Robson Morelli - Estadao.com.br
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O São Paulo ainda não encontrou um treinador para o lugar de Emerson Leão. O interino Milton Cruz comanda o time no Brasileirão até que a vaga seja ocupada. A diretoria começa a fazer algumas sondagens, mesmo para aqueles que estão empregados.

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O nome é de craque, embora não tenha sido escolhido para homenagear nosso herói do tetra, que depois chegou ao milésimo gol e mais tarde decidiu se enveredar pelos caminhos da política. Romarinho é o cara. É o jogador do momento. O salvador corintiano, porque o corintiano sempre precisou de um salvador. O cartão de visita desse menino que foi batizado com a junção dos nomes de seu pai, ROnaldo, e de seu avô,  MÁRIO, foi apresentado semana passada no clássico chinfrim entre Corinthians e Palmeiras. Foi dele os dois gols da vitória alinegra por 2 a 1, resgatando o time da lanterna do Brasileirão. Mas como o Corinthians jogou com um time reserva, ninguém deu muita importância ao feito.

A comprovação de que um novo bom jogador (ainda é cedo para qualquer análise mais aprofundada de sua categoria) surge no Parque São Jorge foi atestada inconteste, no entanto, por milhares de corintianos que já davam como certo mais um fracasso na Libertadores da América. O time perdia por 1 a 0 quando Romarinho, de cabelos encaracolados e peito estufado, num toque de quem conhece, tratou de empatar o jogo na lendária La Bombonera em sua primeira participação. Ele entrou no lugar de Danilo provavelmente com a seguinte recomendação de Tite: “Vai lá, meu filho, e decide esse jogo. Faça o que você sabe.” E foi o que ele fez. Gol.

Todo corintiano sabe que não foi um gol qualquer. Foi um gol que pode escrever um capítulo novo da história do Corinthians na América, que pode levar o time para o outro lado do mundo, dessa vez sem convite, para disputar o Mundial de Clubes da Fifa. Foi um gol que fez a parte em preto e branco de São Paulo explodir de alegria. Foi um gol dentro da La Bombonera, diante de milhares de argentinos torcendo contra. Foi um gol aos olhos de Diego Armando Maradona, talvez o segundo melhor jogador de futebol de todos os tempos. Foi um gol de Romário.

Até o lugar de onde esse predestinado menino veio, a Palestina, cidade do Interior de São Paulo, soa emblemático para um garoto que luta para ganhar seu espaço na equipe. Aos 21 anos, depois de passar pelo Bragantino antes de chegar ao Corinthians, Romarinho descobriu com uma nota apenas toda a alegria que o futebol pode proporcionar nas pessoas e a transformação que ele é capaz de fazer em sua vida. Foi ele que o torcedor quis abraçar após a partida na Argentina. É seu nome que se ouve de boca em boca nas ruas da cidade feito um telefone sem fio. Romarinho admitiu que a ficha do seu feito ainda não havia caído, mas que estava feliz por ter ajudado o Corinthians diante do Boca Juniors.

Graças ao menino, o Corinthians voltou de Buenos Aires festejando o empate de 1 a 1 com o mais duro rival dessa Libertadores. O time perdia por 1 a 0, resultado que fazia o torcedor repassar na mente o filme de suas quedas na competição, e não foram poucas. Era um filme de terror. Romarinho, se não reescreveu a última cena, ao menos resgatou a esperança para um desfecho inédito, como será inédita a possível conquista da Libertadores na próxima quarta, no Pacaembu.

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Neymar, na mesma semana em que viu seu Santos ser eliminado na Libertadores, disse que torceria para o algoz Corinthians. Poderia estar de gozação. Afinal, sua declaração não repercutiu bem na Vila Belmiro. E você, para quem vai torcer nesta quarta-feira? Comente sua opinião.

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Os 2 a 0 do Olímpico fizeram o Palmeiras mais cauteloso em Barueri, mais ou menos como foi o Corinthians diante do Santos no Pacaembu após o 1 a 0 na Vila Belmiro. E cautela, quando se trata do Palmeiras, significa sofrimento. E foi com o coração nas mãos que o time chegou à final da Copa do Brasil, resgatando em Felipão, seu treinador, o rótulo de técnico copeiro.

Vai decidir o título com o Coritiba, adversário entalado na garganta de todo palmeirense. É a chance de dar o troco, mesmo que tardiamente. Não será fácil. O Coritiba desbancou o São Paulo, que acho melhor que o Palmeiras nesse momento. Aos gaúchos do Grêmio, uma volta triste para a casa. Diria um amigo que detesta gremista: “Já não era sem tempo de ensinar para essa gurizada o caminho de volta para o Rio Grande do Sul.”

Na Arena Barueri, com casa cheia, o Palmeiras sofreu. Ah sofreu!! E o palmeirense mais ainda, com o frio, chuva e a atuação do time: muito atrás, sobretudo no segundo tempo. Alguma bola acabaria entrando, como de fato entrou. Foi assim até Valdivia entrar. Ele merecia essa atuação por tudo o que sofreu em sua vida particular recentemente.

Valdivia foi o nome do jogo. Suas jogadas provocaram a ira dos jogadores gremistas, que acham que tudo se resolve na valentia. Valdivia, um meia raquítico (deu para ver quando ele tirou a camisa na comemoração do gol), mostrou que inteligência tem mais valor que valentia. Até em campo. Com meia dúzia de jogadas ele irritou os marcadores e acabou, indiretamente, mandando dois mais cedo para o chuveiro, expulsos. O juiz agiu corretamente ao dar vermelho para Henrique, do Palmeiras, no lance das expulsões. Ele não tinha nada que tomar satisfação na confusão. Foi valente e não inteligente.

Valdivia também fez o gol do empate, que quebrou as pernas do Grêmio quando a pressão era grande. Felipão tem agora uma semana para preparar o time e, quem sabe, fazer o torcedor palmeirense voltar a sorrir. Ganhar a Copa do Brasil, ter o direito de disputar a Libertadores em 2013 e ver seu estádio em pé era tudo o que o palmeirense queria nesse momento. Chance para isso, o elenco tem agora.

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Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. É jogo para parar a cidade, chegar atrasado no trabalho no dia seguinte, gritar gol onde estiver. O Pacaembu vai tremer neste Corinthians e Santos pela Libertadores. Para o bem ou para o mal. Não que o Santos seja um mal. Longe disso. É que o Paulo Machado de Carvalho vai ter, praticamente, só corintianos, do tobogã à curvinha do escanteio, mais ou menos como foi na partida (sofrida) diante do Vasco.

As cartas estão na mesa e confesso que se tivesse de apostar, apostaria no Santos. Puro palpite. Essa vitória magra do Corinthians na Vila me deixou grilado. E não estou sozinho nesta.

Não vi o Corinthians tão mais forte assim para se sustentar bem em sua casa. E todos viram um Santos sem inspiração e um Neymar se arrastando. O craque estava tão cansado que quando a energia foi interrompida (não a de Neymar, mas a do estádio), quase deitou no campo.

A concentração antecipada, a bronca de Muricy, o descanso de Neymar e uma semana a mais para Ganso treinar podem fazer a diferença para o Santos no Pacaembu.

E se for pensar, é só um golzinho para deixar tudo igual.

O cenário é promissor para o time da Vila. E, em contrapartida, muito perigoso para o Corinthians, sobretudo sem Emerson, suspenso. Diria que ele foi o homem do primeiro jogo, e não somente pelo gol, mas pelo inferno que causou na defesa dura do Santos. Willian não é Emerson, tampouco Liedson é. E não seria demais dizer que Tite não tem ataque para essa decisão.

Como atacante ainda não é um detalhe no futebol, temo que esse jogador de frente faça falta ao Corinthians: um finalizador que seja capaz de segurar o Santos em sua defesa.

Para não dizer que só vejo desgraça nos donos da casa, nenhum time do País tem o entrosamento dos comandados de Tite. A defesa, talvez com exceção de Alessandro, trabalha feito um relógio, mas é no meio de campo que o Corinthians mostra sua forma, com Ralf e Paulinho, Danilo e Alex. Os dois primeiros marcam bem e Paulinho esbanja fôlego para chegar ao ataque. Danilo e Alex atacam e defendem com desenvoltura. Isso é raro para meias de habilidade e já consagrados. Tem seu peso na decisão. Pode fazer a diferença. O fiel da balança, todos sabem, é Neymar. Se o moleque quiser jogar, se consagra. E leva o Santos para mais uma final de Libertadores.

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A vitória do Palmeiras sobre o Grêmio por 2 a 0 foi mais que surpreendente. Sobretudo porque ocorreu dentro do Olímpico. Nem o mais entusiasmado torcedor alviverde apostaria seco nesse resultado. O Palmeiras não demonstrou nas rodadas anteriores do Brasileirão, com equipe titular e tudo, condições de ganhar dessa maneira.

A vitória foi ótima para Felipão e seu elenco e praticamente coloca o time na final da Copa do Brasil, que vale vaga na Libertadores de 2013. Isso mudaria o status do Palmeiras nesse momento. Luxemburgo não tem uma equipe melhor do que a de Felipão. É claro que o Grêmio pode ganhar do Palmeiras em Barueri, mas não será fácil.

O palmeirense festejou muito nesta quarta e continua festejando. Tem esse direito. O que não quer dizer que tudo de ruim do time seja empurrado para debaix0 do tapete. O Palmeiras ainda é um time limitado. Vive de lampejos. Ao menos agora os jogadores terão mais tranquilidade para a partida de volta.

Sem querer ser chato, mas já sendo, o Palmeiras precisa reagir no Brasileiro para não sofrer mais na frente com a possibilidade de rebaixamento.

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O Flamengo prepara fogo cerrado contra seu ex-ídolo, Ronaldinho Gaúcho. O clube organiza uma série de indisciplinas do jogador registradas enquanto ele vestiu a camisa do time. Tudo para cassar a decisão da Justiça que determinou o rompimento do contrato entre as partes. Vem chumbo grosso aí.  O Flamengo está disposto até a divulgar o resultado de um exame feito no clube que prova grande teor alcoólico no sangue do meia durante treinamento no Ninho do Urubu.

Com isso, o Flamengo tenta recuperar o contrato (dezembro de 2014) que tinha com Ronaldinho. Recusa-se também a pagar os R$ 40 milhões que o atleta cobra na Justiça referentes a salários atrasados. Não há mais clima para que o meia volte a jogar no Flamengo. Portanto, todas essas medidas visam unicamente ganhar e econimizar dinheiro com a saída do atleta da Gávea. Pena que o Flamengo só tomou essa decisão, de mostrar tudo, agora. Isso deveria ser um procedimento natural contra qualquer profissional que não cumpra com seus deveres e obrigações. Uma resposta para a torcida.  O clube e seus dirigentes esconderam a bagunça e varreram a sujeira para debaixo do tapete esse tempo todo. Isso também deve pesar na análise de quem julga.

Portanto, não há santos nessa história.

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Demorou um dia após sua rescisão de contrato para que o nome Ronaldinho Gaúcho pipocasse em clubes tão grandes quanto o Flamengo. Refiro-me a Palmeiras e Atlético-MG. O Estado foi o primeiro a dar a notícia de que havia um grupo árabe bancando a saída do jogador da Gávea e tentando recolocá-lo em outra equipe.

O assunto estourou no fim de semana. E agora, entre Palmeiras e Atlético, o time mineiro dá um passo mais largo e está prestes a anunciar o jogador como reforço. Nesse momento, sem jogar, Ronaldinho é tratado como aquele meia que encantou o mundo com a camisa do Barcelona. Não é mais. Há muito tempo, diga-se. Portanto, acho um absurdo o jogador receber o que recebia no Flamengo, R$ 1,3 milhão por mês. Um absurdo. Mesmo tendo por trás, como disse, dinheiro árabe, jorrado provavelmente de algum poço de petróleo.

O Ronaldinho que vimos no Flamengo não é para ganhar tanto. Não tenho nada a ver com isso e sei que o clube paga quanto quiser para seus atletas. Ocorre que salários fora da curva sempre provocam ciumeiras nos coleguinhas. Sempre tem no elenco aquele que acha que o ‘cara’ não vale tanto.

Ronaldinho também foi um fiasco para a busca de patrocinadores no Flamengo. Seu nome não conseguiu motivar grandes empresas. Imagino que seu prestígio caiu com sua saída do Fla e com o futebol mostrado na Gávea. O fato é que Ronaldinho está virando um jogador comum. Bom de bola, inteligente, de bons passes, mas apenas comum.

Por isso digo que ele é um bom meia para qualquer time do Brasil, inclusive para o Atlético-MG, mas não é mais, nem de longe, o Salvador da pátria, aquele cara que vai decidir sozinho o resultado de um jogo, como hoje fazem Messi e Neymar em seus respectivos clubes, o Barcelona e o Santos. É preciso olhar para Ronaldinho como um meia comum, infelizmente. Ele não é mais o jogador que foi.

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Abaixo, uma cópia do regulamento da Libertadores, em seu idioma natural, para aferir a capacidade dos estádios das finais. A Conmebol abre sim uma brecha para que estádios com menos capacidade do que a determinada por ela mesma recebam jogos da fase final, como Pacaembu e Vila Belmiro.

VI. Estadios
ARTÍCULO 9˚
9.1 Los partidos se jugarán en los estadios que reúnan las condiciones y garantías otorgadas por cada Asociación Nacional y con las condiciones y medidas exigidas para las competiciones oficiales de la FIFA y que hayan sido aceptados por la Confederación Sudamericana de Fútbol.

9.2 Todas las cuestiones vinculadas a la Seguridad de los espectadores y protagonistas (jugadores, árbitros, delegados, dirigentes y representantes de los patrocinadores) será responsabilidad de la Asociación Nacional correspondiente al club que actúe de local, así como del club mismo.

9.3 Cada Asociación Nacional certificará el aforo del o de los estadios indicados para la realización de los partidos. A ese efecto, el o los estadios deberán tener aforos mínimos siguientes:
Primera Fase a Semifinales: 20.000 espectadores
Finales: 40.000 espectadores

9.4 Excepcionalmente, los equipos podrán disputar sus encuentros en estadios con capacidad inferior, siempre y cuando los mismos reúnan las condiciones de seguridad y confort exigidas. A este fin, los equipos cuyos estadios se adecuen a esta norma, deberán comunicar fehacientemente a la CONMEBOL el nombre del estadio, a fin de que la Comisión Técnica de la CONMEBOL pueda realizar la inspección reglamentaria y aprobar su habilitación. La fecha tope para la comunicación de Estadios será el 15 de enero del 2012.

Los estadios estarán autorizados únicamente, cuando la Comisión Técnica de la CONMEBOL apruebe su habilitación.

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