Robson Morelli - Estadao.com.br
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O governo Federal já está pressionando o Comitê Paulista para definir de uma vez por todas o local da abertura da Copa do Mundo de 2014. Já passou da hora. Lula, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e todos os demais envolvidos de Brasília começam a condenar a demora. O Morumbi, já sabemos, não será nem a pau. Não adianta o prefeito Gilberto Kassab ficar com essa conversinha de que vai fazer um último apelo pelo estádio do São Paulo. Ricardo Teixeira vetou. É fim de papo. Não tem volta. Piritubão, Pacaembu ou qualquer outro. Menos o Morumbi. Ninguém me tira da cabeça que essa enrolação tem a ver com outra definição: o estádio do Corinthians. Andres Sanches quer anunciar a obra no dia do centenário do clube, 1º de setembro, daqui a um mês, portanto. Para quem já esperou até agora, não custa esperar um pouco mais. Assim que o Corinthians anunciar seu estádio, o Comitê Paulista e também o Central vão pegar carona nessa obra e matar dois coelhos com uma cajadada só.

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Os amigos palmeirenses com quem falei estão torcendo para que Ronaldo jogue o clássico domingo. Eles entendem que se isso acontecer, o Corinthians terá menos um em campo. O Fenômeno está fora de forma, barrigudo até. Treina sem conseguir emagrecer. Era para ele ter usado o período da Copa do Mundo para afinar. Nada aconteceu. Tudo bem que Ronaldo não tem patrão no Parque São Jorge, mas anda passando dos limites. Falo isso de coração porque sempre o vi como um craque. Acompanhei sua carreira e estive no Mundial de 2002. Vi de perto o quanto ele trabalhou, às vezes sozinho, para entrar em forma, se recuperar da lesão no joelho, dar a volta por cima. Seria injusto da minha parte falar que o atacante faz corpo mole nos treinos de hoje já que não sou mais setorista do Corinthians. Não estou lá todos os dias para ver Ronaldo. O fato é que estamos em agosto e ele ainda carece de um melhor condicionamento. Se Adílson optar por sua escalação, o que acho pouco provável, pode ser que meus amigos palmeirenses tenham razão. Ronaldo hoje não ajudaria o time. Só não espero queimar a língua domingo.

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Felipão mandou buscar Valdivia e o Palmeiras atendeu. A verdade é que o Mago estava na lista de reforços havia meses. Esperou a Copa para dar sua resposta. Agora o time tem um 10. Agora tem também um meia para ajudar Lincoln na armação. Essa dupla Valdivia/Lincoln vai dar o que falar no Palmeiras. Anota aí. É claro que lembramos das melhores apresentações do meia. Glauco me diz que já passou muito nervoso na arquibancada vendo o Mago. Temos de admitir que é verdade. Mas é inegável que ele sabe jogar. Tivesse entrado desde o começo contra o Brasil, o Chile poderia ter tido melhor sorte na Copa do Mundo. Felipão vai montando uma equipe que gosta de jogar bola no meio de campo. Eu colocaria Marcos Assunção, Tinga, Lincoln e Valdivia como titulares. E Kléber e Ewerthon na frente.

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Mano Menezes

A sexta-feira parecia sem fim na redação do Jornal da Tarde. Depois de pensar numa edição com seis páginas sobre o acerto de Muricy Ramalho com a CBF, veio no fim da tarde a recusa dos dirigentes do Fluminense de liberar o treinador para a Seleção. Muda tudo. Tínhamos a informação já na véspera de que Ricardo Teixeira tinha três nomes na mesa: Muricy, Mano e Luxemburgo. Fizemos então uma segunda edição do caderno de Esportes contando toda essa história de Muricy, Flu e CBF. Ainda no fim da tarde, também sabíamos que o presidente da CBF não mudaria seu plano inicial de escolher um dos três treinadores de sua lista. Não faria loucuras novamente. Então, dividimos o assunto em duas partes. A primeira tinha as outras duas opções de Teixeira após o ‘não ‘ de Muricy. A segunda, com a história da recusa e a bravata dos dirigentes das Laranjeiras. Fechou no laço. Sabíamos ainda que Ricardo Teixeira iria convidar Mano ou Luxa assim que tivesse o ‘não’ oficial de Muricy, o que aconteceu no fim da noite, lá pelas 20h30. Não dava para fazer mais nada na primeira edição. Logo em seguida, a CBF anunciou o convite a Mano Menezes, descartando Luxemburgo. Refizemos pela terceira vez o material da seleção. Este definitivo. Foi uma sexta longa, mas prazerosa. A seleção tem agora novo comandante.

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Muricy Ramalho, Rodrigo Paiva e Ricardo Teixeira

Muricy Ramalho foi convidado por Ricardo Teixeira para assumir a seleção brasileira no lugar de Dunga. Vai mudar o quê? Essa é a questão que faço aos amigos. Jornais da Itália e da Argentina estamparam que não muda nada. Que é mesmo um pouco o sentimento inicial dessa escolha. Muricy tem mostrado ser adepto ao futebol de resultados, monta times com defesas sólidas e privilegia os contra-ataques. Adora também as bolas alçadas na área e prefere escalar jogadores polivalentes. Tudo isso fazia parte da cartilha de Dunga, que nem treinador era. A seleção foi seu primeiro trabalho. Muricy, no entanto, nunca teve os melhores do Brasil para chamar. Para falar a verdade, nem gosta muito de trabalhar com medalhões. Essa condição muda agora na seleção. Ele não terá mais a desculpa de dizer que o elenco que tem é esse e ponto final. Não. Poderá chamar qualquer um. Dunga sofreu críticas na África do Sul de personalidades importantes no cenário esportivo, como Beckenbauer e Cruijff, por ter empobrecido o estilo de jogo do futebol brasileiro. Mudou para pior. Mudou para o estilo Dunga, sem brilho, pegado, de marcação, sem habilidade, pedindo para  craque dar carrinho. Muricy foi um ótimo jogador. Cresceu ao lado de Telê Santana. Portanto, deve saber de todos esses anseios sobre o futebol da seleção. Agora está em suas mãos. Só espero que ele não pense unicamente em futebol de resultados.

E O FLU NÃO LIBEROU MURICY

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A fase não é mesmo boa para alguns goleiros. Bruno, do Flamengo, está preso acusado de ter matado sua amante. Felipe, do Corinthians, na rua após ter sonhado com uma transferência para a Europa e voltado para o Brasil sem nada.
Bruno virou assunto policial. Felipe não. Mas ele não joga mais no Corinthians. Quem garantiu isso foi o próprio presidente do clube, Andres Sanches, ainda fardado de chefe da delegação brasileira na África do Sul. Felipe foi ganancioso. Não pensou na carreira. Pensou em ganhar dinheiro. Tinha pressa.
Aliás, desde que assumiu o posto no Parque São Jorge, o goleiro pede aumento salarial. Dizem que ele faz uma defesa e clama por mais dinheiro. Cobra um tiro de meta, e pede revisão do seu contra-cheque.
Não faz muito tempo, Felipe ganhava R$ 3 mil de patrocínio de uma marca de luvas quando ainda era do Bragantino. Era o que tinha antes de chegar ao Corinthians. Mal orientado, se deu mal. Culpa sua.

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Ronaldinho GauchoRonaldinho Gaúcho ainda não definiu seu futuro
(Foto: AFP)

O Milan diz que não abre mão de Ronaldinho Gaúcho, mas o jogador começa a resgatar sua vida no Brasil, em rodas de samba com amigos, no futevôlei de praia, na reverência que o torcedor lhe presta. O meia, que já foi craque um dia, se divide em continuar na Itália (ou arranjar uma transferência para outro país europeu) e voltar para o Brasil. A diferença é enorme para a carreira de Ronaldinho nesse momento. Se ficar na Europa, ele terá de continuar sua luta para convencer a todos que não acabou. Se voltar, mesmo fora do peso hoje, já chega como rei em qualquer equipe. Mas não terá o glamour de disputar uma  Copa dos Campeões e se ver envolvido em duelos com os principais jogadores do mundo. Robinho fez o caminho inverso e se diz feliz, satisfeito, com prazer de jogar futebol. A carreira de Gaúcho se arrasta desde 2006. E já se foram quatro anos. É preciso ter coragem para recomeçar, humildemente, se isso for possível. Dinheiro não deve ser mais problema para ele. O que Ronaldinho tem de objetivar (detesto essa palavra) é o seu futebol. Nada mais. Sua decisão será tomada nas próximas semanas.

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Quinta-feira tem Felipão no Palmeiras. Se ele ficar, o time tem tudo para retomar o caminho das vitórias e das conquistas. Digo se ele ficar porque começa a se desenhar um clamor popular para que Felipão assuma a seleção brasileira. Até Muricy Ramalho, outro indicado, disse que o nome de Scolari é o mais indicado para ocupar a vaga que era de Dunga. Felipão não vai mudar a palavra dada ao Palmeiras. Só vai para a seleção se o clube o liberar, se a torcida entender e se a CBF pedir. Enquanto Ricardo Teixeira não decide isso, veja o currículo de Felipão tirado do Wikipédia para matar saudade.   

Informações pessoais
Nome completo Luiz Felipe Scolari
Data de nasc. 9 de novembro de 1948 (61 anos)
Local de nasc. Passo Fundo, Brasil
Apelido Felipão, Big Phil
Informações atuais
Clube atual Brasil Palmeiras
Posição Treinador
Clubes de juventude
19661973 Brasil Aimoré
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19731979
1980
19801981
1981
Brasil Caxias
Brasil Juventude
Brasil Novo Hamburgo
Brasil CSA
 
Times que treinou
Anos Clubes Jogos
1982
1983
1983
19841985
1986
1986–1987
1987
1988
1988–1990
1990
1991
1991
1992
19931996
1997
1997–2000
2000–2001
2001–2002
20032008
2008–2009
2009–2010
2010–
Brasil CSA
Brasil Juventude
Brasil Brasil de Pelotas
Arábia Saudita Al-Shabab
Brasil Pelotas
Brasil Juventude
Brasil Grêmio
Brasil Goiás
Kuwait Al Qadisiya
Kuwait Kuwait
Brasil Criciúma
Arábia Saudita Al-Ahli
Kuwait Al Qadisiya
Brasil Grêmio
Japão Júbilo Iwata
Brasil Palmeiras
Brasil Cruzeiro
Brasil Brasil
Portugal Portugal
Inglaterra Chelsea
Uzbequistão Bunyodkor
Brasil Palmeiras
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Espanha! Fúria! Campeã! A Copa do Mundo da África do Sul teve um legítimo campeão, a Espanha. A Espanha do futebol bem tocado, de pé em pé, sem pressa e com inteligente principalmente no meio de campo. Viva a Espanha de Inieste, Xavi, Villa. Viva a Espanha de Barcelona e Real Madrid, equipes que se propõem a ganhar suas partidas, mesmo quando a temporada é dura, como foi a do Real Madrid neste ano. Felizmente o título dessa bela Copa do Mundo da África do Sul, país que aprendi a gostar, sua gente sofrida, mas educada, simpática, feliz com  a vida que leva, ficou nas mãos de uma seleção ofensiva, que gosta da bola. Seria bom se o futebol repensasse, com o título da Espanha, suas origens, sua arte, sua necessidade de encantar. Chega de vencer por vencer. Chega de treinadores infelizes, de torcedores aborrecidos e malas, de gente que vê o futebol como um jogo de xadrez. Viva o futebol das grandes jogadas e das jogadas corajosas. Espero que a passagem pela África tenha trazido alguma lição para o Brasil não só para 2014, mas por décadas e décadas. Amém!

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Gostei da festa em Johannesburgo de apresentação da Copa de 2014 no Brasil. Os principais responsáveis pelo evento, Ricardo Teixeira, Lula e Joseph Blatter, falaram grosso e se comprometeram em fazer uma competição transparente e inesquecível. Gravamos tudo. E vamos cobrar se for preciso. Acredito nas condições de o Brasil fazer um Mundial bacana, com bons estádios e boas condições de infraestrutura para as seleções e os torcedores. Não faremos menos que na África do Sul, estou confiante nisso. Sei que muitosvão falar sobre as necessidades maiores do País, como habitação, transporte, saúde, educação. Mas é inegável que muitas dessas necessidades caminharão a reboque da Copa no Brasil. Ela deixará um legado, e torço para que seja positivo. Não tenho dúvidas que será um grande passo para o amadurecimento e crescimento dos brasileiros e de suas cidades.

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