Robson Morelli - Estadao.com.br
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As coisas parecem não acontecer no restinho de carreira de Ronaldo conforme ele planejava. O atacante corintiano não consegue perder peso, continua nas rodas de piadas do brasileiro, seu time já não tem mais interesse no campeonato nacional (tanto não tem que liberou seu principal jogador para ficar uma semana em Madri tratando de assuntos particulares) e ele próprio ainda não encontrou patrocinador que banque seu quase meio milhão de salário por mês na próxima temporada. Já há rumores no Parque São Jorge de que o próprio clube poderia financiar Ronaldo durante a Libertadores, mas somente durante a Libertadores. E se ninguém bancar o Fenômeno, não haverá outra alternativa para Andres Sanches. Será que vale a pena?

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O presidente da AFA, a CBF da Argentina, confirmou a permanência de Maradona no comando da seleção de seu país. Julio Grandona disse mais. Disse que Maradona será o técnico da Argentina na Copa da África do Sul. Para que isso se torne verdade, a seleção precisa primeiro se classificar nas Eliminatórias. Encara Peru em casa e Uruguai fora. É 5ª colocada hoje, com 22 pontos. Precisa bater os peruanos e empatar com os uruguaios desde que a Venezuela não ganhe seus dois jogos, contra Paraguai e Brasil. Não há mesmo o que fazer para tirar a Argentina do buraco senão apostar na permanência de Maradona. Também sou contrário à troca de técnicos quando as coisas ficam difíceis. E cômodo para dirigentes e jogadores. Sou a favor da proibição da mudança de técnico durante a temporada. Entrou no começo tem de ficar até o fim. Acredito na classificação da Argentina e não tenho dúvidas de que Maradona dará um charme especial ao Mundial de 2010.

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Reclamar da arbitragem virou sinônimo de desculpa para jogadores e técnicos nesse Brasileirão. Usam da artimanha para jogar para a torcida. Os corintianos detonaram o árbitro Ricardo Marques Ribeiro após o empate com o São Paulo por 1 a 1. Mano esbravejou com a jogada do gol de Dentinho, em que o juiz deu sobrecarga de Ronaldo em Renato Silva. Reclamou até da expulsão de Washington no final. Nada falou, no entanto, do impedimento marcado equivocadamente de Dagoberto ainda no primeiro tempo, e do cartão amarelo que o jogador levou por chiar com o bandeira. Desta vez, mesmo com toda sua soberba, o Tricolor aceitou os pontos perdidos em casa no clássico e a distância de cinco pontos para o líder Palmeiras, 50 contra 45. Ainda não vi um jogo em que o árbitro tenha errado somente para um lado. Está na hora também de treinadores e atletas assumirem suas mediocridades.

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Com alguns milagres de Marcos e pressionado em seu terreno, o Palmeiras segurou os 2 a 1 contra o Furacão e fez o que os 24 mil palmeirenses no Palestra Itália esperavam: abrir seis pontos para o São Paulo e jogar a batata quente nas mãos de Dagoberto, Rogério Ceni e companhia. O palmeirense não vai torcer para o Corinthians no clássico deste domingo com o Tricolor, mas ficará satisfeito se o time de Parque São Jorge não deixar o rival do Morumbi somar pontos. Nem o empate é bom para a equipe de Ricardo Gomes. O Palmeiras tem 50 pontos. O São Paulo, em segundo lugar, tem 44. E o Inter, com 43, enfrenta o Flamengo. Ou seja: os rivais do Verde têm paradas indigestas na rodada desde domingo.

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Gil, o atacante que assinou com o Flamengo até o fim de 2010, é conhecido do torcedor paulista. Estava sem jogar no Inter, mas começou sua carreira no Corinthians. Fui o primeiro repórter a fazer uma reportagem de fôlego com o garoto no fundo do ginásio do Parque São Jorge, onde ficavam os alojamentos do clube. Gil dormia num quarto com outros dois ou três meninos, em beliches. Era apontado, mas não tratado, como a nova joia da categoria de base do Corinthians. O então diretor de futebol Antônio Roque Citadini era o mais entusiasmado com o jogador. Dizia, num misto do que pensava e de pura provocação, que Gil era melhor que Kaká, a outra fera que surgia no Morumbi. “O Kaká tem é muita mídia. O Gil é melhor que ele”, dizia. O tempo provou que o cartola estava equivocado. Kaká foi eleito o melhor do mundo, disputou Copa, jogou no Milão e agora defende as cores do Real Madrid. Gil, de 29 anos, se perdeu em algum momento na carreira. Estava encostado em Porto Alegre e agora terá nova chance no Flamengo. Sorte ao pequeno Gil.

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O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, disse ontem na Band que não ligou para o presidente da Comissão de Arbiragem da CBF, Sergio Correa, para reclamar da escolha do árbitro Evandro Roman para apitar a partida contra o Cruzeiro, na quarta. Disse que apenas mandou um e-mail para o Sérgio. Não foi isso que o dirigente afirmou na USP, em palestra para estudantes segunda-feira. “Fiquei uma hora no telefone com o presidente da Comissão de Arbitragem para reclamar do Roman.” É legítimo ‘avisar’ representantes legais que determinada situação pode prejudicar o bom andamento de uma partida. Foi isso que Belluzzo fez. Não incluiu nem excluiu Roman. Disse apenas o que pensava na condição de presidente do Palmeiras, um clube envolvido na partida. Ganhou o jogo por 2 a 1. Admitiu que Roman não marcou um pênalti contra o Palmeiras, de Wendel em Fabrício no primeiro tempo e disse que os demais lances polêmicos foram polêmicos mesmo.

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Na briga dos atacantes de Cruzeiro e Palmeiras, Vagner Love levou a melhor sobre Kléber. E o Palmeiras venceu por 2 a 1. Durante o jogo na quarta, um amigo me perguntou quem é melhor: Love ou Kléber. Pensei, pensei e não soube responder. Love é mais técnico, veloz, gosta de arrancar com a bola como fez ontem para marcar o segundo gol do seu time no Mineirão. Kléber é mais gladiador na área, briga pela bola usando o corpo (e os braços). É atacante que vira todas para o gol. O sonho do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo é ter a dupla no ataque do Verdão na Libertadores de 2010. Para os palmeirenses seria a parceria dos sonhos.

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Pedro Ken e o Corinthians namoram desde 2007. Podem casar em breve. O meia esteve na sede da Traffic com seu empresário, Marcos Malaquias, nesta semana para tentar de uma vez por todas deixar o Coritiba, com quem tem contrato até 1º de janeiro de 2011, e se transferir para o Parque São Jorge. De Mano Menezes ele já tem o aval. O problema é o contrato. O Corinthians terá de pagar por empréstimo, com porcentagem em caso de venda para o exterior. Essas tramas de contrato cada vez mais frequentes no futebol brasileiro. Malaquias disse ainda aos dirigentes da Traffic que seu cliente não se encaixa no perfil do Palmeiras, não do time, mas das pessoas que comandam o clube. Resquícios ainda do caso Keirrison, de quem Malaquias também administra a carreira.

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Demitido da Renault por não ter somado pontos nesta temporada, Nelsinho Piquet pediu nova chance na Fórmula e disse estar equivocado aquele que pensa que tudo foi fácil em sua carreira. Fosse no futebol não teria dúvidas de que Nelsinho ganharia outra chance e quantas mais precisasse. O futebol perdoa todo mundo, de juiz sacana a gandula patriota, de jogador desinteressado a bad boy. Na F-1 isso deve ser diferente. Dar emprego para um piloto que bateu deliberadamente para ajudar o companheiro (Alonso) a ganhar uma prova me parece falta de caráter demais para ser esquecido. A Fórmula 1 vive muito de seus herdeiros, pilotos filhos de pilotos famosos que quase sempre dão em nada. Nelsinho é um desses.

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A conta dos são-paulinos é pra lá de absurda. Muitos diriam impossível até. O Cruzeiro precisa ganhar do Palmeiras com cinco gols de diferença para que o time do Morumbi assuma a liderança no saldo de gols. Hoje, São Paulo e Palmeiras empatam em número de pontos (44) e vitórias (12). No saldo está 14 a 10 para os palestrinos. Sofrer cinco gols é muita coisa dada a qualidade técnica dos dois times. Nem para um lado nem para o outro. Tivesse um real para apostar, apostaria no Palmeiras, mesmo no Mineirão. Mas como futebol não é um esporte de somas exatas, e já vi muitas goleadas em partidas que não esperava, vamos todos ficar diante da tevê ou nas arquibancadas do Mineirão para acompanhar o duelo desta quarta.

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