Um dos jogos entre Santos e Corinthians, Corinthians e Santos, pela Libertadores, até poderá ser no Morumbi. Ocorre que o Corinthians não abre mão de mandar seu jogo em casa, no Pacaembu, onde fez as partidas mais importantes dos últimos anos. A decisão ainda não foi tomada.
Se prevalecer a opinião técnica e o desejo da comissão técnica do Corinthians, o Pacaembu abrigará uma das partidas. É claro que a diretoria do Corinthians poderá optar por um estádio maior, que seria o Morumbi, pensando unicamente na renda que esse jogo poderá fazer. No Pacaembu, a renda do Corinthians já bateu na casa dos R$ 2,7 milhões na Libertadores. Um jogo contra o Santos valendo vaga para a final da competição no Morumbi poderia dobrar esse valor.
Mas como dinheiro não é tudo nem no futebol, Tite e os jogadores preferem jogar no Pacaembu. Em casa.
O Santos, da mesma forma, gostaria muito de atuar na Vila Belmiro. Muricy Ramalho já pediu isso. Dificilmente será atendido. A Polícia não vai deixar que esse confronto aconteça na Baixada. De forma alguma. Os riscos são enormes de briga entre os torcedores, quebra-quebra e morte. Provalvelmente, o mando do Santos será levado para o Morumbi.
A Conmebol diz que os estádios para as semifinais da Libertadores devem ter capacidade para 20 mil pessoas. E os da final, para 40 mil. Se o Corinthians passar, portanto, ele não poderia jogar mais no Pacaembu, que tem capacidade para 37 mil pessoas e nenhum torcedor a mais. Mas esse é um problema lá pra frente, claro, se passar pelo Santos.
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É difícil mesmo mudar o chip de uma competição para outra quando se está na fase decisiva de uma delas. É o que ocorre com os times paulistas em relação ao Brasileirão. São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos estão com a cabeça em torneios mais importantes no momento. E tem de ser assim mesmo.
Corinthians e Santos se enfrentam na fase semifinal da Libertadores. Quem passar, portanto, fará a final e se ganhar a decisão estará no Japão no fim do ano diante do Chelsea, o campeão da Copa dos Campeões da Europa. Ora. Como fazer com que seus jogadores, treinador e comissão técnica foquem um Nacional que está apenas começando? É impossível do ponto de vista motivacional também.
Os caras querem é jogar a Libertadores e ver no que vai dar.
O mesmo acontece com São Paulo e Palmeiras, enfronhados na Copa do Brasil. O foco é outro. Esses elencos precisam respirar a Copa do Brasil para entrar com a faca nos dentes em seus compromissos: O Palmeiras contra o Grêmio e o São Paulo diante do Coritiba.
Portanto, o torcedor sabe que o Brasileirão começa em péssima hora para os paulistas, daí o desempenho fraco após duas rodadas. Veja a classificação:
São Paulo – 8º – 3 pontos
Santos – 13º – 2 pontos
Palmeiras – 14º – 1 ponto
Corinthians – 19º – 0 ponto
E não haverá cobrança nesse momento por parte da torcida. De nenhum deles.
Paulinho foi um herói. Diego Souza, um vilão no clássico entre Corinthians e Vasco pela Libertadores, no Pacaembu, nesta quarta. O primeiro fez um gol que colocou o time na semifinal da competição depois de 12 anos de jejum. Quando aquela bola, após sua cabeçada, entrou, fantasmas também desapareciam do Parque São Jorge e uma multidão de torcedores festejava aliviada a classificação. Dava para ver na expressão dos corintianos o tamanho de sua alegria e ansiedade, como disse na véspera o próprio treinador do time. Ansiedade de jogar logo e resolver logo também a parada.
E foi na sequência de um jogo meio truncado, mas com chances de gols claras e boas dos dois lados, que o Corinthians se fez vivo na Libertadores. Aos 43 minutos do segundo tempo, Paulinho subiu livre para marcar o gol da vitória de 1 a 0 e se transformar no herói da noite e da semana. O gol enlouqueceu 35 mil corintianos no estádio e tantos outros espalhados pelos bares e lares de São Paulo. Até o nosso herói, acostumado a vivenciar essas emoções dentro de campo, parecia ensandecido no calor do seu feito. Tentou arrancar a camisa, olhou para o companheiro Douglas, correu em direção à massa, subiu no alambrado e abraçou um desconhecido como se fosse íntimo.
Àquela altura, não dava mais para o Vasco. A disputa de pênalti que se impunha na noite não seria mais necessária. Bom para os corações corintianos fracos. E tudo graças a Paulinho, o nosso herói.
E se há herói, também há vilão. Era Diego Souza, com passagem pelo Palmeiras, o maior rival do Corinthians na história dos dois clubes. Sua viagem de volta ao Rio foi longa, talvez a mais longa da sua vida. E olha que Diego Souza, diga-se, está longe, mas muito longe de ser um perna de pau. Coube a ele, porém, o papel sujo e ingrato do futebol. Teve sua chance, límpida como a água de um rio na fonte, de abrir a contagem. E a desperdiçou. Disse ter feito o que achou mais fácil nas frações de segundos em que conduziu a bola do meio de campo até a área do Corinthians, livre de marcação, após bobeada de Alessandro. Era ele e o goleiro. Ele, o goleiro e a bola. Ele, o goleiro, a bola e a trave. E a bola foi para fora após toque do goleiro. De craque reconhecido e reverenciado, Diego Souza tornou-se o vilão da eliminação do Vasco no Pacaembu. Ele terá de conviver com isso para sempre. Assim como Paulinho terá a história dessa partida para se lembrar por todo a sua vida.
O Congresso da Fifa em Budapeste é um desses encontros de cartas marcadas feitos para endossar as decisões do capo. A entidade presidida por Joseph Blatter adora reunir seus membros com a promessa de discutir o que, na verdade, já está discutido e envelopado. Mas faz-se todo o ritual como se de fato os assuntos pendentes estivessem mesmo pendentes. A Fifa adota esse expediente desde sempre. Em Budapeste, por exemplo, foi determinado que alguns estádios brasileiros terão mais tempo para martelar suas construções a fim de adiantar a obra. As arenas do Maracanã, Fonte Nova e Pernambuco ganharam seis meses para saber se elas estarão mesmo na Copa das Confederações, competição-teste em 2013 para o Mundial de 2014.
O tempo físico, claro, não existe. O torneio marcado para junho de 2013 vai acontecer em junho de 2013. É calendário oficial. O que a Fifa combinou com o governo brasileiro e seus pares da organização da Copa é que a decisão para definir as sedes que receberão os jogos da Copa das Confederações serão apontadas em dezembro apenas, e não mais agora no meio do ano, conforme o que estava combinado. Com isso, a Fifa e as arenas em questão ganham tempo para adiantar suas estacas. O ponto aqui é o cronograma das construções. Por isso também que a Fifa trabalha com quatro, cinco e seis cidades-sede para o evento-teste.
A decisão de escolher os estádios só foi postergada porque Fifa e Brasil têm cronogramadas diferentes das obras no momento. O cronograma de Blatter está atrasado. O de Dilma, no prazo. E assim cada um leva a brasa para a sua sardinha. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, bate no peito e diz por onde passa que as obras das arenas da Copa estão de vento em popa, sem sobressaltos. Usa seus meninos-propaganda, como Pelé e Ronaldo, para espalhar o mesmo. Jèrôme Valcke, o secretário-geral da Fifa, e ainda homem forte da Copa do Mundo de 2014, não compactua com as declarações de Rebelo, com quem já trocou farpas, mas também não vai mais cobrar abertamente e sem classe como fez meses atrás. Vai empurrando as deliberações o quanto puder, como essa para escolher as sedes da Copa das Confederações. Era junho, foi para dezembro.
Em dezembro, em Salvador, onde se combinou em Budapeste realizar o sorteio das chaves da disputa do ano que vem, com a seleção brasileira como cabeça-de-chave, as duas partes, Fifa e Brasil, terão uma visão mais real e realista dos conteiros de obras das Arenas. E aí se o Maracanã não tiver condições de receber a competição, Rio de Janeiro dará lugar a outra praça. E assim por diante. Numa coisa Fifa e Brasil parecem de acordo hoje: nenhuma das partes tem a menor condição de escolher os locais dos jogos porque nenhum estádio brasileiro credenciado para a Copa das Confederações está minimamente pronto para receber jogos. Nenhum. E a Fifa não escolhe maquetes para realizar seus compeonatos.
Os clubes arrumaram uma boa fonte de renda, a do sócio-torcedor. Cada um tem seu esquema com os torcedores associados, e todos lucram. É dinheiro gordo durante a temporada. O presidente do Atlético Mineiro, por exemplo, diz que o sócio-torcedor coloca R$ 40 milhões nos cofres dos clubes anualmente.
Há outros times que ganham menos, mas não deixam de ganhar. Trata-se da venda de ingresso pela internet, com antecedência, acabando com a bagunça das bilheterias nos estádios. Desse ponto de vista, o sucesso da empreitada é total. O único senão é não deixar ingressos para o torcedor comum, aquele que não faz parte da tribo. Se você não é sócio-torcedor de seu time ou se quer ver uma partida de outra equipe que por ventura jogue na cidade, não vai encontrar entradas. Isso é um erro.
Defendo que parte dos ingressos deve estar nas bilheterias sim, durante a semana, para que todos os interessados possam ter a chance de adquirir seu bilhete. Esse horário de venda não invadiria os dias dos jogos. Bilheterias fechadas antes das partidas é um acerto no futebol brasileiro. O erro é deixar fora o torcedor comum. Os clubes precisam agradar seus torcedores mais fanáticos, é deles que vem o dinheiro. Mas é preciso administrar para todos. Um sócio-torcedor é tão corintiano quanto um torcedor comum. E isso vale para todas as bandeiras. Os clubes precisam rever esse ponto.
Essa decisão foi tomada quando Felipão assinou a papelada para sua segunda passagem pelo clube. É do caráter do treinador cumprir seus contratos, contra chuvas e trovoadas, conquistas e derrotas. Foi assim também na primeira vez do técnico no clube. Três anos, na visão de Felipão, é tempo suficiente para permanecer num time, seja ele o Palmeiras, a seleção de Portugal ou qualquer outra equipe. É tempo ideial para os dois lados.
Nem o treinador cai na mesmice e na rotina do clube nem o clube se satura do técnico.
Felipão já disse em outras ocasiões que pretende continuar à beira do gramado até 2014. E que faz parte dos seus planos comandar uma seleção no Mundial de 2014, em seu País. Do mundo árabe, ele tem alguns convites. Quando estiver livre do Palmeiras contratualmente, e tomara para o torcedor com algum título, poderá se voltar exclusivamente para essa nova empreitada. O Brasil sempre será uma opção para seu trabalho. Mas hoje a seleção tem Mano Menezes.
Felipão sairia do Palmeiras no fim do ano mesmo se tivesse conquistado todos os títulos que disputou. A decisão estava tomada. O único senão é que sua passagem poderia ter sido mais tranquila, sem tantas confusões internas do clube, sem a desconfiança que setores do Palmeiras alimentam por ele e que vão alimentar também por qualquer outro.
O problema do Palmeiras é o Palmeiras. Vale lembrar que para os dirigentes do clube nos últimos anos, situação e oposição, nenhum treinador serviu, os bem pagos e os mal pagos. E olha que grandes nomes estiveram no cargo, como Muricy e Luxemburgo.
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Os times ainda buscam reforços. Alguns deles, no entanto, anunciaram boas contratações no fim da edição do Brasileirão 2011. E agora chegam com elencos formados.
SÃO PAULO – O Palmeiras visita o Atlético-PR na primeira partida do mata-mata das quartas da Copa do Brasil. O jogo de volta é semana que vem, em Barueri. O jogo foi 2 a 2.
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Escalações
Atlético-PR: Rodolfo; Cleberson (Pablo Felipe), Manoel, Renan Foguinho e Zezinho; Deivid, Alan Bahia e Martin Ligüera; Bruno Mineiro, Guerrón e Edgar Junio. Técnico: Juan Carrasco
Palmeiras: Bruno; Cicinho (Luan), Maurício Ramos (Román), Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Barcos. Técnico: Felipão
SEGUNDO TEMPO
47 min – Acabou: 2 a 2. Bom resultado para o Palmeiras fora de casa. O time de Felipão é beneficiado por dois empates: 0 a 0 e 1 a 1. O próximo jogo é quarta-feira, em Barueri.
44 min – O Palmeiras é pressionado e tenta tirar a bola de sua defesa de qualquer maneira. O juiz deu 2 minutos a mais.
42 min – Luan teve chance no contra-ataque, mas correu com o freio de mão puxado. O Palmeiras tem os contragolpes com Maikon Leite e Luan.
41 min – O jogo cai de produção, com poucas jogadas de gol dos dois lados.
37 min – O Atlético-PR ataca sem tanta pressão nesse fim do segundo tempo. O Palmeiras prefere tocar a bola e esticar para Maikon Leite. Maurício Ramos sai de campo de maca. Román entra no seu lugar. O finalista desse duelo encara quem passar de Grêmio e Bahia. Grêmio, de Luxemburgo, e Bahia, de Falcão.
32 min – O Atlético-PR avança seu meio de campo, e vale-se das bolas levantadas na área. Bruno, goleiro do Palmeiras, está atento, e sem pressa para repor a bola em jogo. O resultado é bom para o time de Felipão.
28 min – Maurício Ramos joga na sobra e chuta para alto para aliviar o perigo. Sem técnica, mas eficiente.
25 min – Se acabar 2 a 2, o Palmeiras se classifica no jogo de volta com dois empates: 0 a 0 e 1 a 1. Outro 2 a 2 levaria a decisão para os pênaltis.
22 min – O Atlético-PR agora pressiona, empurrado pela torcida. A defesa do Palmeiras melhora. Guerón sai para a entrada de Ricardinho. A zaga do Palmeiras agradece. Guerrón deu trabalho pelo lado direito.
18 min – O Palmeiras faz o gol e continua no ataque. Felipão pede paciência. Quer que o time se recomponha com mais rapidez. Deivid recebe amarelo. O Palmeiras é melhor.
14 min – GOOLLLLLL do Palmeiras, de Maikon Leite: 2 a 2. O atacante recebe na entrada da área e chuta de canhota, no ângulo. Um belo gol em seu primeiro lance. Maikon Leite entrou bem. É dele as melhores jogadas de ataque do Palmeiras.
13 min – Luan entrou no lugar de Cicinho, que já tinha cartão amarelo. E Maikon Leite ocupa a posição de Mazinho, que fez uma partida ruim. Com Luan o Palmeiras também ganha em chutes de fora da área.
10 min – O Palmeiras reclama de pênalti em João Vitor. O juiz levanta as mãos e deixa o jogo continuar. Felipão prepara a entrada de Luan e Maikon Leite. Barcos recebeu amarelo, o terceiro dele. Não joga a partida de volta semana que vem.
6 min – Barcos acerta o travessão. O atacante palmeirense tem levado a melhor contra a defesa do Atlético-PR. Valdivia tem a obrigação de achá-lo entre os marcadores. Valdivia agora recebe amarelo porque xingou o técnico Carrasco, que ficou segurando a bola. Ele também foi excluído do jogo.
5 min – O desenho do jogo neste começo de segundo tempo é bem parecido com a forma em que terminou o primeiro: o Palmeiras ataca, mas dá espaço para os contragolpes. Guerrón aberto pela direita provoca terror no lateral Juninho, sempre ajudado por Márcio Araújo.
1 min – Começou…
FRASES
Assunção: “É difícil jogar aqui. Mas estamos no jogo. É assim mesmo quando duas equipes grandes se enfrentam”
Guerrón: “Temos de aproveitar mais as oportunidades. O Palmeiras está dando espaço. Temos de saber aproveitar”
RESUMO: o Palmeiras até que equilibrou o jogo após 10, 15 minutos de bola rolando. Chegou a pressionar o Furacão. Sua defesa, no entanto, jogou mal e complicou a vida do time. O Atlético aproveitou as chances que teve e poderia ter feito o terceiro.
PRIMEIRO TEMPO
46 min – Acabou: 2 a 1 para o Atlético-PR.
44 min – O Atlético-PR é pressionado e tenta dar o bote em alguma bola perdida ou roubada no meio de campo.
42 min – Marcos Assunção acerta o travessão em cobrança de falta. O goleiro do Atlético-PR chega a tocar na bola. Quase o Palmeiras empata. Cleberson toma amarelo. Na jogada da falta, Cicinho é tocado na área. O juiz não marca nada. A bola fica viva até o corte da defesa do Furacão.
41 min – O Palmeiras vai razoavelmente bem no meio e nas conlusões de Barcos. Ocorre que sua defesa provoca calafrios a todo instante no torcedor. Na verdade, as duas zagas estão perdendo feio para os atacantes adversários. O Palmeiras pressiona. Mazinho vai se soltando mais.
36 min – Lingüera perdeu gol feito, na cara de Bruno. Leandro Amaro, que havia ficado para trás, tira a bola do rival com um toque muito esperto, sutil. Cicinho recebe amarelo por falta em Lingüero 1 minuto depois. A defesa do Palmeiras é frágil.
35 min – Barcos recebeu na área de Valdivia, que está ligado no jogo, virou e bateu. Quase gol. O goleiro Rodolfo fez a defesa sem dar rebote. Bom momento do Palmeiras.
34 min – O Palmeiras mantém o Furacão em sua defesa. Assunção tentou outra falta, sem sucesso. Ele jogou a bola na área buscando Barcos. O problema de ficar em cima do rival é abrir espaço para os conra-ataques dos donos da casa. A defesa do Palmeiras não está bem.
29 min – Assunção cobrou falta e o goleiro do Atlético mandou para escateio. Foi a segunda falta do volante do Palmeiras. Na outra ele acertou a barreira. Foi nessa jogada que Felipão pediu mão na área, que não foi.
28 min – Felipão reclama com a arbitragem de Paulo Godoy Bezerra, de Santa Catarina.
26 min – O jogo é franco. O Palmeiras também pressiona, mas quando faz isso dá espaço. E perde na velocidade sobretudo na disputa com Guerrón.
22 min – GOOLLLLLLL do Atlético-PR, de Edgar Junio: 2 a 1. Guerrón chuta e o goleiro Bruno dá rebote no meio da área. A defesa do Palmeiras marca mal. Guerrón estava impedido no lance, na frente do bandeira, que deixou a jogada seguir até o gol de Junio.
21 min – GOOOOOLLLLL do Palmeiras, de Barcos: 1 a 1 . Bola metida para o atacante, que se livra da marcação com bom corte e toca no cantinho do goleiro.
20 min – A pressão é grande contra o Palmeiras.
17 min – GOOLLLLLL do Atlético-PR: 1 a 0. Bruno Mineiro, de cabeça, após jogada bem tramada de falta pela direita. A bola foi cruzada por Ligüera no segundo pau, na cabeça de Renan Foguinho, que ajeita para Bruno Mineiro. A defesa do Palmeiras ficou 0lhando a bola atravessar de um lado para o outro na área.
15 min – O Palmeiras inverte a pressão sofrida nos minutos iniciais.
9 min – O Palmeiras começa a ficar com a bola nos pés. E vai tocando no campo do Furacão, achando uma brecha para penetrar. Vai equilibrando a disputa. João Vitor aparece bem pela direita. Mazinho, que tem a confiança do torcedor, joga aberto na esquerda. Zezinho vai dando espaço para João Vitor e Cicinho. O Palmeiras cresce por ali.
6 min – O Palmeiras consegue espanar bem as bolas, principalmente pelo alto. Mas não tem volume de jogo. Não consegue passar do meio de campo. O Palmeiras tenta sair pelas beiradas, com Cicinho. A marcação é forte dos donos da casa.
3 min – Barcos fica praticamente sozinho na frente. O Atlético-PR vai para cima e tenta empurrar o Palmeiras para dentro de sua área. A defesa do Palmeiras abuso dos chutões.
1 min – Começou. O Palmeiras joga de camisas brancas. Felipão optou por Leandro Amaro na defesa, e manteve Mazinho no ataque. Luan está no banco.
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Amigo do futebol, nesta quarta a bola vai rolar. Libertadores e Copa do Brasil em fase quentíssima, aquela em que meninos vão para um lado e homens para outro. O Corinthians visita o Vasco no Rio. Pedreira. Palmeiras e São Paulo atuam pelo torneio nacional. O time de Leão enfrenta o Goiás. O Verdão volta para Curitiba, onde joga contra o Atlético-PR. Essa quarta-feira promete.
Os holofotes, no entanto, iluminam o Santos, que ilumina o futebol brasileiro, com Neymar em estado de graça e Ganso recuperando sua magia. O restante do elenco é de bons jogadores. E há um cara fundamental nesse esquema vencedor do Santos: o técnico Muricy Ramalho. Após festejar o 20º Paulistão da história do clube, ele disse que “às vezes treinador estraga um time” e que esse Santos precisava de poucas orientações. A postura de Muricy é perfeita, incomum até nos dias de hoje. Deixa os meninos decidirem. É assim que tem de ser.
Embora Muricy seja uma máquina de ganhar títulos, e é isso o que o move, ele começa a olhar o futebol de outro jeito e a se render aos fatos. Quais fatos? Que Neymar e Ganso podem, juntos, ganhar campeonatos dando espetáculo, resgatando a velha e boa ginga do futebol brasileiro, conhecida mundialmente, mas perdida nos últimos anos por culpa quase que exclusiva dos treinadores. Claro. Porque nessa ânsia desenfreada de querer ganhar torneios para se manter empregado, o “professor” emburreceu o futebol pentacampeão. Tirou os meias e escalou os volantes, dando a eles a incumbência de criar. Pediu para os atacantes ajudarem na marcação, se preciso na área do seu próprio time.
Ora! Nem em pelada de fim de semana atacante volta tanto para ajudar a defesa. Isso, misturado à safra ruim que colhemos em temporadas seguidas, minou o futebol brasileiro. Já tem torcedor com saudade de jogadores mais ou menos da década de 90 e começo dos anos 2000. Outro dia um cara me falou do Zinho como se estivesse falando de Gerson.
Neymar e Ganso, e alguns poucos espalhados por aí, tentam manter acesa a chama do que sempre foi a nossa característica: o futebol alegre. Muricy, que já foi discípulo de Mestre Telê, tem tudo para mudar o cenário tenebroso, o do futebol vencedor acima de tudo. Ganhar é a essência de qualquer disputa. Jogar com graça e arte, e colocar os cara na roda, era só nossa.
TEXTO PUBLICADO NO IPAD DO ESTADÃO
De 2009, quando o garoto efetivamente apareceu na Vila, até a conquista do tricampeonato do Santos, domingo, muita coisa aconteceu na vida de Neymar. De menino franzinho e promessa de bom jogador, o atacante ganhou massa muscular e se tornou o dono do futebol brasileiro, o Reizinho do Brasil, dono de habilidade imprevisível, gols bonitos, jogadas geniais e uma invejável disposição de destruir seus marcadores, não para humilhá-los, mas porque todos eles se colocam à sua frente na tentativa de impedi-
lo de chegar ao gol. É o que os zagueiros fazem.
As comparações desse menino de 20 anos com monstros sagrados da história do futebol mundial são inevitáveis. A empolgação de hoje com Neymar já não se restringe mais ao território brasileiro. A Europa já fala não é de hoje no atacante do Santos. Seus feitos são vistos em todo grande centro onde o futebol é o carro chefe do noticiário esportivo. As crianças (talvez não ainda as da Europa e Ásia) brasileiras já se renderam ao talento e carisma de Neymar. Meu filho, que não é santista, me pediu de presente uma camisa do atacante, com o propósito de aumentar sua coleção. Foi a única camisa que ele me pediu até hoje. E não foi por acaso.
Pelé, o melhor de todos, é o alvo de qualquer jogador que encanta as massas. A necessidade de destronar o Rei é contínua, porém, difícil. Maradona já foi comparado a Pelé. Messi é comparado a Pelé. Neymar começa a ser comparado a Pelé. Mas até onde essa garoto que se diverte jogando futebol, seja numa pelada entre amigos ou numa decisão de campeonato, pode chegar na carreira? Qual é o limite de Neymar e o que o futebol teria reservado para ele? Fama e dinheiro Neymar já tem. Poderia ter muito, mas aí seria juntar mais do mesmo.
O Brasil já se rende ao que ele faz em campo, ao menos com a camisa do Santos. Ah! Então tem o eterno desafio da seleção. Neymar precisa ser na seleção brasileira o que é no Santos, como foram Pelé e Garrincha. E também Maradona na Argentina. Neymar, maior artilheiro do Santos dos tempos modernos, com 108 gols, superando Serginho Chulapa e João Paulo, que fizeram 104, precisa, para muitos, ser eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa.
Dirigentes santistas acham que ele pode conseguir fazer isso jogando nas competições nacionais. O mundo pensa o contrário. Já tivemos lendários melhores do mundo, como Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho. Dava gosto de ver esses caras jogando, todos em clubes da Europa. Está aí então mais um desafio para Neymar: vencer na Europa, onde estão os melhores e mais charmosos torneios do mundo. Quando eu nasci já era assim. Os jogadores do Brasil que se destacavam eram comprados por clubes da Itália e da Espanha. Continua sendo assim, talvez menos pelo dinheiro e mais pela fama. Neymar diz que pode ser feliz em Santos. E pode mesmo, mas isso limitaria seu sucesso.
Ou pode ser mais. Nunca vi outro como Neymar, mas confesso que já me encantei com uma série de meninos de dribles tortos e faro de gol de outras épocas. Minha lista tem Dener, Denílson, Robinho e Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. Dos quatro, que como Neymar eram chamados de craque e que faziam coisas que a até Deus duvidava, um morreu prematuramente (Dener), dois ficaram pelo caminho e apenas Gaúcho foi além, ganhou a Europa e o mundo com seus dribles e gols antes de cair em desgraça cedo demais também. Ronaldinho Gaúcho, para quem não se lembra, foi aplaudido de pé pela torcida do Real Madrid no Santiago Bernabéu após fazer o diabo com a camisa do Barcelona. Neymar conseguiria o mesmo feito? Só depende dele.
Neymar vai precisar dosar seu ritmo, hoje acelerado por causa da pouca idade (20 anos), combater os que defendem que ele precisa ficar mais ‘fortinho’ para aguentar as pauladas dos zagueiros, para não perder sua giunga, e colocar na cabeça que quer chegar ao topo, para ter coragem de dar adeus à Vila um dia.
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