Vágner Love chegou para levar o Palmeiras ao título brasileiro. O torcedor alviverde está certo disso. No clube também não há dúvidas de que o atacante fará os gols necessários para a conquista do caneco. Chega num Palmeiras em primeiro lugar. Uma ala da diretoria palmeirense, no entanto, já pensa numa maneira de manter o ‘atacante do amor’ concentrado no trabalho. Há um certo temor de que ele queira matar saudade do Brasil de uma vez só, mesmo casado e com a cabeça no lugar. Uma vez Love sempre Love.
Seu Benjamim é português, dono de padaria, ótima pessoa. A família é uma de suas paixões. O futebol, outra. Torcedor do Porto, já me disse mais de uma vez que estava preocupado com as contratações do Benfica. Temia, antes mesmo de a temporada começar na terrinha, os perigos que o rival pudesse oferecer à hegemonia do seu time. Em sua padaria é frequente cruzar com jogadores de São Paulo e Palmeiras, dirigentes dos dois clubes e vez ou outra com um ex-jogador como Casagrande e Raí. Seu Benjamin sabe tudo de futebol. Acompanha o noticiário do seu Porto e dos adversários pela tevê portuguesa, a RTP. Seu Benjamim estava certo em temer o Benfica, que figura também na Liga Europa. O time jogou hoje sua partida da 3ª rodada do Campeonato Português, contra o Vitória Setubal, e fez 8 a 1. Isso mesmo: 8 a 1. O Porto que se cuide, seu Benjamim!
Um amigo chamou minha atenção para a declaração de Rogério Ceni ainda sobre o episódio da confusão do Canindé, em que seguranças de conselheiros entraram armados no vestiário para protestar, segundo informação do técnico René Simões, que pediu as contas após o episódio. A frase do goleiro do São Paulo foi a seguinte: “Acho lamentável. Não sei por que as pessoas não vão até o Senado protestar da mesma maneira (com arma na cintura) contra a política brasileira. Por que nós não nos reunimos e vamos ao Palácio do Planalto reclamar de todos os absurdos que acontecem?” O amigo, que não deve gostar de Ceni, estava indignado. “Como uma pessoa pública pode falar uma coisa dessa. E ninguém na imprensa o retrucou.” Nem este blog.
Em 2008, os quatro primeiros colocados do Brasileiro chegaram com a seguinte pontuação após as 38 rodadas: 75 pontos (São Paulo)), 72 (Grêmio), 67 (Cruzeiro) e 65 (Palmeiras). Neste ano, com 22 jogos realizados, o líder Palmeiras soma 41 pontos. Tomando como exemplo a temporada passada, precidaria de mais 34 para liquidar a fatura. Ou seja, 11 vitórias e um empate nos próximos 16 confrontos. A projeção daria ao Palmeiras 22 vitórias, uma a mais que o São Paulo na campanha do seu tricampeonato nacional.
Veja as campanhas dos quatro primeiros de duas outras temporadas:
2007
77 pontos – São Paulo
62 pontos – Santos
61 pontos – Flamengo
61 pontos – Fluminense
2006
78 pontos – São Paulo
69 pontos – Inter
67 pontos – Grêmio
64 pontos – Santos
Um ex-jogador me contou que Leonardo corre riscos no comando do Milan. Não será demitido na próxima rodada, mas a derrota por 4 a 0 para a Internazionale pegou muito mal. Disse mais. Disse que Leonardo não tem o grupo nas mãos por ter começado duro demais com os atletas quando deixou de ser jogador e passou a responder diretamente para Silvio Belusconi. Ocorre que se não der certo no comando técnico do time, esse mesmo ex-jogador diz que Leonardo volta para o Brasil com uma mão na frente outra atrás. Léo sempre foi o contato do Milan com o futebol brasileiro, hoje cheio de vias para negociações. Os italianos também aprenderam a negociar com os clubes pelas bandas de cá e isso tornou o trabalho de Leonardo desnecessário.
O São Paulo foi mais perigoso no primeiro tempo do clássico com o Palmeiras, que terminou sem gols. Dagoberto, como disse na Rádio Globo sábado, teve a chance de decidir o jogo. O segundo tempo foi do Palmeiras, de Diego Souza, que também teve a bola da partida nos seus pés. Muricy escalou Cleiton Xavier depois de o atleta passar uma semana sem treinar, recuperando-se de lesão. E só o escalou porque não tinha outro à altura. Preferiu colocar Cleiton Xavier sem condições ideais que começar com Dayvid Saconni. Resultado: o Palmeiras perdeu muito no meio de campo, principalmente na parte ofensiva. Com sua decisão, Muricy deu o recado para a diretoria/traffic: precisa urgentemente de outro meia. Com Love, Obina, Ortigoza e Diego Souza, resolve o problema do ataque. Carece agora de jogadores de armação.
Havia 98% de Vágner Love não conseguir sua liberação para o Palmeiras. O blog ouviu no dia 17 de agosto pessoas ligadas ao jogador e nenhuma delas botava fé de que ele fosse dobrar os russos do CSKA. Com o apoio de Zico, o técnico do time, uma interferência direta da diretoria do Palmeiras, que até então havia deixado Love sozinho nessa empreitada, e um punhado de dólares, o negócio deu certo. O leitor deve tirar duas conclusões da trama.
1) Jogador quando quer deixar um clube não há Cristo que o segure.
2) A diretoria do Palmeiras mostra-se antenada e afiada na arte de negociar. Não é à toa que seu presidente, Luiz Gonzaga Belluzzo, é um dos enocomistas mais ouvidos do Brasil.
Com todas as ferramentas que cada equipe têm à sua disposição, duas me parecem mais importantes para decidir o jogo ou a favor de Palmeiras ou a favor de São Paulo. E elas não têm nada a ver com jogadas ensaiadas durante a semana. Refiro-me a dois talentos em fase de encher os olhos. Diego Souza e Dagoberto. Não vejo nenhum outro jogador imprevisível neste clássico, o que não quer dizer que os outros dez sejam menos talentosos em suas funções. Ocorre que Diego e Dagol são capazes de arrancadas que somente os diferenciados fazem. Podem desmoronar uma defesa com dribles ofensivos, esse fundamento em desuso no futebol brasileiro. Nem a penca de volantes que geralmente os técnicos escalam contra rivais assim é capaz de parar seus ímpetos. Não tenho dúvidas que a vitória no clássico caminha por aí.
O basquete do Brasil faz bonito na Copa América de Porto Rico. Ganhou duas com pontuação na casa dos 80. A defesa parece mais sólida do que em outras ocasiões. Continuamos, no entanto, com erros irritantes nos tiros livres e tentativas de três. Isso é falta de treino, de ficar meia hora a mais na quadra chutando. Moncho já percebeu a deficiência. Alguns jogadores, felizmente, também.
O 2º Batalhão de Choque de São Paulo se reuniu na manhã de hoje, sexta-feira, para traçar o plano de segurança para o clássico de domingo entre São Paulo e Palmeiras. O efetivo ainda não foi divulgado. Deve ficar perto dos 500 homens. Dada a importância do duelo, com os dois times na ponta da tabela, a PM acredita num público grande, casa cheia. Foram colocados à venda 64 mil ingressos. As bilheterias domingo fecharão ao meio dia. Embora as torcidas estejam quietas, o clássico é de risco. Assim ele será tratado. Até um helicóptero da PM será usado. Historicamente os confrontos em jogos desse quilate têm ocorrido na parte de fora do estádio. A PM recomenda que os torcedores ganhem seus lugares no Morumbi o mais rápido possível. Estações de Metrô e terminais de ônibus também serão vigiados. Os líderes das torcidas deram suas palavras de que não ocorrerá briga. Da minha parte não dá mais para confiar. O Choque estará atento.
2013
2012
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2010
2009