Emanuel Bomfim, enviado ao Rio
Apesar do número de chefes de Estado ter ficado abaixo da Eco-92, a Rio+20 já figura como maior evento das Nações Unidas na história, ao menos, em número de participantes. Segundo a ONU, foram concedidas 45.381 credenciais nos três dias de conferência no Riocentro, entre delegações, ONGs, profissionais de imprensa e público em geral.
Os eventos paralelos, em especial a Cúpula dos Povos, tornou a Rio+20 ainda mais grandiosa. Segundo governo brasileiro, 35 mil pessoas passaram diariamente pelo local – formado por 50 tendas. Ao todo, foram mais de mil eventos paralelos à reunião oficial.
Na tarde de hoje (22), a plenária irá formalizar a adoção do documento final pelos chefes de Estado. A ONU explicou que não há assinaturas do líderes, apenas uma aceitação unânime. As únicas modificações aplicadas ao meterial foram ortográficas. Não está programado nenhuma cerimônia oficial de encerramento, mas é certo que Ban ki-moon discursará, informou a assessoria de imprensa.
Agência Brasil
A secretária executiva da Cúpula das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), Christiana Figueres, disse neste domingo, 17, que o mundo não pode mais se dar ao luxo de ter um sistema econômico que não valorize os recursos naturais. Ela participou do Rio Climate Challenge, evento paralelo à Rio+20 que busca soluções para as mudanças climáticas.
A proposta de dar um valor econômico aos “serviços prestados” pelos recursos naturais foi uma das sugestões do Rio Climate Challenge, que será encaminhada aos chefes de Estado e de Governo que participarão da Rio+20 nesta semana.
“As ciências econômicas precisam mudar sua visão e passar a ver os recursos naturais como algo onde está o valor para os próximos 50 anos. Se não transformarmos isso no centro da nossa estrutura econômica, nós não vamos resolver o problema”, disse.
O Rio Climate Challenge, que reuniu especialistas de 14 países, também propôs que o conceito de Produto Interno Bruto (PIB), que hoje mede a riqueza de uma nação com base apenas na soma de bens e de serviços produzidos, seja transformado para medir também o grau de sustentabilidade de um país.
Liana Leite, do Rio de Janeiro
Amanhã à noite o Brasil pode passar de anfitrião para dirigente da Rio + 20. O fato, segundo um porta-voz das Nações Unidas, acontecerá se os negociadores dos 193 países membros da ONU não concluírem o documento final com as metas do desenvolvimento sustentável até esta sexta-feira. Neste caso, as discussões continuarão sob o comando brasileiro. O fato, ainda segundo o porta-voz da ONU, tornará os diálogos mais políticos.
Com relação à visão da sociedade sobre a conferência, os organizadores dizem que uma das principais dificuldades é que as pessoas ainda veem a Rio+20 como um evento apenas de meio ambiente, quando na verdade, a reunião engloba também discussões políticas, sociais e econômicas.
Um outro entrave que a cidade fluminense enfrenta são os grande engarrafamentos para chegar e sair do Riocentro, o principal local de negociações da conferência. Para se ter uma ideia, da Zona Sul até os pavilhões, leva-se cerca de duas horas de carro.
Mas apesar da desorganização do tráfego, 20 anos depois da Eco-92, a população carioca e também os turistas voltaram a respirar a economia verde. Por todos os lados é possível escutar sotaques carregados e ver estrangeiros interessados em se interar mais sobre os eventos da Conferência.
A Cruz Verde Internacional, organização fundada pelo ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev, pediu nesta segunda-feira, 11, aos líderes que estarão na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que apresentem soluções concretas contra a mudança climática.
ESPECIAL: A cobertura da Rio+20
“O que queremos é liderança. A liderança não se expressa detectando os problemas, mas apresentando soluções. Até o momento, nenhum dos mais de cem líderes que participarão da Rio+20 apresentou alguma ideia. Precisamos resolver esse problema agora”, assinalou Alexander Likhotal, presidente da Cruz Verde.
“O desenvolvimento sustentável não será nunca alcançado se não lutarmos previamente contra a mudança climática”, completou Adam Koniuszewki, diretor da comissão de alto nível sobre Mudança Climática estabelecida pela Cruz Verde.
O ex-presidente da União Soviética iniciou essa organização com a intenção de estimular “uma resposta internacional urgente” diante dos riscos da mudança climática.
Declaração
No próximo dia 18 de junho, quatro dias antes do início da Rio+20, a Cruz Verde apresentará um documento contendo um resumo com as principais consequências da mudança climática, os benefícios da ação preventiva e o pedido de uma decisão política urgente.
“A mudança climática é só a ponta da crise sistêmica que afrontamos. Isso traz ameaças existenciais à estabilidade global e a segurança que podem sacudir os alicerces da civilização moderna”, diz a declaração. “É o maior desafio da próxima década. Portanto, deveríamos enfrentar esta crise sistêmica com soluções adequadas baseadas no conhecimento cientifico e centrado diretamente nas causas e no impacto da mudança climática”, completa o texto.
Concretamente, essa declaração possui o objetivo de implementar medidas de redução na emissão de poluentes, de preservar o capital natural e recuperar ecossistemas e de empreender uma adaptação rápida ao impacto inevitável da mudança climática, além de reorientar a economia com um enfoque sustentável e mobilizar os recursos financeiros necessários para essas transformações.

Segurança da ONU em evento no Riocentro (Tasso Marcelo/AE)
Paulina Chamorro, com informações de Liana Leite, Rio de Janeiro
A partir desta terça, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Riocentro passa por 18 dias ao controle da Nações Unidas. A cerimônia oficial de entrega foi ao som da ópera ‘O Guarany’ aconteceu com o hasteamento das bandeiras da ONU, do Brasil e da Rio +20, no Riocentro.
Ao mesmo tempo em Brasília, para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidente Dilma Rousseff lançou um documento com os três pilares do desenvolvimento sustentável: o crescimento econômico, o desenvolvimento social e também ambiental.
Na capital fluminense, a Ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira anunciou que este ano o Brasil alcançou a menor taxa de desmatamento da Amazônia, desde 1992. O número passou de 13.600 km² em 1992 para 6.418 km² em 2012. A pior taxa foi em 2004, quando a Amazônia teve 27 mil km² desmatados.
E para a Conferência que começa dia 30, o porta-voz da ONU na Rio+20, Giancarlo Summa, diz que não está preocupado com as obras que ainda não estão finalizadas, já que tudo, segundo ele, está bem encaminhado para estar pronto no dia 13, quando começam os eventos. A partir de agora, toda a segurança dentro do Riocentro será de responsabilidade da ONU.
Ouça abaixo:

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet irá participar (Foto: Fabio Motta/AE)
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York
Será realizada durante a Rio+20, a Cúpula das Mulheres Chefes de Estado, para discutir a integração feminina no desenvolvimento sustentável.
A reunião, no dia 21 de junho, terá a presença de presidentes e primeiras-ministras de vários países, anunciou a ONU Mulheres.
Igualdade de Gênero
Entre as confirmadas, estão a presidente brasileira, Dilma Rousseff, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e a líder da Libéria e Prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson-Sirleaf.
A cúpula vai fechar o Fórum de Mulheres Líderes pela Igualdade de Gênero, que será realizado em parceria com o governo do Brasil de 19 a 21 de junho, no Riocentro.
No encontro, líderes de governos, sociedade civil e setor privado vão discutir o empoderamento feminino nas três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, econômica e ambiental.
A ONU Mulheres afirma trabalhar em todas as regiões do mundo para assegurar um desenvolvimento mais equitativo e justo.
Ouça reportagem:
Agência Brasil
A Organização das Nações Unidas (ONU) está incentivando internautas a participar nesta quarta-feira, 30, de uma campanha sobre a Rio+20. A ideia é mobilizar os cidadãos acerca das discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio entre os dias 13 e 22 de junho, a fim de garantir resultados mais concretos para o evento.
A ONU pede que os internautas usem as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, para amplificar as mensagens da conferência. No Twitter, os usuários poderão mandar mensagens para a ONU, usando as palavras-chave #RioMais20, #FutureWeWant e #eusounos. As melhores mensagens serão divulgadas pelas Nações Unidas.
No Facebook, espera-se que os internautas compartilhem os vídeos e as fotos da campanha, que podem ser encontrados no endereço eletrônico http://on.fb.me/MUdqsj. A campanha também será veiculada pelo Google+ http://gplus.to/ONUBrasil) e pelo Youtube http://www.youtube.com/unicrio).
Por Paulina Chamorro
Uma das boas iniciativas para a Conferencia das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável é a participação da sociedade em várias frentes.
Esta interação se dará não somente pelos eventos e discussões na semana da “Cúpula dos Povos”, mas também na mesa dos negociantes.
Foi criada o site www.riodialogues.org, onde, mesmo que você não vá ao Rio no período da Conferência, pode sugerir discussões para os tomadores de decisão.
O site aponta alguns tópicos para os diálogos sobre desenvolvimento sustentável como Oceanos, Florestas, Alimentação e segurança alimentar, Água, entre outros não menos importantes. Depois de se cadastrar, você escolhe seus temas de interesse, se junta a um grupo e começam as discussões virtuais.
Acabo de me inscrever e me juntar a um grupo. Escolhi ‘Oceanos’, um tema pouco visto nas reuniões internacionais. Como os oceanos não tem barreiras internacionais (me refiro ao alto-mar , obviamente), e como a proteção e manutenção dos mesmos é mais do que urgente, me chama a atenção como se darão as discussões neste âmbito. Vi muitas sugestões por lá para a questão da pesca. Projetos recomendando como acabar com a sobrepesca principalmente.
Estes diálogos estarão abertos para participação até o dia 3 de junho. E o mais importante, reforço, é que irão direto para a mesa de negociação, como uma sinalização do que a sociedade global acha que realmente deve ser discutido na RIO+20
Não perca esta chance de se envolver! E conte sua experiência aqui!
O que você sugeriria para os tomadores de decisão na RIO+20?
P.S: Ainda está fraco o meu grupo de Diálogos. Apesar de ser uma incitiava mundial, o grupo tem apenas 686 membros.
2012