ir para o conteúdo
 • 

Rio+20

Emanuel Bomfim, do Rio de Janeiro

Em visita oficial, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, participou de solenidade no Pier Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro, para inaugurar o Armazém Pop Ciência, um dos eventos paralelos que ocorre durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Prefeito do Rio, Eduardo Paes, era aguardado, mas não compareceu.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20 

Raupp defendeu investimento na área de tecnologia como solução para um desenvolvimento sustentável. “Não tem como você mudar as práticas, a maneira de produzir alimentos, respeitar o meio ambiente sem inovar. A saída são as novas tecnologias”, afirmou.

Segundo ele, o principal contributo do Ministério na Rio+20 tem sido no âmbito da divulgação dos temas (como a economia verde) junto à sociedade. Alinhado com o discurso do governo, Raupp disse que é importante “compatibilizar preservação com a necessidade de crescer”.

Durante a visita, o ministro ainda enalteceu o trabalho da pasta no Cemaden, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, em funcionamento há menos de um ano. “Com as informações metereológicas do Inpe, por exemplo, temos condições de avisar a população com antecedência”.

A Pop Ciência segue aberta a visitação do público até o dia 22 de junho, das 09h às 18h, e conta com uma série de exposições e atividades interativas. Mais de 50 instituições estão presentes com exemplos de ações voltadas para as temáticas da Rio+20. A proposta central do evento é aproximar a Ciência do público mais jovem, em especial o de escolas públicas.

Comente!

Herton Escobar – O Estado de S. Paulo

As decisões da Rio+20 não podem ser boas apenas no papel; elas têm de ser capazes de produzir resultados reais que coloquem o planeta no rumo do desenvolvimento sustentável, segundo o secretário-geral da conferência, Sha Zhukang.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20
ARQUIVO: A Eco-92 nas páginas do ‘Estado’

“Nossos compromissos definem quem somos, são um reflexo do nosso caráter”, disse ele, na abertura da terceira e última rodada preparatória de negociações sobre o documento final de decisões da Rio+20. “Precisamos de resultados que sejam ambiciosos e históricos.”

Zhukang pediu cooperação e flexibilidade de todos os setores – governos, sociedade civil e empresas – na busca do desenvolvimento sustentável. “Os governos carregam a responsabilidade principal, mas não podem fazer tudo sozinhos. Precisamos de uma parceria compacta”, disse o secretário-geral.

Comente!

Entre os dias 16 e 23, o espaço aéreo de toda a cidade ficará restrito

rio20_seguranca_FABIO_MOTTA_AE.jpg
Exército ajuda na segurança nas entradas ao redor do Rio Centro. (foto: Fabio Motta/AE)

Macelo Gomes e Tiago Rogero – O Estado de S.Paulo

A Força Aérea Brasileira (FAB) restringiu e vai até proibir o sobrevoo de aeronaves sobre algumas áreas da cidade do Rio como parte do esquema de segurança para a Rio+20, que começa hoje.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20
ARQUIVO: A Eco-92 nas páginas do ‘Estado’

Até o dia 16 estará ativada uma área sobre o Riocentro, local das atividades oficiais, com raio de 1 quilômetro e altitude ilimitada, onde está autorizado somente o sobrevoo de aeronaves militares, de segurança pública e serviços médicos, previamente coordenadas pela Aeronáutica.

Entre os dias 16 e 23, o espaço aéreo de toda a cidade ficará restrito, num raio de 100 quilômetros em torno do Rio e altitude de até 6 mil metros. Mas estarão autorizados voos regulares com partida ou chegada aos dois principais aeroportos.

A chegada em conjunto, na terça-feira, 19, de chefes de Estado e integrantes de cerca de 70 países, praticamente metade dos 134 inscritos para discursos na Rio+20, fez a prefeitura antecipar em um dia as mudanças no trânsito da cidade.

Comente!

Entre as criações apresentadas na TEDxRio+20 está um piso que produz e acumula energia

Heloisa Aruth Sturm

RIO – As inovações tecnológicas foram o destaque do último dia de apresentações do TEDxRio+20 ontem no Forte de Copacabana. Entre as criações, um piso que produz e acumula energia e um robô submarino desenvolvido para realizar expedições em águas profundas.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20
ARQUIVO: A Eco-92 nas páginas do ‘Estado’

“A função desse robô é explorar lugares que não fomos nos últimos 52 anos”, disse o pesquisador Tony Haymet, que apresentou imagens feitas com a ajuda do robô na Depressão Challenger, próxima às Ilhas Marianas.

No local, encontro entre duas placas tectônicas no Oceano Pacífico, é onde se localiza o ponto mais baixo da superfície terrestre. O minissubmarino foi desenhado e patrocinado pelo diretor James Cameron, que fez as imagens há dois meses, quando desceu a uma profundidade de 11 quilômetros a bordo do minissubmarino.

Haymet, que é também coordenador do Scripps Institution of Oceanography, maior rede de monitoramento de gases estufa, comparou a exploração do fundo do mar àquela realizada em um planeta vizinho e alertou para a preservação do mar. “O oceano é de todos e não é de ninguém. Não estamos cuidando dele. Não temos ideia de que formas de vida estranhas prosperam na escuridão das profundezas, mas sabemos o suficiente para não querer perdê-las.”

A proteção dos mares, um dos dez temas da conferência, foi assunto recorrente entre os palestrantes do dia. O ambientalista Jean-Michel Cousteau, filho do explorador francês Jacques Cousteau, alertou para o aumento da poluição das águas e a diminuição da vida marinha. “Apenas 1% do oceano é protegido. Nossa presença aqui no Rio é para pedir aos líderes para que protejam 20% dos mares”, afirmou.

O pavimento que funciona como fonte de energia renovável é acionado com base no movimento de quem pisa sobre ele. “Uma pessoa dá em média 150 milhões de passos durante a vida. Imagine o potencial”, disse o criador do invento batizado de Pavegen, o engenheiro britânico Laurence Kemball-Cook. O piso foi testado em um festival de música e produziu energia suficiente para carregar a bateria de mil telefones celulares durante os três dias do evento.

No mês que vem, será instalado perto de um centro comercial do bairro londrino de Stratford, durante os Jogos Olímpicos. Cook demonstrou o invento para uma animada plateia e fez uma brincadeira com as 500 pessoas presentes no auditório, pedindo que todas dessem um pulo ao mesmo tempo. “Com esse movimento, vocês produzem energia suficiente para acender uma lâmpada de rua por 30 minutos”, disse.

Comente!

Um dos eixos centrais da Rio+20, a inclusão social associada à sustentabilidade é um dos maiores desafios do século XXI. O uso social do patrimônio cultural edificado em áreas centrais pode ser uma das alternativas que auxiliem a solucionar essa questão. Além de economizar recursos naturais que seriam usados para novas construções, o seu uso permite adensar áreas centrais que são dotadas de equipamentos urbanos, muitas vezes ociosas.
Para tratar desse tema, o Instituto de Estudos Avançados, o Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP, convidaram convidados especialistas que abordarão aspectos como:
. a exclusão/inclusão social na ordem ambiental internacional;
. os Objetivos do Milênio;
. a promoção de habitações de interesse social e os programas de conservação do patrimônio cultural edificado;
. os programas brasileiros que contemplam essa possibilidade.

Desafios da inclusão social e possibilidades de combate à pobreza
Silvia Helena Zanirato – USP – coordenação
Cleandro Krause – IPEA
Neli Aparecida de Mello-Théry – USP
Wagner Costa Ribeiro – USP
Dia 14 de junho
Horário: das 11:00 às 14:00
Local: Espaço Arena da Barra, Auditório (ARN-1).
Capacidade de público: 400 pessoas – inscrição por ordem de chegada
Endereço da Arena da Barra:
Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401
Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – Brasil – CEP: 22775-040
Haverá tradução simultânea para espanhol e inglês.

Comente!

PARIS – Especialistas ambientais que participarão da Rio+20 mostraram ceticismo quanto à participação dos Estados na conferência. Eles asseguraram nesta terça-feira, 12, que não esperam “nada” dos governantes e que a esperança de mudanças é a “sociedade civil”.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20

“Na cúpula existirá um confronto entre os países do norte, preocupados pela crise, e as potências emergentes, que têm apenas interesse no crescimento e não querem nem ouvir falar de questões ecológicas”, disse o pesquisador Alfredo Pena Vega, que assinou o “Manifesto pelo Retorno à Terra”, apresentado em Paris. “Sou otimista, mas só em relação à sociedade civil, dos Estados não espero nada”, assegurou Pena Vega.

Sua opinião se soma à de organizações ambientalistas como World Wide Fund (WWF), que alertou para o risco de fracasso da cúpula devido a falta de compromisso dos governantes. O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin também é signatário do manifesto.

Gert Peter Bruch, diretor da ONG Planeta Amazônia, que esteve presente na apresentação do documento, presidirá um seminário paralelo à Rio+20, entre os dias 18 e 20 de junho, no qual será discutido o uso de práticas sustentáveis na agricultura.

Presidido por Morin, o seminário também contará com a presença da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, a ex-candidata à presidência da França e ecologista Eva Joly e a ministra de Governo de Equador, María-Fernanda Espinosa.

“É necessário reforçar os laços entre o norte e o sul, entre a cidade e o campo”, assinalou o responsável da Federação Nacional de Agricultura Biológica das regiões da França (FNAB), Stéphanie Pageot, presente na apresentação do manifesto.

No documento, os autores asseguram que “só o meio rural permitirá um renascimento econômico sustentável em uma perspectiva de proteção do meio ambiente, de preservação dos recursos naturais, de segurança alimentar e de qualidade de vida”. “O importante, além do fórum em si, é a etapa pós-Rio”, disse Vega Pena sobre a conferência meio ambiental das Nações Unidas, que será realizada entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro.

Fonte: Efe

Comente!

José Maria Mayrink – O Estado de S. Paulo

O arcebispo metropolitano de São Paulo, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, será o enviado especial do papa Bento XVI e chefe da Delegação da Santa Sé na Conferencia das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustenstável, a Rio+20.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20

O arcebispo foi nomeado para representar o Vaticano nos dias 20 a 22, quando acontece o Segmento de Alto Nível da Conferência, com a presença de diversos chefes de Estado.

Dom Odilo foi comunicado da nomeação pelo núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, por carta datada de 29 de maio. A carta do Núncio informa, ainda, que “também farão parte da Delegação da Santa Sé o Ex.mo Mons. Francis Chullikatt, Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, o Rev.do Philip J.Bené, o Ver.do Justin Wylie e o advogado Lucas Swanepoel”.

Comente!

Antes mesmo do início da Rio+20, as discussões sobre meio ambiente e sustentabilidade já preparam terreno para o evento principal. Palestras, conferências, encontros e debates cujos temas são economia verde, desenvolvimento sustentável e o futuro do planeta ocorrem no Rio de Janeiro e em São Paulo antecipando e prolongando o debate oficial da ONU.

Veja neste link a agenda completa de eventos paralelos e programe-se! Acesse também a página da cobertura especial do Estado sobre a Rio+20.

Comente!

A Cruz Verde Internacional, organização fundada pelo ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev, pediu nesta segunda-feira, 11, aos líderes que estarão na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que apresentem soluções concretas contra a mudança climática.

ESPECIAL: A cobertura da Rio+20

“O que queremos é liderança. A liderança não se expressa detectando os problemas, mas apresentando soluções. Até o momento, nenhum dos mais de cem líderes que participarão da Rio+20 apresentou alguma ideia. Precisamos resolver esse problema agora”, assinalou Alexander Likhotal, presidente da Cruz Verde.

“O desenvolvimento sustentável não será nunca alcançado se não lutarmos previamente contra a mudança climática”, completou Adam Koniuszewki, diretor da comissão de alto nível sobre Mudança Climática estabelecida pela Cruz Verde.

O ex-presidente da União Soviética iniciou essa organização com a intenção de estimular “uma resposta internacional urgente” diante dos riscos da mudança climática.

Declaração

No próximo dia 18 de junho, quatro dias antes do início da Rio+20, a Cruz Verde apresentará um documento contendo um resumo com as principais consequências da mudança climática, os benefícios da ação preventiva e o pedido de uma decisão política urgente.

“A mudança climática é só a ponta da crise sistêmica que afrontamos. Isso traz ameaças existenciais à estabilidade global e a segurança que podem sacudir os alicerces da civilização moderna”, diz a declaração. “É o maior desafio da próxima década. Portanto, deveríamos enfrentar esta crise sistêmica com soluções adequadas baseadas no conhecimento cientifico e centrado diretamente nas causas e no impacto da mudança climática”, completa o texto.

Concretamente, essa declaração possui o objetivo de implementar medidas de redução na emissão de poluentes, de preservar o capital natural e recuperar ecossistemas e de empreender uma adaptação rápida ao impacto inevitável da mudança climática, além de reorientar a economia com um enfoque sustentável e mobilizar os recursos financeiros necessários para essas transformações.

Comente!

riocentro_tassomarcelo_600AE.jpg
Segurança da ONU em evento no Riocentro (Tasso Marcelo/AE)

Paulina Chamorro, com informações de Liana Leite, Rio de Janeiro

A partir desta terça, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente,  o Riocentro  passa por 18 dias ao controle da Nações Unidas. A cerimônia oficial de entrega foi ao som da ópera ‘O Guarany’ aconteceu com o hasteamento das bandeiras da ONU,  do Brasil e da Rio +20, no Riocentro.

Ao mesmo tempo em Brasília, para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidente Dilma Rousseff lançou um documento com os três pilares do desenvolvimento sustentável: o crescimento econômico, o desenvolvimento social e também ambiental.

Na capital fluminense, a Ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira anunciou que este ano o Brasil alcançou a menor taxa de desmatamento da Amazônia, desde 1992. O número passou de 13.600 km² em 1992 para 6.418 km² em 2012. A pior taxa foi em 2004, quando a Amazônia teve 27 mil km² desmatados.

E para a Conferência que começa dia 30, o porta-voz da ONU na Rio+20, Giancarlo Summa, diz que não está preocupado com as obras que ainda não estão  finalizadas, já que tudo,  segundo ele, está bem encaminhado para estar pronto no dia 13, quando começam os eventos. A partir de agora, toda a segurança dentro do Riocentro será de responsabilidade da ONU.

Ouça abaixo: 

Comente!

Comentários recentes

Arquivos

Seções

Blogs do Estadão