Robson Morelli - Estadao.com.br
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Muricy voltou a fazer o Santos voar. A vitória sobre o São Paulo por 2 a 0 foi uma aula tática e de bom futebol. Quem vai parar esses meninos? O Tricolor, diante de sua torcida, foi presa fácil nesta semifinal. Teve um primeiro tempo mais ou menos, muito dependente de Dagoberto, e uma segunda etapa sem inspiração. Muricy segurou a empolgação durante os primeiros 45 minutos e depois soltou os meninos para cima de Rogério Ceni. Aproximou o trio de ouro formado por Elano, Ganso e Neymar. Ganhou o jogo aí. O Santos fará sua segunda final consecutiva de Paulistão.

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Ganso, DIS e Santos começarão em breve uma queda de braço para definir o destino do meia depois da Libertadores da América. Até lá é certo que o jogador fica na Vila. A situação é a seguinte: Ganso está pronto para jogar na Europa. E quer. Ele tem 10% do seu contrato. A DIS, dona de outros 45%, não vê a hora de fechar o negócio e triplicar o dinheiro em milhões investido no menino. O Santos rema contra a maré. O clube também tem 45% dos direitos do atleta e voz ativa na discussão. Insiste na permanência no meia. Nesse tripé, o jogo está 2 a 1.

Por conta da discussão toda, a situação de Ganso na cidade começa a ser insuportável. A cada esquina de Santos ele encontra um torcedor cobrando sua permanência. Não consegue dar um passo sem ser incomodado.

A DIS negocia com os italianos do Milan. Só não consegue convencer o presidente santista da venda agora. A empresa está disposta até a pagar a multa do jogador (preço Brasil) e recolocá-lo em algum clube daqui mesmo até o fim do ano ou até junho de 2012, conforme informou Luís Augusto Monaco no JT. É aí que entra o Corinthians.

A DIS repassaria Ganso para o Parque São Jorge até fechar com o Milan de vez. Em prestações, como o clube da Itália precisa para não estourar suas contas. Ganso começa a se manifestar sobre isso. Antes ele dizia que ficaria na Vila. Agora, comenta que pode sair para outro clube do País. Luís Álvaro, presidente do Santos, acredita piamente, ou ingenuamente, que Andres Sanches não aceitaria o Ganso da DIS. Andres garante estar fora da briga desde que não haja nenhum outro clube brasileiro na parada. Se tiver um time para onde Ganso possa ir no Brasil, aí Andres também o quer. Apareceu então o Inter. Está armada a arapuca.

Essa discussão vai esquentar o futebol nas próximas semanas.

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29.abril.2011 09:51:56

O dilema de Muricy

O único senão do clássico entre São Paulo e Santos é o fato de as duas equipes estarem envolvidas em outras competições. Quem mais está numa encruzilhada é o Santos, que precisa viajar para o México, onde fará o jogo de volta contra o América, pela Libertadores. Vai no sábado após a partida do Morumbi.

Ocorre que Muricy terá de decidir se seus jogadores, Neymar, Ganso, Elano…, podem fazer as duas partidas em condições competitivas. Se a Libertadores fosse antes, não teria dúvidas que ele mandaria a campo o time titular. Mas como o Paulista é na frente, amanhã já, e a Libertadores é mais importante, ele pode poupar alguns atletas.

Fosse eu iria com o que tem de melhor à disposição, tirando os machucados e os suspensos. Claro. É decisão. Tem de ir para o sacrifício. O Paulistão é um jogo só. Se perder está fora. A Libertadores é mais importante, mas o time já ganhou a primeira partida por 1 a 0 e agora joga pelo empate. Muricy deu outro padrão à defesa santista. Ela está mais sólida, mais precavida com os volantes fazendo a cobertura. Isso conta.

Do outro lado, o Tricolor, com a defesa baleada, aposta na boa fase de Dagoberto. Miranda, Alex Silva e Rhodolfo reclamam de dores. Mas devem jogar. O time não terá Lucas e o menino fará falta. Carpegiani confia na velocidade da equipe e na possibilidade de ela inventar na frente, na jogada individual. Vai ser fogo contra fogo independentemente da formação dos times. Vai ser um jogaço.

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O Jornal da Tarde publicou em sua edição desta quarta-feira, em reportagem assinada por Luiz Antônio Prósperi, que o árbitro de Palmeiras e Corinthians seria Paulo César de Oliveira. O sorteio aconteceu nesta quarta-feira, às 15 horas. Portanto, o leitor do JT que comprou seu exemplar nas bancas às 7 horas da manhã já sabia o que a bolinha da FPF daria. Batata. Advinhe qual árbitro foi sorteado para o clássico? Paulo César de Oliveira.

Uma vergonha, portanto. Isso encerra uma temporada lastimável do futebol paulista. O juiz em questão foi indicado na segunda-feira pelo presidente do Corinthians e aceito pelo presidente do Palmeiras. Todo mundo nega. O fato é que estava tudo arranjado. E não há problema nenhum nisso quando as partes se entendem e assumem a responsabilidade, o que não vai acontecer. O deplorável é o teatrinho da FPF em relação ao sorteio. Isso não existe. O JT publicou a reportagem e a FPF nem se deu ao trabalho de se sentir incomodada com isso, excluir Paulo César da lista dos oito candidatos. Um verdadeiro absurdo o posicionamento da entidade. Vergonha das mais escandalosas.

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O Palmeiras tem seguro de míseros R$ 32 milhões da WTorre para a construção da Arena Palestra. O obra, com os complexos esportivo e administrativ0, foi orçada em R$ 340 milhões. O estádio já está em ruínas e não tem volta. A WTorre diz que já investiu R$ 40 milhões no local, mas ameaça parar com tudo porque não tem o contrato e a escritura assinadas pelo Palmeiras. Sem esses documentos, ela não pode conseguir no mercado novas parcerias de investidores. Entenda-se mais dinheiro. A saia está justa, justíssima.

Ocorre que o Palmeiras não vai assinar os documentos enquanto a empresa, a WTorre, não entregar para o clube as garantias necessárias. Leia-se um seguro que possibilite ao Palmeiras continuar a obra caso a WTorre desista do negócio. Nunca se sabe. Numa obra dessa natureza e importância para o clube e até para a cidade, os acordos deveriam ser discutidos com mais propriedade, seriedade e responsabilidade.

No Palmeiras, por exemplo, ninguém sabe quem autorizou a demolição do Palestra Itália sem esse bendito seguro. Confesso que não entendo como uma empresa privada, a WTorre, entra em um espaço particular e quebra tudo sem ninguém ter autorizado. Belluzzo, o ex-presidente, será interpelado pelos conselheiros e por Arnaldo Tirone, o novo mandatário, que parece que ainda não se tocou da gravidade da situação.

Essa semana, a obra parou, mas por outros motivos. Operários encontraram por engano uma caixa de eletricidade e um reservatório de água.  

Um encontro amanhã entre os presidentes dos dois lados promete colocar tudo em pratos limpos. Precisa.

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Um absurdo a decisão da Federação Paulista de Futebol de excluir as torcidas de Corinthians e Santos das semifinais do Estadual, escondida num pedido do Ministério Público para coibir qualquer tipo de violência. Não sou contra o modelo usado na Argentina de fazer clássicos com torcida única, no caso River Plater e Boca Juniors, desde que haja duas partidas, ida e volta. Nesse caso do Paulista, não há.

Como a FPF bolou, e os clubes aceitaram, um regulamento ridículo, sobrou para o torcedor, que acompanhou seu clube em 19 rodadas, a maioria sem graça, e agora na hora do jogo bom ele ficará fora, ou confinado a um espaço que não dignifica seu tamanho e sua alegria de torcer. O corintiano ocupará o setor lilás do Pacaembu, destinado a 2 mil pessoas. É como se ficasse com o porão de sua própria casa.

Não seria estranho se a Gaviões e todas as outras torcidas corintianas organizassem uma manifestação na porta da FPF, daquelas de parar o trânsito e apontar os culpados por tal desmando no futebol.

Não sou um defensor das torcidas organizadas. Longe disso. Se pudesse, dissolveria todas elas porque são todas iguais e um mal para o futebol dentro e fora do campo. Claro, por um único motivo: elas não dialogam com os rivais. Elas matam os rivais. Falo isso com conhecimento de causa. Já participei como convidado do 2º Batalhão de Choque da PM de muitas tentativas de paz entre as facções dos clubes paulistas. E nenhuma deu certo. Sempre acaba morrendo um ou outro, numa briga de um contra dezenas. E no final todos correm covardes que são.

Então, que fique claro que não sou pró-torcida organizada. Sou pelo torcedor comum, aquele que gostaria de levar seu filho e família para uma boa diversão no Pacaembu. Se for corintiano, não poderá. Não haverá ingresso, porque sabemos também que a carga das 2 mil entradas vai direto para as Uniformizadas.

Ou o corintiano abandona as vestimentas e entra na fila dos palmeirenses e assim se comporta durante os 90 minutos para não morrer, podendo festejar caso o Corinthians ganhe somente quando estiver bem longe do estádio, talvez em casa apenas, ou ele terá de ver a partida pela TV.

O fato é que impediram o torcedor do Corinthians e do Santos de torcer no Pacaembu numa semifinal de campeonato em jogo único. E isso é um absurdo.

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As decisões do Campeonato Paulista serão em São Paulo. O Tricolor recebe o Santos no Morumbi. E o Palmeiras oferece o Pacaembu ao Corinthians. Haverá apenas uma partida. Quem passar, faz a final. Se houver empate, a decisão será nos pênaltis. São Paulo e Santos será sábado, às 16h. Palmeiras e Corinthians, domingo, no mesmo horário.

Alguns palmeirenses vão torcer o nariz para esse mando de jogo, entendendo que o Pacaembu é a casa do Corinthians. Ocorre que o Palmeiras vem mandando suas partidas lá  faz algum tempo. E colhido bons resultados, como a vitória de 2 a 1 sobre o Mirassol domingo.

Felipão gostaria de jogar no Morumbi, mas se rendeu aos mandos do regulamento. O presidente do Palmeiras só faz questão que a decisão seja em São Paulo. Se fosse no Morumbi, o mandante também ganharia mais dinheiro. Claro, porque 60 % do Morumbi (capacidade para 80 mil pessoas, mas que geralmente cai para 70 mil) é mais que 60% do Pacaembu (37 mil lugares). É quase o dobro. E todos sabem que o Palmeiras precisa dessa bilheteria.

O jogo só não será no Morumbi porque o Corinthians pediu a gentileza de não atuar na casa do São Paulo. Essa briguinha vem de longe. Andres Sanches disse que enquanto estiver no comando do Corinthians, o time fará de tudo para escapar do Morumbi. A intenção é alfinetar seu par Juvenal Juvêncio.

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Não houve zebras na primeira bateria de decisão do Campeonato Paulista. Confesso que a previsão de Carpegiani ficou martelando na minha cabeça até o apito final de Palmeiras e Mirassol, o último confronto dessa fase. Claro. Porque depois que os dois grandes do sábado, Santos e Corinthians, garantiram sua passagem, comecei a pensar nos outros dois de domingo, São Paulo e Palmeiras. O São Paulo, embora enfrentando dificuldades e com Rogério Ceni fazendo boas defesas, fez a sua parte no meio da tarde. Aí ficou faltando o Palmeiras, que jogaria às 18h30. Seria o time de Felipão o grande que cairia de acordo com a previsão de Carpegiani? Não…. O Palmeiras ganhou por 2 a 1 e também se classificou.

Ou seja: os quatro grandes farão a semifinal em jogo único. Ficou assim: Palmeiras e Corinthians, Santos e São Paulo.

Não há favoritos nem me arrisco a fazer previsões. Só acho que Palmeiras e Corinthians vai dar muito mais o que falar que Santos e São Paulo. Trata-se de clássico-clássico, desses de dar trabalho. O Palmeiras me parece mais dono de si no momento, com mais variações de jogadas e fortalecido no seu setor de marcação. O Corinthians ainda depende das jogadas de Liedson, o que é pouco. Tem um lateral que apoia bem e pouco mais. Ocorre que as camisas pesam igual. E vencerá quem entender isso mais rapidamente no jogo. 

Na outra decisão, vejo o Santos forte, mas não tão mais forte assim que faça do São Paulo uma presa fácil. A defesa do Santos deixa a desejar e vai sofrer diante da velocidade do ataque são-paulino. Em compensação, a zaga tricolor terá de comer grama para parar o ataque santistas, também muito rápido e mais habilidoso.

Os jogos seriam no Pacaembu e no Morumbi. Mas as discussões sobre o local das partidas já começaram. Os palmeirenses não estariam satisfeitos em jogar de novo no Pacaembu, a casa do Corinthians. A FPF decide tudo isso hoje. Os jogos serão no fim de semana.

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Aos medíocres e de pouco talento, o direito da falta. E também as consequências de seus atos. Aos talentosos, como Valdivia, a graça de nunca se machucar seriamente com as botinadas dos grossos. E como disse o chileno, `lugar de choradeira é na cama`. Viva o futebol bonito, de dribles e provocações com a bola nos pés. Viva Messi! Viva Garrincha! Viva Pelé! É claro que tudo isso é provocação aos desprovidos de talentos e também ãqueles que acham que Valdivia e todos os outros dribladores devem apanhar dos beques que acham tudo desrespeito. Desrespeito é perder a bola para zagueiros ruins, como os dos Santo André.

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23.abril.2011 14:15:20

Quem ficará para trás?

De acordo com a previsão do técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, um dos grandes vai ficar para trás nessa corrida em busca do título do Campeonato Paulista. Quem será? O Corinthians mede forças com o Oeste. Assim como o adversário, treinou a semana toda a fim de se preparar. Tem melhores condições estruturais e jogadores mais qualificados. Só uma zebra derruba o Timão nesta fase.

O Santos é o time que tem os jogadores mais talentosos da competição, e do Brasil. Refiro-me a Ganso e Neymar, e, de quebra, Elano. Ocorre que o rival é o mais bem estruturado dos quatro pequenos (Portuguesa é um time pequeno hoje): a Ponte Preta. Vai ter trabalho para ganhar. A Ponte não perdeu para nenhum grande neste Paulistão, e isso dá moral. É o jogo mais duro das quartas.

O Palmeiras chega embalado pelos bons resultados na Copa do Brasil. Encara o Mirassol. A boa fase ajuda, mas não faz a diferença, uma vez que o Palmeiras tem sido um time que se programa a cada partida. Felipão tem montado seu time de acordo com o que tem nas mãos e com o oponente. Teoricamente é mais forte que o Mirassol. E conta com um Valdivia jogando muito e com um Kleber louco para ser campeão.

O São Paulo faz jogo de compadres com a Portuguesa. Compadres porque as duas equipes são da Capital. Acaba aí o bom relacionamento. É jogo duro. A Lusa volta a uma decisão depois de 12 anos ausente, sempre batendo na trave sua classificação. Mas o São Paulo é melhor e tem no seu ataque o grande destaque da disputa.

Se Carpegiani estiver certo, um dos quatro ficará pelo caminho. Quem será?

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