Digo que a semana é do Santos. 100 anos de vida e uma verdadeira legião de craques em sua história. O Santos é sim o segundo time de muita gente no Brasil. Claro. E graças a Pelé. É difícil alguém que gosta de futebol não reconhecer isso. Palmeirenses, corintianos, são-paulinos ou torcedores de qualquer outra bandeira do Brasil têm boa dose de admiração pelo clube da Vila Belmiro, pelos jogadores que ajudaram a fazer essa história e que viraram lenda depois, pelos meninos que hoje são velhos simpáticos e contadores de boas histórias, reverenciados nos quatro cantos do País. Para o santista, o orgulho é ainda maior. É o time de coração deles. Três Libertadores e dois Mundiais só para citar as façanhas mais importantes. Não é pouco.
E essa reverência que todos esses jogadores têm com Pelé é algo bonito demais. Já ouvi muita gente torcer o nariz para o Pelé, dizendo que ele fala demais, fala de menos, faz pouco por sua gente, só pensa em dinheiro… Alguns compartilham dessa opinião. Eu não. E quando olha para Pelé vejo gols, jogadas bonitas, feitos impressionantes. Separo bem o homem do mito. E acho que é assim que deve ser com todos os outros.
Pelé não é o Santos, mas é quase. O clube teve sua glória (pequena) antes dele e está tendo depois, como terá por mais 100 anos. Mas nada se compara ao que fez em campo, e não reconhecer isso é o mesmo que dizer que a bola não é redonda. O Santos só é o Santos porque um menino apelidado Gasolina chegou à Vila num belo dia para jogar futebol. E como jogou o Crioulo!
Mas não seria justo reverenciar o Santos sem citar outros tantos jogadores que vestiram a camisa do time ao longo desses 100 anos. A lista é extensa, de Araken, Feitiço, Pagão e Antoninho a Zito, Pepe, Coutinho, Mengálvio, Carlos Alberto Torres e Edu, chegando em Aílton Lira, Pita e Nilton Batata, passando por Giovanni, João Paulo até desembocar em Diego, Robinho, e mais recentemente em Ganso e Neymar. É muita gente boa de bola que passou pelo Santos.
O Santos já era um grande time e muito respeitado mesmo antes de Pelé. Só não foi campeão mais vezes porque os times da capital eram muito favorecidos pelas arbitragens da época, ainda mais que não tinha TV nem nada.
Quem duvida, basta ver a entrevista com um goleiro do Santos sobre o Paulista de 48 (disponível do globoesporte.com), onde ele afirma que o árbitro da partida chegou para ele e falou “hoje aqui vocês não ganham”. Isso dentro da Vila Belmiro!
O Santos já era grande sem Pelé. Mas, com ele (e um esquadrão de craques) virou um GIGANTE que assombrou e encantou o mundo. E, se o Santos sentiu falta dele quando ele parou, o mesmo pode ser dito até da seleção brasileira, que teve que esperar 24 anos para ganhar uma Copa do Mundo sem ele.
Dizer que “Pelé não é o Santos, mas é quase” é mais ou menos como dizer que “Zico não é o Flamengo, mas é quase” ou que “Ademir da Guia não é o Palmeiras, mas é quase”. Menos mal que o último parágrafo faz justiça a tantos outros craques que vestiram a camisa alvinegra. E olha que vários outros poderiam ser citados, como Rodolfo Rodrigues, Cejas, Ramos Delgado, Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Zé Roberto, Elano, etc.
Nessa semana, o dono da festa do Santos é Neymar. Grande nome do centenário time em atividade, o promissor e genial Camisa 11 surpreende-nos a cada dia, a cada jogo. Contudo, até onde vai a ousadia de Neymar? Aos amigos interessados no assunto, sugiro a leitura: http://futebologiabrasil.blogspot.com.br/2012/04/isso-nao-e-ousadia.html
Um abraço
O Santos esta colhendo o fruto de investir na base. Eu como Santista fico muito feliz quando vejo, por exemplo, a diretoria se esforcando para melhorar a infra estrutura da base como no acordo com a Volkswagen (firmado junto com o patrocínio de Neymar) que a montadora iria disponibilizar veículos para transportar os meninos que atuam na base Santista.
Que esse clube com uma das histórias mais bonitas do futebol Brasileiro possa ter mais 100 anos de conquistas e glórias pela frente!
As únicas pessoas que falam mal do Pelé são os curintianus. Aliás falam mal tambem, do Messi, do Garrincha, do Neymar e outros Craquíssimos de bola. Acho até que eles, por falta de NUNCA terem tido mais que UM CRAQUE, Rivelino, não estão acostumados a entender certas e belas jogadas que, os que conhecem e entendem o futebol arte, aplaudem, independente do time de coração. O Pelé era reverenciado até no Rio, onde é mais “oba-oba” que futebol, tanto que o termo “GOL DE PLACA” foi um gol do pelé lá no Maracanã que de tão bonito, mereceu uma Placa que está lá até hoje. Estranhamente só ví estes fanáticos apedeutas, elogiarem os argentinos, deve ser por causa daquela porcaría do Tevez e do Maladona ou, porque os curintianus são tão “simpaticos” quanto os argentinos… É, tem fundamento.
Robson prefiro as palavras do Coutinho e Mengálvio que integraram o maior time do mundo de todos os tempos e eleito pela FIFA o melhor do século-20:
” Deus quiz reunir esses craques todos numa mesma época e numa mesma Equipe”
Portanto ao contrário de voce acho que Pelé foi tudo que foi por estar no Santos. Por estar no local certo, na época certa e com os craques certos.
Veja voce: Gilmar- Calvet-Mauro e Dalmo- Zito e Lima – Mengálvio- Dorval-Coutinho-Pelé e Pepe.
Essa foi a equipe eleita pela FIFA como a melhor do século-20. Com pequenas variações na escalação. Ganhou tudo que disputou em 02 anos.
Por acaso voce vê aí alguem que não fosse craque?
Por comparação Messi seria Messi, se não estivesse nesse time do Barcelona?, é isso… abraços…
Falar do Santos Robson, seria a mesma coisa que ler um livro da Lispector, Machado de Assis e tantos outros ótimos escritores.
Santos 100 anos, não Santos um milhão de anos.
Te digo com conhecimento de 58 anos de vida, os torcedores dos demais times não torcem para os seus times, torcem contra o Santos.
Na realidade o Santos está no coração de cada torcedor brasileiro, o mundo da bola roda, roda acaba parando na Vila Famosa.
Não tem como falar de futebol se não mencionar o Santos de Pelé e Cia. Como jornalista esportivo, duvido e creio que não acharemos uma única vez, que você falou de futebol, se não mencionou Pelé e Santos, não tem como.
Faço uma comparação talves até absurda: Te digo, Santos, Pelé e cia no mundo é uma espécie de oração.
Santos e Pelé, um completa o outro.
Parabéns a esse time brilhante e glorioso, que além de mostrar ao mundo que ele Santos era o time, colocou o Brasil e os brasileiro nos mais remotos lugares da faixa terrestre.
Os pernas de pau, depois do Pelé, deveriam todos irem a Vila Belmiro e agradecerem ao Santos e Cia pela grande oportunidade que lhes foram abertas.
Se não fosse Santos e Pelé, pernas de pau como RG-Ronaldão e tantos outros, certamente não pizariam os gramados europeus.
Assim como todos os pilotos de carros do Brasil, devem beijar as mãos do velho Ermerson Fitipaldi.
Abraço a todos os santistas. Meu time é Tri da Liberadores e esse ano papo o quarto título.
2013
2012
2011
2010
2009
Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.
Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.
Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastradoEm instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.
Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.
Deixe um comentário: