Robson Morelli - Estadao.com.br
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O fim do ano chega e, como se fosse uma roda gigante que sempre volta para o mesmo ponto, começaremos o próximo com algumas mazelas que não cabem mais no futebol brasileiro. O blog, nascido em 2009 e agradecido a você que o acompanhou nesse tempo, vai continuar apontando situações que pouco combinam com gols, dribles, união, jogadas bonitos, envolvimento, alegria, como deveria ser sempre o futebol. Vamos a elas:

1) salários astronômicos para jogadores que não valem isso em campo. Vagner Love é um exemplo. O atacante queria voltar da Rússia e se vendeu para o Palmeiras, que conseguiu repatriá-lo a preços proibitivos. Ele foi mal no Brasileiro, rachou o elenco e agora negocia para sair do clube.

2) Presidentes que aceitam pagar salários fora da realidade para ter jogadores tidos especiais em seus elencos. Essa não é mais a nossa. O caso de Love também serve para exemplificar a situação. Ele ganha, segundo a imprensa já divulgou, R$ 400 mil por mês.

3) A arbitragem roubando a cena em momentos decisivos. Para esta situação cada um tem o seu exemplo e não somente aqui no Brasil. A lambança maior foi, pra mim, o lance de mão do francês Thierry Henry na classificação da França para a Copa em jogo contra a Irlanda.

4) As torcidas organizadas estragando a festa. Não há inocente nesse bando. ‘Nunca mais’ ao que aconteceu no Couto Pereira, quando torcedores do Coritiba quebraram tudo após fracasso diante do Fluminense com queda para a Segundona. Houve confronto com a polícia.

Sem essas quatro situações, o futebol de 2010 será bem melhor. Em campo, ainda temos talento para levar multidões aos estádios. Não tenho dúvidas disso.

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Proponho aos amigos deste blog uma discussão sobre o que poderia ter levado o alemão Michael Schumacher a voltar para a Fórmula 1 após três anos fora, curtindo merecida aposentadoria. A escuderia Mercedes anunciou o corredor, prestes a completar 41 anos, como seu piloto para as três próximas temporadas. Vai ganhar perto de R$ 17 milhões por ano, sem contar patrocínio que ainda pode surgir. Schumacher ganhou sete títulos mundiais. É podre de rico e ainda tem uma vida para curtir ao lado da mulher. Mesmo assim, quis guiar novamente. Se não for competitivo como era, será colocado em xeque. Vão dizer que não era nada daquilo, que só ganhava porque tinha a Ferrari nas mãos, porque Rubinho o ajudava, etc, etc, etc. O que você pensa da volta do alemão à categoria? Foi uma boa? Ele ainda tem condições de ganhar provas e até o Mundial? Ou vai dirigir pelo acostamento?

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Danilo já se acertou com o Corinthians. Será o 10 do time. O Danilo de três anos atrás no São Paulo era inteligente, mas um pouco lento. Para se dar bem no Timão, basta continuar inteligente, qualidade que faltou ao time no segundo semestre deste ano. Até porque ele não estará sozinho. Dividirá o fardo e os méritos da organização com Tcheco, outro que conhece do riscado. Você acha que esse meio de campo, com Danilo e Tcheco, pode fazer a diferença no Corinthians no ano do seu centenário?

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O garoto Oscar autorizou seu empresário a negociá-lo com o Corinthians. Andres Sanches abriu os portões do Parque São Jorge para o meia que rompeu contrato com o São Paulo na Justiça. O presidente corintiano não pensou duas vezes para aceitá-lo. Primeiro porque entende que o garoto pode ser aproveitado na equipe de Mano Menezes, sobretudo pelo talento que tem. Bem treinado, fará no Pacaembu o que jamais fez no Morumbi. E segundo porque é uma ótima oportunidade de diminuir a empáfia que tanto persegue nos são-paulinos. Oscar só não fica no Corinthians caso seu empresário, que está na Itália, consiga algo na Europa para ele. Aí não tem como competir.

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Lionel Messi tem tudo para ser eleito hoje o melhor jogador do mundo. A Fifa anuncia sua decisão em cerimônia na Suíça a partir das 17 horas. O argentino foi, de fato, quem mais encantou o mundo na temporada/2009. A Fifa e seu colegiado também levam em conta o que cada jogador ganhou em seu respectivo clube. E também nesse quesito, Messi e o Barcelona arrebentaram, com seis troféus, o último erguido sábado em Abu Dabi, nos Emirados Árabes. Concorrem com Messi, Cristiano Ronaldo, Kaká, Iniesta e Xavi, curiosamente todos atuando no futebol espanhol. Premiando Messi, a Fifa faz a trinca do que há de melhor no mundo nos últimos três anos: Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi.

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O Coritiba perdeu 30 mandos de campo e terá de pagar multa de R$ 610 mil pela confusão provocada por parte de sua torcida após a partida contra o Fluminense, no Estádio Couto Pereira, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Sua torcida não poderá acompanhar o clube em casa. Acho até que a torcida do Coxa deveria ser impedida de ver o time jogar durante esse período. Refiro-me à torcida organizada. E como disseram neste blog, espero que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva tome decisão semelhante caso fatos de mesma natureza e proporção aconteçam com torcidas de clubes de São Paulo, Rio, Minas ou qualquer outra parte do Brasil. Será uma vergonha aos que comandam o futebol nacional qualquer decisão de peso e medida diferentes.

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Fui massacrado aqui por conta da opinião de que os clubes deveriam começar a se responsabilizar por atos de vandalismo e agressões de suas torcidas. Chamaram-me de bairrista por pegar o exemplo do Coritiba. Não sou bairrista. Defendo a punição máxima para todos os clubes. Disseram-me que cinco anos, o tempo da pena defendida por mim para um clube ficar sem atividade, é demais. Talvez seja mesmo. Ocorre que não dá mais para prender e soltar esses baderneiros sem que nada aconteça de mais sério. Aqui em São Paulo há presidentes de clubes que fazem questão de abonar as uniformizadas com agrados e atenção. Tem torcedor que dá palestra para jogadores. Portanto, o clube tem sim sua parcela de responsabilidade e só há uma maneira de parar com isso (como o que ocorreu no Couto Pereira): punir a bandeira, o time, a diretoria, mexer no bolso das associações. E isso vale tanto para o Coritiba quanto para o Palmeiras, para o Flamengo quanto para o Guarani. É preciso dar o exemplo de forma drástica. Tudo o mais já foi tentado.

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Luxemburgo ficou dois dias desempregado depois que Marcelo Teixeira perdeu as eleições no Santos. Era para ficar menos, já que tinha tudo apalavrado com o Inter. Só não se mudou para Porto Alegre porque não conseguiu encaixar seu amigo e preparador físico de anos, Antônio Mello, no pacote. O Atlético Mineiro, que já tinha renovado com Celso Roth, desfez o acerto para contratar Vanderlei. Não foi nem um pouquinho ético com o treinador. Mas estou no futebol há anos para saber que ‘ética’ não existe nesse mundo da bola. Entre manter a palavra e ter um treinador melhor que o atual, a direção do Galo ficou com a segunda opção. Entregou o clube para Luxemburgo, como ele gosta. Terá de ganhar títulos, formar um time para exportação (entenda-se fazer dinheiro) e formar jogadores da base. Luxa tira de letra se tiver paciência e disposição para fazer o trabalho como manda o figurino. O que não pode é se perder pelo caminho, como alguns têm reclamado dele nas últimas temporadas.

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O presidente do Corinthians disse que o clube negocia com três zagueiros:
Breno (ex-São Paulo e atualmente no Baryen de Munique)
Rodrigo (do São Paulo, mas que pertence ao Kiev)
Henrique (ex-Palmeiras, com o contrato nas mãos do Barcelona)
Um deles deverá desembarcar no Parque Sao Jorge em breve.
Dos três, qual será que mais tem a cara do Corinthians e qual se encaixaria mais no perfil do time de Mano Menezes para o ano do Centenário? Penso ser Rodrigo, que já está no Brasil, disputou a temporada pelo Tricolor e conhece melhor o elenco alvinegro.

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Um susto no começo e um jogo morno depois dos 20 minutos do segundo tempo não tiram o brilho da conquista do Flamengo, hexa campeão brasileiro para desgosto da CBF, que dá o caneco de 1987 ao Sport. Adriano, Pet, Léo Moura, Zé Roberto e todo o elenco mereceram a conquista. A festa da torcida no Maracanã, diga-se, foi algo lindo de se ver, pena que ela virou depois baderna, briga e confusão nas ruas.

São Paulo, Inter e Cruzeiro também se despediram com valentia, ganhando seus jogos e conseguindo o que dava para conseguir na última rodada sem depender dos outros. Dos três, o Cruzeiro foi o único que teve ajuda: do Palmeiras, que apanhou do Botafogo no Engenhão e viu a vaga da Libertadores escorrer pelo ralo. O Palmeiras foi o grande derrotado desta temporada, o elenco e o técnico Muricy. Nem mesmo os rebaixados Sport, Náutico, Santo André e Coritiba deixaram tanto a desejar quanto o Palmeiras, que teve dinheiro da Traffic para formar um time e se perdeu no meio do caminho, ficando uma posição à frente do nanico Avaí, de Silas, agora no Grêmio.

E o papelão da última rodada ficou por conta da violência dos torcedores do Coritiba após empate com o Fluminense e queda para a Série B. Briga campal condenável entre seguidores do time contra eles mesmos e contra a polícia. Sou da opinião que o Coritiba deve ser banido do futebol por cinco anos, pelo menos. Nem disputar a Segundona deveria. Fim de atividade para dar o exemplo.

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