O futebol provoca paixões, aqui muito mais do que em outros lugares do planeta. E sempre duvidei de quem não tem seu time do coração. Respiramos futebol o tempo todo. E a conquista da Libertadores pelo Corinthians mostrou o tamanho desse amor. O Corinthians sempre teve um torcedor apaixonado, para o bem e para o mal. A folclórica figura do corintiano já foi tratada algumas vezes no cinema nacional, desde os tempos dourados de Mazzaropi até os dias de Boleiros, sempre de forma exagerada. Era oito ou oitenta. Na manhã desta quinta-feira ainda era possível ouvir os gritos que tomaram conta da cidade desde o fim da noite anterior, em todas as suas classes sociais. O Vai, Corinthians! foi dito intermitentemente até o amanhecer. E será repetido por vezes porque o sabor da conquista envaidece qualquer torcedor.
As ruas da cidade foram tomadas. Bares, restaurantes, praças e avenidas transformaram-se em cenário da comemoração. Claro, houve exageros. A polícia precisou agir, coibir o vandalismo provocado por uma alegria fora do limite. Não precisava ser assim. Era só se organizar. Nesse ponto, acho que tanto o clube quanto as entidades ditas organizadas do time deveriam se juntar e programar uma festa ‘oficial’, abrir as portas de algum lugar para receber seus convidados. Quando um time é campeão em São Paulo, cada tribo se dirigir para um lado da cidade, muitos vão para a avenida Paulista, sem segurança ou proteção. Vira zorra.
Tirando esse lado que não conseguimos resolver ainda, o fato é que dava para ver na expressão do torcedor corintiano como ele estava feliz e aliviado. Ganhou o que nunca havia ganhado, provou, portanto, um sabor especial. A Libertadores sempre esteve engasgada na garganta do corintiano, como uma madição incurável. Não é mais. Daí o alívio. O Vai, Corinthians! tinha muitos significados, mas acima de tudo representava o amor incondicional de sua torcida.
Paulinho, o volante herói da partida contra o Vasco, uma pedreira antes de o time encarar Santos e Boca Juniors, pratagonizou uma das cenas mais emocionantes dessa conquista. Não refiro-me ao gol, mas à comemoração do gol. Alucinado pelo feito, Paulinho se pendurou no alambrado do Pacaembu e abraçou o primeiro corintiano que fez o mesmo do outro lado da cerca. Eram duas pessoas completamente diferentes e estranhas uma para a outra, mas com um sentimento único, maior que tudo naquele momento. E precisavam extravasar. É dessa alegria que quero contar.
Foi essa alegria que se espalhou pela cidade já no primeiro gol de Emerson, e foi aumentando com o segundo gol e depois no apito final do juiz.
Desta vez foi o Corinthians a provocar tamanha alegria. Semana que vem será o seguidor de Palmeiras ou Coritiba, os dois times que decidem a Copa do Brasil. No fim do ano será a vez do campeão do Brasileirão. O fato é que não importa a bandeira que o torcedor erga. O que vale mesmo é torcer. E infeliz daquele que não tem um time do coração.
Comparar a comemoracao de Palmeiras ou Coritiba a do Timao voce ta de brincadeira! Fanfarrao!!
Discordo,
sou corintiano e sei que comemorar qualquer titulo é prazeroso. O que vale é o prazer de uma conquista. O resto é balela.
Lembro da minha infância carente de brinquedos, onde os “que tinham” zombavam dos que não tinham: “eu tenho “tal” carrinho e “tal” bola. Você tem ? “. Babaquice ao extremo, como certos torcedores adulto, de qualquer clube, agem. Não sei se Freud explica.
responder este comentário denunciar abusoNão é comparar a comemoração de Palmeiras x Coritiba com a do Timão. Isso é impossível de ser feita, devido à grandiosidade de tal ato. Porém, a alegria do torcedor será inimaginável.
e #VaiCorinthians!
P/u/t/z!!!!! Qta m/e/r/d/a em apenas um post.
Perfeito…adoreiiii. viva o Timao.
Querido Robson.
Diferente de sua publicação ” Se o Neymar quiser…”, esta você começou muito e desenrolou muito bem, falou sobre a conquista e criticou o vandalismo. Mas infelizmente no final, fez um colocação ruim, comparando a nossa comemoração com a do Campeão da Copa do Brasil. Se o Palmeiras for campeão, nem se pegar seus torcedores do Brasil inteiro, irá se comparar com a quantidade de Corinthianos que estiveram nas ruas de São Paulo. Sem contar o tamanho da euforia.
Leia e releia antes de cometer essas gafes, talvez na próxima vez, seja mais feliz.
Abraço.
Pra você ver, Robson, como esse negócio de ser torcedor não são só flores. O fanatismo e a rivalidade muitas vezes não tem nada de saudável.
Veja os 2 comentários acima, que mania de ser diferente, de querer ser mais que os outros!
E é fácil ver nas redes sociais a quantidade de pessoas que só colocam mensagens relacionadas a futebol, ofensas aos outros torcedores, palavrões e afins. Primeiro, demonstram o quão bitoladas são pelo único e exclusivo tema MEU TIME DE FUTEBOL. Depois, desconhecem a importância de um perfil na internet e de como uma imagem pode ficar denegrida com manifestações chulas e de baixo calão.
Em resumo, pra muitos o futebol é realmente ópio e nem todos sabem lidar com ele. Por este lado, feliz daquele que não é viciado em um esporte dominado por cartolas nefastos, transmitido por uma rede de televisão pra lá de suspeita e onde o torcedor é desrespeitadoaté dizer chega!
Aí meu querido Guilherme.
Gosto muito do meu time sim, mas não é por isso que escrevi as palavras acima e, sim pelo que o Robson publicou na matéria entre o jogo Corinthians x Santos. Ele simplesmente menosprezou o Corinthians e exaltou o Neymar, como se o cara fosse um deus. Até concordo que é um dos melhores jogadores da atualidade, mas não joga sozinho e também do outro lado, tem adversários de qualidade.
E também não deveria comparar agora Corinthians com Palmeiras, mesmo que a Copa do Brasil, sendo um campeonato muito importante, não se compara a uma Libertadores. Ele foi infeliz na declaração.
Outra coisa também, concordo com seu modo de pensar, mas o que sempre acontece nas redes sociais, são sempre os anti-corinthianos que se manifestam primeiro. Não podem ver qualquer publicação que seja de algum jogo do Timão, que já aparece milhares de comentários, onde manifestam o ódio pelo nosso e, com certeza iremos responder. Estamos apenas fazendo uma troca de favores, nada mais. Quando pararem, também iremos parar, mas sempre terá um idiota de ambas as partes que ficará cutucando o outro. Ok?
Abraço.
responder este comentário denunciar abusoPois é, Paulo…
Gandhi combateu a força com a paz. Experimente não dar atenção, colocar-se acima das ofensas, mostrar-se alheio, quem sabe a brincadeira perde a graça.
E, acredite, não vale a pena levar a sério bobeiras e provocações de internet. Quem quer discutir sério, mesmo, vai no boteco, compra uma cerveja e fala o que pensa ao vivo. É bem mais lúdico!
Abração e parabéns pelo título!
Sds 6-3-3!
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