Robson Morelli - Estadao.com.br
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Como Felipão acabou de assinar com o Palmeiras por dois anos e meio, ele está quase fora de ocupar o lugar de Dunga para comandar a seleção na Copa de 2014. A escolha do novo treinador deverá ocorrer em agosto, primeiro porque Dunga já falou que não fica e segundo porque o time terá seis amistosos no segundo semestre para fazer. A chance de o auxiliar de Dunga, Jorginho, ocupar o cargo é nenhuma também. A CBF deverá optar por alguém mais carismático, principalmente pelo fato de a disputa ser no Brasil. O que ela menos deseja é se meter em confusão com a comissão técnica com uma Copa inteira para tratar. De jeito nenhum. Andres Sanches, o chefe da delegação aqui na África do Sul e presidente do Corinthians, sonha emplacar Mano Menezes. Aí aparece uma lista de nomes já conhecidos do torcedor brasileiro: Muricy, Luxemburgo, Ricardo Gomes, Leonardo, Abel Braga, Zico, Falcão (que quer voltar a ser treinador) e por aí vai. O assunto começará a ser discutido assim que Ricardo Teixeira, presidente da CBF, voltar para o Brasil, com Dunga campeão ou não.

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Por um momento, por menor que fosse, o corintiano torceu para a Argentina na boa vitória por 3 a 1 contra o México no Soccer City, aqui em Johannesburgo. Carlitos, aquele que conhece o Parque São Jorge e que deixou saudades no clube, apesar de toda a confusão arrumada pela MSI, Kia, Dualib e demais cumplices, meteu dois gols contra os mexicanos. O primeiro, impedido. Mas o segundo, um tirambaço de direita que estufou a rede, um dos gols mais bonitos desta Copa. Ah, Tevez, que saudade!, deve ter pensando o corintiano, hoje se contentando com Souza, Ronaldo e alguns mais atacantes. Tevez foi o homem da partida. Abraçou Maradona no segundo gol como se abraça um pai, tamanha sua gratidão pelo treinador. Tevez e todo o time da Argentina estão empenhados em ganhar a Copa para Diego, para o povo argentino e, é claro, para o bem do futebol.

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Só para esclarecer: a construção do Piritubão, o estádio que vai substituir o Morumbi na abertura da Copa do Mundo de 2014, terá dinheiro da iniciativa privada. Pelo menos é isso que o prefeito Gilberto Kassab vai dizer dia 13 de julho ao comitê central da competição, leia-se Ricardo Teixeira. Kassab garante que os
R$ 600 milhões não sairão do bolso do contribuinte.

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Uma semana depois de a CBF confirmar que o Morumbi não será o estádio de São Paulo para a abertura da Copa de 2014, forças políticas da maior e mais importante cidade do Brasil começam a se mobilizar para entregar ao Comitê Organizador do Mundial projetos e garantias financeiras para a construção de um estádio na zona norte da cidade. Já há caixa suficiente para levantar a obra, em torno de R$ 600 milhões. O anúncio oficial será feito dia 13, dois dias após a Copa da África do Sul, em reunião do Comitê Geral, do Comitê paulista e provavelmente de membros da Fifa. O Piritubão já existe dentro de um complexo gigantesco de muito verde. A prefeitura vai investir porque entende que deixará um legado público. O engraçado dessa história é que os mesmos que estavam com o São Paulo há uma semana, como o prefeito Gilberto Kassab, sacaram da gaveta um projeto pronto para apresentar à CBF. Era ou não era um plano B? E só o São Paulo não sabia.

Em tempo: o  amigo G me manda o seguinte desmentido do prefeito:
“A Prefeitura de São Paulo informa ser improcedente a afirmação de que o prefeito Gilberto Kassab teria comunicado a membros da Fifa aprovação de projeto e equação financeira para construção de um novo estádio em Pirituba. Reafirma também a sua decisão de não utilizar recursos públicos para a construção de nova arena na cidade de São Paulo, pois entende que o seu papel é fazer investimentos em obras de infraestrutura urbana que melhorem ainda mais o cotidiano dos paulistanos. Esclarece, ainda, que continua empenhada junto com o Governo do Estado e o Comitê Paulista na busca da melhor solução para a participação de São Paulo na Copa de 2014, preservando o patrimônio público e os interesses da população.”

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Dunga contagia o elenco com sua postura anti-imprensa. Parece que é o que melhor ele faz aqui na África do Sul: discutir com jornalistas. Tenta jogar a nação contra quem trabalha cobrindo a seleção. Kaká anda bebendo da mesma água do treinador. Condenou o jornalista Juca Kfouri por ele ter dito que o jogadore talvez tenha a carreira abreviada devido ao seu problema de púbis, como ocorreu com o tenista Guga. Kaká disse que a perseguição do jornalista ao seu trabalho se deve porque ele propaga aos quatro cantos sua fé em Jesus Cristo. Parte de sua entrevista foi para responder ao jornalista, que nem estava presente. Kaká usou André Kfouri, filho de Juca, jornalista como o pai, mas com suas próprias ideias e trabalho, para mandar seu recado, acusá-lo de perseguição. Os outros 300 repórteres naquela sala de imprensa não tinham nada a ver com o assunto, mas tiveram de ouvir o desabafo do jogador. Seria mais justo que o tema e as desavenças fossem resolvidos olho no olho. Kaká e Juca. Juca e Kaká. E que todos nós fóssemos poupados daquele constrangimento.

Para você entender o caso:

Juca escreveu:
“KAKÁ DESMENTIRÁ, assim como o médico da seleção brasileira. Mas o fato é que ele está sofrendo para jogar esta Copa do Mundo e pode, como Guga, até encerrar sua bela trajetória no futebol muito mais rapidamente do que gostaria. O mesmo problema que o maior tenista brasileiro de todos os tempos enfrentou no quadril Kaká enfrenta no púbis, segundo confidências de médico para médico que chegaram ao conhecimento da coluna horas antes de o Brasil enfrentar a Costa do Marfim.”

Kaká rebateu: 
“HÁ ALGUM tempo os canhões do seu pai  são disparados contra mim. A artilharia dele está voltada contra mim. Eu queria aproveitar a pergunta para responder às críticas que ele vem fazendo, e o que me deixa triste é que o problema dele comigo não é profissional, mas porque ele não aceita minha religião. Porque eu sou uma pessoa que segue Jesus Cristo. Eu o respeito como ateu, e gostaria que ele me respeitasse como seguidor de Jesus Cristo, como alguém que professa a fé em Jesus Cristo. Não só a mim, mas a todos os milhões de brasileiros que creem em Deus.”

Juca retrucou:
“KAKÁ SE ENGANA e enfiou Jesus onde Jesus não foi chamado.Critico sim o merchandising religioso que ele e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo. Um tal exagero que a Fifa tratou de proibir, depois do que houve na comemoração da Copa das Confederações. Mas não abri bateria alguma contra ele, provavelmente mal assessorado, tanto que o considerei o melhor em campo no jogo contra Costa do Marfim. Apenas noticiei que ele sofre com seu púbis e há quem avalie que isso o levará a encerrar a carreira prematuramente.”

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Depois das ofensas gratuitas ao jornalista Alex Escobar, da Rede Globo, em sua entrevista coletiva após a vitória do Brasil por 3 a 1 sobre Costa do Marfim, Dunga provou que não tem condições de ocupar o cargo de técnico da seleção brasileira. Faltou-lhe equilíbrio. Ele xingou o jornalista sem provocação alguma. A emissora fez um editorial assinado pelo alto comando exibido ontem no Fantástico. Deixou claro que está na África do Sul cobrindo a Copa do Mundo e a seleção brasileira e que Dunga é apenas um grão de tudo isso. Tanto o jornalista quanto a Globo não irão além do desagradável episódio. O assunto diz mais respeito à Fifa e à CBF. Está nas mãos delas.

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Sem Kaká e Elano, o Brasil ficará mais rápido, o que não quer dizer melhor. Elano faz tratamento após pancada sofrida no jogo contra Costa da Marfim, mas tem grande chance de jogar. O médico da seleção, José Luís Runco, disse ontem que acredita na recuperação do meia a tempo de enfrentar os portugueses sexta-feira. Vale vaga para saber quem será primeiro do grupo. Mas se Elano não puder jogar, Daniel Alves será seu substituto. Pelo menos é isso o que Dunga vem fazendo nos treinos e jogos até agora. Kaká cumpre suspensão pela expulsão. Achei que ele mereceu o amarelo e, como já tinha um, ganhou também o vermelho. Justa a expulsão, portanto. Mas já ouvi dizer de coleguinhas que Kaká não fez nada e que apanhou o jogo todo. Até hoje Dunga tem Júlio Baptista como homem para a posição. Se não escalá-lo vai gerar o primeiro descontentamento no grupo. Outra opção é recuar Robinho, que já tem feito essa função, e dar uma chance para Nilmar ou Grafite.

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Rolou um bolão aqui na África do Sul para a partida do Brasil contra a Costa do Marfim. Eu e mais um do Grupo Estado fomos os únicos a apostar contra a seleção, mesmo sendo um placar para não repetir os demais. Assinei 1 a 0 para Drogba. Puro palpite. Como estou acompanhando a seleção desde a primeira parada dela em Curitiba, digo que não vi nada ainda que possa me fazer acreditar nas vitórias e na caminhada fácil do time em busca do hexa. O primeiro jogo, contra os norte-coreanos, todos aí no Brasil viram como foi: uma seleção lenta, com dificuldades para se organizar ofensivamente e com Kaká meia boca. Pior. Conseguimos sofrer um gol no finalzinho. Nem nos treinos a equipe de Dunga mostrou algo que pudesse nos encantar. Embora todos preguem união e foco total na Copa, vejo o Brasil confiante demais. Dai o gol amargurado contra a Coreia do Norte. Mas fui voz quase que solitária no bolão. Tomara esteja errado.

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Nós, do Grupo Estado, que envolve os dois jornais, Estadão e Jornal da Tarde, e toda as mídias eletrônicas da casa, jamais tratamos com leviandade a notícia de que o Morumbi estaria fora da Copa do Mundo de 2014, conforme apurou e escreveu o repórter Silvio Barsetti, amigo deste e de outros carnavais.
Com notícia essa casa não brinca.
Dos comentários recebidos neste blog sobre o assunto, algumas informações adicionais:
1) São Paulo não está excluída de perder a abertura da Copa no Brasil. Existe um plano B para a cidade, que é o complexo esportivo de Pirituba. O comitê paulista apresentará isso ao Comitê Central dia 13 de julho, com a participação de membros da Fifa.
2) Três capitais se animaram com a exclusão do Morumbi e estão batalhando nos bastidores para levar a abertura para suas praças. São elas: Brasília, Minas e Rio. Só terão chance se o comitê paulista desistir, o que é improvável.
3) A recusa ao Morumbi esbarrou em projetos mal elaborados e financeiramente inviáveis. Mas é claro também que faltou habilidade política às pessoas do São Paulo para negociar tudo isso. Não há dúvidas das decisões políticas. Ocorre que o São Paulo queria muito receber a abertura do Mundial. Tanto queria que fez cinco projetos para isso.
4) Para alguns leitores foi até melhor cair fora porque assim o clube não gasta tanto dinheiro (R$ 630 milhões) para abrigar competição de um mês. É uma leitura que se deve levar em conta. Repito: embora o São Paulo sempre quis abrir a Copa em sua casa.
5) Há muito sentido na possibilidade de se erguer um estádio para o Corinthians para isso. Andres Sanches nega. Mas ele poderá pegar carona nas facilidades financeiras do momento. Terá de pagar, claro, mas sabe-se lá em quanto tempo.
6) Por fim, aqueles que bateram no peito e apostaram no Morumbi agora deixam o clube só.

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O São Paulo falou grosso demais com a Fifa. Bateu no peito e confiou que, como só o clube tinha um estádio em pé na cidade, assumiria a abertura da Copa do Mundo de 2014 sem sobressaltos. Nunca recebeu sinal verde para agir dessa maneira. Primeiro foram os problemas com as reformas. Depois, com o financiamento. Trabalhou cercado de gente importante, mas agora se vê sozinho um dia antes de tudo ser consumado: ou seja, sem o Morumbi na Copa.

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