Kaká está prestes a voltar a jogar pelo Real Madrid. Será na primeira semana de janeiro, pelo Campeonato Espanhol. O jogador ficou praticamente esse segundo semestre inteiro de molho. Já na Copa do Mundo chegou baleado e transformou seus dias em Johannesburgo em sessões de fisioterapia e de exercícios localizados. Não fez um Mundial com a grandeza de sua assinatura. Kaká nunca passou por fase parecida, nem quando era jogador do São Paulo.
Em 2010, trabalhou sob o signo da desconfiança. Terá agora em 2011 de provar ser o mesmo Kaká de outras temporadas, aquele das passadas largas em direção ao gol. Muitos já cobram dele no Real Madrid. Querem resultados. E ele parece ter sentido a maldição dos craques que chegam ao Santiago Bernabéu. Cristiano Ronaldo ocupou seu lugar e o time soube se virar sem o brasileiro. O que já se diz é se vale a pena ter um jogador dessa monta no elenco. O meia vai precisar de pelo menos mais três meses para mostrar algum resultado em campo, isso, tomara a Deus, se não voltar a sentir suas dores, se não se machucar novamente.
Seu nome é comentado na Inter de Milão, agora de Leonardo. Mas seria difícil para ele voltar para o maior rival do Milan, onde brilhou desde que deixou o Morumbi. Os italianos não aceitam essa traição, e o bom moço Kaká seria perseguido na Itália. Duvido que faça isso. Leonardo aceitou o cargo na Internazionale porque estava desempregado, já não tinha mais nada com o Milan, apesar dos 13 anos que viveu lá entre jogador, dirigente e treinador.
Kaká faz falta aos olhos do torcedor brasileiro e mundial. Ele sabe disso. Ele está otimista em poder voltar e voltar a ser o que era. A Copa da África ficou para trás e ele tem consciência de que perdeu chance enorme de se firmar no cenário mundial. Os melhores brilham em Copas. E era a sua na África do Sul. Acabou sendo a de Sneidjer e a da Holanda. A de Villa e Xavi e também a da campeã Espanha. Não foi a do Brasil, a de Dunga, a de Kaká.
O mundo aguarda seu retorno aos gramados, principalmente os torcedores de Madri.
O Cruzeiro trabalha nos bastidores para seduzir o atacante Kléber. A diretoria do clube mineiro e sua comissão técnica entendem ser o Gladiador um jogador que daria peso à campanha do time na Libertadores de 2011. Daí o namoro. Kléber conhece bem as instalações da Toca da Raposa e sabe que não se diz não ao Cruzeiro sem antes ouvir o que a família Perrella tem a dizer. É nisso que os mineiros apostam.
A sedução ao Gladiador passa pelo campeonato continental, mas também pela grandeza do clube. O Cruzeiro foi o segundo colocado no Campeonato Brasileiro. Esteve na briga pelo título até o fim. Tem um elenco forte e entrosado. Kléber faria dupla de ataque com Thiago Ribeiro, outro atacante que se achou em Belo Horizonte.
Perrella viu brecha nas declarações de Kléber sobre atrasos de salários e no seu desconforto com os dirigentes de futebol do Palmeiras. Partiu pra cima. O Palmeiras fez cinco anos de contrato com o Gladiador. Então haveria compensações. Esse é o medo da comunidade palmeirense.
Felipão não cogita nada. O Palmeiras ainda não contratou ninguém e não pode admitir a possibilidade de ficar sem um dos seus poucos jogadores de destaque. Dirigentes do clube também não aceitam conversar sobre o assunto. Nem se tiver outros jogadores envolvidos.
Ronaldinho Gaúcho está perto de voltar a jogar no Brasil. Dirigente do Milan está em São Paulo, como o JT vem divulgando nos últimos dias, para acertar a transferência do jogador. Palmeiras, Grêmio e Flamengo estão no páreo. Se Ronaldo fez a diferença no futebol brasileiro no Corinthians, com todas as suas dificuldades de fim de carreira, Ronaldinho vai fazer muito mais. Afinal, que pai não vai querer levar seu filho para ver o jogador? Mesmo se for para dizer maravilhas do meia… dos tempos em que ele jogava no Barcelona. Que seja!
Sou apaixonado pelo bom futebol e já vi Ronaldinho fazer o diabo em campo. Aliás, estava lá naquela Copa América de 1999, no Paraguai, quando ele saiu do banco para fazer seu primeiro gol pela Seleção contra a Venezuela nos 7 a 1. Deu um chapéu no rival e fuzilou. Foi sua primeira partida pelo time nacional. Luxemburgo era o treinador e ria à toa com o momento do seu guri. De lá para cá, Ronaldinho ganhou fama e fortuna, foi eleito duas vezes o melhor do mundo pela Fifa. Volta, é verdade, em outra condição. Mais lento, menos mágico, mas ainda Ronaldinho. A decisão de seu futuro sai em breve.
No Palmeiras, ele teria Felipão para coordená-lo. Foi seu técnico na Copa de 2002. Sabe como lidar com o craque.
No Grêmio, há o apelo de ele ter surgido no Olímpico e nada mais natural que voltar para casa.
No Flamengo, voltar a trabalhar com Luxemburgo tem seu peso. A cidade é linda e tem praia. Seu flho mora lá com a mãe.
O craque vai decidir
A onda de repatriar jogador é grande. E vai virar tsunami no Brasil. Ronaldo e Roberto Carlos pavimentaram o caminho de volta desses jogadores que viam somente na Europa o Eldorado do futebol. Com a Europa em frangalhos financeiramente e o Brasil nadando de braçadas nesse mesmo quesito (lembrando, sempre, sua condição de emergente), os atletas brasileiros já perceberam que sair pode não ser a melhor opção.
Alguns clubes também já começaram a acenar com a possibilidade de pagar salários competitivos, igual ou bem pouco abaixo do que oferecem os europeus. Há ainda, por parte dos patrocinadores, uma série de combinações de marketing capaz de engordar a conta do jogador aqui no Brasil. Pergunte a Ronaldo ou a Roberto Carlos se eles estão infelizes no Corinthians?
O Santos segurou Neymar e Ganso e ainda seduziu Elano a voltar. Os próximos da vez são Adriano, que já estava no Flamengo antes de se mudar para Roma, e Ronaldinho Gaúcho, do Milan. Lembro ainda do período nesta mesma temporada em que Robinho defendeu as cores do Santos, time que o lançou. Fred e Deco também tomaram o avião de volta e desembarcaram no Rio em 2010 para ser campeões brasileiros com o Fluminense.
Além da condição financeira mais compatível com os números da Europa, alguns jogadores voltam porque acreditam poder combinar o trabalho com as regalias de se viver no país de origem. Deco pensou dessa forma quando largou o Chelsea, da Inglaterra. Queria continuar jogando e desfrutar um pouco mais da vida no Brasil, e tudo o que ser rico significa para os ricos brasileiros.
Há ainda a fase ruim de alguns de nossos jogadores lá fora, claro. Adriano e Ronaldinho são dois exemplos disso. Já não enchem mais os olhos como enchiam na primeira transferência. E perdem espaço a cada dia. Os dois jogadores são reservas em seus clubes na Itália, e sem perspectiva no momento de mudar esse cenário. Começam então a pensar com mais carinho no retorno ao lar.
O bom é que eles ainda podem abrilhantar o futebol brasileiro por mais algumas temporadas, como Ronaldo fez nos dois últimos anos.
Todo fim de ano lembra fim de festa. 2010 demorou para passar. E como diz a moça que trabalha lá em casa, tirando todas as coisas ruins, foi um bom ano. E foi mesmo. Ano de Copa do Mundo e de eleições. Convido o amigo a buscar lá no fundo da memória momento marcante (positivamente e negativamente) do esporte em 2010. Vale tudo. Vou dar o exemplo:
1) A volta de Valdivia para o Palmeiras.
2) A dupla Roberto Carlos e Ronaldo fez do Corinthians um time mirado no Exterior.
3) As gozações do peso de Ronaldo.
4) A decepção com Felipe Massa no seu primeiro ano de dobradinha com Fernando Alonso.
5) A Copa do Mundo (como é bom copa do mundo).
6) A arrogância da Seleção Brasileira, e seu futebol pífio.
7) A verdadeira cara de Dunga e Jorginho.
10) O centenário do Corinthians.
9) A chegada de Felipão no Palestra Itália.
10) O Morumbi excluído da Copa.
11) As maquetes dos novos estádios do Brasil.
12) O Itaquerão, promessa da casa corintiana que vai abrigar a Copa de 2014.
13) A mesmice do São Paulo.
14) A garotada do Santos liderada por Neymar e Ganso.
15) Os fracassos do Palmeiras (contra o Goiás foi o maior deles).
16) Muricy e seus jogadores do Fluminense, campeões brasileiros.
Deixo a lista grande, e peço que vocês a completem.
Bom Natal e bom 2011 a todos.
Continuarei por aqui.
O JT desta quinta-feira, em reportagem assinada por Vitor Marques, revelou o Corinthians dos sonhos para 2011. Do elenco atual, Tite teria quatro reforços de peso: um zagueiro, um volante, um meia e um atacante. Veja a formação:
Júlio César
Alessandro
Chicão
Luisão (Benfica)
Roberto Carlos
Cristian (Fenerbahce)
Jucilei
Alex (Spartak)
Bruno César
Ronaldo
Adriano (Roma)
Timaço. Luisão, que deseja deixar Portugal, cairia como uma luva na zaga corintiana. Chegaria pronto.
Cristian conhece o Parque São Jorge. Está descontente em seu clube, que parece anda devendo para Deus e o mundo.
Alex sofre com a fria Rússia, o sumiço de cena, a falta das coisas brasileiras. Sabia de tudo isso antes de assinar seu contrato, e agora quer voltar. Adriano tenta ser convencido por Ronaldo para jogar no Corinthians. Já sabe até quanto ganharia. O Timão teria dois atacantes de peso, mas que sabem fazer gols. Formaria um ataque de 200 quilos. E isso não é brincadeira. Somando o peso dos dois daria perto disso. Adriano é muito maior que Ronaldo. Pesa mais também. E ambos estão fora de forma, sem perspectiva de um dia afinar. Jogariam dessa forma. O problema é ter dinheiro para trazer todos eles. Parcerias teriam de ser feitas. Andres está otimista. Ele sabe que 2011 é seu último ano para fazer barulho. Até porque em 2012, Ronaldo já não estará mais no clube.
Ninguém me tira da cabeça que Felipão só vai entrar de férias quando conseguir seu pacotão de Natal para o palmeirense. Entenda-se pacotão por dois jogadores: Ronaldinho e Adriano. O resto é resto. O resto ele resolve nos treinamentos, com três zagueiros e mais dois volantes no time. Fecha tudo para dar condições desses dois jogarem livres na frente. O treinador tomou a frente nessa empreitada, tempos atrás parecia impossível sonhar com eles no time. Até Felipão parecia longe da realidade de clubes brasileiros.
O que parece mais difícil é convencer Adriano a não se juntar a Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians. Esse é o primeiro passo. Felipão tem feito esse trabalho, conversado com o caras. Pinta o Palmeiras com suas cores, independentemente de quem ganhe as eleições de janeiro. Também já conseguiu carta branca dos candidatos a presidente. Quem ganhar estará com ele. Chega de trocar treinador no clube.
A segunda dificuldade é conseguir dinheiro para bancar os atletas, molhar a mão dos clubes italianos. Novos acordos vão nascer se essa parceria der certo. O novo estádio vai virar moeda de troca, oportunidade de barganha para interessados em colocar dinheiro. O Palmeiras também tem a certeza de fazer bilheterias altas com Ronaldinho e Adriano em campo. Afinal, que pai não gostaria de levar seu filho para ver os dois jogadores em ação. Esqueça todas as lambanças deles e pense apenas no que representam para o futebol. O Corinthians viveu isso com Ronaldo. Por isso também sonha com Adriano.
Tanto Ronaldinho quanto Adriano já sabem o que o Palmeiras tem para oferecer a ales. É salário na casa dos R$ 500 mil. Não é pouco dinheiro. E terão no comando um treinador que se empenhou muito para buscá-los na Itália. Portanto, confiará neles até o fim. Dará carinho a eles. É isso que eles precisam nesse momento.
A CBF vai corrigir uma injustiça de anos no futebol brasileiro: reconhecer os vencedores da Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que depois passou a ser chamado de Taça de Prata, como autênticos campeões brasileiros. O Brasileirão, nos moldes que conhecemos, foi instituído em 1971. E os campeões nacionais das décadas anteriores nunca puderam se vangloriar do feito. Pelé, por exemplo, não era campeão brasileiro. O Robertão e a Taça Brasil não tinham o mesmo significado para o torcedor. Nem para a própria CBF.
A entidade então decidiu regulamentar os torneios que eram nacionais. De um dia para o outro, o Santos ganhou seis títulos brasileiros. O Palmeiras, mais quatro. E assim por diante. Dessa forma também, o Bahia, campeão da Taça Brasil em 1959, roubou do Atlético-MG a honra de ter sido o primeiro campeão brasileiro. O Galo ganhou a edição do Brasileirão de 1971. A cerimônia de oficialização deve ficar para o dia 21. Veja os novos campeões brasileiros:
Santos – 6 titulos
Palmeiras – 4 títulos
Cruzeiro – 1 título
Botafogo – 1 título
Fluminense – 1 título
Bahia – 1 título
O que era:
Taça Brasil
Competição disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968. Reunia as equipes campeãs estaduais do Brasil. Foi criada pela CBD (atual CBF) para indicar os representantes brasileiros para a Libertadores. Embora fosse organizada em caráter oficial, a CBF não a reconhecia como torneio oficial. Foi o torneio precursor do Roberto Gomes Pedrosa, que, por sua vez, foi o precursor do Campeonato Brasileiro.
Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Taça de Prata)
Disputa nacional de 1967 a 1970, antes da criação do Campeonato Brasileiro. Em 1967, foi organizado pelas federações carioca e paulista, e a partir de 1968, pela CBD. O nome foi uma homenagem ao goleiro Pedrosa, do São Paulo e da Seleção (Copa de 1934), que morreu em 1954 como presidente da FPF. Em sua segunda edição, o torneio passou a ser conhecido como Taça de Prata. É considerado o embrião do Brasileirão, e reunia os principais clubes do Brasil: Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo, Portuguesa, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG, Ferroviário. Depois, Bahia, Náutico e Atlético-PR.
Vi domingo o garoto Neymar sendo premiado no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, que acompanho muito antes de me tornar jornalista. O que me chamou a atenção, juro, foram os enormes brincos de brilhantes que o atacante do Santos carregava na ponta das orelhas. Não sei se ele usava os brincos ou se os brincos tinham um garoto pendurado pelas orelhas. Nada contra. A juventude sempre foi irreverente e ganhou respeito desde aquele maio de 1968 na França. Tenho uma filha de 8 anos que pra tudo tem resposta, e na ponta da língua.
Mas o caso de Neymar é diferente. Sei que as pessoas que cercam esse excelente jogador tentam fazer dele uma referência, um exemplo a ser seguido, um craque midiático como é Ronaldo, por exemplo. Ocorre que Neymar ainda precisa comer muito arroz com feijão para ser o cara, precisa ganhar muito mais campeonatos para conseguir seu lugar entre os melhores do Brasil e do mundo. Como Ronaldo conseguiu um dia. Temo que o que estão fazendo com ele seja o mesmo que colocar a carroça nas frente dos bois.
Aqueles enormes brincos me chamaram mesmo a atenção. Já vi tantos candidatos a craques ter o mesmo comportamento e depois sumir do mapa, encerrar a carreira em times menores e esquecidos pelo torcedor… Confesso preferir o estilo de Paulo Henrique Ganso, do mesmo Santos. Mais discreto, menos menino, mais pé no chão, menos topa tudo por dinheiro. Espero estar errado sobre Neymar e que ele consiga ir longe. Já deu provas que sabe muito de bola.
Ronaldo poderia muito bem deixar a mãe do seu novo filho brigar na Justiça por seus direitos, como todo pai que não assume suas responsabilidades fora do casamento ou indesejada (a respossabilidade e não a criança) faz. Preferiu, no entanto, assumir a paternidade do menino de cinco anos, fruto de uma jogada rápida do atacante na pré-temporada do Real Madrid em 2004. A criança, felizmente, já tem outro pai e certamente ainda é cedo para entender tudo isso. Mas a atitude de Ronaldo fará diferença na vida do menino quando ele crescer e compreender melhor toda a situação. Poderá um dia até abraçar o atacante ou chamá-lo de pai. Ronaldo deu exemplo mais uma vez.
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