baleado e transformou seus dias em Johannesburgo em sessões de fisioterapia e de exercícios localizados. Não fez um Mundial com a grandeza de sua assinatura. Kaká nunca passou por fase parecida, nem quando era jogador do São Paulo.

Em 2010, trabalhou sob o signo da desconfiança. Terá agora em 2011 de provar ser o mesmo Kaká de outras temporadas, aquele das passadas largas em direção ao gol. Muitos já cobram dele no Real Madrid. Querem resultados. E ele parece ter sentido a maldição dos craques que chegam ao Santiago Bernabéu. Cristiano Ronaldo ocupou seu lugar e o time soube se virar sem o brasileiro. O que já se diz é se vale a pena ter um jogador dessa monta no elenco. O meia vai precisar de pelo menos mais três meses para mostrar algum resultado em campo, isso, tomara a Deus, se não voltar a sentir suas dores, se não se machucar novamente.

Seu nome é comentado na Inter de Milão, agora de Leonardo. Mas seria difícil para ele voltar para o maior rival do Milan, onde brilhou desde que deixou o Morumbi. Os italianos não aceitam essa traição, e o bom moço Kaká seria perseguido na Itália. Duvido que faça isso. Leonardo aceitou o cargo na Internazionale porque estava desempregado, já não tinha mais nada com o Milan, apesar dos 13 anos que viveu lá entre jogador, dirigente e treinador.

Kaká faz falta aos olhos do torcedor brasileiro e mundial. Ele sabe disso. Ele está otimista em poder voltar e voltar a ser o que era. A Copa da África ficou para trás e ele tem consciência de que perdeu chance enorme de se firmar no cenário mundial. Os melhores brilham em Copas. E era a sua na África do Sul. Acabou sendo a de Sneidjer e a da Holanda. A de Villa e Xavi e também a da campeã Espanha. Não foi a do Brasil, a de Dunga, a de Kaká.

O mundo aguarda seu retorno aos gramados, principalmente os torcedores de Madri.

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