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Rio+20

Ônibus híbrido H2+2, movido a hidrogênio, já apresentado durante a Rio+20

Giovana Girardi – O Estado de S. Paulo

Os oito maiores bancos multilaterais de desenvolvimento do mundo anunciaram nesta quarta-feira, 20, um compromisso voluntário de investir US$ 175 bilhões em 10 anos para financiar sistemas sustentáveis de transporte.

Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento da Ásia, fez o anúncio nesta manhã no Riocentro, onde ocorre a Rio+20. Ele afirmou que a iniciativa foca o que chamou de um dos problemas para críticos para o desenvolvimento sustentável, considerando os congestionamentos, a poluição, acidentes e em especial a emissões de gases de efeito estufa.

Segundo ele, esses elementos podem representar de 5% a 10% do PIB global por ano. E a expectativa é que até 2035 o setor de transporte se torne o maior emissor de gases-estufa, com 46% das emissões globais, chegando a 80% em 2050.

“A Rio+20 é toda sobre implementação. Então vamos implementar juntos esse componente-chave para o desenvolvimento sustentável”, disse. Prioritariamente, o destino do dinheiro deve ser os governos nacionais, mas, segundo Kuroda, governos municipais e o setor privado também poderão requisitado.

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Marcelo Gomes – Agência Estado

Todos os acessos ao Riocentro estão completamente congestionados na manhã desta quarta-feira, 20, primeiro dia da reunião da cúpula de chefes de estado presentes na Rio+20. Há várias barreiras do Exército e da Polícia Militar nas vias de acesso ao evento que permitem apenas a passagem de veículos credenciados para a conferência.

Os demais veículos estão sendo desviados para outras vias transversais e o trânsito é lento no local. Do entroncamento entre a Avenida Ayrton Senna e a Avenida Embaixador Abelardo Bueno – principal trajeto até o Riocentro – os motoristas, inclusive as comitivas com chefes de estado, levam cerca de uma hora para fazer o percurso de menos de 10km.

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Glauber Gonçalves – Agência Estado

Um debate sobre infraestrutura e sustentabilidade opôs representantes da indústria, de um lado, e autoridades ambientais e ambientalistas de outro neste sábado, 16, no Forte de Copacabana, durante o Humanidade 2012, evento paralelo à Rio+20. No evento, a presidente do conselho do Greenpeace, Ana Toni, cobrou que a indústria do aço direcione sua produção para o desenvolvimento do transporte coletivo em detrimento do individual.

Em resposta, Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores produtoras do insumo do País, e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse que essa é uma questão que depende mais de políticas públicas. A declaração foi rebatida pela ambientalista. “Da forma que você coloca, parece que as empresas não têm poder de escolha”, disse.

A postura foi contestada também pela a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro, Marilene Ramos. Ela criticou a posição de empresários da indústria favoráveis às políticas do governo de incentivo á compra de automóveis. “Certamente, a Fiesp e a Firjan (federações da indústria de São Paulo e do Rio) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), estiveram lá (em Brasília) para discutir as saídas para a crise e apoiaram esse tipo de medida”, declarou.

Marilene acrescentou que as empresas têm condições de influenciar na formulação de políticas nacionais em prol da sustentabilidade e afirmou que deveriam agir nesse sentido. “Uma postura arrojada do setor empresarial pode ajudar muito”, cobrou. Após o evento, Steinbruch atenuou o discurso e afirmou que a indústria vai se envolver no debate sobre a priorização do transporte coletivo no País.

“Temos que conversar, ver o que precisa e levar de forma conjunta para o Estado para que priorize essa política. A política de transporte público é do Estado. Não temos como assumir isso, mas de certa forma temos como induzir”, declarou.

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Gheisa Lessa – estadão.com.br

A TAM e a Gol informaram que em função do excesso de voos e da restrição no espaço aéreo no Rio de Janeiro, voos serão cancelados durante o evento Rio+20. Ao todo serão 55 voos comprometidos e, segundo as empresas, os passageiros serão informados sobre as mudanças e redirecionados para outros embarques da mesma companhia.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20

Em nota divulgada na última segunda-feira, 11, a Gol Linhas Aéreas afirma que 41 voos precisaram ser cancelados. São oito voos no dia 20, 30 dia 22 e três no sábado, 23.

Para notificar seus clientes das alterações realizadas, a GOL está contatando os passageiros que tiveram a programação alterada, via telefone, SMS e e-mail. A companhia afirma ainda que as reacomodações serão providenciadas sem cobrança das taxas previstas e, caso os clientes preferirem cancelar a viagem, receberão o reembolso no valor integral dos bilhetes.

Já a TAM Linhas Aéreas, informou em nota, que cancelará 12 voos no dia 20 de junho e outros dois no dia 22 de junho. Os clientes estão sendo informados sobre as mudanças e deverão ser reacomodados em outros voos da companhia, segundo a empresa.

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