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Robson Morelli

Bruno merece continuar no gol do Palmeiras?

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A lista do técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa das Confederações é boa, sobretudo se a gente pensar nos 11 que podem ser titulares. O Brasil poderia ter a seguinte formação: Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernando, Hernanes, Paulinho e Oscar; Neymar e Fred. É uma seleção boa, desde que Felipão consiga fazer esse time jogar. No banco, para mudar o esquema ou tentar melhorar o redimento da equipe, se necessário, há três opções: Hulk, Lucas e Jadson. Digo isso porque ainda me lembro do jogo do Brasil com a Holanda na África do Sul, quando Dunga precisava mexer no time e não tinha muitas alternativas no banco. Deu no que deu.

A ideia é que Felipão não precise trocar tanto de jogadores no time, mas ele precisa ter alternativas caso precise correr atrás do marcador, fazer gols, virar resultados.

A defesa esta bem servida, não há dúvidas. Thiago Silva e David Luiz são zagueiros seguros e inteligentes. Julio Cesar é um bom goleiro, veterano, pronto. Os laterais, focados, podem fazer com que a torcida brasileira se esqueça de Cafu e Roberto Carlos, os dois últimos donos da posição. Livres, são opções interesantes de saída de bola.

O meio de campo tem qualidade no passe e nas investidas ao ataque. Na visão de Felipão, até de sobra. Fernando, do Grêmio, fará o trabalho duro, será o carregador de piano, o incansável marcador. Tem facilidade nos arremates de fora da área e num aperto, pode aparecer bem para ajudar. Hernanes e Paulinho são minhas apostas para equilibrar o setor. São jogadores técnicos, que sabem marcar e com passe bom na saída de bola. De quebra, se Felipão deixar, podem até figurar mais perto do goleiro adversário. Paulinho tem feito isso em todos os jogos do Corinthians, com certa facilidade e desenvoltura. Hernanes tem a mesma condição. E se o técnico precisar, também podem proteger a defesa.

Oscar, nesse esquema, e sem Ronaldinho Gaúcho, ausente na lista de Felipão, seria o grande maestro, com qualidade peculiar, boa técnica e muita inteligência. Neymar e Fred jogariam mais próximos do gol. O atacante do Fluminense empurraria as bolas para dentro, tarefa que faz muito bem. Seria uma espécie de Serginho Chulapa dos tempos modernos. Neymar faria o resto, com talento inigualável dentro do elenco. Seria o craque da companhia.

Portanto, o grupo é bom, tem qualidade e pode dar fruto. Pode se Felipão conseguir fazer esses jogadores atuarem juntos, com vontade, disposição e, acima de tudo, com qualidade. A bola agora está nos pés do treinador.

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Já escrevi neste mesmo espaço muito sobre Adriano, infelizmente sempre retratando feitos pouco esportivos e só prejudicaram sua carreira e imagem. Já entrevistei Adriano algumas vezes, no São Paulo e, sobretudo, na seleção e ele sempre me pareceu um sujeito bacana. Quando jogava, e quando os treinadores não inventavam lugar para ele dentro de campo, Adriano era um atacante com faro de gol. Um trator que não economizava forças para empurrar a bola para o gol. Não era habilidoso, embora tivesse alguma técnica. E sabia chutar. Seu corpanzil sempre foi uma arma que lohe ajudou muito entre os marcadores.

Agora que tenta voltar a jogar por conta própria, pelo menos demonstra querer emagracer e se recuperar de cirurgia no tendão, há de se ressaltar o fato, o feito e, quam sabe, o resultado. Seu segundo desafio é seduzir algum dirigente de clube interessado em contratá-lo. Nesse último ano, Adriano perdeu o restinho de confiança que tinha no futebol. Ninguém mais lhe estende a mão, ao menos para o trabalho. E agora ele tenta dar a volta por cima. Mesmo tendo de esperar para ver no que vai dar, vale a ressalta da boa iniciativa.

O futebol deve dar nova chance para Adriano?

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O São Paulo já sente o clima de Belo Horizonte para sua grande partida nesta temporada. O time viajou para a capital mineira na manhã desta terça-feira, e de lá só volta classificado para a próxima fase da Libertadores ou eliminado, o que me parece mais provável nesse momento. Convenhamos, a parada com o Atlético é indigesta. Tudo favorece o rival mineiro, do entrosamento da equipe dirigida por Cuca, às qualidade de seus jogadores do meio de campo e de frente, como Tardelli, Jô, Ronaldinho Gaúcho e Bernard, passando pela invencibilidade no Independência, diante de sua gente, e até de sua sede de conquista.

Conquistas iminentes. O Atlético está maduro para erguer taças, e não mais apenas à do Campeonato Mineiro. O time preto e branco de Minas Gerais é apontado por especialistas e torcedores em geral como um dos melhores do Brasil. E é mesmo. Portanto, a sinuca de bico do São Paulo na Libertadores, digamos, não é das mais fáceis. E se já não era, ficou ainda pior depois da virada que tomou no Morumbi, 2 a 1, após, sobretudo, a expulsão de Lúcio, que não joga nesta quarta.

O argumento a favor do São Paulo é o lugar-comum ‘o jogo só acaba quando o juiz apita o fim’. Se os torcedores paulistas estão pensando somente desta forma, digo que há muito mais a se apostar. O lugar-comum é uma provocação, confesso. Esse São Paulo que perdeu em casa tem sim situações e qualidades para arrancar dos mineiros a classificação. É difícil, mas não é impossível. Para tanto, precisa primeiramente se convencer de que pode, de que a eliminação no Paulistão ficou para trás, de que jogar no Estádio Independência é quase a mesma coisa que atuar no Pacaembu, que torcida não ganha jogo (somente quando convém aos técnicos dizer isso) e que jogo se ganha sendo melhor e mais eficiente que o adversário. Simples assim, feito as deliciosas comidas mineiras.

E não me venha com aquela conversa fiada de que é preciso ter garra e colocar o coração na ponta das chuteiras. Isso é bom em pelestras de técnicos que sabem que seus times são inferiores aos oponentes. No mais, não vale pra nada. Até porque no outro vestiário, o outro treinador poderá falar a mesma coisa, e até acho que todos os técnicos devem se valer desse expediente. Ocorre que quando a garra empata e o coração bate igual na ponta da chuteira, o futebol se rende ao talento de seus jogadores. E aí, ele (o futebol) se torna algo simples e bonito de se ver. Toques de pé em pé, jogadas de qualidade, objetivas e inteligentes, dribles necessários para furar bloqueios e tratamento especial com a bola. Não tenho a menor dúvida de que o São Paulo, de Ceni, Denílson, Ganso, Jadson e outros, pode fazer isso na casa do Atlético. O único senão, pondero, é que o time de Minas, anfitrião nesta decisão, também tem todos esses predicados. Por isso acredito num jogaço.

Na conta pela classificação, o São Paulo precisa ganhar por dois gols de diferença para voltar em festa de Minas. Em caso de empate ou vitória magra (1 a 0), a festa é dos mineiros. Qualquer outra vitória do São Paulo por mais de dois gols marcados (3 a 2; 4 a 3; 5 a 4), a vaga é do Tricolor. Um repeteco do primeiro placar (2 a 1) leva a decisão para os pênaltis. E aí é preciso saber se os são-paulinos terão coração para tanto, dado o sofrimento neste último fim de semana diante do Corinthians.

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Os argentinos do River Plate mostram-se interessados pelo chileno Valdivia, que continua sem confiança de jogo no Palmeiras. Os médicos do clube tentaram liberá-lo nesta semana, mas o jogador disse que ainda sente dores e que não tem segurança para bater na bola. O Palmeiras ficou sabendo do interesse do River, mas diz não ter recebido qualquer proposta.

Você acha que o Palmeiras deve repassar Valdivia para o River Plate?

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Não se fala em outra coisa no futebol paulista. A defesa de Rogério Ceni no primeiro pênalti cobrado por Alexandre Pato mostrou o tamanho do desespero do goleiro são-paulino para pegar o chute de rival e assim tentar manter seu time vivo na briga por uma vaga na final do Paulistão diante do Corinthians. Ceni já foi chamado de o ‘rei das antecipações’ em penais. Ele cresce na frente do cobrador de modo a tirar ou reduzir todos os ângulos e espaços de quem vai chutar. Desta vez, no entanto, Ceni abusou. Quase chegou na bola antes de Pato.  Avançou para mais de 2 metros da linha do gol. E, claro, fez a defesa. Essspaaaalllmmmmmmmaaa, Rogério! Mas o árbitro Antonio Rogério Batista do Prado apitou a irregularidade antes mesmo de o goleiro esboçar a festa, e depois teve de ouvir, injustamente, as reclamações dos tricolores.

O expediente é manjado e utilizado por alguns goleiros, entre eles Rogério Ceni. E para quê? Para fazer com que o batetor se perca na defesa e na pressão de ter de cobrar novamante o tiro livre. A maladrangem neste caso é dupla. Primeiro, a de fazer a defesa irregular e apostar que o árbitro não mande voltar a cobrança. Pode acontecer. Convenhamos, não é qualquer juiz que tem peito para marcar uma infração do grande Ceni. Vai que o ábitro deixa passar… São Paulo poderia estar na final do Paulistão e o Corinthians a ver navios, reclamando até agora do absurdo. A segunda malandragem é botar pressão no batedor. Funciona.

Com Pato preparado e o juiz atento, a tentativa de Ceni serviu apenas para um propósito: evitar a ‘ crucificação’ de Luis Fabiano, que perdeu sua cobrança e se enterrou no gramado tamanha sua vergonha e decepção consigo mesmo. Luis Fabiano ficou fora do time nas quatro últimas partidas do São Paulo na Libertadores por suspensão. O torcedor já estava com o atacante engasgado por ter deixado a equipe na mão na competição continental, a mais importante para o clube. Aí, Luis Fabiano ficou sendo preparado para fazer a diferença no Paulistão. Fez uma partida de razoável para baixo e perdeu o pênalti. Ganso também errou sua cobrança e mostrou que ainda sofre emocionalmente na hora de decidir. Ainda carrega uma deficiência do fim de sua passagem pelo Santos e que se mostrou durante toda a sua presença no Morumbi.

O São Paulo deixa o Estadual, após voar na fase classificatória e ficar com a primeira colocação entre os 19 rivais, pela porta dos fundos. Não precisava ser assim. Quis ganhar ilegalmente. Coloca agora o trabalho do primeiro semestre em xeque na disputa de vaga com o Atlético-MG pela Libertadores. Perdeu o primeiro jogo em São Paulo por 2 a 1 e terá osso duro de roer em Minas, diante de um adversário que ainda não perdeu desde que adotou o estádio Independência como casa. São 25 vitórias e sete empates, com 83 gols marcados e 28 sofridos. A situação do São Paulo não é das melhores nesse momento.

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Quem diria, dos três paulistas na Libertadores, o Palmeiras hoje é quem está em melhor situação. Escrevo esse texto horas antes da partida do São Paulo com o Atlético-MG, mas já ponderando que o rival mineiro vai ser osso duro de roer para o Tricolor do Morumbi. Além de fazer bom resultado nesta noite (o jogo começa às 20h15), tem ainda de repetir a dose no Independência, em Belo Horizonte, onde o Atlético é praticamente imbatível. Mas para que os torcedores do São Paulo não peguem no meu pé, engrosso o coro dos que acham que o São Paulo tem bola para desbancar o adversário. Ocorre que ainda não jogou e se for levar em conta o que as duas equipes fizeram na fase de classificação, o elenco comandado por Ronaldinho Gaúcho é favorito sim.

Como no futebol qualquer aposta seca poder derrubar o apostador do cavalo, não seria louco de cravar um ou outro, até porque, como disse, acho que os elencos se equivalem.

Se o São Paulo ainda não testou sua sorte no primeiro confronto da fase de mata-mata da Libertadores, Corinthians e Palmeiras abriram essa etapa de forma distinta. O Corinthians reencontrou um velho conhecido argentino, o Boca Juniors. Com ele, em La Bombonera, uma torcida e um estádio que dão medo. Entendo até que o time de Tite poderia ter ganhado o jogo não fosse a soberba que o persegue desde o minuto em que chegou ao topo do mundo, após bater o Chelsea no Japão. Dali em diante, os jogadores do Corinthians, contra a vontade de seu treinador, acredito, começaram a jogar com a ideia, quase uma certeza, de que poderiam construir os resultados quando bem quisessem. Não foi assim na Argentina e não será nunca, embora algumas vitórias nesta temporada fizeram com que o torcedor pensasse desse modo. A derrota por 1 a 0 para o Boca na quarta-feira deixou o time do Parque São Jorge em condição complicada. Ameaçado.

Por ironia, o Palmeiras, que ninguém dava nada antes da competição, foi ao México e trouxe na bagagem um empate com sabor de classificação antecipada diante do Tijuana. É claro que ninguém está garantido. Nem o palmeirense deve comemorar nem o corintiano pode se desesperar da véspera. Mas é fato que o Palmeiras tem nas mãos um resultado muito melhor que o Corinthians. Ambos agora decidem sua sorte em casa, certamnete de casa cheia.

A disputa inverte quando se olha para a força dos elencos paulistas na Libertadores. Poucos acreditam que o Palmeiras consiga ir muito longe no torneio continental. Se superar o Tijuana, pode cair na próxima fase ou na próxima ou na próxima. O mesmo, no entanto, não se pode dizer de São Paulo e Corinthians. Misturando um pouco de razão à boa dose de sensação, se Corinthians e São Paulo passarem por Boca Juniors e Atlético-MG, respectivamente, eles se tornam candidatos ao título. Cada time tem um obstáculo diferente, além do adversário. claro: a soberba corintiana e a irregularidade são-paulina.

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Que surra! Lá e cá. Em Munique e dentro do Camp Nou, em Barcelona. Que surra! O que o Bayern de Munique fez com o Barcelona nas semifinais da Copa dos Campeões foi qualquer coisa de extraordinária. Sete gols marcados somando o resultado das duas partidas. Nenhum gol sofrido, o que parece um absurdo dada a até então qualidade técnica do time espanhol, o melhor do mundo nos últimos anos, reconhecidamente.

Depois dos 4 a 0 na primeira partida, nesta quarta registrou-se sonoros 3 a 0 diante de 95 mil espanhóis no Camp Nou. O Barcelona não foi melhor em casa em nenhum momento. Os alemães do Bayern sobraram e poderiam ter feito mais que os três gols. Messi, o melhor de todos, acompanhou a surra do banco, machucado que está.

Ainda não se sabe se a era Barcelona chegou ao fim, um ano depois da saída do técnico Pep Guardiola, que coincidentemente assinou contrato com o Bayern de Munique. É fato e está na boca do torcedor que o Barça não é mais o mesmo. A hegemonia de clubes e seleções no futebol mundial têm seus ciclos. O Brasil, por exemplo, já não assombra o mundo como assombrava. O mesmo talvez se possa dizer do Barcelona. Os alemães do Bayern mostraram que os catalães do Barça sangram também.

É cedo para dizer se o futebol mundial agora fala alemão, mesmo embora as evidências sejam muitas. Além do Bayern de Munique, o Borussia Dortmund também se credenciou para a final da Copa dos Campeões. E a seleção da Alemanha é uma das mais fortes e favoritas para ganhar a Copa de 2014. Talvez seja um novo ciclo que esteja se abrindo.

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Até mesmo os investidores do contrato de Valdivia estão com a pulga atrás da orelha. Sabem que perdem dinheiro a cada dia que o jogador fica fora da equipe. Osório Furlan Júnior, que investiu quase R$ 6 milhões para trazer o Mago de volta ao Palmeiras em 2010, talvez nunca mais recupere o montante investido. São mais de dois anos sem retorno, a não ser uma boa apresentação aqui, outra ali, e nada mais. Nesse tempo, o investidor também viu o Palmeiras cair de divisão no Campeonato Brasileiro, de modo a aumentar a desvalorização do meia chileno.

Valdivia bate no peito e diz que quer continuar no Palmeiras, mas não faz nada para isso. Parece jogar com os dirigentes do clube o teste da paciência. Não há nesse momento time interessado em seu futebol. Então, vai ficando na Academia, recebendo salário e dando nada em troca. Mas talvez Valdivia não seja o único responsável por essa situação. O departamento médico do clube também precisa responder por isso. Médico e físico. Essa história de o torcedor ver Valdivia machucado e fora do time já se tornou insuportável.

Paulo Nobre, o homem eleito para colocar o Palmeiras nos trilhos, também precisa atuar com mãos de ferro e colocar a mão em vespeiros para ajeitar o que está errado. E a situação de Valdivia já passou do tolerável. Alguma coisa há de errado com o atleta, que deveria retornar ao time neste fim de semana, mas sentiu novamente dores musculares e agora não tem mais prazo para jogar. Nas devidas proporções, Valdivia é para o Palmeiras o que foi Adriano para o Corinthians e Flamengo: uma montanha de problemas, de saída de dinheiro fácil sem qualquer retorno em campo.

O Palmeiras precisa deixar de ser uma ‘institução de caridade’, que é o que parece em relação a algumas situações do futebol. Brunoro, o braço-direito de Paulo Nobre, sabe muito bem do que estou falando. E sei também que ele planeja um Palmeiras bem mais profissional do que este que encntrou em seu retorno.  Isso é iminente e urgente. Não dá para virar o meio do ano sem ter a casa minimamente arrumada.

E essa reforma passa pela situação de Valdivia e do departamento médico do clube. Doa a quem doer.

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Felipão não vai deixar acontecer na seleção o que aconteceu com ele no Palmeiras: não conseguir tirar de um elenco o que esse elenco pode dar e até oferecer. Foi esse o sentimento que o treinador teve após o empate com o Chile por 2 a 2 no Mineirão. Muito menos pelo resultado e bem mais pela forma com que o Brasil se comportou. Ronaldinho disse após a partida em que o time foi vaiado, diga-se, que todo mundo sabe que o grupo se reúne num dia, corre no gramado no outro e espera num terceiro pela hora do jogo. Ou seja: não treina. E isso tem peso no desempenho e rendimento da seleção.

Mas não pode ser a única explicação para a fraca atuação do Brasil em Minas. Felipão não entende o que leva seu time a entrar na correria dos adversários. O Brasil nas suas mãos tem sido um reflexo do que o oponente mostra em campo. Se o adversário coloca a bola no chão, a seleção também faz isso. Se, como diante do Chile, o rival impõe correria, por algum motivo o Brasil faz o mesmo. Está errado. Não é esse o padrão brasileiro de atuar. Nunca foi.

Entendo que isso tenha deixado Felipão insatisfeito a ponto de ele dizer que “ainda falta muito para organizar o time”. Porque na véspera ele afirmava que a equipe estava muito mais adiantada do que ele imaginava com tão pouco tempo de trabalho. O discurso mudou. E se Felipão falou isso em público é porque a cobrança no vestiário deve ter sido muito grande.

Cobrar e tentar mexer com o brio dos atletas também é uma estratégia do treinador. Sempre foi. Ele é bom nisso. Talvez ele queira usar essa apresentação ruim contra o Chile como um divisor de águas para o elenco. O fato é que dia 14 ele apresenta a lista da Copa das Confederações e a partir daí terá de focar nos seus 11 titulares. Essa coisa de colocar todo mundo em campo no segundo tempo também não deve continuar acontecendo. O tempo de teste para as Confederações acabou. Felipão busca agora entrosamento. Não vai inventar. Deverá montar o Brasil no 4-4-2, com dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes.

Terá de apresentar um time, e trabalhar com ele. Serão mais dois amistosos antes da estreia na competição. 180 minutos para ganhar entrosamento. Copa das Confederações não é Copa do Mundo, mas o torcedor quer ganhar tudo. Quer ver a seleção jogando bem em todas as partidas.  Felipão também. Por isso ele deu um gritou. É tudo ou nada.

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