Atualizado às 11h36
A presidente Dilma Rousseff foi escolhida pelos chefes de Estado e governo presentes a Rio+20 para presidir a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável nesta quarta-feira, 20. Aos representantes da reunião, a presidente se disse certa de que a Rio+20 atingirá os objetivos a que se propõe.
A conferência foi oficialmente aberta pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, logo depois de ser exibido um vídeo mostrando a atual situação ambiental do planeta. O líder das Nações Unidas, então, disse haver consenso entre as delegações presentes de que Dilma deveria ser escolhida para presidir a conferência e que ela teria o chanceler Antonio Patriota como seu vice. Os aplausos confirmaram-na como a presidente da cúpula da Rio+20.
Em seu discurso de abertura, Dilma agradeceu a confiança depositada em si pelos chefes de Estado e governo. “A expressiva liderança mundial que hoje acorre ao Rio indica o compromisso dos Estados com a complexa e urgente agenda do desenvolvimento sustentável”, continuou a presidente dizendo-se certa de que a Rio+20 atingirá seus objetivos.
“O compromisso é complexo e urgente da agenda do desenvolvimento sustentável. Não tenho dúvidas de que estamos à altura dos desafios que nos impõem”, disse. Dilma fez apenas um breve discurso de abertura e anunciou que expressará a posição do Brasil sobre os temas debatidos na Rio+20 na sessão plenária da tarde. Inicialmente, seu discurso está previsto para as 16h.
Parte do discurso a ser feito por Dilma à tarde foi antecipado por meio de uma fonte da delegação brasileira. A presidente pedirá à lideranças internacionais, que busquem soluções de longo prazo para problemas atuais, com críticas a medidas imediatistas, sobretudo em relação à crise internacional.
Dilma ainda dirá que o mundo perdeu a capacidade de pensar a longo prazo na busca de soluções rápidas, numa referência à atual crise econômica internacional. O tom do discurso será de “olhar para o futuro”, contou a fonte sob condição de anonimato.
Começa nesta quarta-feira, 20, a reunião de mais alto nível da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A presidente Dilma Rousseff passou os últimos dias com os chefes de Estado do G20 no México e chega ao Rio para receber quase cem primeiros-ministros e presidentes que participam da reunião, na qual será assinado o texto oficial da conferência, aprovado na terça pelas delegações.
Dilma celebrou o documento oficial da Rio+20, classificando-o como “um grande avanço, um vitória”. O texto, porém, foi aprovado às pressas sob o comando da delegação brasileira nos primeiros dias da conferência e provocou críticas entre ambientalistas e ONGs. Acompanhe aqui o discurso da presidente e de outras autoridades, transmitido pela ONU neste link http://webtv.un.org/live-now/watch/rio20-plenary-meetings-see-schedule-for-more-details/1685917483001.
12h18 – Quase 20 minutos depois de começar o discurso, Mugabe termina dizendo esperar que a Rio+20 seja o primeiro passo na direção de mudanças significativas nas políticas ambientais do planeta.
12h10 – O ponto principal do discurso de Mugabe – que durou bem mais que cinco minutos – foi a importância da economia verde como o único caminho para salvar as populações rurais da África das mudanças climáticas. Mugabe disse falar “em nome dos países em desenvolvimento”.
12h05 – Enquanto os chefes de Estado discursam, ativistas protestam em uma área do Riocentro contra os subsídios para combustíveis fósseis. O conceito utilizado no protesto foi o de linha vermelha, o limite ao qual o mundo chegou.
11h59 – Depois do presidente do Tajiquistão, quem discursa é o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, polêmica figura entre as lideranças da África. Mugabe preside o país africano há quase 25 anos e está proibido de viajar para vários países. Ele é considerado um dos “ditadores modernos” por analistas do cenário internacional
11h50 – O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, já está o Rio de Janeiro.
11h43 – O tempo máximo destinado a cada um dos pronunciamentos é de cinco minutos – o que tem sido respeitado até agora.
11h35 – Parte do discurso a ser feito por Dilma à tarde foi antecipado por meio de uma fonte da delegação brasileira. A presidente pedirá à lideranças internacionais, que busquem soluções de longo prazo para problemas atuais, com críticas a medidas imediatistas, sobretudo em relação à crise internacional.
Dilma ainda dirá que o mundo perdeu a capacidade de pensar a longo prazo na busca de soluções rápidas, numa referência à atual crise econômica internacional. O tom do discurso será de “olhar para o futuro”, contou a fonte sob condição de anonimato.
11h27 – Todos os representantes apontam falhas no documento e dizem que o texto não contempla as principais exigências dos Major Groups. Mas dizem que não é muito tarde e que há tempo para mudanças – os três dias durante os quais os líderes mundiais estarão reunidos no Riocentro.
11h20 – As palavras e a retórica usada são as mesmas – estamos em um momento crítico, o futuro está em risco e há apelos para que os chefes de Estado tomem, de fato, atitudes. O sentimento de frustração predomina.
11h15 – Os representantes dos chamados Major Groups também farão breves pronunciamentos. O tom é de fortes críticas ao documento aprovado. Os representantes se dizem extremamente frustrados, já que o documento não contempla nenhum objetivo pontual para que haja uma mudança de situação.
10h57 – “Esta é uma ocasião histórica”, diz Patriota, completando que a Rio+20 é uma oportunidade única, 20 anos depois da Eco-92, para que os chefes de governo e Estado olhem para o futuro e tomem medidas pelo desenvolvimento sustentável.
10h54 – Dilma afirma que expressará a posição brasileira sobre os temas debatidos na Rio+20 na sessão plenária da parte da tarde. Patriota é chamado.
10h53 – “Nessa breves palavras quero agradecer o mandato que acabaram de me conferir. A expressiva liderança mundial que hoje acorre ao Rio indica o compromisso dos Estados com a complexa e urgente agenda do desenvolvimento sustentável”, diz Dilma, dizendo-se certa de que a Rio+20 atingirá seus objetivos.
10h52 – “Agradeço a todos os presentes a eleição como presidente da conferência”, inicia Dilma.
10h51 – Dilma é chamada para fazer a abertura da Rio+20.
10h49 – Segundo Ban Ki-moon, há consenso entre todas as delegações que Dilma seja a presidente da conferência. Os aplausos confirmam a informação – e Dilma na presidência. O chanceler Antonio Patriota será o vice-presidente e vai liderar as plenárias na ausência de Dilma.
10h47 – Ban Ki-moon bate o martelo e inicia oficialmente a conferência. Ele anuncia os procedimentos comuns – a eleição do presidente da conferência e outros trâmites – e, em português, se diz muito feliz de voltar ao Brasil. Ele agradeceu o País por tomar a frente as discussões.
10h46 – “Nós, a próxima geração, exigimos ações, exigimos mudanças, para que assim tenhamos um futuro. Confiamos em vocês nas próximas 72 horas para colocas os nossos interesses acima de todos os outros e fazer a coisa certa”, continua. “Pensem por que estão aqui. Estão aqui para salvar a Terra, ou para salvar a nós mesmos?”, finaliza.
10h44 – “O tempo está passando, e está se esgotando. Vocês tem três dias para salvar o futuro dos seus filhos. Dos meus filhos. Dos filhos dos meus filhos”, apela a garota.
10h42 - Fala agora a neozelandesa Brittany Trilford. Estudante de 17 anos, ela ganhou um concurso internacional promovido por uma ONG com um vídeo de 3 minutos gravado em sua casa. “Hoje, represento as 3 bilhões de crianças do mundo. Pense em mim como metade da população. Peço a vocês que trabalhemos para mudar a atual situação”, pede ela aos chefes de Estado.
10h40 – O secretário-geral diz que, antes da abertura, será passado um vídeo mostrando a atual situação do planeta. O vídeo fala da revolução industrial, dos desenvolvimentos tecnológicos e do impacto que essas evoluções tiveram no meio ambiente.
10h35 – Ban Ki-moon pede que os presentes tomem seus lugares.
10h21 – A ONU acaba de informar que a presidente Dilma fará um rápido pronunciamento de abertura agora às 10h30. ela fará seu discurso oficial somente às 16h.
10h16 – Devem discursar também nesta quarta os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e da França, François Hollande, além do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao.
10h10 – A segurança tem atrapalhado o trânsito nas proximidades do Riocentro neste primeiro dia de cúpula de chefes de governo e Estado. Há várias barreiras do Exército e da Polícia Militar nas vias de acesso ao evento que permitem apenas a passagem de veículos credenciados para a conferência.
10h06 – A sala plenária, onde os líderes se reúnem, foi vetada para os jornalistas que cobrem a Rio+20. Apenas fotógrafos serão permitidos no local, e por um breve período de tempo. As medidas fazem parte do esquema de segurança montado pela organização da cúpula.
9h59 – Os chefes de Estado e governo começam a chegar à sala plenária, onde farão seus discursos. Já há movimentação no espaço.
9h51 – Dilma e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, devem falar ao início da cúpula de chefes de Estado. A presença da presidente brasileira na abertura era incerta até a noite da terça-feira.
9h45 – A ONU informou que foram entregues 38.442 credenciais para o Riocentro desde o início da Rio+20, incluindo 9.796 para delegações, 6.877 para ONGs e Major Groups e 3.351 para jornalistas. Inicialmente, falava-se em 50 mil participantes. A conferência termina na sexta-feira.
9h30 – O governo confirmou a participação de 94 líderes mundiais na Rio+20. O evento, porém, não receberá o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente americano, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
Luciana Nunes Leal – O Estado de S. Paulo
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que acompanhou a presidente Dilma Rousseff na inauguração do Pavilhao Brasil da Rio+20, destacou três características da conferencia sobre desenvolvimento sustentável que começa nesta quarta-feira, 13.
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A primeira, chamou de “universalidade da representação”, já que representantes de mais de 190 paises discutirão em condiões de igualdade. O segundo ponto é a ideia de que “a construção do desenvolvimento sustentável deve se dar de forma inclusiva”. A terceira caracterisica destacada por Patriota é o fato de que os países discutem questões de médio e longo prazo, o que faz com que o diálogo da Rio+20 seja diferente do debate comum entre governos.
Patriota lembrou ainda das dificuldades dos países desenvolvidos. “As economias têm dinheiro, mas estão em crise, estão focadas no imediato, no curto prazo. Aqui tratamos do médio e do longo prazo. Espero que os dois enfoques se complementem, mas existem diferenças”, afirmou o chanceler ao final da visita pelo pavilhão.
“Aqui vamos ter um ambiente inclusivo para falar do futuro da humanidade, não só em termos de países, mas da sociedade civil também”, concluiu.
A presidente Dilma Rousseff abriu oficialmente a Rio+20 nesta quarta-feira, 13, pedindo o compromisso de todos os países na busca pelo desenvolvimento sustentável. Dilma pressionou as nações desenvolvidas, que apesar da crise, não atingiram suas metas de sustentabilidade.
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“Não consideramos que o respeito ao meio ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico. Pelo contrário, um posicionamento pró-crescimento, de preservar e conservar é intrínseco à concepção de desenvolvimento, sobretudo diante das crises”, afirmou.
Dilma ressaltou que “o ambiente não é um adereço, faz parte da visão de incluir e crescer porque em todas elas nós queremos que esteja incluído o sentido de preservar e conservar”. Para ela, os compromissos apresentados durante a Rio+20 foram assumidos “voluntariamente”. “Consideramos que a sustentabilidade é um dos eixos centrais da nossa conviccção de desenvolvimento”, destacou.
A presidente estava acompanhada dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Aloísio Mercadante (Educação), Ana de Holanda (Cultura) Edison Lobão (Minas e Energia), Helena Chagas (Comunicação), Gastão Vieira (Turismo) e Marco Antonio Raupp (Ciência, Tecnologia e Inovação).
Além deles, estão presentes à cerimônia o secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e Mauricio Borges, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), organizadora do Pavilhão Brasil, onde ocorreu a cerimônia de abertura.

A presidente Dilma Rousseff, acompanhada do governador do Rio, Sergio Cabral Filho e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (à direita), inauguram o Pavilhão Brasil no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O Pavilhão Brasil é reservado para exposições de projetos do governo brasileiro e de outros 57 países.
Herton Escobar – O Estado de S. Paulo
As decisões da Rio+20 não podem ser boas apenas no papel; elas têm de ser capazes de produzir resultados reais que coloquem o planeta no rumo do desenvolvimento sustentável, segundo o secretário-geral da conferência, Sha Zhukang.
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“Nossos compromissos definem quem somos, são um reflexo do nosso caráter”, disse ele, na abertura da terceira e última rodada preparatória de negociações sobre o documento final de decisões da Rio+20. “Precisamos de resultados que sejam ambiciosos e históricos.”
Zhukang pediu cooperação e flexibilidade de todos os setores – governos, sociedade civil e empresas – na busca do desenvolvimento sustentável. “Os governos carregam a responsabilidade principal, mas não podem fazer tudo sozinhos. Precisamos de uma parceria compacta”, disse o secretário-geral.
2012