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Diego Souza saiu aos 32 do segundo tempo contra o Atlético-GO/Paulo Pinto/AE
E Diego Souza perdeu a cabeça. De nada está adiantando então a psicóloga que o Palmeiras colocou à disposição dos jogadores. Pelo menos não com o meia. Vaiado pela torcida na vitória suada de 1 a 0 sobre o Atlético-GO após ser substituído aos 32 do segundo tempo, o jogador respondeu com gestos provocativos. Sua paciência acabou. Nâo é de hoje que a turma do amendoim pega no seu pé. Com razão. Que Diego é craque, não há dúvidas. Ocorre que faz algum tempo que ele não joga bem. Não existe regularidade em seu futebol. Mesmo assim, ele consegue, em lances isolados, deixar os companheiros na cara do gol. Foi o que fez com passe curto para Ewerthon na grande área, mas o atacante engrossou no arremate. Não podia. Não foi vaiado embora merecesse. Alguns dizem que Diego Souza, eleito o melhor do Brasileirão de 2009, está com a cabeça na Europa. A Traffic já falou que aceita estudar ofertas por ele. Ainda não pingou nenhuma. E se não pingar? Outros dizem que ele joga sozinho na armação e vive sobrecarregado. Outros ainda comentam que ele se abateu tanto com a chance perdida na Seleção quando foi chamado que não consegue mais se recuperar. Só para fazer um paralelo, Hernanes, do São Paulo, viveu fase como a de Diego. Levantou-se com o tempo e agora volta a jogar bem. Não vejo como o fim do mundo o que aconteceu no Palestra, nem as vaias do torcedor nem a revolta de Diego. Se ele jogar bem agora, no mínimo, não será mais vaiado. Se arrebentar, os aplausos virão. Só depende dele.

Adendo: Só dependia. Diego tomou um pito da diretoria e recusou-se a desfazer o feito. Não quis se manifestar sobre o episódio. Foi afastado com a desculpa de que estava machucado. Pode ser o fim de linha pra ele no Palmeiras.

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Gostaria de saber dos amigos o que acham da forma utilizada pelo Corinthians para vender os ingressos das partidas do time na Libertadores, método que também deverá ser usado no Campeonato Brasileiro para os principais jogos. O clube disponibiliza (detesto esta palavra) 35 mil ingressos para seus sócios-torcedores, que pagam uma taxa anual ou mensal para ter sua carteirinha e se beneficiar dela. O que sobra desta venda, geralmente pela internet, vai para o corintiano comum. Para o duelo com o Flamengo, quarta-feira, por exemplo, o torcedor comum deve ficar com migalhas, se ficar. Os 37 mil ingressos já estão quase todos vendidos. Restam os mais caros, acima dos R$ 200. É justo o procedimento? Tenho dúvidas. Que para o clube é um negocião, até entendo. Ele vende tudo antecipadamente pela internet, sem confusão (nem sempre). Mas e para o torcedor que gostaria de levar seu filho ao jogo, fazer uma cortesia a um amigo ou ver a partida ao lado do pai, talvez este um corintiano dos tempos em que o Pacaembu ainda via jogadores como Rivellino, Sócrates, Neto? Esses dificilmente terão ingressos. O mais justo para o torcedor comum seria que o clube reservasse uma fatia da cota dos bilhetes, 10 mil ou 15 mil, para qualquer um que queira ver o confronto e que não faça parte de nenhuma associação ou entidade ou grupo que seja. Desta forma, o clube atenderia públicos diferentes e também formaria novos seguidores. Como uma criança pode seguir o Corinthians se não há ingressos para ela na bilheteria? Pensar nas rendas é preciso sim, claro, até porque os times do Brasil sempre estão passando o pires, mas também é preciso pensar na formação de novos torcedores e na obrigação de atender todas as tribos.

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TEXTO PUBLICADO NO JT

Atacante que é atacante pisa no gramado convicto de que vai beliscar ao menos um golzinho. Diego Tardelli fez quatro ontem, mas só três valeram na vitória de 3 a 2 sobre o Santos, pela Copa do Brasil. Nem Vanderlei Luxemburgo imaginava que seu homem-gol pudesse arrebentar o time-sensação do País no primeiro duelo, em Minas. O resultado levará o Galo para a Vila Belmiro, quarta-feira, podendo empatar. Se o Santos vencer por 1 a 0, ficará com a vaga.

Até lá, Tardelli será carregado nos ombros pelos atleticanos, mesmo com a vantagem sendo considerada pequena pelos jogadores de Minas. O santista mais despeitado até poderia dizer que Tardelli teve noite de Neymar. Mas estaria errado, sendo injusto. Porque não é de hoje que o atacante sabe o caminho das redes no Mineirão. Antes de entrar no gramado ontem, ele já tinha em seu cartel de 75 partidas pelo clube 54 gols. Aumentou uma partida na conta e três gols no balaio.

Mas o jogo não foi de um personagem apenas. No banco, dois técnicos que trabalharam para ganhar, mesmo às vezes fechando alguns setores. Um passo para trás para dar dois pra frente. Luxa mordeu a mão quando sua equipe sofreu o segundo gol, de Edu Dracena, zagueiro por quem ele brigou para levar ao Santos quando estava na Vila.

Ele sabia que a decisão do Campeonato Mineiro contra o nanico Ipatinga seria refresco diante do Santos, de Robinho, Ganso e Wesley. Sabia porque forjou muitos desses jogadores na Vila e, talvez por isso, tenha recebido de cada um deles forte abraço antes do início do duelo. Não foi um abraço falso, mas ele sabia o que fazer para anular cada um dos seus ex-pupilos.

O técnico mexeu suas peças para fazer um “anti-Santos”. Combateu o talento de Ganso com Ricardinho. Muriqui era uma versão mineira de Wesley: serelepe e sempre pronto para chutar a gol. E Tardelli fez o que poderia ser a função de Robinho no Peixe: marcou os gols.

Dessa forma, Luxemburgo deu ao Santos um pouco do seu próprio veneno: toque de bola com qualidade no meio, velocidade pelas laterais e muita movimentação na frente.

E assim o Galo cantou alto em seu terreno e fez o goleiro Felipe manter a esperança de classificação do Peixe para as semifinais com defesas de levantar o torcedor. Diga-se, aliás, que os dois goleiros, tanto Felipe quanto Aranha, fizeram valer o ingresso. No ataque, o Santos foi o mesmo de sempre: perigosíssimo e com Robinho jogando por ele e por Neymar – que não estava em campo. Foi lá e cá até o fim. Que jogo! A festa mineira durou até os 37 do segundo tempo, quando Dracena diminuiu e recolocou o Santos no páreo, e agora em sua casa.

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Tinha cantado a bola aqui. Enfrentar o Flamengo não era uma boa para o Corinthians neste momento da Libertadores. Não era porque o time anda jogando mal e uma rivalidade caseira com uma equipe do mesmo nível, em todos os aspectos, seria uma fria. Como foi. O Fla ganhou por 1 a 0, mas saiu do Maracanã fortalecido. Entrou em campo com técnico interino e com os jogadores correndo cada um para um lado, todo desfigurado e sem comando. Mas saiu de lá quarta-feira à noite soberano na competição.
O Corinthians foi preparado, treinado e apostando em seu maior jogador, Ronaldo. Não deu certo. O time engrossou, perdeu gols e viu a Libertadores subir no telhado. Pior. Teve a oportunidade de partir para cima com um jogador a mais boa parte do tempo, mas preferiu ficar no meio do caminho. Era jogo para fazer o resultado e depois administrar aqui.
Mas nada está perdido, diga-se. O Corinthians ainda é mais forte no Pacaembu. Mano precisa agora se fechar com o elenco, torcida, presidência e dar tranquilidade aos jogadores. Não digo a Ronaldo e Roberto Carlos, esses são macacos velhos, não vão tremer. Refiro-me aos outros. A semana vai ser tensa no Parque até a hora da próxima partida.

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O Corinthians tentará vender a seus sócios-torcedores toda a carga de ingressos da segunda partida contra o Flamengo, no Pacaembu. Vai usar a internet. Se sobrar alguma entrada, vai para a bilheteria, para o torcedor comum. Estima-se que os 35 mil ingressos acabem hoje mesmo.

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O próximo rival é o Fla, de AdrianoAntes de mais nada é preciso dizer que o Corinthians fez com maestria seu dever na primeira fase da Libertadores da América, a fase de grupo. Terminou a competição com mais pontos do que qualquer outro, independentemente de ter ou não jogado bem todas as partidas. Na vitória de 1 a 0 sobre o Medellín, quinta-feira, por exemplo, mostrou um futebol de dar sono. E ganhou com um gol contra de Valencia. O fato é que pontuou mais que qualquer outro. E na combinação de cruzamentos das oitavas ficou com o Flamengo, que se classificou na bacia das almas. Encarar o campeão brasileiro não é uma boa para o Corinthians. Nem para os corintianos. Todos com quem conversei, e digo que foi um número irrisório, torceram o nariz para o rival da Gávea, o time de Adriano e Vágner Love.
A definição do confronto, pelo que senti, fez descer um nó de agonia pela garganta dos corintianos. Pela primeira vez nesta Libertadores, o torcedor sente que pode cair fora diante de um adversário, se não melhor, do mesmo nível. Pior o Flamengo não é. É preciso levar em consideração também os momentos das duas equipes.
O Corinthians, mesmo com Ronaldo jogando pouco e muito mais gordo do que o ano passado, e com Felipe machucado há mais de 30 dias, vive um astral bom, tranquilo, embora agora apreensivo. Na Gávea o bicho está pegando e a presidente Patrícia Amorim deve fazer uma limpa hoje, do técnico ao gerente de futebol. Adriano permanece em seu inferno astral e o elenco tenta não afundar em seus próprios problemas após a surra sofrida para o Botafogo e a perda do título da Taça Rio. Não fosse a força da camisa e a qualidade de alguns jogadores rubro-negros, diria que o Corinthians leva pequena vantagem. Mas entendo perfeitamente a agonia e a noite de insònia dos corintianos de quinta para sexta-feira.

As campanhas da fase de grupo
CORINTHIANS
Corinthians 2 x 1 Racing
Medellín 1 x 1 Corinthians
Cerro Porteño 0 x 1 Corinthians
Corinthians 2 x 1 Cerro Porteño
Racing 0 x 2 Corinthians
Corinthians 1 x 0 Medellín

FLAMENGO
Flamengo 2 x 0 Universidad Católica
Caracas 1 x 3 Flamengo
Universidad do Chile 2 x 1 Flamengo
Flamengo 2 x 2 Universidad do Chile
Universidad Católica 2 x 0 Flamengo
Flamengo 3 x 2 Caracas

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E me pareceu meio covarde o que o elenco do São Paulo fez com o atacante Washington, abandonando-o aos leões depois de reclamar do técnico Ricardo Gomes. Discordias há todos os dias num time de futebol, mesmo naqueles que foram campeões. Cito o Palmeiras de 1993, em que os atletas se odiavam, mas que em campo comiam a bola. E o Corinthians de 2000. O que não se pode fazer é tomar partido numa discussão como fez o elenco tricolor, liderado por Rogério Ceni. O grupo chutou Washington e foi se abraçar a Ricardo Gomes. Então é fim de linha para o atacante no Morumbi. Não estou aqui discutindo a qualidade do jogador, mas a forma com que o espisódio foi conduzido. Era um grupo. Não é mais.

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As palavras de Washington foram duras ao técnico Ricardo Gomes: “O QUE O TIME TINHA DE BOM, ELES TIRARAM. QUANDO COMEÇO JOGANDO, SAIO CEDO. QUANDO FICO NO BANCO, ENTRO TARDE. ESTOU CANSADO DE SER CRUCIFICADO POR ERROS DOS OUTROS”. As declarações, embora referindo-se a ELES, tinha endereço certo: o treinador. E o atacante só veio a público porque não encontra espaço para reclamar dentro do Morumbi ou do CT da Barra Funda. Confesso que tirar um atacante quando o time precisa fazer dois gols não me parece lógico. Mas hoje é fácil comentar depois de saber que o São Paulo perdeu por 3 a 0 na Vila.
Ocorre que o racha entre Washington e Ricardo Gomes expõe a fragilidade da equipe às vésperas de decidir seu futuro na Libertadores. Não acho que o Tricolor perca para o Once Caldas em casa, mas o que o atacante disse na Vila vai ecoar no clube até que uma decisão mais drástica seja tomada. Nos bastidores do Morumbi, o que se diz é que os jogadores estão revoltados com as trocas constantes de atletas e esquemas táticos de Ricardo Gomes, um treinador forjado na França onde, como na Europa toda, é mais comum se valer de todos do elenco durante o mês. O problema daqui é que não estamos preparados para revezamentos. O time tem de ser aquele que o torcedor sabe escalar na ponta da língua. E quem sobra, claro, toca a trombeta. É hora de a diretoria entrar em cena e cortar o mal pela raiz, abafar o caso como sempre faz. Washington seria titular em qualquer outro time. Ele engrossa muitas vezes na cara do goleiro, é verdade, mas sabe fazer gols também. E vou ser sempre contrário à troca de treinador antes do fim da temporada, mesmo com todas as cobranças do torcedor, impaciente na maioria das vezes com sua equipe. E a eliminação para o Santos é o de menos nesse cenário todo.

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Parece que todas as cobranças a Dunga hoje se resumem a uma única decisão: levar ou não Neymar para a Copa da África do Sul. O assunto ganhou destaque no País depois dos cinco gols que o atacante santista fez contra o Guarani, pela Copa do Brasil. Seu time ganhou de 8 a 1. Personalidades do futebol, como Zico, Júnior, Leão, Carlos Alberto Torres, querem o craquinho na Seleção Brasileira já. Acham que ele está maduro e jogando o fino da bola, como disse o ex-lateral do Flamengo, Júnior, ao Jornal da Tarde. O meia Paulo Henrique Ganso também é solicitado neste time canarinho, mas com menos ênfase. Ganso é o articulador das jogadas do Peixe na temporada, e a Seleção carece de um jogador com suas características uma vez que Kaká anda mal e Dunga parece ter fechado mesmo as portas para Ronaldinho Gaúcho. Se me permitem dar a opinião, acho que Dunga deveria levá-lo. Meus argumentos são os mesmo do torcedor: Neymar está jogando muito. Tem mais. Ele combina com Robinho só no olhar. E Robinho é homem de confiança do treinador. Não digo para levar Neymar e colocá-lo de titular, pois Luís Fabiano acabou a temporada em alta e não se pode esquecer disso. Há ainda Nilmar na parada. Talvez Dunga devesse levar Ganso também, mas na minha cabeça um meia deve estar bem mais amadurecido para encarar uma Seleção e uma Copa. Ainda insisto com Gaúcho. Mas Neymar eu levaria correndo. Ocorre que Dunga já disse que em sua lista não haverá surpresas. Vem aí, portanto, os jogadores que trabalharam com ele ao longo desses três anos e meio. Portanto, Neymar está fora. Uma pena.

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Alguns assuntos que chamaram a atenção nesta semana para que os amigos comentem:
1) Fifa e Morumbi não se acertam. E a entidade descarta a abertura da Copa/2014 no estádio do São Paulo.
2) As contas de 2009 do presidente santista Marcelo Teixeira foram recusadas pela segunda vez. Ele entregou a administração do clube com uma dívida de R$ 177 milhões. Diz que R$ 100 milhões são de tributos ao governo de gestões anteriores à sua. Marcelo Teixeira ficou no Santos nos últimos 10 anos.
3) O Santos enfia 8 a 1 no Guarani pela Copa do Brasil. Neymar faz cinco gols.
4) Ganha força a discussão no Brasil sobre a convocação de Neymar para a Copa da África do Sul. O menino de 18 anos tem esperanças. Dunga, de Porto Alegre, diz que não haverá surpresas na lista.
5) O Palmeiras treina uma semana e mostra futebol abaixo do esperado para ganhar de 1 a 0 do Atlético Paranaense. E o zagueiro Danilo vai parar na delegacia por ofensas racistas contra adversário.
6) Santos e São Paulo e Santo André e Grêmio Prudente se prepararam para as decisões do Paulista.
7) Fábio Koff é reeleito presidente do Clube dos 13, derrotando o candidato da CBF, Kléber Leite.

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