Robson Morelli - Estadao.com.br
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Os 2 a 0 do Olímpico fizeram o Palmeiras mais cauteloso em Barueri, mais ou menos como foi o Corinthians diante do Santos no Pacaembu após o 1 a 0 na Vila Belmiro. E cautela, quando se trata do Palmeiras, significa sofrimento. E foi com o coração nas mãos que o time chegou à final da Copa do Brasil, resgatando em Felipão, seu treinador, o rótulo de técnico copeiro.

Vai decidir o título com o Coritiba, adversário entalado na garganta de todo palmeirense. É a chance de dar o troco, mesmo que tardiamente. Não será fácil. O Coritiba desbancou o São Paulo, que acho melhor que o Palmeiras nesse momento. Aos gaúchos do Grêmio, uma volta triste para a casa. Diria um amigo que detesta gremista: “Já não era sem tempo de ensinar para essa gurizada o caminho de volta para o Rio Grande do Sul.”

Na Arena Barueri, com casa cheia, o Palmeiras sofreu. Ah sofreu!! E o palmeirense mais ainda, com o frio, chuva e a atuação do time: muito atrás, sobretudo no segundo tempo. Alguma bola acabaria entrando, como de fato entrou. Foi assim até Valdivia entrar. Ele merecia essa atuação por tudo o que sofreu em sua vida particular recentemente.

Valdivia foi o nome do jogo. Suas jogadas provocaram a ira dos jogadores gremistas, que acham que tudo se resolve na valentia. Valdivia, um meia raquítico (deu para ver quando ele tirou a camisa na comemoração do gol), mostrou que inteligência tem mais valor que valentia. Até em campo. Com meia dúzia de jogadas ele irritou os marcadores e acabou, indiretamente, mandando dois mais cedo para o chuveiro, expulsos. O juiz agiu corretamente ao dar vermelho para Henrique, do Palmeiras, no lance das expulsões. Ele não tinha nada que tomar satisfação na confusão. Foi valente e não inteligente.

Valdivia também fez o gol do empate, que quebrou as pernas do Grêmio quando a pressão era grande. Felipão tem agora uma semana para preparar o time e, quem sabe, fazer o torcedor palmeirense voltar a sorrir. Ganhar a Copa do Brasil, ter o direito de disputar a Libertadores em 2013 e ver seu estádio em pé era tudo o que o palmeirense queria nesse momento. Chance para isso, o elenco tem agora.

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A vitória do Palmeiras sobre o Grêmio por 2 a 0 foi mais que surpreendente. Sobretudo porque ocorreu dentro do Olímpico. Nem o mais entusiasmado torcedor alviverde apostaria seco nesse resultado. O Palmeiras não demonstrou nas rodadas anteriores do Brasileirão, com equipe titular e tudo, condições de ganhar dessa maneira.

A vitória foi ótima para Felipão e seu elenco e praticamente coloca o time na final da Copa do Brasil, que vale vaga na Libertadores de 2013. Isso mudaria o status do Palmeiras nesse momento. Luxemburgo não tem uma equipe melhor do que a de Felipão. É claro que o Grêmio pode ganhar do Palmeiras em Barueri, mas não será fácil.

O palmeirense festejou muito nesta quarta e continua festejando. Tem esse direito. O que não quer dizer que tudo de ruim do time seja empurrado para debaix0 do tapete. O Palmeiras ainda é um time limitado. Vive de lampejos. Ao menos agora os jogadores terão mais tranquilidade para a partida de volta.

Sem querer ser chato, mas já sendo, o Palmeiras precisa reagir no Brasileiro para não sofrer mais na frente com a possibilidade de rebaixamento.

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SÃO PAULO – O Palmeiras visita o Atlético-PR na primeira partida do mata-mata das quartas da Copa do Brasil. O jogo de volta é semana que  vem, em Barueri. O jogo foi 2 a 2.

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Escalações
Atlético-PR: Rodolfo; Cleberson (Pablo Felipe), Manoel, Renan Foguinho e Zezinho; Deivid, Alan Bahia e Martin Ligüera; Bruno Mineiro, Guerrón e Edgar Junio. Técnico: Juan Carrasco

Palmeiras: Bruno; Cicinho (Luan), Maurício Ramos (Román), Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Barcos. Técnico: Felipão


SEGUNDO TEMPO

47 min – Acabou: 2 a 2. Bom resultado para o Palmeiras fora de casa. O time de Felipão é beneficiado por dois empates: 0 a 0 e 1 a 1. O próximo jogo é quarta-feira, em Barueri.

44 min – O Palmeiras é pressionado e tenta tirar a bola de sua defesa de qualquer maneira. O juiz deu 2 minutos a mais.

42 min – Luan teve chance no contra-ataque, mas correu com o freio de mão puxado. O Palmeiras tem os contragolpes com Maikon Leite e Luan.

41 min – O jogo cai de produção, com poucas jogadas de gol dos dois lados.

37 min – O Atlético-PR ataca sem tanta pressão nesse fim do segundo tempo. O Palmeiras prefere tocar a bola e esticar para Maikon Leite. Maurício Ramos sai de campo de maca. Román entra no seu lugar. O finalista desse duelo encara quem passar de Grêmio e Bahia. Grêmio, de Luxemburgo, e Bahia, de Falcão.

32 min – O Atlético-PR avança seu meio de campo, e vale-se das bolas levantadas na área. Bruno, goleiro do Palmeiras, está atento, e sem pressa para repor a bola em jogo. O resultado é bom para o time de Felipão.

28 min – Maurício Ramos joga na sobra e chuta para alto para aliviar o perigo. Sem técnica, mas eficiente.

25 min – Se acabar 2 a 2, o Palmeiras se classifica no jogo de volta com dois empates: 0 a 0 e 1  a 1. Outro 2 a 2 levaria a decisão para os pênaltis.

22 min – O Atlético-PR agora pressiona, empurrado pela torcida. A defesa do Palmeiras melhora. Guerón sai para a entrada de Ricardinho. A zaga do Palmeiras agradece. Guerrón deu trabalho pelo lado direito.

18 min – O Palmeiras faz o gol e continua no ataque. Felipão pede paciência. Quer que o time se recomponha com mais rapidez. Deivid recebe amarelo. O Palmeiras é melhor.

14 min – GOOLLLLLL do Palmeiras, de Maikon Leite: 2 a 2. O atacante recebe na entrada da área e chuta de canhota, no ângulo. Um belo gol em seu primeiro lance. Maikon Leite entrou bem. É dele as melhores jogadas de ataque do Palmeiras.

13 min – Luan entrou no lugar de Cicinho, que já tinha cartão amarelo. E Maikon Leite ocupa a posição de Mazinho, que fez uma partida ruim. Com Luan o Palmeiras também ganha em chutes de fora da área.

10 min – O Palmeiras reclama de pênalti em João Vitor. O juiz levanta as mãos e deixa o jogo continuar. Felipão prepara a entrada de Luan e Maikon Leite. Barcos recebeu amarelo, o terceiro dele. Não joga a partida de volta semana que vem.

6 min – Barcos acerta o travessão. O atacante palmeirense tem levado a melhor contra a defesa do Atlético-PR. Valdivia tem a obrigação de achá-lo entre os marcadores. Valdivia agora recebe amarelo porque xingou o técnico Carrasco, que ficou segurando a bola. Ele também foi excluído do jogo.

5 min – O desenho do jogo neste começo de segundo tempo é bem parecido com a forma em que terminou o primeiro: o Palmeiras ataca, mas dá espaço para os contragolpes. Guerrón aberto pela direita provoca terror no lateral Juninho, sempre ajudado por Márcio Araújo.

1 min – Começou…


FRASES

Assunção:É difícil jogar aqui. Mas estamos no jogo. É assim mesmo quando duas equipes grandes se enfrentam”
Guerrón: “Temos de aproveitar mais as oportunidades. O Palmeiras está dando espaço. Temos de saber aproveitar”

RESUMO: o Palmeiras até que equilibrou o jogo após 10, 15 minutos de bola rolando. Chegou a pressionar o Furacão. Sua defesa, no entanto, jogou mal e complicou a vida do time. O Atlético aproveitou as chances que teve e poderia ter feito o terceiro.


PRIMEIRO TEMPO

46 min – Acabou: 2 a 1 para o Atlético-PR.

44 min – O Atlético-PR é pressionado e tenta dar o bote em alguma bola perdida ou roubada no meio de campo.

42 min – Marcos Assunção acerta o travessão em cobrança de falta. O goleiro do Atlético-PR chega a tocar na bola. Quase o Palmeiras empata. Cleberson toma amarelo. Na jogada da falta, Cicinho é tocado na área. O juiz não marca nada. A bola fica viva até o corte da defesa do Furacão.

41 min – O Palmeiras vai razoavelmente bem no meio e nas conlusões de Barcos. Ocorre que sua defesa provoca calafrios a todo instante no torcedor. Na verdade, as duas zagas estão perdendo feio para os atacantes adversários. O Palmeiras pressiona. Mazinho vai se soltando mais.

36 min – Lingüera perdeu gol feito, na cara de Bruno. Leandro Amaro, que havia ficado para trás, tira a bola do rival com um toque muito esperto, sutil. Cicinho recebe amarelo por falta em Lingüero 1 minuto depois. A defesa do Palmeiras é frágil.

35 min – Barcos recebeu na área de Valdivia, que está ligado no jogo, virou e bateu. Quase gol. O goleiro Rodolfo fez a defesa sem dar rebote. Bom momento do Palmeiras.

34 min – O Palmeiras mantém o Furacão em sua defesa. Assunção tentou outra falta, sem sucesso. Ele jogou a bola na área buscando Barcos. O problema de ficar em cima do rival é abrir espaço para os conra-ataques dos donos da casa. A defesa do Palmeiras não está bem.

29 min – Assunção cobrou falta e o goleiro do Atlético mandou para escateio. Foi a segunda falta do volante do Palmeiras. Na outra ele acertou a barreira. Foi nessa jogada que Felipão pediu mão na área, que não foi.

28 min – Felipão reclama com a arbitragem de Paulo Godoy Bezerra, de Santa Catarina.

26 min – O jogo é franco. O Palmeiras também pressiona, mas quando faz isso dá espaço. E perde na velocidade sobretudo na disputa com Guerrón.

22 min – GOOLLLLLLL do Atlético-PR, de Edgar Junio: 2 a 1. Guerrón chuta e o goleiro Bruno dá rebote no meio da área. A defesa do Palmeiras marca mal. Guerrón estava impedido no lance, na frente do bandeira, que deixou a jogada seguir até o gol de Junio.

21 min – GOOOOOLLLLL do Palmeiras, de Barcos: 1 a 1 . Bola metida para o atacante, que se livra da marcação com bom corte e toca no cantinho do goleiro.

20 min – A pressão é grande contra o Palmeiras.

17 min – GOOLLLLLL do Atlético-PR: 1 a 0. Bruno Mineiro, de cabeça, após jogada bem tramada de falta pela direita. A bola foi cruzada por Ligüera no segundo pau, na cabeça de Renan Foguinho, que ajeita para Bruno Mineiro. A defesa do Palmeiras ficou 0lhando a bola atravessar de um lado para o outro na área.

15 min – O Palmeiras inverte a pressão sofrida nos minutos iniciais.

9 min – O Palmeiras começa a ficar com a bola nos pés. E vai tocando no campo do Furacão, achando uma brecha para penetrar. Vai equilibrando a disputa. João Vitor aparece bem pela direita. Mazinho, que tem a confiança do torcedor, joga aberto na esquerda. Zezinho vai dando espaço para João Vitor e Cicinho. O Palmeiras cresce por ali.

6 min – O Palmeiras consegue espanar bem as bolas, principalmente pelo alto. Mas não tem volume de jogo. Não consegue passar do meio de campo. O Palmeiras tenta sair pelas beiradas, com Cicinho. A marcação é forte dos donos da casa.

3 min – Barcos fica praticamente sozinho na frente. O Atlético-PR vai para cima e tenta empurrar o Palmeiras para dentro de sua área. A defesa do Palmeiras abuso dos chutões.

1 min – Começou. O Palmeiras joga de camisas brancas. Felipão optou por Leandro Amaro na defesa, e manteve Mazinho no ataque. Luan está no banco.

 

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Do pior time do Estadual do Rio, amargando quatro derrotas e um empate (com o Flamengo) nas cinco primeiras rodadas do Campeonato Carioca, o Vasco merece nossos aplausos e reconhecimento. E olha que não houve muitas trocas de jogadores como costuma acontecer na mudança de comando. Ricardo Gomes teve dois refoços, um deles Diego Souza, e a saída de Carlos Alberto, que também ajudou na melhora do ambiente em São Januário. O resto foi trabalho.

Com o título da Copa do Brasil, o Vasco tem a chance de pensar grande novamente, coisa que o clube havia perdido devido às fracassadas temporadas. Vai jogar o Brasileiro sem pressão, apenas para não cair, e estará na Libertadores do ano seguinte. Embora a oportunidade seja boa para o time também se entregar no Nacional e quem sabe brigar pelo segundo título da temporada. Seria fantástico para o Vasco.

Diga-se que o Coritina vendeu caro a derrota. Na verdade, não perdeu. Ganhou o jogo, mas não levou. Pecou na defesa. Não poderia ter sofrido dois gols em casa. Tomara que não perca a vontade e a disposição de jogar, como sempre acontece também quando um time chega perto da conquista e não ganha. O Coritiba fez bonito, assim comom o seu torcedor.

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Aos amigos de Curitiba que outro dia me condenaram por eu usar nesse espaço a expressão ‘time de menor tradição’ ao me referir ao Coritiba, meus parabéns pela classificação para a final da Copa do Brasil. Vai disputar o título com o Vasco em partidas de ida e volta. Tem a chance de fazer história. Quem vencer ainda terá vaga na Libertadores de 2012. É a chance de coroar uma campanha bonita que já vem lá de trás, da Série B. O Vasco, que estava morto até a chegada do técnico Ricardo Gomes, voltou à vida e agora também quer essa taça.

Se as equipes mantiverem suas disposições de jogar em busca do gol, tenho certeza de que será uma bela disputa. Também não tenho dúvidas de que o torcedor vai fazer bonito, tanto no Paraná quanto no Rio. O único alerta que faço é para que o perdedor saiba perder. E não arrume confusão depois.

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É impossível tomar uma goleada de 6 a 0 numa fase decisiva de Copa do Brasil diante de um adversário de menor expressão sem que alguma medida drástica seja tomada. É o que se espera do presidente do Palmeiras, Arnado Tirone. Ele vai manter o técnico Felipão no cargo, já admitiu isso. Só o fará porque se trata de Felipão. Qualquer outro treinador teria perdido o emprego. Então, vai sobrar para o elenco, que de fato tem muito culpa nesse vexame.

O torcedor palmeirense está indignado. Perder para o Coritiba foi mais humilhante que ser eliminado para o Corinthians no Paulistão. Uma limpa? Se for preciso, tem de ser feita. Há muito tempo os clubes grandes viraram depósitos de jogadores ruins, que não sabem sequer o real motivo de estarem ali. Vestem camisas tradicionais do futebol brasileiro como se estivem num campinho amador do seu bairro.

Não refiro-me somente ao Palmeiras. Esses pernas de paus estão espalhados em todos os clubes, uns mais outros menos. No Palmeiras há uma porção. Jogadores que, além de grossos, não têm vontade, correm errado e, pior, são desinteressados. A piada do dia é que alguns deles podem ser usados na obra da nova Arena, isso se passarem no psicotécnico. O torcedor está revoltado.

Muricy está certo quando fala que um jogador tem de correr como se estivesse buscando um prato de comida. E sabe quem é culpado nessa história toda? O dirigente, o treinador e a torcida. Claro, porque eles formam a base da equipe. O treinador solicita um jogador e o dirigente aceita pagar a ele R$ 100 mil por mês. A torcida, que só sabe cobrar, cobra para ter novos jogagores o tempo todo. Aí o dirigente se vê pressionado a dar uma resposta para se manter no cargo. E faz geralmente a compra errada. Não é possível que ninguém viu que no Palmeiras há um monte de jogador sem condições.  O Felipão não percebeu isso ainda? É preciso ser mais honesto com o torcedor, parar de acreditar em quem não vai render nada. E é o que acontece com o Palmeiras nesse momento.

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O Palmeiras deu passo importante para sua sequência na Copa do Brasil: venceu o Santo André por 2 a 1 e obteve tranquidade para a partida de volta. Poderia ter sido melhor não fosse o gol sofrido aos 43 minutos. Foi uma bobeada no fim da partida, em bola parada. Nada, no entanto, que tire a vantagem da equipe de Felipão. Além dos gols, mostrou futebol de sobras para vencer.

Como o time já está classificado para a fase seguinte do Paulistão, existe a possibilidade de Felipão dar folga para alguns jogadores no fim de semana, na última rodada classificatória, para entrar na fase decisiva das duas competições com o time inteiro e descansado.  

Felipão, claro, vai cobrar seus jogadores. Não se toma gol no fim de jogo. Também puxará a orelha de Kleber pelos dois pênaltis perdidos – felizmente para o atacante ele marcou dois gols na sequência das jogadas. Seus erros não passarão em branco, tenho certeza.

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Blatter mandou seu recado a Ricardo Teixeira. O presidente da Fifa demonstra preocupação com as obras da Copa no Brasil. São Paulo e Natal estão mais atrasadas. Disse até que o Brasil está mais atrasado do que a África do Sul estava no mesmo período. Em algumas coisas Blatter tem razão. O estádio de São Paulo, que será o Itaquerão, do Corinthians, ainda nem começou. A promessa é que comece em abril. Ou seja: depois de amanhã. Tenho dúvidas se começará.

Ricardo Teixeira e o ministro do Esporte, Orlando Silva, rebateram todas as críticas de mister Blatter. Para eles, tudo vai conforme o combinado. Tirando as briguinhas políticas de Blatter e Teixeira, sempre visando o trono da Fifa, as declarações do suíço são mais que manjadas. Eledisse a mesma coisa antes das Copas da Alemanha e da África do Sul, para citar apenas duas. Faz parte do show da Fifa soltar essas pérolas para instigar o país anfitrião e não deixar a peteca cair. Está na dele.

Daqui a alguns meses, Blatter vai dizer que tem outro país que se despõe a sediar o Mundial de 2014 caso o Brasil não consiga cumprir os prazos e fazer todas as obras que precisa. Pode falar nos Estados Unidos e na Inglaterra. Não vejo outro país na Ámerica do Sul capaz de fazer isso. Tudo é para pressionar o bom andamento das obras.

E no Brasil, depois que a coisa pegar e as cidades-sedes virarem canteiros de obras, vamos ter greves de funcionários e muitas paralisações. É enredo decorado. A Fifa vai intervir, talvez até abrir os cofres. Não tenho dúvidas de que a Copa vai sair. O governo Federal, com seus pares estaduais e municipais, também tem um desejo enorme de fazer as reformas necessárias, como aeroportos e estradas.

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Robinho beija a taça inédita

Robinho beija a taça inédita

O Santos perdeu o jogo (1 a 2), mas levou a taça. Inédita na Vila. Mais que merecida. Nem o gramado horroroso do Barradão conseguiu estragar a festa. A campanha foi irreparável. Teve até goleada de 10 a 0 contra o pobre (e agora histórico) Naviraiense. Claro. Porque sempre que lembrarem desse título vão lembrar também  do time de Naviraí, de Mato Grosso Sul. Apanharam, podem dizer agora, do campeão. A conquista ecoa pelo mundo, menos pela importância da taça e mais pela qualidade de uma geração sem limites. Ah se fosse em outros tempos! Ah se a diretoria conseguisse manter todos esses jogadores por mais uma temporada que fosse. Uma única temporada. Que bom seria ver o Santos na Libertadores com todos esses meninos.

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O governo Federal já está pressionando o Comitê Paulista para definir de uma vez por todas o local da abertura da Copa do Mundo de 2014. Já passou da hora. Lula, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e todos os demais envolvidos de Brasília começam a condenar a demora. O Morumbi, já sabemos, não será nem a pau. Não adianta o prefeito Gilberto Kassab ficar com essa conversinha de que vai fazer um último apelo pelo estádio do São Paulo. Ricardo Teixeira vetou. É fim de papo. Não tem volta. Piritubão, Pacaembu ou qualquer outro. Menos o Morumbi. Ninguém me tira da cabeça que essa enrolação tem a ver com outra definição: o estádio do Corinthians. Andres Sanches quer anunciar a obra no dia do centenário do clube, 1º de setembro, daqui a um mês, portanto. Para quem já esperou até agora, não custa esperar um pouco mais. Assim que o Corinthians anunciar seu estádio, o Comitê Paulista e também o Central vão pegar carona nessa obra e matar dois coelhos com uma cajadada só.

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